Notas iniciais
Olá pessoal, tudo bem? Espero que sim. Vamos lá conhecer a Vanessa...

—Ninguém precisa entrar em desespero. – Edward falou alto tentando de fazer ouvir acima da confusão que estava acontecendo. – Tenho tudo sobre controle. – ele retirou do bolso da calça um bloquinho e procurou até achar a página certa. – Aqui está. Se a bolsa romper quando estivermos com visitas. Maia, você fica e cuida dos convidados, mas não cuide muito do garoto não. Chega de bebês por um tempo nessa casa. E ainda preciso saber as intenções dele com você.

Maia levou as mãos ao rosto, constrangida. Ela tinha gostado de Sebastian, mas só o conhecia há cinco minutos e aquilo não era o suficiente para determinar se eles poderiam ou não ter uma futura relação.

—Continuando. Mamãe e Renée, por favor, não se matem. Vamos celebrar uma vida e ninguém aqui quer participar de velório. Papai e Charlie, vocês cuidem da casa e vigiem as duas brigonas. Luke suba e pegue as duas bolsas que estão no quarto do bebê. – as bolsas estavam prontas há semanas. – E Luke. – Edward o puxou. – Se mantenha em silêncio. Tudo o que disser poderá irritar a sua namorada. – ele o empurrou de leve para que fosse correndo fazer o que lhe foi pedido. — Bella você fica responsável por acalmar e cuidar da Emily. Agora vamos lá meu povo. Vanessa vai nascer. – ele soprou o apito com bastante animação.

—Se você soprar isso de novo, enfiarei ele na sua goela. – Edward se virou achando que a ameaça tinha vindo de Bella, mas era da nora.

—Caramba, falou igual a sua mãe agora. Sem estresse, temos tudo sobre controle. – ele entregou um relógio para Bella. – Vai marcando o intervalo entre as contrações.

—Sem estresse? – Emily gritou o assustando. – Tem uma criança querendo me rasgar ao meio e você me diz sem estresse? Tem problemas?

—Emily, se você gritar de novo com o Edward eu te dou uns tapas garota. – Bella a repreendeu. – Agora anda logo e vamos para o carro. E você. – apontou para o noivo. – Se falar, sem estresse mais uma vez, vou te dar uns tapas também.

—Tal mãe, tal filha. – resmungou indo em direção do carro.

—Boa sorte, irmãzinha. – Maia deu um abraço rápido nela. – Mãe mande fotos assim que a Vanessa nascer.

—Pode deixar e cuide de tudo. – pediu e se desculpou com os convidados.

—Tudo bem, Bella. Depois quero conhecer a sua neta. – Rosalie a abraçou e soprou um beijo para Emily que se contorcia de dor.

—Nunca mais vou dar para o Luke. – resmungou sendo amparada pela mãe.

—Você fala isso agora. – riu se recordando que tinha dito a mesma coisa.

—Acho que vou morrer mãe. – ela se acomodou no carro.

—Peguei as bolsas. – Luke pulou no banco do carona. Ele estava muito ansioso e com medo. Não se sentia preparado para ser pai e temia que algo pudesse acontecer com a namorada ou com a filha.

—Não fez mais que a sua obrigação. – Emily gritou com ele.

—Poxa, eu nem fiz nada errado. – lamentou colocando o cinto.

—Filho, hoje, só por você ter nascido, já vai ser um motivo para ela te odiar. Quando a bebê nascer, as coisas voltaram ao normal. – garantiu manobrando o carro.

—Que dor, meu pai. Acelera aí. – Emily pediu e Bella segurou as mãos dela.

—Lá vamos nós. – Edward saiu cantando pneus pelas ruas da cidade.

[...]

—Mãe, eu estou morrendo. – Bella secava o suor da testa da filha.

—Não seja exagerada, garota. Falta pouco para vermos o rostinho do nosso bebê.

—E se eu for uma péssima mãe? – perguntou entrando em desespero. Luke se mantinha no canto no quarto sem nem ao menos piscar. Emily já tinha brigado com ele umas vinte vezes e ele resolveu apenas ficar quieto em um canto.

—Não vai ser. – garantiu segurando as mãos dela.

—Como pode ter certeza?

—Bem, se você não for eu te bato. Então trate de fazer o seu melhor. – piscou para ela. – Estarei ao seu lado, querida. Não posso te ensinar tudo e nem dizer como vai criar a sua filha, mas estarei com você e sempre que precisar de conselhos, puxões de orelha, ou seja, lá o que for, poderá contar comigo.

—Obrigada mamãe e desculpa por ter te decepcionado tanto.

—Você não me decepciona. – deu um beijo na testa dela. – Talvez quando deixa a toalha molhada jogada por aí, mas fora isso, você só me enche de orgulho querida. Agora seja forte que seu bebê já vai nascer. – apertou a mão dela e a médica se posicionou ao lado delas.

—Pronta Emily? – perguntou sorrindo e já se posicionando para iniciar o parto.

—Quase. Luke? – chamou em meio a um grito, quando sentiu uma forte pontada.

—Sim, amor. – ela estendeu a mão livre para que ele pudesse segurar.

—Fique comigo. – pediu num fio de voz.

—Não quer que eu filme?

—Se você filmar, eu te mato. Agora só fique calado e segure a minha mão. – ordenou e ele obedeceu imediatamente.

—Certo. Emily. Vamos lá. Quando pedir, faça força, certo? – ela olhou desesperada para a mãe.

—Não tenha medo, meu anjo. – Bella incentivou e a garota respirou fundo e acenou para a médica.

—Ok. Força que já estou vendo a cabeça.

—OMG!

—Força, Ems. – Luke sussurrou apertando a mão dela.

Foram precisos só alguns poucos empurrões para que a sala fosse preenchida por um som alto e forte de choro. Emily estava esgotada, mas exibia um sorriso enorme e sorriso esse que era espelhado pelo namorado e pela mãe.

—Ela é muito linda. – Luke olhava admirado para a filha. – Não acredito que fizemos um bebê tão lindo assim.

—Ela se parece com o nosso lado da família. – Bella secava as lágrimas.

—Também quero ver. – Emily pediu sem forças para se erguer.

—Aqui está. – Angela colocou a pequena Vanessa nos braços de Emily.

—Não quero deixa — lá cair. – segurou um pouco sem jeito a filha.

—Assim. – Bella ajudou a ajeitar a bebê no colo dela. – Ela é perfeita, assim como você querida.

—Tão linda. – Emily não sabia se chorava ou se ria. – Ela tem os seus cabelos, Luke, mas o resto é toda da minha família.

—É mesmo. – os dois olhavam com adoração para a filha. – Obrigado, Ems. Pela filha maravilhosa que você me deu. Prometo que vou cuidar de vocês e me esforçar muito para ser um bom pai e um bom marido, futuramente, é claro. – foi logo explicando.

—Digam xis, pessoal. – Bella pediu com a câmera do celular apontada para os três.

—Ai mãe. Estou um caco. – reclamou.

—Emily, pelos próximos meses, ninguém liga para você. Só queremos saber do bebê. – Emily fez um bico e depois teve que concordar com a mãe, todos iriam ter olhos só para o bebê lindo que ela carregava.

—Pessoal, sinto muito, mas temos que levar a Vanessa. – pediu a pegando.

—Ela está bem?

—Sim, Bella. Sua neta é saudável, mas precisamos fazer alguns remédios. – Bella assentiu e deu um beijo na filha.

—Vejo você mais tarde. Vamos Luke. – saiu puxando o genro/enteado.

—E aí? – Edward perguntou cheio de ansiedade.

—Ela é perfeita, pai. – Luke o abraçou.

—Parabéns, filho. Se prepare para ter a sua vida virada de cabeça para baixo. – deu uns tapinhas nas costas dele. – Tiraram foto?

—Sim. Aqui está. – Bella entregou o celular para ele.

—Ela é a cara da Emily e de você também, amor. Pelo menos puxou o nosso cabelo. – ele olhava com muita admiração para a foto da neta.

– Vou ligar para o pessoal e avisar que a Vanessa já nasceu. – Luke avisou deixando os dois a sós.

—Vem cá. – Edward puxou a noiva para seus braços. – Em breve seremos nós.

—Nem acredito que temos uma neta. – Bella apoio a cabeça no peito dele. – A ficha está custando a cair.

—Eu sei, amor. Sinto o mesmo. Somos tão jovens para já sermos avós.

—Teremos energia o suficiente para ter quatro crianças em casa? – ela ergueu a cabeça para ver a expressão dele.

—Quatro?

—A Maia é bem madura, então serão apenas quatro. – os dois riram.

—Sim, ela é. Sabe Bella. – ele se afastou um pouco dela. – Quero assumir completamente o papel de homem da casa e pai das meninas. Vou cuidar deles como se elas fossem minhas filhas. – prometeu.

—Obrigada, amor. Não esperaria menos de você e elas vão ficar muito felizes, perderam o pai tão cedo.

—Lamento muito por isso, mas fico feliz que ele tenha deixado o caminho livre para mim. – Bella deu um tapa nele.

—Não seja insensível.

—Não estou sendo. Só estou falando a verdade. Se ele estivesse vivo e vocês estivessem juntos, eu jamais tentaria algo com você, mesmo te amando tanto.

—Então, que bom que o caminho estava livre. – ela o beijou com suavidade.

—Quem está sendo insensível agora, hein? – a cutucou.

—Sua insensibilidade me contaminou. – murmurou se aconchegando nele.

—Podemos ir ver a nossa neta agora? – pediu a apertando e sentiu o filho se mexer. – Fica com ciúmes não, garotão. Papai te ama também.

—E eu amo vocês dois. – pousou as mãos sobre o ventre. – Agora vamos lá ver a Vanessa. – deram as mãos e foram em direção ao berçário.

Notas finais
Esse povo consegue transformar até um velório em comédia, rsrs. Em breve tem mais bebê chegando... Comentem, palpitem, indiquem e recomendem a vontade. Bjs e até mais.