Juntos... Sempre Juntos
5 Agora ou nunca ( parte 02 - Hora do Adeus)
Notas iniciais
— O que estão aprontando aqui... — a professora entra no meio da multidão, me vendo ela leva um susto. _ Vo.. Vocês... não perderam nada aqui... saiam... Bel querida... me acompanhe por gentileza. — ela diz ainda meio em choque, meus olhos já estavam marejados pra não chorar na frente deles, esse mico já era o suficiente. Coloco minha blusa e fito David e Pietra com ódio saindo de perto deles indo junto com a Professora.
Ela caminhava em silencio pelos corredores, eu ia atrás dela ainda meio envergonhada com tudo aquilo, chegando na sala dos professores ela abre a porta pra eu entrar e entra logo em seguida fechando a porta. A sala estava vazia o que já me deixava mais tranquila, pelo menos ela não iria me levar pra diretoria. Aquele diretor me assustava.
— Quer um café, uma agua ou algo assim? — ela me oferece amigável com um leve sorriso no rosto, faço que não com a cabeça ainda meio cabisbaixa. A mesma aponta um lugar para mim sentar. _ Será que eu posso? — ela diz se referindo a ver meus machucados. Faço que não com a cabeça e a mesma vem em minha direção se sentando ao meu lado. _ Sabe que pode confiar em mim não é Bella? — ela diz serena e calma. Melissa era como uma avó pra mim, tinha um enorme carinho pela mesma, mas não queria envolver ela na minha vida pessoal com meu pai.
—Desculpe Melissa, tem coisa que você não precisa saber sobre minha vida. — digo calma porem firme.
—Não quer me dizer por que? Foi o Jorge que fez isso com você? — Ela me olha e eu a fito meio confusa, ela não estava brincando, achava mesmo que talvez tenha sido meu irmão.
—Que? Jorge? Que bobagem... esta falando besteiras. — me levanto do lugar indo pra perto da Janela.
—Se não é ele... por que então não quer dizer? Não teria motivos pra esconder essas coisas de mim... a menos que esteja querendo defender seu irmão. Se ele esta te machucando assim, não terei outra alternativa que não seja contar pra policia ou para seu pai sobre isso. — Ela dizia ainda sentada no sofá
— Você não vai contar pra ninguém! Policia, direção, Meu pai... ninguém entendeu? — grito meio nervosa com ela. _ Não devo satisfação da minha vida a ninguém, minha vida é só minha.
— Bella?! Nunca a vi falar desse jeito... Okay, não quer que eu te ajude, beleza, eu entendo. — Ela se levanta abrindo a porta. _ Nesse caso, não a o por que estar aqui... pode voltar para a sala. Tenho que ir a direção e logo estarei na sala. — Ela diz seria e eu gelo indo ate a mesma
— O que vai fazer na direção? — falo meio aflita
— Isso não é da sua conta é? — ela me olha seria
—Não vai contar nada pra eles sobre isso vai? Não pode fazer isso.
— Porque não? Você não fala, então terei que perguntar a seu irmão e se ele não colaborar teremos que recorrer a seu pai. Agora já pode ir, esta liberada.
—Não espere.... eu... eu falo, mais só se prometer não contar pra ninguém.
— Confie em mim.
Tive que abrir o jogo com Melissa e contar tudo sobre meu pai e como ele é na verdade, isso chocou minha professora de tal forma que a expressão de espanto não saia de seu rosto nem sequer um minuto, mais pelo menos sabia que Jorge estaria livre de qualquer acusação injusta.
***
Na saída estava conversando com Pietra sobre o acontecido, brigando com ela na verdade, ainda estava brava com tudo que tinha acontecido, mas ela conseguia ser tão chata que meio que me obrigava a falar com ela. Enfim... lá estava eu aturando aquela "Pessoinha irritante" quando Jorge aparece junto ao Henry, Pietra era apaixonada pelo meu irmão, mais ele era muito "BadBoy" e não gostava de se relacionar com ninguém, ele ate achava ela "Bonitinha" mais ainda sim preferia não se apegar.
—Jorge! Onde esteve? — pergunto quando o mesmo se aproximar, percebo o jeito estranho que Pietra fita ele. Não era o típico olhar de "Uhh gatinho! venha que eu te uso e abuso" que ela sempre tinha era mais um olhar de "canaaalha". Estranhei aquele olhar porem ignorei isso
—Onde eu estava quando?
—Que tal... O tempo todo? — cruzo os braços.
—Estávamos planejando a fu... — Henry ia falar algo e recebe um cutucão do Jorge para ficar quieto. _Estávamos planejando o trabalho de.... Filosofia. — Diz ele tentando melhorar a situação.
— Sim temos só hoje pra terminar. — O jeito que Jorge falava... estava na cara que era mentira.
—Devia ter me avisado né. — reclamo.
—Desculpe pequena, bom... Melhor irmos logo pra casa. Tchau Henry, tchau Pi. — ele diz e fomos indo.
—Qualquer coisa me liga... Tchau Bel sua linda. — ele manda um beijo pra mim e eu ignoro.
O caminho para casa foi silencioso ele não me disse sobre o dia dele e nem eu disse nada sobre o meu dia. Foi ai que olho meu celular com uma mensagem de Pietra "de novo!"
*Foi ele que fez aquilo com você?* lendo isso eu começo a entender o por que daquele olhar para o Jorge que ela deu... porque todo mundo acha que foi meu irmão... será que não perceberam como nos damos bem? Nem respondi a mensagem e continuei meu caminho ate em casa.
****
Mais tarde já de noite eu estava na cozinha preparando a janta quando Jorge desce.
— Bel? Preciso da sua ajuda... Me empresta seu tablet? O meu note não quer pegar e eu preciso entra no meu e-mail.
— Quebrou ele de novo é? Sabe que o pa... John... — Lembrei do que John havia dito mais cedo. _ sabe que ele não vai querer te dar outro.
— não estou nem ai... e ai? Vai emprestar ou não? Eu fico de olho nas panelas.
— Tá bom... — Subo as escadas indo ate meu quarto.
***
*Jorge*
Assim que ela sobe eu abro o frasco de sonífero e coloco na panela de macarrão com molho, não era problema colocar lá... já que minha irmã não come molho por ser alérgica e eu não sou muito fã de massa.
Assim eu misturo o macarrão pra disfarçar o cheiro e a cor minha irmã aparece com o tablet me entregando.
—Valeu pequena...
— Vê se não quebra o meu tablet e nada de baixar pornô ai viu? — ela diz pegando os pratos e eu dou uma risada espontânea.
— Pode deixar... só vou deixar uns nudes meus aqui.
— Eca! — ela ri e escutamos o carro de John estacionar. _ melhor já colocar a comida dele aqui
— verdade, senão já vem ele reclamar, já desço pra comer. — falo indo para as escadas e escuto John falar algo mais ignoro e pego meu celular mandando uma mensagem pro henry
*Sonífero colocado. Que ele coma bastante e entre em coma.*
****
*Bella*
John estava na sala comendo e eu na cozinha lavando a louça, Jorge estava no quarto, foi estranho ele sempre quando termina de comer me ajuda com a louça, só que hoje ele subiu correndo falando que precisava achar a mala dele. Vai entender... terminando a louça fui ate a sala pra pegar o prato do John. Vejo ele meio deitado no sofá, nem tinha terminado a mistura e o copo de suco havia caído todo no tapete.
—Ai John... caramba, assim não ajuda né... eu que limpo isso. — Falo com ele e nada de resposta. _ John? John acorda! Vai pro seu quarto pra mim limpar aqui por favor. — chuto a perna dele de leve e nada de resposta. Não sei por que mais minha reação foi entrar em pânico. _ John! JOHN ACORDA POR FAVOR!!! — mexo com ele e nada.
— Arruma suas coisas pequena... vamos embora daqui de uma vez. — me viro e vejo Jorge com suas malas prontas, sua cara era de pura frieza que chegava a assustar.
—Jorge... o que... o que você fez? Ele está...
—Não!... não matei ele... só dei uma dose grande de sonífero... não sei por quanto tempo ela dura, melhor se apressar.
— O que? Quer que eu saia assim? Deixar ele desse jeito?
— Por que você se importa? O que ele fez pela gente!
— Não Jorge... Não vou pensar assim... não vou deixar ele assim. — Sabe... podem me odiar, mais ele é meu pai.
Deito ele direito no sofá arrumando as almofadas e cubro o mesmo.
—Tudo pode ser diferente John... só depende de você. — sussurro para o mesmo e vou em direção a Jorge. _ Estou pronta. — ele me abraça
— Se apresse. — ele me solta pegando o celular e mandando mensagem pra alguém.
...
E lá estávamos nos, saindo de casa mais uma vez, porem agora eu duvidava que John estaria lá fora com um pedaço de pau para nos bater. Mesmo assim não conseguia para de olhar para trás ainda achando que a qualquer momento aquela porta iria abrir e John iria sair de lá gritando comigo por não ter limpado o suco do tapete, devia ter pelo menos limpado aquilo... droga! Vai manchar o tapete, "serio mesmo que estou pensando nisso?"
Meus pensamentos são interrompidos pelo ronco de um Infiniti prateado com vidros escuros, me aproximo mais de Jorge segurando mais firme no mesmo... escuto ele dizer um "calma pequena" e o vidro do motorista abre revelando a silhueta de Henry.
— O que ele faz aqui?
— Ele vai nos ajudar. — meu irmão sorri de leve e Henry abre o porta malas para colocar nossas coisas, em seguida entramos no quarto e o mesmo deu partida...
" Sabe aquele frio na barriga que você sente quando faz algo de errado e tem medo dos seus pais te bater por isso? bom... eu não sentia mais isso. Meu pai agora estava sozinho... será que agora ele ira atrás da minha mãe? Ou será que ele vai nos procurar? Queria saber o que aconteceu entre eles. Foi mesmo a minha culpa?"
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