Juntos Pela Eternidade

2 Capítulo 02 - Morra! Isso é uma ordem!


Notas iniciais
Yo minna!
Boa leitura!

–Então, o que você está fazendo?

Olhei para ele, pronta para torcer aquele pescoçinho a qualquer momento. Uma viradinha aqui e ali e Pronto! Estaria mortinho!

–Na verdade, eu acho que você teria que me queimar, sabe? Nós imortais da realeza não morremos fácil. Acho que um modo fácil de nos matar é enfiando uma lamina de ...

Minha atenção logo foi tomada. E por um instante me esqueci de ficar brava por ele estar lendo minha mente.

–De... Do que? Fale ai! Compartilhe conhecimento comigo!!!

–Quer dizer, que agora você vai escutar o que estou falando? Pensei que seu plano fosse me ignorar até a noite cair e você poder fugir... Sem antes é claro, me dar um bom chute no...

–Tá!Tá! Não precisa repetir o que eu pensei! Eu sei muito bem o que eu pensei e o que eu não devo fazer... – Suspirei, me rendendo diante àquele oponente que de habilidades tão ardilosas já havia me vencido há tempos – Por favor, só pare de ler minha mente! Eu juro que me comportarei se você parar com isso!

–Não sei não... Você não é de ficar calada diante certas situações, e acho que vai perder a graça se isso acontecer, também – Ele falou olhando fixamente para mim, deixando claro que ele não apenas queria, mas que também nunca iria parar de ler minha mente – Mas, voltando a primeira pergunta! O que você está fazendo?

Olhei para o grande quarto, ainda tentando me acostumar com sua grandiosidade. E voltei-me para a pilha de travesseiros que eu tentava dispor de forma agradável no canto mais afastado do lugar. Era tentador, apenas ceder e ir deitar naquela cama... E oh que cama! Mas, não! A esse nível ela não baixaria! Nunca!!!

–Eu estou arrumando minha cama! –Soltei tentando convencer mais a mim mesma do que a ele, de que aquilo era uma cama – Que é bem mais confortável que essa coisa monstruosa ai!

Apontei de lado para a cama king-size, querendo chorar por dentro com aquela afirmação infindável. Desculpa king-size! Eu sei que você é melhor! Eu sei!!!

–Você é louca!... E mentirosa. Sua boca diz uma coisa e sua mente diz outra... Em qual devo confiar? – Ele questionou a si mesmo, me deixando fula da vida com seu jeito cínico! Como eu queria socar e socar e socar e socar e socar... E socar aquele rosto bonito até ele virar uma massa de carne – Não gostei dessa idéia, acho que socar é meio bruto demais, meninas deveriam ou chutar ou usar uma faca... Facas não! Adagas! Essas sim são elegantes!

Fiquei incrédula.

–Você quer morrer?!

–De verdade? Eu não decidi isso ainda.... Vou pensar sobre e depois te falo – Terminou de falar sorrindo de um jeito travesso.

Continuei ali, parada, estática, com seus modos. Desde quando ele conversava tão amigavelmente comigo?! Pirou, cara!?

–Não, estou muito bem, obrigado! Eu apenas descobri uma coisa muito interessante e quero testar-la... Sabe, ouvi certos boatos sobre aquela cerimônia de união que fizemos. Sobre como e por que aquele servo era escolhido...

–E...? – O incentivei a continuar, não entendendo nada, e pouco me lixando para o assunto.

–Eu estava pensando em como você foi escolhida para ser minha serva, e me lembro vagamente que tinha algo haver com sonhos... Uns sonhos que andei tendo...

–Sonhos? – Arqueei a sobrancelha duvidando seriamente da sanidade mental daquele príncipe – Acho que você precisa dormir, então... Vá em frente que eu zelarei seu preciso sono!

–Zelar? Você acha que eu acredito em alguém que vive imaginando formas terríveis de me matar?!

–Tenho minhas esperanças... – Falei dando de ombros diante de uma bela oportunidade de me vingar – Mas, bem se você duvida tanto... Vou dormir também!

–E, quem deixou? – Vi seu tom de voz mudar. Novamente, aquele toque de grandiosidade apoderou-se de sua voz.

–Eu mesma! Algum problema com isso? –Devolvi esquecendo que estava entrando em um campo minado.

–Sim! Eu tenho. Você.

–Então, porque você não me manda embora e arranja outro escr... Quero dizer, servo?

–Porque, é proibido. Senão eu já teria feito isso há muito tempo, pode ter certeza.

–Há muito tempo?

Ele virou o rosto, e percebi que ele escondia algo de mim.

–O que você sabe e não quer compartilhar? – Falei já em pé a sua frente – Se você falar eu juro que o obedecerei e não o questionarei mais.

Ele deitou na grande cama e lá ficou pensando... Fiquei em pé na beirada da cama, imaginando como seria deitar naquele mar de plumas. AiAiAi!

–Já que você está perguntando e eu não tenho porque esconder... Nós estamos ligados.

–Ligados? Pelo o que?

–Pelo destino.

Um silêncio muito ruim se estabeleceu no lugar. Até que...

–HAHAHAHA! Que droga você está falando? Quer ser romântico ou o que? Se for é só falar que é porque me ama, que já é o suficiente – Ele deu um sorriso de lado com meu comentário – Ops! Eu não quis dizer isso! Só disse para não falar besteira!!!

–Ta. Mas de qualquer forma, foi isso que ouvi os velhos falando. E acabei entendendo um pouco – Ele suspirou alto – Eu percebi que todos os meus irmão e irmãs tinham servos de acordo com seu gosto sexual, tipo o par perfeito.

Tentei lembrar de todos da família real. Tinha tantas pessoas, que eu conseguia lembrar de apenas umas sete.

–Mas e o primeiro príncipe da terceira linhagem? Ele não tem um servo...?

–Sem comentário...

Meio assombrada tentei parar minha imaginação, que já começava a se ‘empolgar’.

–Mas isso não importa! Eu reparei que apesar de alguns de meus irmãos serem casados ele mantêm até depois do matrimonio um relacionamento restrito e escondido com seu servo – Ele parou e olhou para mim, tentando avaliar minha cara, que eu tenho certeza não estava das melhores – Eu cheguei a perguntar para um deles, que tipo de relacionamento eles tinham com seus servos e bem ele respondeu apenas :

“ Ela é minha vida, não se poderia continuar sã sem ela ao meu lado, ela é a única que pode me manter vivo, porém sofro com a certeza de que nunca poderei fazer o mesmo por ela... Na verdade, eu serei aquele que a...”

–E...? Ele falou mais alguma coisa? – Perguntei curiosa e temerosa da resposta.

–Você disse que não ia me perguntar mais nada... E bem, não responderei mais nada! Venha aqui – Ele abriu os braços deitado na cama – Eu quero dormir!

–E o que eu tenho haver com isso?

–Você irá me ajudara a dormir!

–Nunca! Vou dormir no chão.

–Não me obrigue a usar meu poder sobre você... – Ele sussurrou.

–Desculpa, mas não tenho sono, Caro príncipe.

–Mas eu tenho, então venha!

Finquei o pé firme no chão, resistindo a chance de encostar naquela cama.

–Me recuso!

–E desde quando eu me importo para o que você quer ou não?

-Mas por que eu tenho que dormir ai?! Já não basta eu estar na droga do mesmo quarto!?

Ele se revirou na cama, até que depois de ficar pensando por um tempo se sentou.

–Meu irmão que falou! – Eu podia jurar que vi uma fraca tonalidade de vermelho tomar conta de sua bochecha – E se você continuar cogitando a idéia de que estou corando juro que você vai dormi no fundo do poço principal com uma pedra amarrada á sua perna.

–Tá bom, Ikuto-sama. Mas o senhor poderia me falar exatamente o que seu irmão falou?

–Como estou de bom humor, falarei. Ele disse que a coisa mais “confortável” do mundo era dormir do lado do seu servo... Ele disse que eu ia senti algo estranho...

–Confortável, sério? Tenho certeza de que o servo do seu irmão ou era pacifico demais ou era retardado – Até parece que Eu iria aceitar uma coisa dessas sem relutar!

–É melhor você não ficar falando mal dos servos dos outros... Eles não gostam e bem se por um acaso alguém resolver te punir por isso: Irei assistir sentado.

–Claro, Ikuta-sama. Já entendi o recado há muito tempoooooo! Nós nos odiamos e provavelmente outros virão a me odiar! Rá! Que novidade! Hahahaha

–Por favor, fique quieta que eu quero dormir.

–O.K.

Deite-se aqui, agora e durma.”

Se opção meu corpo se moveu automaticamente e logo me vi sendo engolida pela escuridão...


No dia seguinte....

–Se você não sair de perto de mim em exatamente três segundos juro que cortarei sua garganta – Fria... Calculista... Mortal...

Fui acordada da melhor forma possível! Com um IDIOTA gritando na minha orelha! Eu mereço! Mas como não sou estúpida, percebi o perigo em suas palavras e saltei da cama.

–Ohayou gozaimasu! – Falei tentando ajeitar meu cabelo de forma mais apresentável possível.

–Nunca mais se aproxime de mim. Nunca mais encoste nessa cama. E nunca mais faça aquilo!!!! – Ele praticamente gritou, já em pé.

Observei-o assustada. Sobre o que diabos ele está falando?!

-Eu tentei ser decente! Tentei! Tentei cumprir as merdas das regras de meu pai! Mas se for para ser dessa forma, NÃO! Eu vou te matar agora mesmo! E que se dane o estúpido qualquer que esteja nos vigiando!!

Levei um tempo para processar suas palavras.

–Eh....? Tem alguém nos vigiando? Sério?

–Por que mais você acha que um ser como eu fui gentil com... – Ele me fitou com desprezo — ...você?

Fiquei meio atônita. Tanto com o “gentil” dele como com o ódio em seus olhos. Eles não estavam assim ontem... Quase cheguei a acreditar, que ele era... normal...

–Você realmente pensou isso?! Jamais me rebaixarei àquele nível novamente, só o fiz antes, pois senão seria castigado pelo nosso rei, mas agora isso já não têm mais importância! Te matarei aqui, e agora. Ou melhor, você se matará! E nem o estúpido do espião poderá entender o que ocorreu.

–Ei! Ei! Calminha! Espera um pouco! Pense como calma!!! – Comecei a falar num tom de suplica – Eu jovem de mais para morrer!

Ele riu. Uma risada fria e sem sentimentos.

–Até momentos antes de morrer você continua sendo uma estúpida, ainda bem, que farei o favor de tirar esse peso morte da terra – Enquanto falava, ele tirou um fina, porém bela lâmina se uma caixa e estendeu-a mim.

“ Enfie essa lâmina em seu coração”

Novamente aquela força invisível se apossou de meu corpo, porém o medo de morrer ainda era desconhecido.

Alguns passos...

Minha mão foi em direção a lâmina...

Senti o frio do metal conta meus dedos...

Minha respiração ficou mais forte...

A minha frente, eu via apenas o seu sorriso gélido...

Levantei o braço e...

Tudo escureceu...

Notas finais
Finalmente consegui terminar de escrever o segundo capítulo dessa fic...
Eu sei que demorei, mas não posso fazer muito, pois meu blog acaba que tomando todo meu tempo livre (que já é quase inexistente...Hahah...trágico)
De qualquer forma, até o próximo capitulo!
Ja nee