Juntos Pela Eternidade

4 Capítulo 04 - Apronte-se! Isso é uma ordem!


Notas iniciais
Yooooo
Depois de séculos desaparecida, aqui estou eu!
Desculpa a demora para o capítulo, mas bem... Eu já ia desistir dessa fic, mas ai vi os comentários dos capítulos anteriores... Ah! Logo estarei respondendo todos eles ^.^
Esse capítulo não tem muita coisa na verdade, o próximo será beeeeeeeem mais legal! Ta chegando na parte da ação e do inicio do "romance" nessa droga!
Boa leitura!

–Cala a boca e veste esse dai!

A loira falou alto, tacando outra peça de pouco pano em minha direção. Eu já disse que um dia vou mata-la?

–Nunca que saio usando um pedaço de pano desses, prefiro voltar para aquela cela!

Bem, para os confusos, explicarei a atual situação na qual me encontro. Após uma infelicidade do destino, fui escolhida como serva (escrava ou banco de sangue) de um príncipe infernalmente ignorante e altamente “matavel”. Este, após uma série de atitudes suspeitas e dignas de um ser mentalmente instável, tentou me matar (Que surpresa *irônica*) e bem... Fim! Aqui estou eu, vivinha (Não sei como...). Preste a planejar o assassinato da minha mais nova “amiga”.

–Não me faça repetir, verme! – Ela falou com um olhar superior. Ah droga! Lá vem a Utau do mau. Chamo-a assim, já que após observa-la por poucos minutos cheguei a conclusão de que essa infeliz tem duas personalidades nada compatíveis e que me irritam profundamente.

Sem escolha, apenas assenti, imaginando agora a melhor forma de me matar. Bem, a situação já estava ruim, se eu não havia morrido, pode ter certeza de que o principezinho mimado iria terminar seu trabalho quando me visse, ou ao menos quando não tivesse ninguém presente. Então, por que adiar?! Vamos acabar logo com isso!

E com esses pensamentos suicidas e depressivos, passei uma hora inteira no mesmo quarto que a Utau, sem enlouquecer (Que orgulho de mim!).

–Pronto! Agora você parece uma pessoa digna de aparecer perante o rei – Sorri forçado, tentando demonstra o mínimo de agradecimento pela sua ajuda, que a propósito eu não pedirá.

Girei, meio incomodada com a roupa que eu usava. Um vestido curto e cinza, todo delicado e que definitivamente não combinava com a minha pessoa e um sapatinho com salto preto. Olhei horrorizada para minha imagem no espelho. Quem diabos era aquela PERUA?! Tá... Perua é exagero.

–Diz se eu não fiz um ótimo trabalho, Amuzinha?! – Utau, ou se preferirem, a Utau do bem chegou por trás me abraçando, num típico gesto de velhas amigas. Arqueei as sobrancelhas, tentando entender se eu tinha morrido e ido para inferno ou se o inferno mudou de nome e passou a chamar reino Sefer...

Mas deixando as brincadeiras de lado, aquela ali me chamou de AMUZINHA?!

–Amu.... Zinha?! – Gaguejei ao tentar pronunciar aquela palavra sem voar no pescoço de alguém – Amuzinha é o seu... Seu... Seu...

Cerrei o punho.

–Seu o que amiga? – A voz dela soou séria – Estou prevendo que se você continuar com essa sua boca suja vai acabar com pedras no estomago no fundo do mar.

Fiquei meio na duvida se uma atitude daquelas iria realmente me matar...

E sem muito papo, fomos a ala principal do castelo, onde se encontrava o salão de jantar, os quartos reais, a sala do trono, dentre outros muitos ambientes inúteis. Em questão de minutos paramos na frente de uma imensa porta de madeira entalhada com figuras da língua antiga em suas laterais, simples, porém medonha. Um barulho incomodo retumbou ao abrir da porta. Travei com o nervosismo e medo do que estava por vir.

–Ambas as escolhidos, tanto do primeiro príncipe da linhagem principal como do segundo príncipe da linhagem principal, estão presentes.

Ao fim das palavras a porta já se encontrava completamente escancarada e uma enorme sala, preenchida por uma “grande” mesa (é impressão minha ou tudo nessa droga é grande!!!) e certos artefatos, que davam um ar mais medieval ao ambiente, era ocupada por cerca de vinte pessoas. Todos os herdeiros reais e seus escolhidos. Observei rapidamente a situação, analisando as possibilidades de aquilo ser um encontro para me matar, apesar de eu duvidar ferreamente de que eles organizariam tudo isso só para matar uma mera serva, mas bem, quando se tem uma sorte como a minha deve-se duvidar de tudo e todos.

Logo nos sentamos, Utau ao lado de seu “amado” e eu do meu quase “assassino”. Sem muitas palavras ou troca de olhares, em outras palavras: evitando ao máximo o ser chamado Ikuto, a comida foi servida. Comi como se não houvesse amanhã, enchendo a barriga por umas três famílias inteiras e sempre mantendo o olhar baixo e fixo no meu amigável prato de comida que nunca ficava vazio (Empregado eficientes!).

O jantar durava uns bons minutos e eu já queria sair correndo dali. Descobri em pouco tempo ali, que a família real apresentava um sério distúrbio mental e que a vontade de me envolver com tal família era mínima. E que dentre os diversos príncipes e algumas poucas princesas, percebi que eu dera o azar de pegar o mais mal-humorado e insuportável! O que eu fiz para merecer isso?! Por um acaso exterminei alguma raça da face do planeta numa vida passada?! Que Carma maldito.

E, além disso, algumas coisas realmente me perturbaram naquele jantar: a interação entre os príncipes (princesas) e seus escolhidos. Já que nenhuma esposa ou marido estavam presentes, a interação entre eles era liberal e tão gentil. Assustadoramente amável. Em todos os casos ali presentes (Salve a minha exceção!) um sentimento estranho e quente parecia envolvê-los. Eu estava prestes a vomitar arco-íris com aquele amor todo. E via de canto pela careta do meu caro príncipe quase assassino, que o mesmo também desprezava essa demonstração de afeto tão aberta.

Se um dia eu ficar assim, devo pedir a alguém para enfiar uma estaca no meu peito... Tremi ao imaginar a cena.

–Não sonhe, serva – Um sussurro baixo me fez dar um pulo, discreto, mas ainda assim um pulo – Eu ainda pretendo dormir está noite e ter pesadelos com essas imagens não estão nos meus planos.

Finalmente meu príncipe dera sinal de vida e resmungou tais palavras para mim.

Como se eu ligasse para seu sono, infeliz... Falei mentalmente, contanto com o fato de que o ser estupido podia ler minha mente.

–Você deveria passar a se importar – Ele sorriu de lado, um gesto estranhamente amigável – Porque, caso eu não durma, meu humor irá só piorar, e ocorrido como os de ontem podem vir a acontecer de novo, e bem, da próxima vez você pode não acordar... – Terminou sua frase com um sorriso de verdade.

Aquele ali queria me matar... E não escondia esse fato. Suspirei alto.

O que eu fiz para merecer isso... O que Kami-sama!?. Novamente eu estrava em um estado de pura revolta, kami-sama me odiava, só pode! Mas... Me responde ai, como é que eu sobrevivi? Pensei que ao menos enfiar uma faca no peito eu conseguia...

–Só cale a boca e termine sua refeição.

Ai. Aquele ali já estava de mal humor... Hai hai.

Comi calada, respondendo a breves perguntas dos demais. E em meio a tudo percebi que não era a única que achava o príncipe Ikuto insuportável. Os outros pareciam concordar comigo e deixar isso bem claro, com diversas piadas e indiretas dirigidas a ele.

Porém não entrarei em detalhes, eram pessoas demais para meu maravilhoso cérebro dar atenção. No entanto, havia uma pessoa ali que me deixava intrigada, o Rei. Em minha mente, o príncipe mimado era um replica dele, apenas com o humor estragado, mas fazer o que... Nem tudo é perfeito. O soberano permanecia calmo, brincando um pouco com todos à mesa e meio avoado; as vezes, olhava para mim e ficava nisso por uns bons segundos antes de notar o que fazia e o quanto aquilo me perturbava. Estranhei tal atitude, mas não ousei lhe dirigir a palavra, já que afinal, eu ainda era uma “serva” e as constantes ameaças do meu príncipe continuavam soando em meu ouvido.

Ao final do jantar, o rei solicitou nossa presença em sua sala privada, sequer tentei imaginar o porquê.

E bem, para minha infelicidade descobri a razão daquela reunião em menos de um minuto, quando o rei falou com um tom calmo, a seguinte frase:

– Vocês serão enviados ao acampamento perto da linha da frente, para treinar e então lutar contra os rebeldes.

Eu mereço...

Notas finais
Se tudo der certo, logo eu posto o próximo *.*

Ja mata ne!