Notas iniciais
Povo estou viva. ^^
Pois é, fui viajar e lá não tem pc nem net, até que levei o note mas não deu pé, mas fiz 3 caps da fic e consegui deixar o 12 BEEEM maior que os outros =]. Espero que vocês gostem.

Ao acordar Misaki sentiu-se em um local confortável. Tateou um pouco pelo local e sentiu algo quente ao seu lado. Ela não estava mais no chão, Usui provavelmente acordou de madrugada e viu-a dormindo no chão e a pegou sem que ela percebesse. Ela ficou deitada, apenas observando o garoto. Por algum motivo não se cansava de observa-lo enquanto dormia, sentia-se tranquila e feliz. Ela resolveu se levantar. Tentaria fazer alguma coisa para eles comerem, apesar de ter aprendido algumas coisas com Usui ainda não tinha certeza se seria uma boa ideia se arriscar a fazer alguma coisa sem a supervisão do Usui. Resolveu tentar, afinal, ela precisava aprender sozinha.

Usui ao acordar sentiu o vazio do seu lado e logo sentou-se procurando por Misaki, sentindo um cheiro delicioso vindo da cozinha. Ele se levantou aturdido. A única pessoa que tinha naquela casa que não fosse ele era Misaki. Ele foi até a cozinha sem produzir o menor ruido, encostando-se na posta, ficou observando Misaki cozinhar. Vez ou outra ainda saia alguma coisa errada enquanto ela cozinhava mas a diferença era bem notável, começando pelo cheiro. Usui estava fascinado observando-a tentar fazer um café da manhã para eles. Ela ainda não tinha notado a presença dele até que se virou para pegar algumas coisas que ela precisava em cima da bancada da cozinha.

– U-Usui? A quanto tempo você está ai? — Ela perguntou, desviando o olhar, embaraçada por ele ter visto ela tentando cozinhar.

– Bastante. — Ele disse. — Você fica tão linda cozinhando. Voce se move de uma maneira tão excitante. — Ele sorriu pervertidamente.

– S-Seu alien pervertido, você só consegue pensar nesse tipo de coisa? — Ela perguntou corada e irritada.

– Com a Ayuzawa sim. — Ele sorriu.

– Sua honestidade é irritante... — Ela virou-se, voltando sua atenção novamente à comida que tentava preparar.

Usui a abraçou por trás aconchegando a sua cabeça em seu ombro, apenas aproveitando o calor de seu corpo. Misaki se afastou de repente, sem nada dizer, virando-se enquanto encarava o chão, mas logo a levantou para fitá-lo nos olhos, as mãos apoiadas na cintura do rapaz. Usui percebeu que ela tinha os olhos tristes mas não conseguiu entender o porque. Ele sabia que se perguntasse ela só iria desviar do assunto ou então iria inventar alguma desculpa, ou simplesmente chamá-lo de idiota por achar que ele estava duvidando da sua força. De qualquer modo, ele sabia que demonstrar a ela que estava preocupado não seria uma boa opção para saber o que estava acontecendo com ela. Ele levou a sua mão ao queixo dela levantando-o para poder olhar melhor em seus olhos. Ele acariciou o rosto dela sentindo-a relaxar e apoiar a sua cabeça em sua mão, fechando os olhos e suspirando. Agora ele tinha certeza, alguma coisa havia acontecido, ela não baixava sua guarda tão facilmente assim, muito menos após ele provocá-la. Ele voltou a abraçá-la. Queria que ela sentisse que ele estaria sempre presente, sempre ao seu lado.

– Usui... Eu... — Ela gaguejou. — Eu... Eu vou voltar a morar com a minha mãe. — Ela disse separando-se dele novamente e virando de costas e começando a fitar o chão novamente.

– O que aconteceu?

– ...

– Ayuzawa, por favor, confie em mim. — Ao ouvir isso ela se virou. Parecia que havia levado um soco, sua expressão era de dor.

– Usui me desculpe. Eu confio em você, só não posso te dizer o que está acontecendo agora. — Parecia que a cada segundo a mais que ela se recusava a contar doia mais nela e Usui conseguia perceber essa angústia, essa dor.

– Eu vou esperar... Eu posso esperar pela sua resposta. Não sei o que aconteceu mas posso ver que você sofre com isso. — Ele a abraçou novamente tentando trazer conforto a garota. — Se você quiser que eu me mantenha afastado, diga-me que eu me afastarei, eu farei tudo, mas não quero lhe causar problemas e nem sofrimento. A mesma coisa o contrário, se precisar, me chame e eu irei. Sempre estarei com você Ayuzawa. Você não precisa carregar todos esses problemas sozinha.

– Eu não posso me afastar de você. Não quando isso é a única coisa que ainda me dá forças, não quando você é o único que trás algum sentimento em minha vida. Não se afaste, eu preciso... Eu preciso de você comigo. — As palavras dela de acomodaram em seu coração. Não era como se ela não fosse uma pessoa carinhosa e nunca dissesse essas coisas a ele mas naquele momento ele sentiu que ela realmente necessitava de sua presença ao seu lado, ele sentiu que ela realmente o queria por perto, fosse nos momentos bons ou ruins, e assim ele faria, ficaria ao seu lado até que ela assim desejasse.

– Quando você decidiu isso?

– Quando eu acordei recebi uma ligação do m... — Ela suspirou. Não gostava do que ia fazer mas era necessário no momento.- Da minha mãe. Ela me pediu para encontrá-la.

– Ela lhe pediu para você morar com ela?

– Isso eu só vou poder te explicar depois que você souber de tudo, o fato é que eu não posso continuar aqui, não por agora, depois que eu resolver tudo e se você estiver disposto a me aceitar, eu voltarei. — Ela tentou sorrir mas falhou.

– Então eu sempre estarei te esperando. E não se esqueça, nunca, se você precisar, não hesite em me chamar, seja em qualquer situação, eu estou ao seu lado para tudo, para sempre. Estaremos juntos para sempre. — Ele sorriu e secou uma lágrima que fugiu, escorrendo pelo rosto de Misaki.

Depois disso tomaram o café da manhã em silêncio e partiram para o colégio logo depois. Lá não se falaram muito, parecia que depois daquela manhã algo havia mudado entre eles. Usui estava disposto a esperar que tudo se acalmasse para que Misaki pudesse voltar para ele, e Misaki temia não conseguir jamais se livrar deste problema ou pior, acabar envolvendo Usui. Na hora do intervalo comeram juntos como sempre, mas ao contrário dos outros dias permaneceram calados, apenas observando cada detalhe dos rostos um do outro, gravando em suas mentes as feições um do outro.

Após o término das aulas foram para o Maid Latte. Lá eles já conversaram melhor. Limitaram-se a conversar quando Misaki ia pegar algum pedido mas nunca nenhum dos dois tocou novamente no assunto da mudança. Eles passaram o horário de trabalho assim, conversando, conversas pequenas e quebradas, conversas rápidas.

• Em Casa •


Ao chegarem em casa Misaki sentou-se no sofá e ficou observando o nada. Estava em dúvidas se permanecia ali pelo resto da semana ou se mudava-se no amanhecer do outro dia. Usui sentou-se ao seu lado e a abraçou. Ele estava dando a ela o maior apoio possivel expressado apenas em atos.

– Você quer ajuda? — Ele perguntou de repente.

– Não precisa. Ela dissse se ajeitando melhor em seus braços, descansando a cabeça em seu peito nu.

– Você pode depender de alguém de vez em quando também. Eu estou aqui, ao seu lado, para isso. — Ele sussurrou em seu ouvido. — Eu te amo.

Ela pareceu um pouco suspresa em ouvir isso tão de repente, e o abraçou mais forte.

– Usui me desculpe... — Ela se afastou dele e o beijou. No início um beijo calmo onde apenas existia o ritmo traçado pelas suas línguas que moviam-se em sincronia, aos poucos, se deixando levar pelo beijo, sem perceber se deitaram, Misaki por baixo e Usui por cima, com o corpo erguido, apoiado apenas nos joelhos e braços, apenas com os seus rostos e lábios se tocando. Ela o afastou brevemente. — Usui eu não posso, não consigo, vai se tornar mais difícil para nós dois se continuarmos. — Ela sussurrou enquanto se sentava virando para olhar a janela.

– Eu não farei nada que você não queira, então apenas relaxe. — Ele sorriu a abraçando, voltando a beijá-la.

Eles continuaram assim, apenas se beijando. como Usui havia dito, ele não tentou uma única vez seguir adiante com aquilo, mas ao mesmo tempo que apenas se beijavam, ela sentia cada vez mais necessidade de prosseguir. Ela o afastou e sentou-se novamente, ela não iria tomar a iniciativa, muito menos ceder e pedir a ele. Ela suspirou. De todas as coisas que estavam acontecendo consigo naquele dia ela estava se preocupando com as mais estúpidas. Se deixar levar ou não? Era até idiota quando parava para pensar nisso.

Usui sorria. Após ter se separado de Misaki não tentou mais nada para fazê-la mudar de ideia. Ele podia sentir a batalha interna que ela travava consigo mesma. Ela queria poder se livrar de todos os pensamentos e problemas por pelo menos a noite e também não tomaria a iniciativa e nem pediria para ele. Ele pensou o que ela faria com ele se ele a provocasse. Usui se aproximou e deu um leve beijo na bochecha de Misaki colocanso sua mão em sua cintura e puxando-a, deitando ela em cima de seu peito, passou a beijar sua boca, acariciando suas costas, tirando o seu casado e jogando-o no chão. Ela hesitou de início mas acabou por se render, retribuindo os beijos de Usui, acariciando o seu peito. E assim eles aproveitaram a noite, a sua própria maneira, esquecendo-se dos problemas, apenas aproveitando a companhia e o carinho um do outro enquanto podiam, pois no fundo ambos sabiam que as coisas não seriam tão faceis para eles agora.

• No outro dia •

Misaki acordou primeiro que Usui e se apressou em organizar as suas coisas para poder ir embora. Ela ficou a noite inteira pensando se era certo ir embora sem se despedir, ela já havia tomado sua decisão, iria embora naquele dia, e Usui também concordou. Sabia que com certeza ele ficaria magoado com ela se assim ela fizesse, mas também não queria que ele a levasse até a casa de sua mãe, era arriscado e ele poderia acabar descobrinco as coisas antes da hora, antes de se acertarem.

Ela sentou-se novamente no sofá e apoiando sua cabeça nas mãos começou a pensar. 'O que eu estou fazendo?' Essa pergunta não parava de martelar em sua cabeça. Ela decidiu ir dar uma volta para poder pensar melhor no que faria a partir do momento em que chegasse na casa da sua mãe. Ela escreveu um bilhete e deixou-o perfeitamente dobrado em cima da mesa da sala. Ela tinha de vê-lo...


Depois de algum tempo de acordado Usui percebeu o bilhete em cima da mesa com apenas a seguinte frase. 'Sai para tomar um ar, não se preocupe.' Ele olhou em volta, as coisas dela ainda estavam ali então era provável que ela ainda voltasse. Ele relaxou, mesmo que um pouco. Ele passou boa parte da noite pensando no que faria caso ela decidisse ir embora sem se despedir. Aparentemente ela havia decidido esperar ele acordar, já que deixara um bilhete e não havia levado nada consigo.

– Por que as coisas têm de ser tão complicadas para nós dois? — Ele perguntou a ninguém, suspirando.


PDV Misaki


Eu tinha de vê-lo. Não podia mais adiar isso. Mas ainda não aconteceria hoje. Eu tinha de ir com calma.

Sai de casa cedo para que Usui não me visse. Ele não podia sair junto de mim, era arriscado ele descobrir antes de eu organizar tudo. Mas o problema era: Eu vou conseguir resolver tudo isso antes dele descobrir?

Eu sabia que alguma coisa ia acontecer. Sempre acontece. Mas eu não imaginava que fosse ser ele, que depois depois de tanto tempo... Não importa, não agora.

Eu andei, andei por bastante tempo sem ter para onde ir. Precisava vê-lo, isso era certo, mas eu não poderia ir assim despreparada, ele ia descobrir sobre a vida que eu formei depois de tanto tempo. Se eu fosse agora eu ia expor totalmente o Usui e isso não era certo para mim.

Enquanto eu andava por uma praça senti que alguém me observava. De início não me incomodei com a presença já que algumas pessoas reparam em mim, muitas vezes pelo meu modo diferente de me mover. Mas este não estava apenas me observando. Depois de um tempo percebi que ele também me seguia, e seguia já fazia um longo tempo, talvez até desde antes de eu perceber sua presença na praça. Continuei andando sem me importar com ele mesmo após perceber que ele me seguia, afinal, eu poderia bater nele sem maiores problemas já que ele não era um cara do tipo atlético.

Ao virar em uma rua, o cara resolveu que apenas me seguir já estava se tornando chato e tedioso. Acho que ele notou que não tinha nenhum caminho em mente. Então me chamou.

– Ei garota. — Eu não sabia ao certo mas parecia que ele estava sorrindo.

Eu parei. Sabia que era comigo já que não tinha ninguém na rua com excessão de nós dois. Resolvi ignorá-lo até saber melhor do que se tratava, então voltei a andar.

– Eu mandei você parar Misaki. — Ele proferiu aumentando o ritmo das passadas, tentando me alcançar.

Eu parei aturdida. Como ele sabia meu nome? Virei-me devagar e ao fitar aqueles olhos eu entendi. Olhos que eu não via a tanto tempo mas nunca fora capaz de esquecer-me deles.

– Eu preciso falar com você. — Ele disse. — Você ficou mais bonita. Ainda se intromete na vida dos outros? — Ele completou sorrindo.

Senti-me enjoada na hora. Aquele cara, quem ele achava que era?

– Você não tem o direito de saber disso. Muito menos o direito de falar comigo assim. — Eu disse. Ahh aquele tom de voz, eu me lembrava perfeitamente dele. Tão autoritário e sarcástico. Eu não tinha mais dúvidas. — Eu também quero falar com você. Mas não agora, isso não é o lugar ideal para essas coisas, então, não me siga novamente. — Eu disse afastando-me dele.

Depois desse reencontro tão repentino eu resolvi voltar para casa. Fui andando pelo caminho mais longo, não queria me arriscar que ele visse para onde eu estava indo.

Ao entrar em casa vi Usui sentado no sofá encarando a janela sem realmente ver o que se passava do outro lado. Ao me ouvir entrando ele virou-se para mim me olhando. Ele parecia estranho.

Eu fui andando até ele e sentei-me ao seu lado.

– Você está bem? — Perguntei, levando a mão até sua cabeça, vendo se ele estava com febre. — Você parece doente.

– Sim, estou bem. Apenas preocupado. Pensei que tinha acontecido alguma coisa com você. — Ele disse agora me avaliando para ver se EU estava bem. Pela expressão de alivio que ele fez parecia que eu estava. Pelo menos fisicamente.

– Eu estou bem. — Afirmei. — Só precisava de um ar. Fui colocar a cabeça no lugar, pensar no que eu vou fazer a partir de agora.

Usui ficou me observando. Ele estava preocupado comigo, isso era bem claro, e estava ficando cada vez mais por eu estar agindo estranhamente com ele desde o dia que recebi a ligação da minha mãe. Eu estava confusa com tudo isso tão de repente. Eu não tinha escolha, se não fosse assim eu não poderia protegê-lo.

Eu cheguei mais perto dele e passei a mão em seus cabelos desgrenhados, acariciando e ajeitando-os ao mesmo tempo.

– Usui você não precisa ficar assim. Eu estou bem. — Eu falei fazendo carinho em seus rosto, fazendo o contorno com os dedos em suas olheiras fundas. — Eu ficarei bem. Você não deve se preocupar assim comigo. Desde que eu recebi a ligação você não dorme e nem come direito. — Falei em tom de repreensão apesar de saber o por que dele estar assim, e por quem. — Você não pode ficar doente por minha culpa. Fique saudavel e me apoie. É de tudo que eu preciso no momento.

– Eu estou bem Ayuzawa. Só não consigo pensar em um motivo para tudo isso tão de repente. — Ele disse pegando minha mão do rosto dele e a envolvendo com as suas, apertando levemente.

– Não pense nisso. Assim que eu consegui eu lhe contarei tudo. Eu só não posso fazer isso agora, seria ruim. — Eu abaixei a cabeça. Ficar olhando para os olhos do Usui naquele estado me fazia ter uma noção bem maior do sofrimento que eu estava causando a ele, ainda mais por não revelar nada.

Sem dizer mais nenhuma palavra eu o abracei, sentindo-o suspirar.

Após algum minutos assim eu o afastei o suficiente para poder olhá-lo nos olhos e o beijei.

– Me desculpe. — Eu disse enquanto me levantava, me separando dele.


PDV Normal


Misaki foi tomar um banho, queria pensar nas besteiras que andava fazendo e no quanto machuchou Usui nesses últimos dias. Ela estava confusa mas vê-lo sofrer por sua causa era imperdoável. Ela preferia sofrer do que vê-lo ou ainda fazê-lo sofrer.

AO sair do banheiro não o viu em casa. Ela não se importou muito. Ele precisava pensar. Sabia que esses últimos dias estavam sendo dificeis para ele. Ela sentou-se no sofá e ficou observando o nada, também precisava pensar. Ao ouvir o barulho do seu celular levantou-se para ler a mensagem que tinha recebido. Pegando o aparelho voltou para a sala.

– Tsc... — Ela falou enquanto se sentava no chão e começava a ler a mensagem que recebera.


Fiquei muito feliz em vê-la hoje.

Eu sabia que iria te ver em breve

mas não resisti de lhe ver antes.

Espero que você não tenha se importado.

Quero falar com você,

quero que você conheça um amigo meu.

Amanhã quero lhe ver,

vá para o nosso último lugar juntos.

Lembra-se qual é, não é mesmo?

Espero que sim.

Estarei te esperando na nossa hora.


Sem que Misaki percebesse Usui havia seaproximado e tinha lido toda a mensagem por cima de seus ombros. Ela se encolheu enfiando a cabeça entre os joelhos e apertou o aparelho com força.

– Mas que merda. Por que ele tinha de voltar logo agora? Já não bastava ter estragado a minha vida antes? Ele tem de estragá-la novamente? — Ela murmurou. — Não... Ele não irá estragar somente a minha vida, ele vai levar todos ao meu redor junto.

Usui ficou parado apenas observando. Não sabia o que falar então preferiu optar por não fazer nada.

Pela mensagem dava para perceber que essa pessoa a conhecia a bastante tempo, e que Misaki a odiava também. Mas agora a relação entre eles ele não tinha certeza.

Ela levantou a cabeça e apoiou o queixo nos braços cruzados em cima dos joelhos, ainda encolhida.

– Você leu não leu? — Ela perguntou apertando novamente o aparelho em suas mãos.

– Desculpe, não foi a minha intenção. — Ele falou sentando-se ao seu lado.

– Eu iria lhe mostrar a mensagem. Você ter lido-a agora ou amanhã não fará muita diferença. — Ela suspirou virando-se para ele. — Já que ele impôs este encontro comigo eu terei de lhe contar tudo. Ele já estragou tudo, e mais uma vez envolveu pessoas que não tinham nada a ver com esse assunto.

– Se envolve a Ayuzawa esse assunto tem a ver comigo.

– Amanhã eu irei vê-lo e quando voltar irei te contar tudo sobre ele e... sobre mim também. — Ela disse.

– Não se apresse. Conte-me quando você puder fazer isso.

– Sim, mas antes disso, para que você possa entender tudo eu terei de te contar algumas coisas antes. Você está disposto a me ouvir? — Ela perguntou séria.

Ele apenas balançou a cabeça afirmativamente e sentou-se no sofá levando ela consigo. A noite seria longa.


...


No outro dia Misaki chegou cedo ao local de encontro. Era um antigo parque que ela costumava ir quando era mais nova, agora esse parque estava abandonado e deserto.

– Então você veio mesmo? — Aquela voz conhecida que ela não escutava a tanto tempo soou por seus ouvidos fazendo-a serrar os punhos. — Achei que você iria ignorar a minha mensagem como fez á 3 anos. — Ele sorriu.

– Eu falei que também precisava conversar com você. — Ela disse. — Tudo que você tem a tratar comigo, trate apenas e diretamente comigo. Eu não quero que você envolva ninguém que eu conheço nisso. Você tem esse péssimo hábito.

– Mesmo? — Ele riu debochado. — Aquilo foi apenas para você saber do que eu sou capaz. E quem você não quer que eu envolva? Sua mãe e sua irmã? — Ele riu novamente. — Não seja ingênua Misaki. Eu não tenho motivos para fazer algo assim novamente. Eu não irei ganhar nada dessa vez.

– Não era nelas que eu estava pensando. — Ela pensou sentindo um calafrio percorrer a sua espinha. — Se ele descobrir sobre o Usui ou o Maid Latte tudo estará perdido.

– Eu soube que você está trabalhando. — Ele falou de repente. — Gostaria de fazer uma visita ao lugar um dia desses.

– Droga. — Ela pensou. — Você não é bem vindo. Não se dê ao trabalho de ir. — Ela disse.

– Tudo bem. Eu quero que você faça uma coisa para o seu...

– Para o meu? Não me lembro disso. — Ela interrompeu.

– Você mudou bastante Misaki. Quando você era pequena você não custumava ter essa expressão tão séria e essa postura tão defensiva. — Ele falou se dirigindo a um banco e sentando nele. — Você não irá conseguir um companheiro se continuar assim. — Ele sorriu

Misaki cerrou os punhos e fechou os olhos com força. Ele já sabia sobre Usui, ele não falaria sobre essas coisas se já não soubesse que ela tinha um companheiro.

– Homens são seres que não fazem falta na minha vida. — Ela disse encarando-o.

– É sério? É no mínimo interessante alguém dizer esse tipo de coisa e morar em uma casa sozinha com um homem.

Bingo. Ela sabia. Ele já sabia tudo sobre o Usui e a relação que eles tinham.

– É por um tempo limitado. No final da semana irei me mudar para a casa da minha mãe. — Ela disse. — Parece que fiz uma boa escolha em me adiantar e decidir sobre me mudar. As chances dele fazer alguma coisa contra o Usui agora são menores. — Ela pensou.

– Eu quero que você rompa com o seu namoradinho estúpido. — Ele falou em um tom autoritário.

– Você o que? você não tem o direito de me pedir algo desse tipo. Eu não irei fazer esse tipo de coisa. — Ela falou recuando diante do olhar dele.

– Misaki você ainda não compreendeu? Eu não pedi para que você terminasse com ele, eu lhe ordenei que o fizesse. — Ele falou se levantando e segurando os ombros dela. — Você vai se casar com o filho do meu amigo e irá me proporcionar uma vida explendida. Ele falou aproximando seus lábios dos ouvidos de Misaki para sussurrar neles. — Ou eu irei fazer com que a vida da pessoa que você mais ama e preza nesse mundo se torne um inferno.

Quando ele se afastou soltando-a viu que Misaki estava pálida e com os olhos arregalados.

– Você está mentindo. Você não tem capacidade para fazer algo contra nós dois. — Ela falou.

– Não? Eu tenho o apoio do meu amigo. Ele quer esse casamento tanto quanto eu. Ou talvez mais. Já que você dará um neto para sucedê-lo, já que o seu filho não quer esse papel. Lembre-se, a cada dia mais que você passar com ele eu irei te dar uma prova do meu poder. — Ele ameaçou. — Quero a sua resposta no prazo de uma semana. — Ele falou se afastando.

Notas finais
Só posto o próximo com reviews hein =D . Estou com saudade de saber a opinião de vocês. Até.