Juntos Até O Fim...
1 Capítulo Unico...
Notas iniciais
POV’S Violetta
–Leon!-eu gritava, eu só chamava o seu nome.
–O que foi? O que aconteceu?-ele perguntava adentrando o quarto desesperado.
–Ele mexeu. O bebê mecheu, amor!-eu dizia empolgada, foi uma sensação única, e incrível.
–Que lindo, anjo. E como se sente com isso? Afinal, essa criança é a prova viva de nosso amor. E que...voce é a mulher da minha vida. A única.-Leon disse.
Não aguentei tanta fofura, fui abraça-lo.
Leon era o tipo de homem/garoto que qualquer garota gostaria de ter. Ele estava sempre ali, ele era doce, meiogo, fofo, e mais...compreensivo.
Esperar um filho deste foi a melhor coisa que aconteceu, ou melhor, teria acontecido se eu não tivesse falecido.
NO DIA DO PARTO...
Eu tinha a leve imprenssão de que o parto não correria nada bem, mas deixei isso de lado e tive esperança, devia ser só mais um de meus pensamentos ruins.
Antes de entrar para a sala de cirurgia, sussurrei no ouvido de Leon um “Eu Amo Você”. Deixei uma lágrima cair de meus olhos.
De repente, me lembro que ficou tudo muito escuro.
Mas, passou um tempo e minha visão estava voltando ao normal, eu estava com a vista embaçada, mas foi melhorando.
Não sabia onde estava. Não estava entendo nada, então resolvi me levantar. Vi minha própria imagem deitada na cama, pensei ser mais uma de minhas ilusões, mas não era, foi tudo bem real.
Fiquei estranhando aquilo, mas acabei saindo e indo até a sala de espera. As pessoas pareciam não me ver, e isso me preocupou, muito.
Quando cheguei na mesma, vi Leon com as mãos sobre o rosto, ele parecia cansado e preocupado.
–Amor, está me ouvindo?-eu perguntava, mas ele continuava do mesmo jeito.
Vi entrar na sala Angie e meu pai. Eles estavam meio estranhos também. Ou será que sou eu que estou estranha?
Bem, saí de meus devaneios e voltei a realidade. Eu estava invisível, sei lá, algo do tipo.
–Noticias da Violetta?-meu pai perguntava, enquando Angie tomava um copo de água.
–Infelizmente não.-Leon respondeu, que saudade daquela voz.
O silencio reinou entre a sala, até um médico alto e careca adentrar a sala.
–Sr. Leon Vargas.-o medico chamou, e Leon se levantou rapidamente.
–Sou eu.
–Bom, tenho que lhe dizer duas coisas importantes. A primeira é que sua filha está bem, e poderá ir para casa daqui três dias. E bem, a segunda é que...infelizmente a sua esposa não sobreviveu ao parto, eu...sinto muito.- Após dizer isso, nem eu estava acreditando. Como assim? Eu morri?
Leon não teve nehuma reação, desabou sobre o chão e deixou algumas lágrimas caírem de seus olhos. A ficha ainda não tinha caído, foi um impacto muito grande. Um choque para todos.
Eu estava ali vendo tudo, e me doía não poder abraçá-lo, não poder dizer “eu estou aqui, ao seu lado”.
Nunca pensei que veria a vida assim após a morte.
Os dias passaram-se rapidamente,e eu continuei ali, ao lado do Leon, ele não me viu, mas eu o via, o tempo todo.
Logo chegou o dia de nossa filha ir embora, ir para sua nova casa. Isso me tranquilizou um pouco, talvez ele não se sentisse tão sozinho agora.
Estava enganada, Leon estava tentando fazer coisas absurdas. Tentou beber demais, tentou se matar, e tentou até se drogar... ele não era o de antes, bem, ele não conseguiu fazer nada dessas coisas, mas tentou, e isso é ruim. Me tornei uma voz de incentivo para ele, fiquei o impedindo, mas não sei como ele conseguia entender.
Após esse tempo, senti falta de tudo. Senti falta de seu abraço, de seu carinho, de seu toque, e de seus beijos.
Infelizmente eu não mataria a saudade tão cedo.
Leon estava melhorando dessa depressão, mas eu sentia que algo iria acontecer. Acho que foi só alucinação.
Fiquei ali, eu me deitava todas as noites ao seu lado. Tentava tocá-lo, mas não conseguia. Isso era terrível. Não ficaríamos desse jeito para sempre, mas esse tempo mudaria toda nossa relação. E se ele conhecesse alguem? E se seu amor não for o mesmo de antes?
Droga. Minha filha está ali, com ele, mas isso as vezes não era bom. E se ela chamar outra pessoa de mãe?
Perguntas e mais perguntas se formara em minha cabeça. Eu era o tipo de pessoa mais desesperada do mundo.
O meu pai e a Angie, escolheram o nome da minha filha, seria Beatriz. Ela ficava uns dias na casa deles. Leon estava sozinho em casa, e vi que ele estava muito mal. Ele iria tentar fazer alguma coisa, alguma coisa em mim dizia que isso não acabaria bem, e eu precisava de uma salvação.
Leon pegou a faca direcionou-a até o pescoço, fiquei gritando feito uma condenada, ele não podia fazer isso. Quando ele firmou bem ela no pescoço, ia cortar, ficou a marca, mas alguém bateu na porta.
–Maxi? O que faz aqui?-Leon perguntou surpreso.
–Oi cara, eu tava andando por ai com minha prima Lara e rsolvi passar aqui.-Maxi disse entrando com sua ‘prima’.
–Ah sim.
–Então, Leon. Essa é Lara, e está solteira.-Mxi não podia estar dizendo aquilo, era piada, só pode.
–Cara, eu já disse que não quero me comprometer. Eu ainda amo a Violetta. Ela não está comigo aqui agora, infelizmente. Mas me dói não ter o apoio de vocês. Agora por favor, eu preciso fazer algo importante. Se não se incomoda, por favor vai embora.-Leon disse tentando ser educado.
Maxi não falou nada, só saiu e chamou sua prima. Fiquei feliz com a atitude de Leon, mas ao mesmo tempo fiquei triste. Sei que vou me arrepender do que vou fazer, mas é preciso. Estou pensando nele e na Julia, e minha decisão vai ser boa pra eles.
Leon foi para o banheiro. Jogou agura no rosto, quando se olhou para o espelho, me viu.
–Violetta? Como?-ele perguntava confuso.
–Leon, para de fazer essas coisas, faz mal. Pensa na Beatriz, em você...em mim. Não pode se matar amor, por favor.-eu dizia.
–Mas não consigo segurar a barra aqui Vilu, está difícil, eu to sofrendo, e isso futuramente pode prejudicar a Bia. Sabe disso.-infelizmente tive que concordar.
–Leon, não faça isso!-eu gritei, mas era tarde demais. Leon direcionou a faca diretamente em seu peito, em seu...coração. Não sobreviveu.
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Quando o vi, pensei varias coisas. Corri para abraça-lo.
Que saudade disso tudo.
–Voce estava lá o tempo todo?-ele perguntou.
–Leon, eu sempre estive. Eu estava aqui o tempo todo, mas, você não viu.-eu disse e o beijei.
Sim, é uma história confusa, mas dá pra entender que, não importa o que aconteça, estaremos juntos até o fim, porque nos amamos... E isso nem a morte pode separar, e ninguem pode duvidar deste amor infinito como o céu, que eu tenho por ele...
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