Juntos

1 Capítulo Único


Notas iniciais
YO! tudo bem? eu espero que sim e-e É uma história curta e eu não tenho muito o que dizer dela e-e fiquem com a história e até mais ^3^

Por quê? Por que sua grama esverdeada parecia tão cinza, suas rosas não se passavam de mera ilusão, o vinho tinha um gosto amargo em sua boca e seu coração ardia de tanta dor. Os únicos que se mantinham os mesmo eram seus olhos azuis, mesmo assim, transmitia a tristeza para quem quisesse ver. Seu bom humor mesmo que ferido era mostrado em charges, por causa disso aquilo havia começado, se arrependera? Não, não deixaria ser censurado, se manteria forte.

— Senhor Bonnefoy? –por alguns instantes Francis saiu de sua melancolia.

— Sim?

— Você tem uma visita, deseja recebê-la?

— Uma visita? Qual deles? –se referia aos outros países.

— Inglaterra.

Francis não disse, não demonstrou sua resposta nem mesmo com um gesto, apenas voltou a beber o vinho amado que agora era amargo. Ouviu passos, e pelo som do caminhar notou que quem se aproximava era Arthur.

— Irei deixá-los a sós. –disse a mulher assim que Arthur entrou no na sala.

O único som que soou pelo cômodo foi o bater da porta. O lugar estava bem iluminado e o branco da parede se misturava a cor dourada das luminárias. Mais um passo acompanhado do som do sapato do inglês, porém, não acompanhado de nenhuma palavra. Inglaterra não sabia o que dizer, o que deveria falar? Fechou os olhos e suspirou e quando iria falar algo.

— Se não tem o que dizer vá embora...

— Como pode ser tão rude comigo em um momento desses? –Arthur mostrou sua irritação no tom da voz

— Está aqui como país, não como pessoa. Você me odeia...

— I-sso não é verdade!

— Do que importa agora me dizer isso? Continue me dando seu apoio, mas respeite o que sinto. –olhou por cima do ombro. — Apenas me deixe sozinho.

— Tudo bem então. –cruzou os braços. — Só vim aqui dizer que você não pode faltar no jogo de hoje, esqueça essa tristeza por um tempo.

— Eu já esqueci... afinal de contas eu tenho meus champagnes.

Arthur revirou os olhos, saiu do local o mais rápido possível. Novamente o som de batida voltou ao local. Francis sozinho com seus pensamentos e com sua taça de vinho.

As horas se passavam, eram rápidas já não sabia quando Arthur havia saído de sua casa e se realmente estava em casa. Depois de taças e mais taças de vinho saiu pelas ruas vendo como seu povo chorava, alguns riam e não demonstravam que estava abatidos, outros misturavam os dois como se nada importasse. Pela primeira vez riu, estava feliz por ter um povo tão forte, porém seu riso tinha um ar tão triste, comovente e as lágrimas começaram a cair. Uma garrafa de vinho, risos e lágrimas, esse era França naquele momento.

— Por que choras? –perguntou uma garotinha de cabelos loiros. — Está triste com o que aconteceu não é? Não se preocupe moço. –soltou um doce sorriso. — Minha mamãe disse que todos que morreram foram morar no céu e que agora eles estão felizes!

— Mesmo? Obrigado por me dizer, fico mais aliviado. –sorriu. — Você está bem?

— Não. –balançou a cabeça negativamente. — Minha tia foi pro céu também, eu chorei muito mas como ela está no céu estou feliz por ela. –seus olhos se encheram de alegria.

Mais lágrimas caíram dos olhos de Francis. A criança inocente que ficara feliz com a morte de um parente por uma simples explicação que nem ele sabia se era verdadeira ou não, mas aquilo não parecia o importar.

— Eu já vou, mamãe disse pra eu ficar perto dela.

— Claro. –secou as lágrimas.

— Não fica triste. –abraçou as pernas do mais velho. — Se alguém que você ama morreu também morreu eu acho que ele foi pro céu. –desgarrou e correu para uma mulher.

— Eu amo todos que morreram. –disse para si mesmo. — Eu quero proteger vocês, porque eu amo todos vocês.

Continuou andando pelas ruas sem destino e analisando todos que podia. Se aproximou de uma loja de bebidas para comprar mais vinho ou talvez um champagne. Porém desistiu ao olhar para o relógio e perceber que estava quase na hora do jogo entre sua nação e a nação inglesa. Saiu da loja correndo, não poderia pagar um taxi pois o dinheiro em seu bolso não era o suficiente. Correu e as vezes trombava com alguém que o xingava ou se assustava por causa dos atentados. Ao chegar na entrada do estádio foi barrado.

— Me deixem entrar. –gritou para os seguranças. — Eu deixei em casa...

— Sem desculpas, sem o ingresso você não entra, seu bêbado. –disse o segurança.

Francis pensava nas mil maneiras que inventar uma desculpa por não está do lado de dentro.

— Deixem ele entrar. –disse Arthur. — Eu o conheço.

— Sim, senhor.

O francês entrou e se sentiu incomodado pelo inglês ter mais soberania do que ele. Não poderia reclamar, Arthur estava bem vestido e disposto enquanto ele com roupas amassadas e cheirava a vinho.

— Achei que não viria mais. –cruzou os braços.

— Eu me comprometo.

— Sei...

Os dois estavam em um corredor que levava até o camarote. Francis não poderia negar que assistir ao jogo seria bom para distraí-lo um pouco. Arthur se demonstrava indiferente, antes daquele dia havia mandado uma carta, um pouco antiquado mas achou que seria melhor que uma ligação ou mensagem por redes sociais. Francis não havia lido a carta, e Arthur sabia disso.

— Pronto, estamos aqui. –disse o francês. — Aqui não está um pouco vazio?

— Só nós dois ficaremos aqui. –deu passos para frente ficando próximo da janela de vidro. — Não pense nada impróprio.

— Irei tentar, não garanto nada. –ainda estava atrás.

Arthur não olhara pra trás nem por um instante, ele cantarolava e batia um dos pés, Francis conhecia a canção, porém, não entendia a pronuncia. Arthur estava cantando alguma música francesa? Logo ele.

— O que está cantando?

— Ora seu... –Arthur se virou e o fitou. — Como não pode reconhecer?

— Sua pronuncia está terrível, se me dizer talvez eu te ajude a cantar.

— É o seu hino! Eu vou cantar o seu hino junto com os outros! Algum problema nisso?

— Não, nenhum... –Francis raciocinou um pouco. — Vai cantar o meu hino?

— Sim, eu vou. –seu tom de voz era alto. — E não é só por causa dos atentados que você vem sofrendo mas porque eu gosto de você, mas você é tão idiota que nunca nota.

— Mas já ficamos tantas vezes, é obvio que eu sei...

— Calado! –gritou. — Eu não quero ouvir o passado e sim o presente! Francis... eu estou aqui do seu lado.

— Eu sei disso... eu juro que eu sei, mas... eu não quero que você fique ao meu lado agora entende? Como nação sim, eu quero, mas como pessoa... Eu não quero que você sinta a mesma dor do que eu e...

Foi interrompido com um empurro, a porta não estava fechada o que fez os dois saírem da sala. Francis arregalou os olhos e fitou os verdes orbes em sua frente.

— Estaremos juntos me ouviu? Na dor e na tragédia. Juntos, assim como estamos juntos na alegria. Não importa o que aconteça!

— Juntos... –sorriu e uma única lágrima caiu de um dos seus olhos.

Arthur o beijou. Um beijo tão calmo e simples, algo encantador. E foi por assim, que percebeu que nunca poderia deixá-lo de lado mesmo na dor. O ódio que achava que o inglês sentiu passou despercebido naquele instante. Assim como rosas tão belas em momentos de tristeza se parecem ilusões, um beijo como aquele foi uma ilusão para o “ódio” e uma porta aberta para o amor.

Notas finais
me perdoem qualquer erro ortográfico ;3;
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!