Juntos

9 Capítulo 9


Notas iniciais
+18 Música: http://www.youtube.com/watch?v=kKuzyO0WykI

– Sherlock

Ela entra à minha frente pela porta e vai andando com desenvoltura até o quarto. Vou atrás dela, sedento pelo o que ela vai me dar. Por seus planos com o meu corpo.

Chego até o quarto e ela está parada me encarando.

– Tire a roupa.

É uma ordem e eu obedeço. Sorrio para ela, que me olha com desejo, e começo a desabotoar lentamente minha camisa. Faço todos os meus movimentos pensando em provocá-la. Os lábios dela estão entreabertos. Aqueles lábios vermelhos. Quase cedo à tentação de quebrar nosso joguinho. Mal sabia o que estava por vir.

Fico nu em sua frente, minha ereção se destacando em meu corpo. Ela dá passos firmes em minha direção. Aqueles saltos estão me matando de tesão. Molly me encara apenas um segundo antes de me empurrar para a parede e se abaixar à minha frente, colocando todo meu membro em sua boca.

Puta que o pariu. Quase perco o equilíbrio. Se não fosse pela parede em minhas costas eu teria caído. Ela desliza a língua por todo meu comprimento e volta a me engolir. Vejo seus lábios vermelhos. Deus. Não suportarei.

Nossos olhares se encontram em algum momento. E os dela me dizem que ela está cheia de más intenções. Os movimentos de vai e vem continuam. Ela se segura em minhas pernas e minhas mãos vão até seus cabelos. Tudo fica mais frenético, mais rápido. Eu não aguento mais.

– Molly... Eu vou gozar...

Ela não para, com eu achei que faria. Apenas me olha sensualmente e aumenta ainda mais o ritmo. Eu poderia dizer até que ela está sorrindo quando faz isso. Então eu ejaculo em sua boca, segurando-a contra mim.

Molly levanta-se me beijando por todo o corpo e eu estou quase me desfalecendo contra a parede. Marcas de batom agora estão por toda minha pele e ela também a deixa em meus lábios quando me beija ferozmente. Droga, minha respiração que já estava ofegante agora não sei nem o que virou.

Sou puxado pela mão e jogado na cama. Ela se afasta de mim por alguns instantes, e eu me ajeito meio sentado contra os travesseiros. Logo sinto que ela se ajoelha na cama, ao meu lado.

– Acho que preciso de você parado.

Então ela puxa um dos meus braços e... Merda, ela está me amarrando de novo. Com tiras de tecidos. Echarpes pretas. Um braço, outro braço, e depois as pernas. Estou totalmente imobilizado e suscetível a ela.

– Molly.

– Você não tem o direito de falar, então não me faça amordaçá-lo. Já volto. Não fuja.

Ela se vira sorrindo e seus cabelos balançam. Molly está se divertindo. Tremendamente. Há quanto tempo ela vinha planejando isso?

Não demora até que ela volte. Então ela despe o vestido na minha frente, sem olhar para mim, da forma mais sensual que já a vi fazendo. E claro que por baixo tem aquele maldito espartilho que eu já tinha sentido em seu corpo mais cedo na festa. Aquilo pra mim é sinônimo de problemas. Quando ela usa aquilo sei que estou perdido.

Eu quero tocá-la desde já e começo a puxar minhas amarras. Já sei que ficarei com marcas de novo, como da primeira vez que ela me amarrou.

Molly tira a calcinha e eu vejo a peça deslizar por suas pernas.

– Acho que não vamos precisar dela. – Ela diz me encarando.

Tira os sapatos e se aproxima de mim. Perto. Muito perto. Consigo sentir seu cheiro, ver cada detalhe dela, mas não posso tocá-la. Uma de suas pernas é apoiada na cama e ela desliza uma meia por toda a extensão. Faz o mesmo com a outra, prendendo uma cinta-liga ao final.

Já me sinto morrer. A vida está se esvaindo de mim em forma da ejaculação que virá a qualquer instante.

Observo, me repuxando, ela desfilar vestida assim pelo quarto. Um pequeno chicote aparece em suas mãos. De onde ela tirou isso? Minha ereção começa a voltar com força total, como se eu não tivesse gozado momentos antes. Pareço um adolescente cheio de hormônios.

Vejo Molly em pé sobre a cama, sobre mim. Tenho uma visão completa do seu corpo e de seu sexo descoberto. Quase quebro a cama para tentar me soltar. Preciso colocar minhas mãos nela. Sinto o primeiro golpe do chicote em minha barriga. Não é forte, mas me excita ainda mais. Ela desliza aquela porcaria por meu corpo, passando pelo meu membro, volta para o meu rosto. E ali dá umas batidinhas leves. Mais golpes são dados em minha barriga e lateral do meu corpo.

A respiração dela está alterada, como a minha. Como se lesse meus pensamentos, ela se aproxima do meu rosto e, segurando-se na cabeceira da cama, agacha-se em meu rosto.

– Me chupe agora.

Não discuto mais suas ordens. Ela se abaixa um pouco mais e meu rosto é envolvido por seu sexo. Sinto seu gosto e o quanto ela está excitada. Minha língua trabalha de ponta a ponta. Estou desesperado por mais. Faço o trabalho com uma voracidade que até então me era desconhecida. Ela brinca comigo, se afastando e voltando, simulando sexo. Estou quase gozando sem que ela encoste em “mim” de fato.

Ela se levanta de vez e eu suspiro. Meu coração não podia estar mais acelerado. Molly vira-se de costas para mim e se abaixa para pegar o chicote de novo. Droga. Estremeço com a visão. Ela tem total consciência do que está fazendo comigo. Se tivesse usado as minhas algemas, meus pulsos já estariam sangrando.

Novamente de frente para mim, senta-se sobre meu membro e faço um esforço para me controlar. Molly se esfrega ali. Para frente e para trás. Não vou suportar isso. Então, tudo piora. Ela começa a se tocar para mim. Seus olhos encontrando os meus. Ela transpira sexo por todos os poros. E eu transpiro desespero em pegá-la. Eu gemo, meu ar está indo embora.

Os dedos dela fazem movimentos em seu clitóris, mas é claro que tudo pode piorar. Sempre pode. E isso acontece quando ela começa a se masturbar com o cabo do chicote, passando-o levemente por onde eu tinha lambido alguns segundos antes. Ela me provoca o tempo todo. E ainda mais quando leva o instrumento de tortura até minha boca, me fazendo sentir seu gosto ali e ri. Ela o larga e o aguardo seu próximo movimento, ansioso.

Molly começa a brincar comigo de novo. Segura meu membro em suas mãos e desliza por toda sua vagina, quase colocando-o dentro, mas então ela tira. E meu ar some.

– Você quer isso? – Ela repete o movimento, parando alguns instantes para massagear seu clitóris.

– Sim. – É tudo que consigo dizer.

– O quanto você quer? – A voz dela é sexy. Puta que o pariu.

– Molly... Por favor...

– Vamos, implore. Você consegue mais do que isso.

– Molls, deixa que eu te coma... Pelo amor de Deus... Eu não aguento mais...

Ela ri de mim e, me soltando, desliza as mãos pelo meu peito, arranhando-me. Inclina-se sobre mim e vejo seus olhos nos meus, próximos. Ela não me beija nos lábios, mas desce traçando uma trilha de pequenas mordidas e beijos. Acho que já estou sem circulação, de tanto que me puxo. Sinto as mãos dela voltando a me segurar e fecho os olhos. Estou no limite.

– Quando eu te pegar, vou foder você até que não ande mais. – Minha ameaça não convence nem a mim e minha voz quase não sai.

– Quieto.

Molly volta a se masturbar com meus pênis. Estou cada vez mais ofegante e gemidos saem de mim. Ela me coloca em sua entrada, torturando-me. Abaixa-se, deixando ser penetrada por um centímetro e volta a subir.

Abro os olhos e a encaro com raiva. Pelo menos espero ter passado isso. Ela sorri para mim e então, sem que eu espere senta-se de uma vez em mim, dando início a uma lenta cavalgada. Fecho os olhos e me concentro, quase gozo.

Puxo-me com tanta força que de alguma forma um de meus braços consegue se soltar. Eu agarro sua coxa onde sua meia termina e ela se assusta, mas demonstra ainda mais excitação pelo toque. A aperto com o máximo de força que consigo. Ela grita e se move mais rápido em cima de mim.

Eu retiro os dedos dela, que ainda estão se tocando e substituo pelos meus. Nunca quis tanto tocá-la na vida. Com o meu toque, ela se inclina para trás, segurando-se em minhas pernas. Deixando-o seu sexo aberto para mim. Para os meus dedos.

Ela aumenta ainda mais o ritmo e eu a acompanho. Sei que ela está prestes a gozar, então eu paro uns segundos e continuo. Isso adia por alguns momentos o orgasmo dela. Mas mesmo assim ele vem e ela grita meu nome. Eu a acompanho.

Notas finais
;)