Juntos

1 Capítulo 1


Notas iniciais
OMG, voltei!

Para você, que leu "Perdidos" (http://fanfiction.com.br/historia/489879/Perdidos/), aí vai a continuação da história de amor desses dois! ♥

Só gostaria de salientar que é beeem provável que não haja nenhuma trama mirabolante nessa fic, nem drama, nem crimes. Será só romance e romance.

Música que vai "tocar" mais pra frente: http://www.youtube.com/watch?v=nkKxGzm98AU

Seria bem legal vocês olharem a letra... hahahahaha

Espero que gostem e se divirtam! Go!

- Sherlock

Nós caminhávamos pela praia após o sol se por. Trazíamos nossos celulares, porque foi só ligarmos eles por um único minuto que recebemos avisos de dezenas de chamadas perdidas e quase que imediatamente eles começaram a tocar de forma simultânea.

- Sherlock! — Mycroft praticamente gritava meu nome do outro lado da linha. — O que você pensa que está fazendo? Vocês dois ficaram loucos??

Eu suspirei, porque não tinha uma resposta para essa pergunta. E acho que nem Mycroft poderia deduzir tudo que tinha acontecido, era além da lógica. Talvez isso o incomodasse bastante. Todos ficaram chocados com a aproximação relâmpago que eu e Molly tivemos e a viagem só veio para piorar o choque.

- Mycroft, nós somos adultos o suficiente. — Olhei para Molly e vi que ela também conversava impaciente ao telefone. Ela revirou os olhos para mim e eu sorri de volta. — Nós só estamos de férias, é algo contra a lei tirar férias? Você está sem trabalho e decidiu que seguir meus passos era um bom passatempo?

- Você só a esnobava, Sherlock. O que está acontecendo com você? Desde quando você é dado a relacionamentos? E não tente mudar de assunto!

Sento na ponta da cama, só penso em desligar essa porcaria desse telefone celular e voltar para minha vida privada. As pessoas sabem o que vida privada significa? Parecia que não. Era tão mais fácil estar perdido em uma ilha deserta. Nunca achei que fosse pensar isso na minha vida.

- Eu me pergunto, Mycroft, o que você tem a ver com o que eu faço da minha vida. Como só consigo chegar a conclusão que a resposta é "nada", então encerro a ligação por aqui. Até mais.

Desligo sem ouvir a resposta. Não sei que tipo de comportamento Mycroft terá depois disso, e não me importo. Porém, percebo que não vai ser fácil nos manter afastado de tudo e de todos, mesmo estando a milhares de quilômetros de distância. Ouço Molly falar ao telefone com Mary e faço um sinal para que ela se aproxime de onde estou. Ela vem e senta-se sobre minhas pernas, passando uma mão por meus ombros e começa a acariciar meus cabelos.

- Não, Mary. Eu já disse mil vezes. Nós estamos bem, só isso.

- Não vou tentar matá-la, Mary, pode ficar tranquila. — Eu digo alto e perto o suficiente para Mary ouvir. Todo mundo decidiu cuidar da nossa vida? Molly sorri para mim, gesticulando que não aguenta mais a ligação.

- Vou desligar agora, ok? Sim, eu estou feliz. Beijos.

Com um suspiro de alívio Molly encerra a ligação e, assim como eu, desliga o aparelho.

- Acho que nós não precisamos deles. — Me diz mostrando o celular. E se tem uma vez que concordo totalmente com ela, é essa.

E é por isso que os trouxemos para a nossa caminhada. Quando achamos um lugar que parece bom o bastante, nós nos abaixamos e cavamos o buraco mais fundo que conseguimos. Colocamos nossos celulares ali e os enterramos. Definitivamente não precisamos mais deles.

Nos levantamos, como duas crianças que fizeram uma travessura e eu paro atrás dela, deslizando minhas mãos por seus braços. Sei que ela gosta quando faço isso, e posso perceber que sua pele ainda arrepia como na primeira vez. Minha mão chega até a nossa marca e eu a acaricio por um instante.

- Enfim sós. — Sussurro em seu ouvido.

Molly inclina o corpo contra o meu, sorrindo e deixando que seu pescoço fique exposto. Isso é quase um pedido para que eu o beije e é o que eu faço, enquanto passo os braços por sua cintura. Ela corre os dedos por eles e é um pequeno movimento, mas para mim é como ser empurrado para uma queda livre de sentimentos e sensações. Há muito (se contar o coma) percebi que éramos extremamente sensíveis ao toque um do outro.

Nós ficamos por um longo tempo assim, abraçados. Olhando o mar, vendo as ondas quebrarem com violência, chegando aos nossos pés e nos molhando. Ela se vira para mim e ao retirar uma mecha de cabelo do seu rosto, eu me lembro do nosso primeiro beijo. O primeiro beijo dos nossos sonhos. Vejo-a assentir levemente, quase de forma imperceptível e sei que ela também se lembrou desse dia, ou dessa parte do nosso universo paralelo. Não posso e não quero resistir a isso.

Assim como naquele dia, eu deixo que minha mão se envolva nos cabelos dela e me aproximo lentamente. Nós sabemos o que esse momento significa, mesmo tendo passado os últimos dias juntos, esse era o marco do nosso recomeço. Eu estava tendo as mesmas sensações do dia em que a beijei. A mesma ansiedade, a mesma paixão, a mesma necessidade.

Quando finalmente nos beijamos, a última pecinha que faltava para completar a bagunça que nosso mundo tinha virado se encaixou. E como se lesse minha mente, ouvi a voz de Molly me dizendo, quando nos separamos:

- Estamos em casa agora, não estamos?

Eu a aperto junto a meu peito e murmuro contra seus cabelos:

- Sim, nós estamos.

Molly se junta ainda mais a mim e nós ficamos assim até que me vem à cabeça uma música que ouvi em um dos momentos em que estivemos juntos, mas não sei precisar qual e nem quando.

You give me just a taste so I want more

Now my hands are bleeding and my knees are raw

'Cause now you got me crawling, crawling, on the floor

And I`ve never known a girl like you before

Começo a cantar baixinho e um tanto fora de ritmo, e escuto ela rir. Começo a me balançar ao que acho ser o som da música e Molly me encara surpresa. Era bom saber que eu ainda podia surpreendê-la. Nós começamos timidamente, mas em pouco tempo tínhamos praticamente transformado a areia da praia em um palco para nossa dança. Nós dançamos juntos, com os corpos colados e eu não imaginava o quanto isso poderia ser sexy. Mas o que não era assim com Molly?

You made me acknowledge the devil in me

I hope to god I'm talking metaphorically

Hope that I'm talking alegorically

Know that I'm talking about the way I feel

And I`ve never known a girl like you before

Ela ria abertamente agora. Eu continuava cantando, rindo em alguns momentos junto com ela. Não demorou muito para que acabássemos no chão e toda minha concentração para a letra da música sumiu de repente. Nunca resistiria quando ela me olhava daquele jeito, como se me dissesse que queria algo mais. Somente um louco negaria, e eu não era tão louco assim.

Notas finais
O que acharam da volta deles dois???