Juntas Pelo Acaso

4 Capítulo 4 - Momento difícil


Notas iniciais
Gente eu sei que estou demorando muito para postar, novamente quero dizer que sinto muitíssimo pela demora, espero que ainda tenha alguém interessado em ler a fic kkkMe desculpem mesmo pela demora.Ta aí mais um capítulo, espero que gostem.Boa leitura!!Beijoss s2

POV’s Quinn

O resto da manhã foi complicado, Beth se fechou, tanto para mim quanto para Rachel. Nós quase não conversamos, trocamos algumas palavras, mas Beth nos ignorou completamente só respondendo quando era extremamente necessário.

– E então mocinha, já está pronta?

Eu entrei no quarto de Beth, ela já estava vestida, um vestido preto simples. O funeral vai ser essa tarde. Ela me encarou, seu rosto estava marcado por lágrimas.

– Estou.

Eu me aproximei dela, ajoelhei em frente a ela, limpei as lágrimas e segurei as mãos dela.

– Eu sinto muito por hoje de manhã Beth, eu não queria que você tivesse me ouvido discutir com Rachel e eu sinto muito por que você está sofrendo com a perda dos seus pais se eu pudesse arrancaria todo esse sofrimento que você está sentindo para que você não derramasse nenhuma lágrima.

Beth soltou suas mãos da minha.

– Você não sente por ter brigado, você tinha razão quando me deu para Shelby, você não tinha e ainda não tem condições para cuidar de mim. Nem você e nem a Rachel sabem cuidar de mim, eu quero o meu pai e a minha mãe, eles me amavam, eles sempre cuidaram de mim e é eles que eu quero.

Lágrimas escorreram pelos olhos dela e ela me empurrou para longe dela, fiquei ali ajoelhada enquanto Beth saia chorando e correndo para fora do quarto. Quando eu ia cair no chão senti alguém me sustentar, era Rachel, ela estava ajoelhada na minha frente e me abraçou, por alguns minutos eu fiquei ali envolvida naquele abraço protetor.

– Vai ficar tudo bem Quinn, Beth vai te perdoar e ela só falou isso porque está chateada..

Ela começou a falar e eu logo me soltei do abraço dela e me levantei, ela se levantou também. Eu assumi a minha postura rígida e a encarei séria.

– Eu não preciso que sinta pena de mim Rachel, você já deixou bem claro para mim que pensa exatamente da mesma forma que Beth, eu estou disposta a lutar por Beth e farei de tudo para ela acreditar em mim, quanto a você eu apenas conviverei com você até sexta que é quando o advogado vem para ler o testamento.

Eu saí antes que ela pudesse dar qualquer resposta. Desci à procura de Beth, ela estava na sala acompanhada dos pais de Rachel, Leroy e Hiram. Hiram estava com Beth sentada no colo e ela parecia extremamente confortável ali. Eu me aproximei dos três.

– Senhor Leroy, Senhor Hiram, é um prazer revê-los, obrigado por nos acompanharem hoje.

Eu tentei parecer o mais cordial possível, eles me cumprimentaram de volta. Ficamos ali, somente o choro abafado de Beth ocupava o local, ver Beth sofrer estava me matando. E pior é que eu não podia fazer nada, todo o avanço que eu tinha tido com ela tinha acabado hoje mais cedo quando ela presenciou a minha discussão com Rachel, eu realmente havia perdido o controle.

– Quinn, onde está Rachel?

Hiram interrompeu o silêncio, eu realmente não sabia o que responder, eu havia sido extremamente fria com ela a poucos minutos, eu ergui uma barreira enorme entre nós novamente, eu a deixei lá em cima depois de ter sido extremamente rude com ela.

– Eu...eu..bem..

– Eu estou aqui papai.

Eu tentei responder e nada saiu, Rachel apareceu na sala, cumprimentou os dois pais e depois me direcionou um olhar frio, muito frio. Se antes ela tentava quebrar a barreira agora ela tinha levantado também. E como somos muito orgulhosas talvez nossas barreira permaneçam levantadas por tempo indeterminado.

– Bom, já que estamos todos aqui, é hora de ir.

Leroy disse se levantando e colocando Beth no chão, olhou para mim e para Rachel como quem dá permissão e eu e ela nos aproximamos de Beth. Leroy foi para perto do marido e eles foram esperar nós três no hall de entrada.

Rachel se ajoelhou e eu assumi a mesma posição que ela.

– Beth, eu sino muito por hoje de manhã, eu não queria brigar com a Quinn e nós acabamos nos alterando, nós queremos que você saiba que estamos aqui para o que você precisar, nós te amamos e..

Antes que Rachel pudesse continuar falando Beth a interrompeu.

– Eu preciso do meu pai e da minha mãe e não de vocês duas, eu nem sei quem vocês são.

Meu coração se encheu de dor, vi Rachel murchar ao meu lado e vi uma Beth triste correndo desesperada para o hall. Eu e Rachel estávamos extremamente abaladas, dessa vez o meu corpo cedeu para frente e não havia Rachel para me consolar, ela simplesmente se levantou e seguiu para o hall. Eu cheguei lá e vi Beth segurando a mão de Leroy e Hiram, ela realmente confiava nos dois. Eu vi que Rachel estava em um canto do hall, parei ao lado dela. Leroy nos fuzilava com um olhar. Os três saíram de mãos dadas e depois eu e Rachel saímos.

O caminho até o cemitério foi doloroso, eu estava sentada no meio do banco traseiro com Rachel de um lado e Beth do outro, quando as lágrimas correram pelos olhos de Beth eu a puxei para perto de mim e a envolvi num abraço lateral, ela não queria ceder, mas acabou aceitando o meu abraço. Quando vi algumas lágrimas saindo dos olhos de Rachel eu tentei consolá-la assim como ela havia me consolado mais cedo, eu segurei a mão dela com o braço que eu tinha livre. Ela me encarou, seus olhos cheios de dor, por um instante ela agradeceu com o olhar, mas logo em seguida ela fez questão de soltar a minha mão bruscamente e limpar as lágrimas dos olhos dela, ela não me direcionou mais nenhum olhar até o cemitério. Se Beth havia me dado uma chance de consolá-la, se Beth havia abaixado a barreira naquele momento, com Rachel as coisas não seriam tão fáceis.

Chegamos no cemitério e eu não pude deixar de perceber todos que se encontravam ali, o coral todo estava lá, Santana, Brittany, Mike, Tina, Sugar, Sam, Finn, Mercedes, Artie, Kurt, Blaine, Emma, Will, até Sue estava ali, se o momento não fosse tão triste eu realmente estaria feliz em revê-los, eu realmente ainda sentia falta do coral. Eu sorri para eles e continue caminhando para próximo dos caixões junto com Rachel e Beth, ninguém do coral se aproximou de nós, eu achei melhor assim, fiquei feliz pelo espaço que eles estavam dando.

Estávamos ali, vendo os caixões serem descidos, eu segurava uma mão de Beth e Rachel segurava a outra, eu agarrei Beth e a abracei o mais apertado que eu pude. Ela se agarrou em mim com um braço e com o outro ela puxou Rachel para o abraço, Rachel tentou não ceder, mas Beth insistiu e ela acabou se aproximando, eu envolvi as duas num abraço apertado, eu e Rachel ficamos ali, naquele abraço desconfortável, eu e ela estávamos rígidas e só continuamos com o abraço porque Beth precisava dessa união no momento. Eu até tinha a intenção de ser o porto seguro de Rachel e Beth, mas depois da minha briga com Rachel de manhã eu sabia que a nossa reaproximação não seria nada fácil.

Rachel estava perdendo a mulher que a rejeitou, sim, Shelby não queria ser a mãe que Rachel sempre quis ter, ela afastou Rachel da vida dela e preferiu não interferir em nada, mas ela era a mãe biológica de Rachel e era normal que Rachel estivesse sofrendo com isso e Puck tinha sido um ex-namorado, mas acima disso ele tinha sido seu amigo. Para Beth a situação era ainda pior, ela estava perdendo o pai e a mãe, tudo de uma vez só. Não que eu não estivesse sofrendo, afinal Puck era pai da minha filha e Shelby era a mulher à qual eu confiei o meu maior tesouro, mas nesse momento tanto Beth quanto Rachel precisavam de apoio, de alguém que estivesse ali por elas. Mesmo com todas as nossas diferenças, com todas as discussões e brigas, por ironia do destino, eu e Rachel nos reencontramos, o mínimo que podemos fazer é aprender a conviver. Eu decidi que precisa ser forte nesse momento então eu soltei apenas algumas lágrimas e tentei permanecer firme ali, sustentando Rachel e Beth. Era o mínimo que eu podia fazer.

“Ninguém sabe a dor que é perder alguém a não ser que já tenha perdido, é como se uma parte de você estivesse sendo arrancada, seu coração dói, sua mente não consegue pensar direito, seus músculos parecem não responder às suas tentativas falhas de movimentá-los. Nos apegamos as pessoas de tal forma que nos esquecemos que ninguém é eterno, que cedo ou tarde as pessoas são arrancadas de nós. Torcemos para que as pessoas demorem a partir, mas não controlamos o fluxo de ida das pessoas, normalmente elas partem antes do que a gente gostaria e todo o tempo que tivermos tido com elas não parecerá suficiente, todos os momentos parecerão ser insuficientes. A questão é que ninguém sabe quanto tempo terá e é nessa incerteza que vivemos, por isso é importante aproveitar cada momento, trocar carícias, sorrir junto, apoiar, amar, dizer o que sente e acima de tudo demonstrar todos os dias o quanto você ama essas pessoas, você provavelmente vai brigar com as pessoas que ama, mas jamais durma sem pedir desculpas, sem reconciliar porque amanhã poderá ser tarde demais e o pior sentimento que pode nascer na perda de alguém querido é o arrependimento.” AZ

Notas finais
E então gente??? O que vocês estão achando?? Eu paro de escrever?? Beijoss s2