P.O.V Julie

Acordei animada. Levantei da cama e notei que havia um bilhete em cima do despertador.

" Não é possivel." — pensei

Peguei o papel, e li.

"Bom dia Bela Adormecida."

Ri e me arrumei. Desci as escadas correndo, ate que meu pai me para na porta.

– Ei ei, Julie! Espera, quanta pressa! — disse meu pai — você viu minha carteira?

– Pai, nada desaparece por acaso. — disse Pedrinho aparecendo na sala, junto com Martim e Felix.

– Esta aqui. — Martim mostrou a carteira.

Eu e Pedrinho rimos ao ver a cara do nosso pai.

– Bom gente, tenho que ir. Mas, perai, cade o Daniel? — perguntei

– Bu! — Daniel apareceu atrás de mim me assustando

Acabei gritando com o susto, mas logo em seguinte ri.

– Gente, tenho que ir, tchau! — me despedi e sinalizei para que Daniel me seguisse.

Fui pra rua, e quando ja estava andando, Daniel aparece.

– Foi você que escreveu aquele bilhete nao é? — perguntei sorrindo

– Qual bilhete bela adormecida? — respondeu sorrindo torto.

– Sabia. Vai me acompanhar hoje o tempo todo na escola?

– Não. — respondeu seco.

Ri com sua reaçao.

– Você se faz de dificil, mas no fundo, é um amor. — respondi olhando em seus olhos.

Ele ia responder, quando Nicolas interrompeu.

– Julie!

Nem havia percebido que ja tínhamos chego.

– Oi Nicolas.

Daniel tinha sumido, ou ficado invisivel, pois nao o via mais.

– Julie, ta tudo bem? Por que está olhando para os lados? Está procurando alguém?

– Não, está tudo bem. Vamos entrar.

– Claro, afinal, a professora tira 0,2 de quem chega atrasado.

Rimos, e fomos para sala.

Chegamos la, e ja havia uma anotação na lousa.

" trabalho de poesia "

– Bom crianças, nesse trabalho vocês deverão desenvolver uma musica, que descreva sentimentos, que descreva algo oculto, que nao é visivel aos olhos das pessoas. Lembrando que o trabalho é em dupla. — disse a professora, ja escolhendo as duplas. — Nicolas e...... Julie.

Ele sorriu.

– Agora se preparem para a prova. — disse a professora ja entregando as folhas, quando senti algo atrás de mim.

Algo nao, alguém.

Sorri.

– Daniel. — sussurrei

– Oi. — sorriu

– Podem começar! — anunciou a professora.

Olhei para Daniel, que ja se encontrava com as folhas de respostas sobre a mesa.

Continuei escrevendo, conforme Daniel dizia, ate que olhei para frente e vi que ele nao estava la.

Estava ao lado da Thalita.

"O que ele vai fazer?" — pensei.

– Ai, mas que coisa! Professora! — gritou Thalita

– Sim?

– Está muito vento!

– Thalita, hoje está quase 30°C e você ainda diz que está ventando? — disse a professora fazendo todos rirem.

– Olha o meu cabelo! — reclamou Thalita.

– Silêncio! Faça a prova.

Olhei para Daniel, que ainda ria por ter assoprado o rosto da Thalita para atrapalha-la, e pisquei um dos meus olhos como sinal de agradecimento, e depois, ele desapareceu da sala.

– Julie, isso é armação dos fantasmas nao é? — Bia sussurrou

– Sim. — sorri

Finalmente deu o sinal.

Estava saindo da sala, quando Nicolas me parou.

– Julie! Quando vamos fazer o trabalho?

– Pode ser hoje?

– Claro, as 14:30 na sua casa?

– Ok.

Nos depedimos, e ele foi embora.

– Argh sorte a minha que vocês nao se beijaram. — disse Daniel aparecendo do nada enquanto eu andava de volta pra casa.

– Você estava do meu lado esse tempo todo?

– Essa é a vantagem de ser invisível.

Sorri.

Chegamos em casa, e fiquei pensando, em qual musica escolher para o trabalho.

" Descreva sentimentos, algo oculto"

– Os fantasmas. — sussurrei sorrindo.

Na mesma hora, a campainha tocou.

Desci e fui abrir a porta.

– Oi Nick. — disse lhe dando um beijo no rosto.

– Oi Julie, e ai, ja pensou no que podemos fazer pro trabalho?

– Na verdade sim. Eu tenho uma musica que diz exatamente o que é pra ser feito. — disse sorrindo

– E qual musica é?

– Vamos pra edicula e la eu te mostro.

Eu sabia que o Daniel estava nos observando, mesmo estando invisível, eu sentia.

Peguei meu violao, e comecei a tocar.

♪ Eu sei que o tempo nao para, mas nao me esqueço de nada.

Está em mim, espero que esteja em você, tudo o que posso dizer.

É que aprendi a sentir cada dia, ganhar perder o que importa é estar viva, e desistir, nao é opção pra ninguém, a hora certa sempre vem.

Fecho os meus olhos e ouço a sua voz, e de repente nao estou sozinha vamos nós.

Nao sei se é normal, mas sei que essa é minha vida e ponto final. No meu coração, eu ouço toques invisíveis me dizendo a direção. ♪

Terminei de cantar, e vi que Daniel estava no canto da edicula, me olhando sorrindo. Enquanto Nicolas estava pensativo.

– Nicolas?

– Sim?

– Tudo bem ser essa musica?

– Essa nao foi a musica que você cantou pro guitarrista da sua banda, Julie? — Nicolas perguntou bravo

– Ééer.... Foi, mas, nao foi só pra ele, foi pra banda inteira.

– Eu quero conhecê-los.

– O que?! — me desesperei

– Eu quero conhecê-los, afinal eu sou seu namorado e tenho o direito de saber.