Notas iniciais
Geeeente desculpa por demorar pra postar!

P.O.V Julie

Cheguei em casa, ainda chorando e irritada com tudo o que tinha acontecido.

– Pai, Pedrinho, Bia, Klaus... E ate mesmo você Débora, desculpa por envolver vocês nisso. — disse limpando minhas lágrimas.

– Que isso Julie, eles são nossos amigos também. — disse Klaus.

– Julie, estamos aqui com você. Mas agora eu tenho que ir. — Bia se despediu, me abraçando.

E assim, Klaus aproveitou e também foi embora.

Deixando eu, meu pai e Pedrinho na sala.

Contei tudo o que tinha acontecido a eles, os mesmos ficaram chocados.

– Julie? — perguntou meu pai

– Você... Pode cantar alguma musica da sua banda pra eu ouvir?

– Claro! Vamos pra edicula.

Admito que isso foi a unica coisa que me animou.

– O que quer que eu cante? — Perguntei a meu pai, mostrando as letras das musicas.

– Deixa eu ver... — disse meu pai revirando os papéis. — Ja sei! Essa. — me entregou o papel.

– Meu louco mundo. — sussurrei sorrindo, mas deixando algumas lágrimas caírem.

– Pai, nao foi uma boa ideia essa musica. — disse Pedrinho

– Nao, tudo bem, eu canto. — disse sorrindo.

– Por que nao Pedrinho? — perguntou meu pai curioso

– Porque essa foi a primeira musica que cantei com o Daniel, no festival de musica da escola. Eu estava quase desistindo, quando ele entrou no palco comigo, invisível é claro, e começou a cantar. — respondi

Peguei o violão, e cantei.

– Que lindo filha. — aplaudiu meu pai

– Obrigada — sorri

– Bom crianças, boa noite. Vamos Pedrinho, Julie. — Alertou meu pai

Guardei meu violao, e fui dormir.

P.O.V Daniel

– Precisamos sair daqui! Eu nao aguento mais esse lugar! — disse ja irritado

– Minha cabeça dói com a escuridão desse lugar. — reclamou Felix

Revirei os olhos.

– E se quando o Demetrius saísse, a gente tentasse achar algo que o incriminasse? Porque veja: ele falou com a Julie, ameaçou ela, e ainda por cima, teve total contato com os vivos. — disse Martim

– Otimo! Assim que ele sair, a gente começa a procurar. — respondi sorrindo. — e assim que acharmos algo, a gente volta pra Julie.

P.O.V Julie

Se passaram mais 2 dias desde que fomos procurá-los e o pior é que, eu sei onde eles estão, mas nao posso fazer nada.

Me levantei da cama, fiz minha higiene, me arrumei e fui pra escola.

A aula foi um tédio, nao consegui prestar atençao em nada, e o pior: estava em época de provas.

– Ainda se os fantasmas estivessem aqui pra me ajudar. — sussurrei durante a prova.

– Silêncio Juliana. — resmungou a professora.

Apenas assenti.

Depois de 1 hora, finalmente acabaram as aulas.

– Que aula mais chata. — disse para Bia no caminho para casa

– Eu ouvi o que você disse. — respondeu Bia.

– Acho que todos ouviram. — retruquei.

– Calma amiga, eles vão voltar. — disse Bia me abraçando e se despedindo.

Entrei em casa e fui pro quarto. Estava sem fome nenhuma. Aproveitei e fui estudar, afinal nao sabia nada sobre a prova do dia seguinte. Ate que me lembrei de uma musica.

" O romantismo começou na Europa, foi um movimento que surgiu la. Valorizava os sonhos do indivíduo, e a força criativa popular. Visão contrária ao iluminismo, e ao nacionalismo é facil decorar. Começou no século 18 e ate o 19 ele veio a perdurar. "

Sorri entre a letra, lembrando que era exatamente esse o conteúdo da prova, e que os fantasmas que fizeram essa musica pra mim.

Passei a tarde estudando, e ja sabia todo o conteúdo.

Ja era noite, estava na sala com meu pai e Pedrinho, quando ouço um barulho. Vinha da edicula.