Notas iniciais
Capitulo triste, mas em compensação, tem um pouco de Juliel

P.O.V Julie

Depois de uma longa caminhada, chegamos a casa. Era exatamente igual a que vi no meu sonho.

– E ai, vocês vem ou vão ficar olhando ai parados? — perguntou Débora, já para dentro do portão.

– Éer... Vocês podem nos esperar aqui? — Perguntei a Klaus e Débora. — Eu e Bia vamos entrar, e, seria melhor se fossemos só nós duas.

– Claro, podem ir, vamos esperar vocês aqui. — disse Klaus sorrindo.

– Qualquer coisa estamos aqui fora. — disse Débora.

– Vamos? — perguntou Bia.

Assenti, e escalamos o portão.

Abri minha bolsa e peguei minha lanterna. Pulamos a janela, e entramos na casa.

– Nossa, como é escuro aqui. — comentou Bia.

– Se tratando do Demétrius, tudo é escuro Bia. — retruquei.

Começamos a olhar cada canto do lugar, quando por fim, chegamos a sala, onde dava acesso ao segundo andar.

– Eles não estão aqui. Vamos olhar la em cima. — disse

– Martim? Felix? — Bia os chamou

– Daniel? — perguntei, já subindo a escada.

P.O.V Daniel

Estávamos sentados no chão, como sempre, desde que fomos presos, quando de repente, ouço vozes e passos.

– Martim? Felix? — perguntou uma voz.

– Daniel? — perguntou a outra voz.

– Julie? — sussurrei pra mim mesmo.

– O que foi Daniel? — perguntou Martim e Felix

– Eu ouvi a voz da Julie. — respondi ja me levantando.

– Cara, se acalma, isso é coisa da sua cabeça, nós não ouvimos nada. — disse Felix.

– Daniel? — perguntou a voz, já se aproximando do quarto.

– Julie! — gritei.

– Martim? Felix? — gritou a outra voz.

– Bia! Aqui! — gritou Felix e Martim.

Ate que a porta se abriu.

P.O.V Julie

Abri a porta, e me deparei com Daniel.

Deixei a lanterna cair no chão, e o abracei, com todas as minhas forças, e chorei, como nunca chorei antes.

– E-eu na-nao acr-edi-to que v-voc-cê est-a aqu-i! — disse soluçando

– Calma Julie, nós estamos, aparentemente bem. E o que deu em você? Por que veio ate aqui? Sabe que é perigoso! — disse me abraçando novamente.

– Eu n-nao conseg-uia ma-ais fic-car longe de voc-es. — respondi ainda chorando.

– Ei Julie, estamos felizes por te ver! — disse Martim, depois que me virei para os outros dois fantasmas, os abraçando.

– É Julie, foi horrível ter que ir embora. — respondeu Felix

– Vocês não vão mais ficar longe da gente, viemos buscar vocês de novo. — disse Bia sorrindo

Percebi que depois do que Bia disse, os fantasmas ficaram tensos e nervosos. Ate que resolvi quebrar o gelo e perguntar:

– O que foi?

– Julie... Não podemos sair daqui. — disse Daniel triste

– Por que?! — perguntou Bia indignada

– Porque o Demétrius nos chantageou. — disse Martim

– O que ele disse? — perguntei já deixando algumas lágrimas caírem

– Ele nos fez escolher entre ficar aqui preso, ou deixar você em perigo. — disse Daniel limpando minhas lágrimas.

– E por quê resolveram ficar aqui?! — gritei

– Porque eu não quero mais te envolver em perigos. — disse Daniel me envolvendo em seus braços, enquanto eu já chorava feito criança.

– Podemos pelo menos tentar. — interviu Bia — nós já tentamos uma vez, e conseguimos. E além disso, o Demétrius não pode fazer nada com a Julie, e mesmo que tente, nós estaremos com ela. Quem ta comigo? — Bia estendeu a mão.

– Eu. — disse Felix

– Eu. — disse Martim

Daniel me olhou, e depois sorriu.

– Eu.

Apenas sorri.

– Vamos sair daqui, esse lugar me da calafrios. — disse Bia.

P.O.V Demetrius

O que eles não esperavam, é que eu ouvia tudo, e planejava uma outra chantagem. Enquanto eles se preparavam para sair, desci as escadas rapidamente e logo notei, que havia mais uma pessoa e uma fantasma no portão, certamente os esperando. Fiquei invisível para o humano, e escondido da fantasma, os esperando.

P.O.V Daniel

Ainda não acreditava que a Julie, seria capaz de vir aqui, na casa do meu pior inimigo, nos libertar.

Já estávamos no portão, quando vi o Klaus e, calma... a Débora?!

– Julie, o que a Débora ta fazendo aqui? — perguntei, eles ainda não tinham nos visto.

Julie me contou toda a história, ate que Débora nos viu e logo saiu gritando:

– Aiiii ainda bem que vocês voltaram! — e foi logo abraçar Martim.

– Daniel, vem cá. — Klaus me chamou

– a Julie, sentiu muito a sua falta. Ela envolveu ate o pai e o irmão nisso.

Me surpreendi. Então finalmente iria aparecer para o pai da Julie.

Sorri.

– Então vamos? — perguntou Julie se aproximando.

P.O.V Demétrius

Era hora de por o plano em ação.

– Mas que cena mais linda! Tentando me enganar não é senhor Daniel? — perguntei sorrindo, enquanto todos me olhavam assustados. — Me parece que você é bem teimosa não é Julie?

– Não mexa com ela! — gritou Daniel.

Continuei rindo.

– A escolha é sua Julie. Você só irá levar os fantasmas daqui, se deixar a sua querida amiga Bia. — ofereci sorrindo

– O que?! Nunca! — gritou como resposta

– Então diga adeus aos seus amigos.- disse cruzando os braços

– Seu cretino! — Gritou Daniel.

Eu continuava rindo, vendo o nervoso e desespero deles.

– Julie, nós vamos voltar. — disse Daniel a Julie, enquanto fazia carinho em seu rosto.

Aquilo me dava nojo.

– Eu não vou sem vocês! — Gritou a menina, enquanto já se encontrava chorando.

– Julie, é a unica opção. A Bia não iria sobreviver nesse lugar. — Disse Daniel.

P.O.V Daniel

Era como se meu coração fosse despedaçado ver Julie chorando, mas, não tínhamos escolha.

– Bia, podem ir. — avisei, já que se falasse com Julie não resolveria.

– Não! Eu não vou! — gritou Julie já sendo carregada por Klaus.

– Boa sorte meninos. — desejou Klaus visivelmente chateado.

Ainda via Julie chorando, quando foram embora.

– Entrem. — Demétrius mandou.

Estava indo em direção ao quarto, quando senti algo no meu bolso. Era o colar da Julie. O colar que eu coloquei ao lado do JP para que ele entregasse a ela. E, sem eu perceber, ela me deu o colar.

Foi ai que a ficha caiu.

– Ah meu Deus... — sussurrei

– O que foi? — Felix perguntou

– Não acredito. — sussurrei novamente, sorrindo.

– O que aconteceu Daniel? — perguntou Martim

– A Julie me deu o colar dela! — gritei sorrindo.

– Como assim Daniel? — perguntou Martim rindo.

– Olhem! — estendi o colar.

– Calma ai... Esse não era o colar que...

– Sim. — interrompi Felix.

– Uau. Mas, a Julie não gostava do Nicolas? — Perguntou Martim, desfazendo meu sorriso com a pergunta.

– Por tempo limitado. — sorri novamente.