Julie e os Fantasmas - 2° temporada
8 Não podemos ficar juntos
Notas iniciais
Capitulo triste, mas em compensação, tem um pouco de Juliel
P.O.V Julie
Depois de uma longa caminhada, chegamos a casa. Era exatamente igual a que vi no meu sonho.– E ai, vocês vem ou vão ficar olhando ai parados? — perguntou Débora, já para dentro do portão.– Éer... Vocês podem nos esperar aqui? — Perguntei a Klaus e Débora. — Eu e Bia vamos entrar, e, seria melhor se fossemos só nós duas.– Claro, podem ir, vamos esperar vocês aqui. — disse Klaus sorrindo.– Qualquer coisa estamos aqui fora. — disse Débora.– Vamos? — perguntou Bia.Assenti, e escalamos o portão.Abri minha bolsa e peguei minha lanterna. Pulamos a janela, e entramos na casa.– Nossa, como é escuro aqui. — comentou Bia.– Se tratando do Demétrius, tudo é escuro Bia. — retruquei.Começamos a olhar cada canto do lugar, quando por fim, chegamos a sala, onde dava acesso ao segundo andar.– Eles não estão aqui. Vamos olhar la em cima. — disse– Martim? Felix? — Bia os chamou– Daniel? — perguntei, já subindo a escada.P.O.V DanielEstávamos sentados no chão, como sempre, desde que fomos presos, quando de repente, ouço vozes e passos.– Martim? Felix? — perguntou uma voz.– Daniel? — perguntou a outra voz.– Julie? — sussurrei pra mim mesmo.– O que foi Daniel? — perguntou Martim e Felix– Eu ouvi a voz da Julie. — respondi ja me levantando.– Cara, se acalma, isso é coisa da sua cabeça, nós não ouvimos nada. — disse Felix.– Daniel? — perguntou a voz, já se aproximando do quarto.– Julie! — gritei.– Martim? Felix? — gritou a outra voz.– Bia! Aqui! — gritou Felix e Martim.Ate que a porta se abriu.P.O.V JulieAbri a porta, e me deparei com Daniel.Deixei a lanterna cair no chão, e o abracei, com todas as minhas forças, e chorei, como nunca chorei antes.– E-eu na-nao acr-edi-to que v-voc-cê est-a aqu-i! — disse soluçando– Calma Julie, nós estamos, aparentemente bem. E o que deu em você? Por que veio ate aqui? Sabe que é perigoso! — disse me abraçando novamente.– Eu n-nao conseg-uia ma-ais fic-car longe de voc-es. — respondi ainda chorando.– Ei Julie, estamos felizes por te ver! — disse Martim, depois que me virei para os outros dois fantasmas, os abraçando.– É Julie, foi horrível ter que ir embora. — respondeu Felix– Vocês não vão mais ficar longe da gente, viemos buscar vocês de novo. — disse Bia sorrindoPercebi que depois do que Bia disse, os fantasmas ficaram tensos e nervosos. Ate que resolvi quebrar o gelo e perguntar:– O que foi?– Julie... Não podemos sair daqui. — disse Daniel triste– Por que?! — perguntou Bia indignada– Porque o Demétrius nos chantageou. — disse Martim– O que ele disse? — perguntei já deixando algumas lágrimas caírem– Ele nos fez escolher entre ficar aqui preso, ou deixar você em perigo. — disse Daniel limpando minhas lágrimas.– E por quê resolveram ficar aqui?! — gritei– Porque eu não quero mais te envolver em perigos. — disse Daniel me envolvendo em seus braços, enquanto eu já chorava feito criança.– Podemos pelo menos tentar. — interviu Bia — nós já tentamos uma vez, e conseguimos. E além disso, o Demétrius não pode fazer nada com a Julie, e mesmo que tente, nós estaremos com ela. Quem ta comigo? — Bia estendeu a mão.– Eu. — disse Felix– Eu. — disse MartimDaniel me olhou, e depois sorriu.– Eu.Apenas sorri.– Vamos sair daqui, esse lugar me da calafrios. — disse Bia.P.O.V DemetriusO que eles não esperavam, é que eu ouvia tudo, e planejava uma outra chantagem. Enquanto eles se preparavam para sair, desci as escadas rapidamente e logo notei, que havia mais uma pessoa e uma fantasma no portão, certamente os esperando. Fiquei invisível para o humano, e escondido da fantasma, os esperando.P.O.V DanielAinda não acreditava que a Julie, seria capaz de vir aqui, na casa do meu pior inimigo, nos libertar.Já estávamos no portão, quando vi o Klaus e, calma... a Débora?!– Julie, o que a Débora ta fazendo aqui? — perguntei, eles ainda não tinham nos visto.Julie me contou toda a história, ate que Débora nos viu e logo saiu gritando:– Aiiii ainda bem que vocês voltaram! — e foi logo abraçar Martim.– Daniel, vem cá. — Klaus me chamou– a Julie, sentiu muito a sua falta. Ela envolveu ate o pai e o irmão nisso.Me surpreendi. Então finalmente iria aparecer para o pai da Julie.Sorri.– Então vamos? — perguntou Julie se aproximando.P.O.V DemétriusEra hora de por o plano em ação.– Mas que cena mais linda! Tentando me enganar não é senhor Daniel? — perguntei sorrindo, enquanto todos me olhavam assustados. — Me parece que você é bem teimosa não é Julie?– Não mexa com ela! — gritou Daniel.Continuei rindo.– A escolha é sua Julie. Você só irá levar os fantasmas daqui, se deixar a sua querida amiga Bia. — ofereci sorrindo– O que?! Nunca! — gritou como resposta– Então diga adeus aos seus amigos.- disse cruzando os braços– Seu cretino! — Gritou Daniel.Eu continuava rindo, vendo o nervoso e desespero deles.
– Julie, nós vamos voltar. — disse Daniel a Julie, enquanto fazia carinho em seu rosto.Aquilo me dava nojo.– Eu não vou sem vocês! — Gritou a menina, enquanto já se encontrava chorando.– Julie, é a unica opção. A Bia não iria sobreviver nesse lugar. — Disse Daniel.P.O.V DanielEra como se meu coração fosse despedaçado ver Julie chorando, mas, não tínhamos escolha.– Bia, podem ir. — avisei, já que se falasse com Julie não resolveria.– Não! Eu não vou! — gritou Julie já sendo carregada por Klaus.– Boa sorte meninos. — desejou Klaus visivelmente chateado.Ainda via Julie chorando, quando foram embora.– Entrem. — Demétrius mandou.Estava indo em direção ao quarto, quando senti algo no meu bolso. Era o colar da Julie. O colar que eu coloquei ao lado do JP para que ele entregasse a ela. E, sem eu perceber, ela me deu o colar.Foi ai que a ficha caiu.– Ah meu Deus... — sussurrei– O que foi? — Felix perguntou– Não acredito. — sussurrei novamente, sorrindo.– O que aconteceu Daniel? — perguntou Martim– A Julie me deu o colar dela! — gritei sorrindo.– Como assim Daniel? — perguntou Martim rindo.– Olhem! — estendi o colar.– Calma ai... Esse não era o colar que...– Sim. — interrompi Felix.– Uau. Mas, a Julie não gostava do Nicolas? — Perguntou Martim, desfazendo meu sorriso com a pergunta.– Por tempo limitado. — sorri novamente.
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