Julie e os Fantasmas - 2° temporada
15 Complicações
Notas iniciais
P.O.V Julie
Cheguei em casa, decidida a me dedicar o dia para compor para o Daniel.
– Oi filha, como foi a escola?
– Bem pai. Vou subir.
E sai correndo.
– Ei! Nao vai comer?
O deixei sem resposta, enquanto o mesmo ria.
– Ah, adolescentes! — sussurrou
Passado 4 horas compondo, Bia me ligou.
" e ai, o que vai fazer pro Daniel?"
" compus uma musica "
" deixa eu ver? "
" agora não, vou cantar pra ele, e depois eu te mostro. "
" aarghh ta bom. "
Ri e depois me despedi.
Estava terminando de por a letra do papel, quando ouvi batidas na porta.
– Quem é?
– Um fantaaaaasmaaaaa, buuuuuu!
Ri.
– Por que bateu na porta? Você sempre entra sem pedir.
– É mas com o que eu estou na mao nao da pra entrar.
Abri a porta, e notei um buque enorme de rosas vermelhas em suas mãos.
Fiquei boquiaberta.
– Vai ficar só olhando? — perguntou
– É lindo! — exclamei
– Eu sei.
– Eu nao falei de você.
Rimos.
– Fiz uma musica nova. — disse
– Canta.
– É pra você.
Daniel sorriu torto.
"Talvez isso leve um tempo, talvez quem sabe um dia aprendo, a não mexer com o que não devo mais, me perdi nessa canção sem olhar pra trás e, talvez não seja como eu, sempre um dia imaginei, eu tava certa de ficar em paz, mas com você tudo muda e eu não sou capaz, e eu estou aqui – cantei olhando em seus olhos — As letras, as flores, as cores, o nosso muito pouco.
Hoje, entenda e veja, eu só queria era te perguntar, ate quando você vai estar...As letras, as flores, as cores, o nosso muito pouco, hoje, entenda e veja, eu só queria era te perguntar, ate quando você vai estar… aqui.
Terminei a musica, e encarei seus olhos.
– Daniel....
– Julie...
Seguramos nossas mãos.
– Eu te amo. — dissemos juntos.
Foi uma surpresa para os dois, e sorrimos ao mesmo tempo.
E pela primeira vez, Daniel me beijou.
Nao foi um beijo como o do Nicolas, sem graça e sem amor.
Era uma mistura de amor, carinho, saudade e paixão.
E nessa mesma hora, meu pai entrou no quarto.
– Filha você viu minha...
Nao dei atençao.
Meu pai estranhou o fato de eu estar beijando o "ar", mas depois sorriu, provavelmente lembrando-se dos fantasmas, e fechou a porta.
– Daniel... — tentei cessar o beijo, mas sem sucesso algum.
– Nao! — Daniel se afastou rapidamente
– O que foi? — me assustei
– Nao podemos ficar juntos!
– De novo essa frase?
– Julie, você nunca teria uma vida normal comigo.
– Minha vida nunca foi normal.
– Você entendeu o que eu disse.
– Nao, nao entendi!
– Imagina você namorar um fantasma? Você nao vai poder me apresentar pra sua família como alguém normal, vamos sempre ter que nos proteger do Demetrius, eu nunca vou poder te dar um filho, eu nunca vou poder comprar presentes pra você sem depender da ajuda da Bia, eu nunca..
– Chega Daniel! — comecei a chorar — eu nao me importo se você é um fantasma! A minha vida nunca foi normal! Eu nao quero presentes, eu nao preciso ter que te apresentar a minha família, afinal meu pai e o Pedrinho sabem que você existe, e gostam de você!
– Nao Julie, eu nao posso, eu nao posso te dar o que ate mesmo o idiota do Nicolas te daria.
– Você me da algo bem mais valioso do que tudo o que o Nicolas me dava. Você me da amor.
– Eu sinto muito, mas preciso voltar a ser o Daniel de antes. Eu te amo, mas quero seu bem. — me deu um beijo na testa, e saiu.
– Eu nao acredito.. Nao... — disse entre as lágrimas — Daniel! — me levantei e o procurei entre os cômodos — Daniel!
Fui pra edicula.
– Martim? Felix? Me ajudem! — gritei, afinal, meu pai havia saido, e Pedrinho nao estava em casa.
– O que foi Julie? — perguntou Martim
– Aconteceu alguma coisa? — perguntou Felix
– Eu me declarei pro Daniel, fiz uma musica pra ele, disse que o amava, e ele disse o mesmo, nos beijamos mas depois ele disse que nao poderia ficar comigo, que era perigoso, que ele nunca poderia ter uma familia comigo, que ele nunca poderia me dar o que ate o Nicolas daria...
– Julie, calma, respira! — exclamou Felix
– Eu preciso da ajuda de vocês, cade ele?
– Por aqui ele nao ta nao. — disse Martim
– Mas o que você quer que a gente faça? — perguntou Felix
– Eu vou fingir estar doente, estar sofrendo, sei la... Vou inventar alguma coisa.
– Pra que? — perguntou Martim
– Dããã pra ele ficar preocupado e ir atrás dela né ! — exclamou Felix
Ri com a inocência do Martim.
– Exatamente isso Felix, vou combinar com a Bia, com meu pai e com o Pedrinho, pra eles nao ficarem preocupados, e nao contem nada pro Daniel hein!
– Sim senhora.
P.O.V Daniel
Fui pra praça, espairecer um pouco.
Eu nao queria ser frio com a Julie, mas também quero que ela tenha uma vida normal.
Ah mas aquela voz... — pensei — aquele sorriso... — aquele beijo...
P.O.V Julie
– Entao foi isso o que aconteceu Bia... — contei tudo o que havia acontecido
– Nossa... Ah Ju, talves ele só queira te proteger.
– Eu amo ele. — disse com voz a chorosa
– Ele também te ama.
– Amanha vou fingir estar doente.
– Ai Julie, só você mesmo! — Bia riu
– Vou fazer questão de ir na edicula, dar bom dia pra eles, e quando estiver saindo, fingir que estou quase desmaiando.
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