Notas iniciais
Uma tentativa de como poderia ser uma segunda temporada.
Colaboração: Priscila Ribeiro.
(Obrigada Pri!)
Espero que gostem.

P.O.V Julie

-Julie! Julie! Julie! — Todos gritavam, após o fim do show.

- Vamos Julie? — Perguntou Daniel.

Arrumei minhas coisas, me despedi de todos, e fui para casa.

Após chegar em casa, notei a luz da sala acesa, meu pai me esperava no sofá. Estremeci, pensando no pior.

- Julie, onde você estava? — perguntou meu pai, calmamente.

- Ééer... Eu... — comecei a gaguejar, era péssima em inventar mentiras.

- O que é isso? — me mostrou o cartaz da banda.

- Onde pegou isso?! — perguntei já nervosa e tensa com a situação

- Estava no chão. — Respondeu sorrindo. — Você tem uma banda filha?

- Tenho pai. — Respondi cabisbaixa.

Num instante, ele pulou do sofá e me abraçou, rindo.

- Que orgulho Julie!

- Você não ta bravo? — Perguntei intrigada.

- Claro que não filha. Anda, agora sobe, e vai dormir, sua noite com certeza foi cheia, mas no próximo show, eu quero ir ouviu! — Respondeu sorrindo.

- Claro pai. — Respondi subindo as escadas e indo pro quarto.

Chegando lá, me deparo com uma cena linda, que fez meus olhos se encherem de lágrimas.

"Você é a melhor!"

A frase estava escrita com rosas vermelhas, e tinha um bilhete.

" Obrigado por tudo Julie! "

Estranhei ao ler aquilo. Corri para a edícula, e vi 3 bilhetes. O primeiro em cima da guitarra, o segundo em cima da bateria, e o terceiro em cima do baixo.

Comecei a ler pelo do Martim.

" Julie, sentiremos sua falta. "

Algumas lágrimas começaram a cair, pois já estava entendendo o motivo de tudo isso.

Depois peguei o do Felix.

" Tivemos que partir, ( agora é definitivamente ) pois não temos mais como te proteger do Demétrius."

Comecei a chorar desesperadamente.

E por fim, li o do Daniel.

" Você foi a única razão que fez eu me sentir vivo Julie. Eu te amo, e espero que seja feliz com o Nicolas. Você estará pra sempre no meu coração, se é que eu tenho um. "

Terminei de ler, e me joguei no chão, comecei a chorar ainda mais, e quando não tinha mais forças para chorar, comecei a gritar.

- Nãaaaaaaaooooo! — chorava, gritava e batia no chão com força. — Não é possivel! Daniel! Martim! Felix! Apareçam!

- Julie o que aconteceu? Que gritos são esses? — perguntou Pedrinho e meu pai.

Apenas apontei para os instrumentos, Pedrinho se aproximou, e leu os bilhetes. O mesmo começou a chorar.

- Justo agora, que tudo estava tao bem! Martim! Felix! Daniel! — Gritou Pedrinho chorando.

- Se acalmem crianças, quem são eles? — Perguntou meu pai nos abraçando.

Eu e Pedrinho nos entreolhamos.

- São fantasmas- Respondemos juntos.

Notas finais
Gostaram?