Juliano e Iara
1 O ônibus
Notas iniciais
Essa história conta as aventuras do melhor casal do mundo!
Um jovem chamado Juliano (um rapaz bem alto, com uma barba bem feita, geralmente com uma cara séria, e que parece estar sempre com sono, se vestia com camisas de bandas de Rock ou do Star Wars, usa um tênis do All Star e é muito inteligente e forte) e Iara (uma garota ligada ao mundo tecnológico, com cabelos castanhos que está sempre usando óculos, ela tem um tique de sempre estar os arrumando, sempre atrapalhada com tudo, porém sinceridade emana de seu coração. Mesmo as vezes ficando brava e estressada com muitas coisas ela tenta ver o lado positivo. Não é tão bonita, mas tem orgulho de ser quem ela é).
Num dia calorento de outubro, Juliano teve que ficar até mais tarde na faculdade de Terapia Ocupacional que ele havia começado aquele ano, então ele chegaria mais tarde em casa. Mal sabia que aquele dia mudaria sua vida para todo o sempre.
Há um tempo atrás um amigo de Juliano chamado Natanael lhe falou sobre um aplicativo de namoro diferente, pois era apenas dirigido ao público nerd. Sem muito interesse instalou, mas não achava nenhuma garota legal, que combinasse com seu estilo de vida.
Por um tempo ele procurou. Estava conhecendo várias garotas, até fez amizade com algumas por este aplicativo, mas ainda não era o que queria. Sentia-se muito triste quando em seus possíveis encontros a menina dizia:
— Quero apenas ficar por uma noite.
Ou então:
— Quero apenas alguém para apresentar para os meus tios.
Ele não queria algo assim sem sentimentos, já estava cheio de pessoas assim no mundo e não queria participar de tais coisas sem sentido.
Voltando de sua faculdade, ele pegou o ônibus que o deixaria próximo a sua residência. Infelizmente o ônibus estava cheio de pessoas, e uma coisa que não gosta é ficar perto de muita gente, se sentia incomodado. Então pegou seus fones de ouvido e ficou ouvindo música bem alto, estava muito calor e completamente abafado pelo tanto de pessoas.
Conforme as pessoas saiam do ônibus, ele só agradecia, então foi passando por vários bairros até chegar ao seu destino, afinal era quase no último ponto que ele descia, geralmente era o último a permanecer no ônibus.
Mas, naquele dia, ele viu uma garota fazendo algo muito estranho e diferente. Ela estava fechando as janelas do ônibus e ele se perguntava:
— Que porcaria essa louca está fazendo? Ela não sabe que é melhor circular o ar dentro do ônibus. Dá muita vontade de bater nela.
Entretanto, havia algo diferente em seus sentimentos, enquanto observava a linda garota com os seus olhos cheios de brilho, e em seus cabelos cacheados, aquele jeito desastrado e desengonçado de andar fazia com que algo começasse a emergir. Mas o menino de cabelos longos sabia que aquilo iria ser temporário. Afinal, quem se apaixona por alguém que encontra no ônibus? Na mente dele não existia histórias de amor tão bregas assim.
Foi então que, de repente, os dois trocaram olhares. Logicamente não foi a melhor primeira impressão que ambos tiveram, porque Juliano estava com uma expressão bem séria encarando a garota, que assim como ele, também estava séria. Ele se levantou e desceu do ônibus.
*****
Ela então ficou sentada, refletindo sobre esse rapaz.
— Quem é ele? – Indagou-se.
Ajustou os óculos para cima e olhou para o céu. Aquele dia, apesar do calor incessante, estava muito bonito e estrelado, o motorista dirigiu a palavra a ela:
— Hey, mocinha. Não poderei deixar você perto de sua casa hoje, vou voltar direto para a garagem.
— Tudo bem, eu vou andando mesmo. – disse ela
Ela deu um pequeno salto do ônibus e foi caminhando pela rua até a casa onde encontraria sua família.
Antes de chegar em casa ela virou o rosto para a Lua e sorriu, e sem motivo, ergueu sua mão direita aos céus formando um “L” invertido, alguns vizinhos estavam observando-a naquele momento.
— Que garota estranha, quem consegue tanta animação em plena quinta-feira.
Caminhou e passou pela escolinha que tinha estudado na sua infância, sempre que ela passava por ali seu cérebro se enchia de memórias sobre como foram duro seus dias por ali. No caminho encontrou um gatinho muito fofo que sentia muita vontade de abraçar; ela olhou o matagal que ficava no caminho e sempre se assustava achando que tinha alguém ali. Quando passou pela igreja, estava vazia e com um tom meio sombrio naquele dia, mas também fazia com que ela se recordasse de muitas coisas, como o seu falecido avô João, pois ele sempre a levava nas missas.
Ela abriu o portão de casa e entrou, passando pelas folhas que tinha no caminho.
*****
Juliano, ao chegar em casa, foi recepcionado pelo seu pai John, que estava com muita canseira.
— Boa noite, Juliano, deu tudo certo na visita? – disse ele com a voz meio mole.
— Claro pai, estou exausto, vou para o meu quarto, ok?
— Sim, não esqueça de jantar mais tarde.
Juliano se dirigiu ao seu quarto e pegou o celular, jogou sua mochila no chão e colocou a roupa mais confortável que tinha em seu guarda-roupa. Pegou o seu celular e abriu o aplicativo que o seu amigo tinha te recomendado.
Ao abrir, ele não conseguia acreditar no que os seus olhos estavam vendo, era a menina do ônibus. Ele se questionou se realmente era a garota, decidiu então ler o perfil dela, e após alguns segundos se perguntou:
—Iara? Acho que vou chama-la, vamos ver no que vai dar. Vou tentar confiar na minha intuição.
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