Juh E Dan Amor Fantasma
17 Capítulo 17 - Dia da vingança
Notas iniciais
POV Julie
Foi embora mais uma semana bem longa... Muito longa. Já estava na sexta à noite. Logo seria sábado. Fiquei quase de madrugada na calçada conversando com o Dani. Ele me desejou boa noite e eu fui pra cama.
Acordei bem cedo se comparado a outros sábados em que eu levanto bem tarde. Fiz minha higiene, me vesti e desci para tomar café. Chegou lá e encontrou o Dani sentado no sofá vendo TV.
— Acordou cedo, meu amor. – Ele disse, se levanta, caminha até mim e me beija.
— Pois é. Cai da cama. – disse rindo. – Não consegui mais dormi. Tem alguma coisa me perturbando.
— Deixa de ser boba. Não deve ser nada.
— É. Eu espero.
Daniel sorri e me beija. – Vem sentar aqui e assisti TV comigo. – ele disse me arrastando pro sofá.
— Peraí. Eu tenho que tomar café primeiro.
Fui pra cozinha. Mas mal cheguei lá e ouvi um barulho super alto vindo da sala. Fui correndo pra lá. Quando cheguei vi o Demetrius. Ele mais uns fantasmas “armários” segurando o Daniel.
— Oi Julie. – o cretino disse assim que me viu. – Venha, junte-se a nós.
— Julie, cuidado. – Daniel disse.
— O qu... – eu nem tive tempo de terminar de falar e um dos guardas da policia espectral me seguraram e tampou minha boca. Feito isso, ele me levou até onde os outros estava. Daniel me olhava triste, se sentindo totalmente incapaz de me ajudar. Ele abaixou a cabeça.
— Vão buscar os outros. – disse Demetrius para os outros capangas se referindo ao Martim e ao Félix.
— Deixe eles. Por favor. – eu disse a Demetrius finalmente conseguindo tirar a mão da minha boca.
— Não, Julie. Não posso descumprir minhas obrigações como chefe da policia espectral. Tenho que ser imparcial.
— O que está acontecendo aqui? – Pedrinho aparece na sala e se assusta com o que vê.
— Mas um vivo. Pois bem. – Demétrius disse. Foi até o Pedrinho e o imobilizou.
— Não. Me solta seu esquisito. – Pedrinho gritava.
— Solta o meu irmão, Demetrius. – eu disse, tentando me soltar dos braços que me seguravam. Inútil. A única coisa que consegui foi levar uma descarga fortíssima de choque. Quase perdi a consciência.
— Não faz isso, seu desgraçado. – Daniel disse tentando bater no fantasma que me segurava. Ele estava visivelmente nervoso.
Segundos depois que ele disse isso, apareceram na sala os capangas que Demétrius mandou para pegar Martim e Félix. Eu estava crente que só estavam eles, mas adivinha quem eu vi?
— Bia, o que você está fazendo aqui? – um dos “armários” a segurava. Ela só deu de ombros a minha pergunta. – Bendita hora que você e o Pedrinho inventam de aparecer por aqui. – disse me lamentando do acorrido.
— Chefe, nós vimos essa viva com esses dois aqui e resolvemos trazê-la pra cá. – o fantasmas “armário” que segurava Bia disse pra Demétrius.
— E você fez muito bem. Muito bem. Pelo visto o time está completo agora. – Demétrius disse rindo grotescamente, mas em um tom maléfico.
Demétrius nos arrastou para fora. Mas antes ele soltou meu irmão e pediu pra o fantasma que me segurava ficar segurando ele. O Demétrius então me segurou. Chegamos lá fora. Comecei me debater nos braços de Demétrius que me segurava. Ele ficou muito irritado.
— Fique quieta, garota. Não me obrigue a fazer o que não quero. – Ele disse me apertando com muita força. Estava quase me machucando. Eu ignorei totalmente. – Pois bem. Foi você que pediu. – ele deu uma pausa. – Eu fiquei sabendo que você queria morrer pra viver seu amor com o Daniel. Você não quer uma mãozinha. – ele disse. Quando dei por mim, ele tinha me empurrando no meio da rua, me fazendo cair no chão. A única coisa que ouvi foi o Daniel gritando.
— Julie!! Não!! Me solta, cara.
Ao longe eu vi um carro cada vez mais perto. Tentei me levantar, mas não consegui, pois tinha torcido meu pé quando cai. De repente vi o carro freando bruscamente. Ele quase capotou. Mas ele passou pela calçada, praticamente saltou em pleno ar e voou por cima de mim. Por pouco fui quase atropelada. Quando o carro já estava longe ouvi o suspiro de alivio do Dani.
— Você deu sorte desta vez, Julie. – Demétrius disse me segurando outra vez. – Vamos logo.
Ele acionou o botão de algum dispositivo, um tipo de controle remoto. Em segundos, apareceram na nossa frente dois carros pretos. Carros fantasmas, o que me deixou impressionada. Demétrius ordenou que nos levasse para dentro dos carros. Fui praticamente jogada para dentro do carro junto com Bia e Pedrinho. No outro carro estavam Daniel, Martim e Félix. O carro começou a andar. Eu não tinha a mínima ideia de onde a gente estava indo. Quando de repente o carro parou. Fomos arrancados do carro. Novamente eu estava sendo segurado por Demétrius. Olhei ao redor e vi um galpão. Era apavorante. Parecia mal assombrado. Notava-se que a estrutura do lugar era precária, como se pudesse desmoronar a qualquer momento. Havia árvores enormes e o vento frio que soprava balançava as folhas que emitiam um som que arrepiava. Mas o silêncio daquele lugar era angustiante. Era totalmente abandonado. Andava distraída, até que sou despertada de meus pensamentos pela voz irritante do Demétrius.
— Chegamos. – ele disse ainda me arrastando com ele. – Aqui não chamaremos tanta atenção.
— O que vai fazer com a gente? – perguntei, gritando.
— Isso não te interresa no momento. – ele respondeu com estupidez.
Entramos. Eu, Bia e Pedrinho fomos amarrados em um canto enquanto os meninos de outro. Um dos guardas nos vigiava. Algum tempo passou. Nem sei quanto. Até que 3 fantasmas “armários” apareceram, soltaram Daniel, Martim e Félix e começaram a bater neles. Eu só assistia. Lágrimas caíram de meus olhos ao ver meus fantasmas e principalmente meu Dani, sofrendo e por minha culpa. Só podia ser por minha culpa. Não sei de onde eu tirei forças, mas consegui me soltar e fui correndo até os grandalhões para pará-los. Não suportei vê-los sendo maltratados. Corri como nunca.
— Julie, volta! – Bia e Pedrinho disseram juntos, mas nem me importei.
— Juh... Fique longe... Por favor... – Daniel disse com dificuldade.
Tentei impedi-los, mas não consegui. Apareceu outro fantasma junto com Demétrius.
— Você vai pagar por sua insolência, Julie. – Demétrius disse. O fantasma que estava com ele me agarrou e começou a me bater.
POV Daniel
Estávamos apanhando por aqueles brutamontes quando de repente a Julie vem correndo até nós.
— Juh... Fique longe... Por favor... – eu disse. Estava fraco. Ela como sempre não me escuta e nem me obedece. Tentou alcançar os caras que nos batiam. Até que Demétrius surge com um outro fantasma.
— Você vai pagar por sua insolência, Julie. – ele disse. O outro fantasma agarrou Julie e começou a bater nela. Como ele ousa tocar na minha doce Julie. Eu tentei pedir para que ele parasse.
— Por favor, não faça isso. Solte-a. Bata em mim, mas nela não. Por favor. – disse. Eu estava desesperado, sofrendo.
Nem me ouviram. Me amarraram de novo, junto com meus amigos. Me deixaram lá, vendo ela sofrer. Quando aquele fantasma parou, ele a jogou em qualquer lugar, de qualquer jeito, toda machucada.
— Dani... Dani... – ela dizia meu nome com dificuldade.
— Calma, meu amor. Você vai ficar bem. Eu juro. – disse tentando animá-la.
— Não. Eu mereço. A culpa é minha. Tudo que está acontecendo é por minha culpa. É por isso que vocês estão aqui.
— Não fale isso. Não se culpe... – fui interrompido.
— Fiquem quietos, todos vocês. – Demétrius apareceu.
— Não vamos ficar quietos. – eu disse.
Demétrius ia falar. Mas foi interrompido desta vez.
POV Narradora
Antes que Demetrius falasse algo, a porta do galpão foi aberta com brutalidade. Até que nela surgiu alguém inesperado.
— Thomas!?!? – disseram todos em uníssono.
— Esse é meu nome. – disse debochado.
— O que esse palerma está fazendo aqui. – Demétrius disse.
— É o seguinte, assombração. Eu estava passando pela rua da casa Julie e vi que você estava... meio que... sequestrando meus amigos. Aí eu resolvi ir atrás. Eu precisava ajudar. Ah, acho que você conhece o meu amigo. É o seu superior, não é? – Thomas disse apontando para um fantasma bem alto.
— O qu... Vo-você... Não é possível. – Demétrius disse com nervosismo aparente.
— É isso aí, Demétrius. Seus dias como soberano da policia espectral estão contados. – Thomas retrucou.
Ele caminhou até onde seus amigos estavam a fim de desamarrá-los. Começou pelo vivos.
— Thomas. Como você... O que você...?? – Julie não conseguia elaborar uma pergunta. Mas Thomas foi mais rápido e a respondeu antes que ela mesmo perguntasse.
— É... Eu finalmente percebi tudo. Já sei de tudo. Eu bem desconfiei. Cara, como eu fui burro pra não ter sacado logo de cara?
— Pois é. Eu me perguntei o mesmo.
Assim que os soltou, foi soltar os fantasmas.
— Valeu cara. Nunca vou saber como te agradecer por ter nos ajudado. – Daniel disse, com sinceridade.
— Imagina. Você são meus amigos agora... Não é? É isso que os amigos fazem.
— É verdade. Valeu mesmo. – Daniel disse, agora cumprimentando com um toque de mão a pouco inventado por ambos.
Eles já estavam livres. Ao longe viram o superior do Demétrius discutindo com ele. Acharam melhor não ficarem para ouvir a conversa. Foram embora. Passaram pela porta e logo estava na rua.
CONTINUA...
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