Juh E Dan Amor Fantasma
15 Capítulo 15 - Como fui enganada assim?
Notas iniciais
POV Julie
Domingo pela manhã, eu já havia me desculpado com Daniel. Mas, também com o jeito dele de se desculpar, não tem como não aceitar, né. Fomos pra edícula tocar um pouco. Estávamos precisando nos distrair um pouco. Os recentes acontecimentos deixaram os nervos à flor da pele. Nós tocávamos tão distraídos que nem vimos o Demetrius entrando na edícula.
— Não é que vocês são bons... Mas, como sempre, tudo que é bom, dura pouco. Não é? – Demetrius disse.
— O que você está fazendo aqui? – Daniel disse.
— Como assim? Sou chefe da policia espectral. Vigio fantasmas que quebras as regras, que aparecem para os vivos, que tocam com os vivos, que brigam com os vivos... – olhou pro Dani. — que namoram com os vivos... não é, Daniel? Eu deixei bem claro que eu não queria saber desse namoro de você. Eu mandei você afastar esse... sentimento... E você não me obedeceu... Pelo jeito vou ter que toma as minhas próprias providencias. Já o que o sonso do Thomas não deu conta do recado...
— Como assim? Thomas? – eu disse.
— É isso mesmo, minha querida. Eu mandei o Thomas separar vocês. Fazer vocês dois brigarem por causa dos ciúmes do Daniel. Mas ele não conseguir ir muito longe.
— Infelizmente, ele quase conseguiu isso. Quase. Mas, como assim? Você o mandou separar a gente. Ele sabe de você então? Sabe dos meninos?
— Não sua idiota. Claro que não. Garoto burro... Até agora o seu Thomas está pensando que eu sou o seu tio. – ele riu. – Aquele imbecil. E ainda achou que eu ia ajudá-lo a conquistar você. – disse isso em meio a risadas debochadas.
— O que? Disse para ele que você era meu tio? Cara, como ele acreditou nisso. É serio! Prefiro ser sobrinha do Drácula.
Ele me olhou com raiva. – Obrigado pela parte que me toca. – ele disse. – É, o Thomas caiu feito um patinho. E, é melhor vocês começarem a se despedir, porque eu vou voltar pra cumprir o que prometi. Tchau. – ele sumiu.
— Eu não acredito nisso. – disse com raiva.
— Calma, Julie. Nós vamos superar isso. O Demetrius não vai fazer nada com a gente. Vamos enfrenta-lo e... – Dani disse e o interrompi.
— Eu não estava falando do Demetrius.
— Não? Mas do que você estava falando então? – Félix perguntou.
— Eu estava falando do Thomas. Como ele pode fazer isso comigo? Que ódio. Ah, mas isso não vai ficar assim. – disse saindo da edícula.
POV Daniel
— Julie, onde você vai? O que você vai fazer? – eu disse a seguindo.
— Você vai ver. Eu vou ter uma boa conversinha com aquele imbecil.
Julie caminhou até onde estava uma moto, colocou o capacete e montou na moto.
— Julie! Não faz isso. Sai dessa moto agora. Você não sabe andar de moto. Vai acabar se machucando.
— Eu vou sim, Daniel. Sai da frente.
Ela ligou a moto. – Julie, não! Para com isso. Você está louca?
— Eu sou louca. Esqueceu que eu falo com fantasmas.
— Julie, pa... – ela nem me ouviu. Saiu na maior velocidade com a moto, empinou a roda da frente ficando apoiando na roda de trás. E eu nem sabia que ela sabia fazer isso. Eu nem pensei duas vezes e saiu correndo atrás dela. Martim e Félix me acompanharam. Ao longe só puder ver que a Julie se assustou com um carro que vinha em sua direção e ela não viu. Ela não conseguiu controlar a moto e caiu.
— JULIE!! – eu gritei por ela. Até chegar onde ela estava. – Julie! Fala comigo. Você está bem?
Ela abriu os olhos e me olhou. – Eu estou bem.
— Não está machucada. Não te dói nada. Por favor, não me esconda nada. Eu disse pra você não ir. Você nem me ouviu.
— Eu estou bem. Já disse. – ela se levantou. Sinal de que está realmente bem.
— Você ainda quer falar com o Thomas? – eu disse a ajudando a ficar de pé.
— Sim.
— Então ta. Eu vou com você. Antes que você faça outra loucura. – Nós tivemos que levar a moto de volta, já que é de outra pessoa. Depois eu e a Julie saímos.
— Você sabe onde é a casa dele? – perguntei a Julie, que estava mais a frente.
— Sei. Mas ele não está em casa. Há essa hora ele deve estar no futebol.
— Como você sabe? – perguntei enciumando.
— Porque eu sei ué. – ela me olhou. – Ah, para com esse ciúme. Eu sei disso porque ele me contou.
— Não é ciúme. Eu só... – ela me interropeu, outra vez.
— Esqueci isso. Não quero brigar com você.
Caminhamos conversando de vez em quando. Até que chegamos onde o cretino joga. Nós o vimos ao longe e ele nos viu também. Caminhou até nós e fizemos o mesmo, caminhando até ele. Até nos encontrarmos.
— Thomas. – Julie começou. – Eu já fiquei sabendo o que você fez?
— Julie. Juro que não queria te prejudicar. Aquele cara que disse que era seu tio falou que ia me ajudar a te conquistar. Eu também fui enganado. Eu gosto muito de você. Eu nunca quis te fazer mal.
— E você achou mesmo que ia me conquistar fazendo tudo o que você fez? E, eu ainda não acredito que você acreditou que ele era meu tio. Não se pode acreditar em qualquer um. Ele não é nada meu. Ele é... – Julie parou. Não sabia se dizia a verdade ou não.
— Eu sei que não se pode acreditar em ninguém. Desculpa mesmo. Do fundo do meu coração. Eu queria que você me perdoasse. Posso não ter o seu coração, mas eu não queria perder sua amizade. Você foi a melhor pessoa que já apareceu na minha vida. Foi a primeira amiga que pude confiar de verdade. Me ajudou quando eu mais precisei. Então, você ainda quer ser minha amiga? Por favor, diz que sim.
Eu olhei pra Julie e ela parecia estar sentida com tudo que o Thomas disse para ela.
— Tudo bem então. Ainda podemos ser amigos.
— Obrigado Julie. – ele olhou pra mim. – Posso abraçar ela, Daniel?
— Pode. Só não demora muito com o abraço.
Ele sorriu, amigavelmente. Parecia realmente arrependido. Abraçou a Julie, que retribuiu. Virou para mim de novo.
— Podemos ser amigos também, Daniel? – ele disse me estendendo a mão. Eu cedi o cumprimento.
— Claro. Amigos, então.
Ele voltou para os colegas e eu e Julie fomos embora.
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