Juh E Dan Amor Fantasma
13 Capítulo 13 - Brigas e mais brigas Parte 3
Notas iniciais
POV Julie
Sábado. Dia de mais um show. Acordei bem cedo para ensaiar um pouco pela ultima vez antes do show. Meu pai não estava em casa mesmo. Ele tinha indo para uma viagem de trabalho e não voltaria tão cedo. Estávamos quase terminando o ensaio e a Bia aparece. Como ela é nossa empresária, né. Finalmente terminamos o ensaio e começamos a nós arrumar.
POV Thomas
— Como assim ainda não conseguiu fazer com que eles brigassem? – Demetrius disse, com raiva.
— É, eu ainda não consegui cumprir o que me pediu. A Julie o ama muito. Não vai se separar dele tão cedo. E, pra piorar, esse tal de Daniel é um mal-educado e muito arrogante. Nós quase nos batemos, mas a Julie entrou no meio e não deixou que a briga começasse.
— Não me interessa. Quero que os separe imediatamente. Se eu soubesse que você fosse tão incompetente não tinha deixado você fazer nada. Eu mesmo teria o feito. É como eu digo. Se quer uma coisa faça você mesmo. Você é muito imprestável mesmo.
— Calma ai. Imprestável não. Pode deixar que isso eu mesmo faço. Eu consegui deixá-lo com ciúmes, agora é só dar a pontada final para eles brigarem feio. Deixa. Se eles ainda não brigaram, eles vão brigar, mais cedo ou mais tarde. Já estou planejando outra estratégia.
— É bom mesmo que esse seu novo plano dê certo. – ele disse. – Por que não quero ter que tomar outras atitudes. – ele disse isso um pouco mais baixo, quase não deu pra ouvir direito.
— O que disse?
— Nada. Não disse nada. – estranho, muito estranho.
Lá vou eu, então. Julie, você vai ser minha.
POV Julie
Nós arrumamos e estávamos indo ao show. Chamei um táxi e estava na porta de casa esperando. Até que vejo uma pessoa. Ah não!
— Thomas, o que você está fazendo aqui?
— Como sempre, eu vim te ver ué.
— Espero que tenha entendido que eu estou namorando. E deve ter percebido que meu namorado é muito ciumento, então acho melhor você ir andando se você não quiser se meter numa briga.
Digo isso e logo em seguida olho pra trás e Daniel aparece com sua fantasia. Quando ele viu o Thomas, tirou a mascara e veio até nós.
— O que esse cara está fazendo aqui. Parece que... – o interrompi.
— Calma. – disse. Me virei para o Thomas. – E eu não sei se percebeu, mas eu estou muito ocupada agora. Eu estou indo fazer um show com a minha banda.
— Ah. Eu vi o site da banda. Poxa, que legal. Eu quero ir ver o show de vocês. Principalmente você, Juh. – ele disse dando uma piscadinha.
— Você não vai, ouviu? Não sei o que você está querendo, mas se é briga que você quer... – Daniel disse avançando, mas o parei.
— Como assim eu não vou. Você não manda em mim. Eu vou e não é você que vai me impedir. – Thomas disse. – E, além disso, eu vim aqui por outro motivo. Eu vim te chamar para uma festa que vai ter na casa de um amigo meu. Queria que você fosse... comigo... nós dois... sabe? – ele disse sorrindo sacana.
— Com você ela não vai a lugar nenhum. Você que ouse levá-la pra qualquer lugar que seja. – Dani disse. Ele já estava muito nervoso.
— Eu vou sim. A Julie é minha... amiga... – ele gargalhou debochado. – Mas num futuro não muito distante vai ser algo mais do que amiga. – e gargalhou de novo.
— Ah, mas não vai mesmo. – Daniel disse. Estava bufando de ciúmes.
Thomas arqueou a sobracelha. – Haha... quem sabe... você não sabe o que está por vim. Vai que... – Daniel o interropeu.
— Vai que nada. Ela é minha namorada e não vai ser nada além de sua amiga. E se depender de mim, nem amigo você vai ser, porque pelo que eu sei, amigos não dão em cima das amigas. Você é muito atrevido, isso sim.
— HaHaHa... É o que vamos ver então. – ele me olhou. – Tchauzinho Julie. Te vejo no show. – ele segurou meu rosto e beijo minha bochecha, bem perto dos meus lábios. Sorriu.
— O que você pensa que está fazendo? Você é louco? – Daniel disse o empurrando.
— Sou. Sou louco pela Julie, imbecil. – Thomas disse também o empurrando.
— Gente, para com isso.
Eles nem me ouviram e começaram a brigar. Comecei a ficar desesperada. Daniel deu dois socos no Thomas, que também acertou dois socos no Dani. Comecei a gritar “Para, para. Vocês são loucos. Para com isso!”. Meus gritos chamaram a atenção dos outros, que estavam na edícula. Bia, Martim e Félix apareceram e viram a briga. Eu estava parada. Não conseguia fazer nada, só ficar olhando. Até que meus dois “fantasminhas mascarados” apareceram e separaram a briga.
— Daniel, para! Relaxa cara. Você está muito nervoso. Vai acabar fazendo uma besteira. – Félix disse, segurando o Daniel com a ajuda do Martim. O Daniel só olhava pro Thomas no chão, bufando de raiva.
— Deixa estar, Daniel. Eu não vou desistir. Não me dou por vencido. Eu não aceito perder. Ouviu? – Thomas disse se levantando do chão. Ele estava todo machucado. – Até depois Julie. Como eu disse, eu volto. – e foi embora.
— Bom, agora que os ânimos se acalmaram, o que vocês acham de terminar de se arrumar pra irmos ao show. O táxi já deve estar chegando. – Bia disse.
— Nós já estamos prontos. Né, gente. – Félix disse. Daniel e Martim assentiram.
— É. Mas os ânimos não se acalmaram. Pelo menos não pra mim. Eu ainda estou puto com essa historia toda. Esse tal de Thomas me tira do sério. – Daniel disse.
— Dani, por favor. Se controla. Ele já foi embora. – disse.
Digo isso e o táxi aponta na esquina. Ele parou e nos entramos. Fiquei conversando com o Daniel, aproveitando pra fazer carinho nele, pra ver se ele se distraia e esquecia tudo. E funcionou.
Fizemos o show e agradecemos. A cortina baixou. Eu estava quase descendo do palco e o Daniel apareceu atrás de mim e me deu um tapinha na minha bunda. Eu dei um pulinho de susto.
— Daniel!!!
— Foi mal. Não resisti.
— Por que você fez isso?
— Pra mostrar quem manda.
— Engraçadinho...
Fui pegar água pra mim e vejo o Thomas, de novo.
— Ah não! Você de novo não. – ele ainda estava com o olho um pouco roxo, e agora, com um curativo acima da sobrancelha.
— Falei que ia vim ver o show. Vim mesmo.
— Que foi? – Daniel aparece atrás de mim, desta vez de mascara. – Hein? Gostou de apanhar e quer mais? Seu cretino.
— Não. E não pense que isso vai ficar assim. – Thomas disse, apontando para os seus machucados. – Vim ver o show. Você não manda aqui, mano.
— Não mando. Mas eu disse que não te queria aqui, não disse? E, você ficou ótimo com esses hematomas que eu deixei em você.
— Olha aqui seu... – o interrompi.
— Thomas, não começa isso de novo. Vai pra casa e descansa, ta.
— Ta. Só porque você me pediu, ta. – ele disse e fez um carinho no meu queixo. Saiu.
— Gente, mas esse cara está mexendo com perigo mesmo, hein? – Martim disse.
— É. E eu já estou cansado desse viado dando em cima de você Julie.
— Ta, chega disso. Vamos embora.
Fomos embora. Já vi que o Thomas não vai desistir.
CONTINUA...
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