Juh E Dan Amor Fantasma
18 Capítulo 18 - Uma ótima noticia...
Notas iniciais
POV Julie
Já estávamos voltando pra casa. Ainda bem que esse pesadelo acabou. Daniel me ajudava a caminhar, já que eu estava muito machucada. Fiquei muito surpresa pelo Thomas ter aparecido naquele galpão do nada para ajudar a gente.
- Será que agora a gente vai estar livre do Demétrius? – Martim perguntou.
- Não sei. Mas espero que sim. – Daniel concluiu.
- Tomara que ele receba a punição que ele mereça. – eu disse, convicta.
- Calma Julie. Ainda não temos certeza de nada. Esse Demétrius é um verdadeiro mistério, até para os fantasmas. Ele pode fazer essa historia toda se inverter a favor dele. – Thomas disse.
- Ai não. Vira essa boca pra lá. – Bia disse, tapando o rosto com as mãos, visivelmente apavorada.
Todos concordaram com Bia. Continuamos caminhando. Até que ao longe eu vejo alguém muito conhecida por mim.
- Julie!
- Emily!
- Quem é essa? – Daniel pergunta.
- É a minha prima.
Fui andando mais rápido, ou melhor, mancando mais rápido para poder alcançar a Emily que estava parada na porta de uma casa. Eu simplesmente a adoro. Sempre fui muito apegada a ela. Mas fazia meses que eu não a via e estava morrendo de saudades dela. Temos gostos muito parecidos, porque ela também gosta de rock e odeia falsidade. Só que ela é mais velha. Tem 17. Ela tem cabelos loiros ondulados e olhos castanhos escuros. Estava chegando perto dela e ela notou meu estado.
- Julie, o que aconteceu com você menina? Está toda machucada. – ela perguntou preocupada.
- Não aconteceu nada. Eu só caí, mas foi um acidente meio feio. Por isso que eu estou tão machucada. – disse.
- Ah ta. Então toma mais cuidado da próxima vez então. – ela disse. E eu agradeci mentalmente por ela não querer saber mais. – E quem são esses? – disse apontando para os fantasmas. – Bom, a Bia eu conheço. E o Pedrinho, também. Óbvio.
- Oi priminha. – Pedrinho disse, sorrindo sapeca.
- Bom, esses são Daniel, Martim e Félix. São meus amigos, mas o Daniel é meu namorado. Então, tira o olho. – eu disse, arrancando gargalhada de todos. – Eles também são da minha banda. – completei.
Eu olho pro lado e vejo o Martim babando pela Emily. Tadinho. Deve ter ficado apaixonado por ela.
- Nossa gata. Por que você não passa uma das suas sete vidas comigo, hein? Não seja egoísta. Só uma, vai. – Martim disse sorrindo sacana. Todos riram novamente, menos a Emily que ficou super envergonhada. (*só eu lembrei do “menos a Luiza que está no Canadá”* kkk)
- Que isso Martim. Não fala assim não. Ela é minha prima. – eu disse, mas estava rindo muito que não me agüentava.
Ele só deu de ombro. Fiquei mais uns minutos conversando com a Emily. Mas já estava ficando tarde. Eu disse para ela que já estava indo, mas disse para ela que fosse a minha casa para conversarmos melhor e matar a saudade. Fui pra casa. A Bia foi pra dela. Chegando em casa, fui logo sendo paparicada por meus fantasmas. Eles cuidaram de mim e dos meus ferimentos. Estavam doendo muito, mas a dor logo passou. Eles foram ótimos enfermeiros. Se eu pudesse, ficava doente sempre, só pra eles cuidarem de mim toda vez que eu precisar. Quem não gosta de um chamego de vez em quando, não é mesmo?
Estava na frente da TV quando de repente apareceu o fantasmas grandalhão que vimos mais cedo.
- Olá para todos. – ele disse.
- Hey, você não é o superior do Demétrius? – eu disse.
- Sou eu mesmo, Julie. Mas vocês não precisam mais se preocupar.
- Por quê? O que fez com Demétrius? – Daniel perguntou curioso.
- Ele não é mais chefe da policia espectral. – o grandão a nossa frente disse, sendo direto. – Ele quebrou regras importantíssimas do código espectral.
- Que tipo de regras? – perguntei mais curiosa ainda.
- Ele mexeu com os vivos. Como no seu caso, ele mandou que batesse em você. Ele como chefe da policia espectral, coisa que não é mais, não podia fazer isso. Ele não tinha permissão para fazer algum mal para os vivos.
- Mas, o que você vão fazer agora? – Martim perguntou.
- Nós vamos eleger outro chefe da policia espectral. Mas, eu tomei uma decisão, que pode ser a mais importante que eu já tomei.
- E o que seria? – eu perguntei.
- Eu decidi dar-lhes um presente. Não é bem um presente. Mas eu quero dar-lhes algo para vocês que sirva como um pedido sincero de desculpas por tudo que vocês passaram.
- É serio? – Félix disse.
- É sim. E vocês podem pedir o que quiserem.
- Eu não quero nada. – eu disse. – Mas, para os meninos, eu quero que eles ganhem esse “presente” por mim. Pois me sinto muito culpada por tudo.
- Julie, já disse. Você não deve se culpar. – Daniel me disse.
- Bom, já que você não quer. Os rapazes aqui com certeza vão querer. Não é?
- Claro. Nós ficamos muito agradecidos. – Dani disse.
- Pois bem. Querem me acompanhar.
Dito isso. Eles se foram. O tempo foi passando e já estava ficando tarde. Eles não tinham voltado. Que estranho. Tomara que esteja tudo bem. Subi pro meu quarto e peguei no sono.
Acordei de manhã. Ainda bem que era domingo. Desci e fui pra edícula. Chamei pelos meninos e não tinha ninguém. Eles ainda não tinham chegado. Fui pra cozinha, tomei café. Fui pra sala e liguei a TV. Nada de interessante. Até que me gritam lá de fora.
- Julie!! – Era a voz do Daniel.
- Ainda bem. – disse baixo para mim mesmo. – Cadê vocês?
- A gente está aqui fora. Mas não abre a porta não. A gente tem uma surpresa pra você. – Daniel disse um pouco mais alto.
- Ué. Mas, o presente não era pra vocês?
- É. Mas é pra você também. Lembra que aquele fantasma disse que a gente podia pedir o que quisesse? – dessa vez foi o Martim que disse.
- Lembro. Mas o que tem a ver tudo isso? Ah, mas vocês estão me enrolando demais. – nem esperei eles continuarem a falar e abrir a porta.
Quando abri não acreditei no que vi. Três rostos com vida, não pálidos, olhos brilhantes e, se chegasse bem pertinho, poderia ser possível sentir a respiração de ambos. Eles estavam... Não é possível. Daniel notou minha expressão espantada e pareceu ler minha mente.
- É isso mesmo Julie. Estamos vivos. – ele sorriu torto.
- Mas como? Como pode?
- É uma história meio longa. – Félix respondeu.
Mandei que eles entrassem e que me explicassem tudo. Segundo eles, quando eles foram “pegar seus presentes”, disseram que a coisa que mais queriam era voltar a viver. Eles passaram por um longo ritual. Eles não souberam explicar direito como foi. Eles disseram que só lembravam de sentir muito sono e dormirem. Quando acordaram, já estavam vivos. Fiquei muito feliz por isso. Quando terminaram de contar foi correndo pro colo do meu Dani recebendo uma piadinha do Martim e do Félix. Liguei pra Bia e contei tudo. Ela veio correndo e foi logo beijando o Félix, muito contente em saber que agora pode namorá-lo sem problemas. Emily também apareceu por aqui. Ficamos conversando até ela ir à cozinha pegar água. Mas me veio na cabeça um problema.
- Espera. Se agora vocês estão vivos, onde vocês vão morar? Conseguir dinheiro? Como vou abrigar três rapazes na edícula da minha casa? Meu pai não vai gostar nem um pouco.
- Caralho. É verdade. Nem pensei nisso. Bom, dinheiro é fácil. É só agente trabalhar, mas casa. Aí fica meio complicado.
- Não. Deixa. A gente dá um jeitinho. – dei uma pausa. – Hey, a Emily não está demorando um pouco na cozinha só para pegar uma água? Eu vou lá. – disse indo para cozinha. Mas chego lá e me deparou com Martim beijando a Emily.
- Julie! – Emily se assusta ao me ver e se solta do Martim. – Não está acontecendo nada. – ela disse envergonhada.
- Nada? Sei. – saio da cozinha e volto pra sala. – Eu hein?
- O que aconteceu Julie? – Bia pergunta.
- Acabo de ver o Martim e a Emily aos beijos na cozinha. – digo isso e vejo que todos na sala se surpreenderam, mas soltaram uma risada maliciosa.
DOIS MESES DEPOIS...
Muito tempo passou depois de todo aquele incidente. Mas, pra falar a verdade foi bom tudo aquilo ter acontecido. Porque finalmente vou poder ficar com o meu Dani. Agora a gente podia o dia inteiro juntos. E a noite inteira também. Se é que me entendem. A gente podia se amar sem medo. Nós saímos juntos e eu podia mostrar pra todo mundo que eu estava namorando e estava muito feliz. Daniel, Martim e Félix começaram a trabalhar e a ganhar algum dinheiro. Durante todo esse tempo eles tiveram que viver na edícula. Foi difícil convencer meu pai. Tive que inventar uma boa história pra ele. Contei que eles eram da minha banda e que eu namorava o guitarrista. Ele aceitou numa boa. Meu pai adora o Dani. Diz que ele é um ótimo rapaz e que eu tenho muita sorte de encontrar alguém como ele. Modéstia a parte, mas isso é bem verdade. Nós estávamos na edícula, eu e Dani, Bia e Félix. Até que entram Martim e Emily.
- Gente, nós temos um comunicado importante. – Emily disse.
- O que? – eu perguntei.
- Eu e o Martimzinho aqui, – ela olha pra ele, sorri e ele dá uma piscadinha. – nós estamos namorando. – e eles se beijam.
- Aé. Até que fim você desencalhou. Hein, Martim. – Daniel brincou e nós rimos.
- HaHaHa. Muito engraçado. — ele disse.
- Hey galerinha. Vocês não querem vir almoçar. Já está pronto. – Meu pai apareceu na edícula.
- Eba! – dissemos em uníssono.
Fomos almoçar. Até que Emily começar a falar.
- Gente, eu tenho uma surpresa pra vocês.
- Outra. – eu disse.
- É. Outra. Mas não vou dizer agora.
Continuamos a comer. Que surpresa será essa?
CONTINUA...
Fale com o autor