Joy and Sadness
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Seus lábios se tocaram.
Ele havia beijado Will, isso se repetiu em sua mente pelos vários segundos em que eles ficaram se encarando.
– Huh, você pode sair de cima de mim? – Perguntou Will.
– Eu não queria... Quer dizer eu queria sim... – Disse Nico ainda encima de Will.
Will fez Nico rolar até que ele ficasse ao seu lado, e então levantou e começou a andar com as mãos na cabeça.
– Por quê você tinha que fazer isso?
– E-Eu achei que depois da enfermaria você também queria... – Respondeu Nico.
A única coisa que Will fez foi sair pela porta deixando Nico sozinho e completamente arrasado, quando ele foi em direção a porta uma coisa o parou, havia uma mão em seus ombros, quando olhou para trás encontrou seu pai, Hades.
– O quê você está fazendo aqui?
– Meu filho, em primeiro lugar, saiba que você sempre terá um lugar no meu palácio...
– Eu não tenho tempo para isso – Disse Nico dando as costas para o pai indo em direção a porta, mas ela se fechou, olhou para trás novamente, o quarto estava ficando com uma aura negra, Nico se lembrou de como os Deuses se ofendiam fácil.
– Pai, me desculpe mesmo, mas eu não tenho tempo para isso... Eu tenho que ir atrás de Will.
– Me desculpe mesmo Nico, mas eu não vou deixar.
– Você não pode me impedir. – Disse Nico exalando raiva em sua voz, sua aura estava começando a ficar negra.
– Você tem que controlar sua raiva rapaizinho.
– Olhe para você, acho que quem tem de controlar a própia raiva é você.
– Vamos para o meu pálacio... Lá eu posso explicar.
– Não, eu vou atrás de Will e você não irá me impedir.
– Nico, eles sempre vão ter medo de você... Entenda.
– E aquele papo na Capela dos Ossos sobre deixar a raiva de lado? Eu vou atrás de Will e você não vai me impedir. –Disse Nico desaparecendo nas sombras.
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Will estava na colina meio-sangue, e estava completamente confuso, Nico o havia beijado, ele havia gostado mas ele não queria machuca-lo. Alguém o cutucou no braço e ele girou seu corpo para trás, Nico estava atrás dele, estava com as mãos nos joelhos e com a respiração pesada, como se tivesse feito uma maratona de corrida.
– O que é que você está fazendo? Você está louco? Se você viajar nas sombras de novo vai virar um poço!
Nico caiu de joelhos e Will o segurou, pegou um chiclete em seu bolso e deu para Nico.
– Meu pai... Ele tentou me levar para o palácio dele dizendo que as pessoas tem medo de mim e que eu nunca seria aceito, mas ele não entende. Eu gosto de você Will. – Disse Nico encarando Will. – E por favor, me diga pelos Deuses, por quê você saiu daquele jeito?
–Não Will, não diga isso. – Uma voz feminina e doce surgiu em sua mente.
– Porque eu estou confuso, eu não sei o que eu sinto em relação a você Nico, eu não sei...
Nico se soltou de Will.
– Sabe o que eu acho? Eu acho que você não quer que eu sofra mais e tem medo de que se você ficar comigo tem medo de me magoar. Porque pensa de em como pode dar errado ao invés de pensar em como pode dar certo!.
– Você quer saber Nico? Você quer saber a verdade? A verdade mesmo?
– Sim, eu quero Will, eu quero uma explicação sua para saber o motivo de você estar com tanto medo!
–Não diga isso. – Disse a voz feminina em sua mente.- Aceite que você gosta de Nico, vocês dois foram feitos um para o outro!
Mas ele disse.
– A verdade é que eu tenho medo de você, todos aqui tem medo de você só não demonstram isso porque tem pena de você! E tenho certeza de que depois de eu ter dito isso, você vai correndo fugir pro seu chalésinho, porque é isso que você faz, você foge!
Dois campistas, uma garota e um garoto, irmãos gêmeos, passavam perto deles, ambos sorriram ao mesmo tempo ao ouvir toda aquela discussão. Nem Will nem Nico os notaram, e eles seguiram em frente ainda com o sorriso frio estampando em seus rostos.
Will nunca na sua vida queria tanto voltar no tempo, a verdade era que ele não queria dizer aquilo, aquilo era uma mentira inventada para magoar Nico, era como se alguém o tivesse o impulsionado a dizer aquilo, como se alguém o tivesse feito dizer aquilo. Ele olhou para Nico, seus olhos estavam arregalados, frios e tristes, sua expressão era irreconhecível, ele deu um passo para trás.
– Sim Will, você tem toda razão, eu sou um fujão, mas não é pro meu chalé que eu vou fugir. Adeus Will Solace.
E ele desapareceu nas sombras.
– Oh querido, você tinha mesmo que dizer? — Suspirou a voz feminina.
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