Notas iniciais
BOA LEITURA!

CAPÍTULO 31

POV. BELLA

ALGUMAS SEMANAS DEPOIS...

Abri os olhos lentamente, ouvindo um choro fraco e gemi baixinho, não querendo de forma alguma deixar o conforto da minha cama para atender ao choro de Olívia, que eu sabia que se tornaria mais alto e desesperado caso eu não fosse pegá-la imediatamente.

Olhei para o relógio que ficava sobre a mesa de cabeceira e constatei que eram três horas da manhã, o que significava que a fome de minha princesinha estava a cada dia mais descontrolada.

Suspirei pesadamente, sabendo que não poderia adiar o atendimento noturno a Olívia e joguei as cobertas para o lado, mas quando pensei em me levantar, Edward apareceu com nossa filha esfomeada no colo, fazendo com que eu me perguntasse em que momento ele havia saído de nossa cama sem que eu percebesse.

_ Olha só que acordou morrendo de fome..._ Ele falou, me entregando Olívia e eu sorri ao notar que ela parecia desesperada para alcançar meu seio.

Como sempre.

Desabotoei meu pijama e a ajeitei em meu colo, de forma que ela pudesse alcançar meu seio, ao qual ela ansiava desesperadamente, procurando-o com a boquinha e soltando pequenos chorinhos.

_ Ela está sempre morrendo de fome. E isso porque não fazem nem três horas que essa senhorita mamou..._ Eu comentei, passando a mão por seu cabelinho que ficava mais claro a cada dia, enquanto ela mamava com vontade e me encarava com seus grandes olhos azulados.

_ Eu preciso de leitinho para crescer, mamãe... Não fique zangada por eu te acordar todos os dias, em plena madrugada..._ Edward falou, imitando uma voz infantil e eu ri, beijando a cabecinha de Olívia.

_ Eu não fico zangada... Mas, é que, às vezes, é tão difícil acordar..._ Eu declarei e Edward sorriu, segurando minha mão que estava pousada sobre o colchão e entrelaçando nossos dedos.

_ E é por isso que eu estou aqui. Para ajuda-la, enquanto nossa pequena precisar ser alimentada durante as madrugadas._ Ele falou baixinho e eu sorri largamente ao me dar conta de que não existia, no mundo, um homem melhor do que aquele que estava a minha frente agora.

Edward era tão fofo e perfeito que ficar zangada com ele tornava-se uma missão quase impossível.

Depois da visita de Jacob e da nossa briga, ele manteve-se afastado de mim por alguns dias, respeitando minha vontade e meu espaço.

Evitávamos beijos e abraços, mas ele nunca me deixara sozinha e durante todo o tempo, me ajudou nos cuidados com Olívia.

Eu percebia que meu noivo estava arrependido de tudo o que me dissera naquela noite e, por isso, permiti que ele fosse se reaproximando aos poucos.

Além do mais, depois que Alice me contou sobre a conversa que tivera com Edward e me ameaçou de morte caso eu não perdoasse seu irmão, eu não pude mais me manter afastada do meu príncipe.

Ficar sem ele era horrível de muitas maneiras e de certa forma, eu sabia que Edward não fora o único culpado por nossa briga.

Quando eu notei que ele não queria a presença de Jacob em nosso apartamento, eu não deveria ter insistido.

Como uma boa noiva e companheira, eu deveria ter pedido que meu ex-namorado voltasse outro dia, e conversado com Edward, a fim de saber os motivos de ele ser contra a visita de Jacob.

O fato era que eu não vi problema em sua presença e acabei incitando a ira de Edward, o que desencadeou uma briga séria.

Eu entendia o seu ciúme, pois só a ideia de vê-lo perto daquela loira aguada de sua ex-namorada me fazia ter vontade de gritar.

Edward era só meu e eu jamais iria aceitar dividi-lo.

A questão era que depois que Jacob me socorrera daquele acidente, eu achei que Edward havia superado seu ciúme e suas inseguranças, mas pelo visto eu me enganara.

Nosso afastamento trouxera sofrimento aos dois, mas graças a Deus, acabara e, depois de alguns dias, tudo voltara ao normal.

Edward voltara a dormir em nosso quarto, a me beijar, me abraçar e eu me dei conta que o príncipe que existia nele jamais iria morrer.

Gentileza e cavalheirismo eram características que faziam parte da sua essência e eu tinha muita sorte por poder desfrutá-las ao seu lado.

Tivemos uma séria conversa a respeito da visita de Jacob e eu ainda podia me lembrar de cada palavra que Edward me dissera naquele dia.

_ Eu não gostei de vê-los juntos, Bella... Mas, isso você já sabe, por que eu deixei meu descontentamento bastante claro naquele dia. Vê-lo com você e com Olívia me fez imaginar uma vida da qual eu não faria parte. Até pouco tempo, você era dele, Bella... Era com ele que você fazia planos e queria ter filhos... Eu fui uma pedra no caminho dos dois, Bella e saber disso me machuca..._ Edward falou triste e eu senti um nó na garganta, segurando sua mão e fazendo com que ele me encarasse.

_ Edward, você não foi uma pedra no meu caminho... Pelo contrário. Você foi a coisa mais linda que aconteceu na minha vida. Você foi o único que olhou além do meu físico, que se importou com os meus sentimentos e que me tratou com o devido respeito. Você é o pai da minha filha e nada jamais vai mudar esse fato. Jacob faz parte do meu passado, mas você é o meu presente e será o meu futuro. Mas, para isso, é preciso que você confie em mim e não dê um ataque sempre que Jacob ou qualquer outro cara se aproximar de mim._ Eu falei e Edward suspirou, encostando a testa na minha e me encarando com os olhos marejados.

_ Me perdoe por tudo o que eu lhe disse naquele dia e tire da cabeça essa ideia de que eu não confio em você, pois isso não é verdade. Eu agi feito um idiota e eu te prometo que nunca mais vou trata-la daquela forma. Você é a minha princesa e merece ser tratada com todo o amor e carinho que eu tenho a oferecer..._ Edward falou e eu sorri, me inclinando em sua direção e beijando seus lábios.

_ Então vamos fazer um acordo... De hoje em diante, antes de iniciarmos uma briga, vamos tentar nos entender como dois adultos civilizados e pais de família e não sair nos acusando de uma forma que possa vir a nos magoar. Vamos deixar nosso amor sempre falar mais alto, para que esse tipo de mal entendido não aconteça..._ Eu propus e ele sorriu, beijando meu rosto e me abraçando com carinho.

_ Eu faço o acordo que você quiser, desde que você não fique mais zangada comigo e me deixe voltar a dormir em nossa cama, pois minhas noites são um tormento sem você ao meu lado..._ Ele falou e eu sorri largamente, apertando meus braços a sua volta, querendo fazer com que ele percebesse todo o amor que eu sentia por ele.

_ Você pode voltar, amor... Eu nem sei por que te pedi essa distância, sendo que não consigo ficar longe de você. Seu lugar é ao meu lado e isso jamais vai mudar..._ Eu declarei e ele sorriu, me deitando no sofá e me enchendo de beijos, até que Olívia resolveu dar o ar da graça, com seu chorinho de fome e nós tivemos que nos separar.

Mas, depois desse dia tudo ficara perfeito como sempre fora e eu me descobria mais apaixonada por Edward a cada dia que passava.

_ Ela cresceu bastante, não é?_ Edward perguntou, referindo-se a Olívia e me tirando dos meus devaneios e eu assenti, segurando a mãozinha cheia de dobras de minha filha e sorrindo ao tê-la apertando meu indicador com firmeza, enquanto ainda me observava.

_ O pediatra falou que ela está no peso certo... Nossa pequena já até cresceu alguns centímetros..._ Eu comentei e Edward sorriu, recostando-se na cabeceira, enquanto observava atentamente nossa pequena dama.

_ O tempo passa tão rápido... Já se passou quase um mês desde o nascimento de Olívia. Daqui a algum tempo ela vai estar andando, falando, correndo...

_ Namorando, casando..._ Eu falei, provocando-o e Edward me olhou de cara feia, me fazendo rir.

_ Eu sei que isso será inevitável, mas podemos falar desse assunto daqui a uns trinta anos?_ Ele falou emburrado e eu revirei os olhos, colocando minha pequena em meu outro seio.

_ Trinta anos, Edward? Eu te dou no máximo quinze.

_ Minha filha não vai namorar aos quinze anos, Bella... Olívia só vai se envolver com rapazes depois da faculdade...

_ Edward, não seja ridículo... Você sabe que não poderemos impedir nossa filha de namorar. Pense nos exemplos que ela terá..._ Eu falei e ele me olhou indignado, como se eu tivesse acabado de dizer uma grande besteira.

_ Somos ótimos exemplos para nossa filha..._ Ele declarou e eu o encarei cética, erguendo uma sobrancelha em sua direção.

_ Ah, claro... A mãe dela engravidou do melhor amigo do namorado, sendo solteira e ainda não tendo um diploma universitário em mãos. O pai dela também traiu a namorada e tornou-se pai antes do fim da faculdade... Belos exemplos Olívia possui._ Eu falei ironicamente e Edward bufou, me olhando contrariado.

_ Mas, ela não precisa seguir nossos passos, oras... Ela pode muito bem começar a namorar depois dos trinta anos. Não vejo problema nenhum nisso.

_ Olívia com certeza verá problemas..._ Eu declarei e ele bufou mais uma vez, cruzando os braços sobre o peito, assemelhando-se a figura de um garotinho birrento.

_ Não quero mais falar sobre esse assunto.

_ Ok... Mas, não pense que poderá impedir nossa filha de se envolver com garotos, pois eu tenho certeza que isso será uma missão impossível._ Eu afirmei, entregando Olívia a ele para que ele a pusesse para arrotar e me dirigindo até o banheiro.

Quando voltei ao quarto, Edward estava deitado na cama com nossa filha entre os braços e eu o olhei zangada.

_ Edward, leve-a para o berço..._ Eu pedi e ele fez um biquinho, apertando Olívia contra seu corpo e me olhando com cara de piedade.

_ Eu não tenho coragem de deixa-la lá sozinha, amor... Nossa cama é tão grande. Ela cabe aqui._ Edward falou e eu revirei os olhos, me deitando em seguida.

_ Ótimo... Deixe-a se acostumar a dormir com a gente. Mas, quando isso não puder mais acontecer e ela chorar, esteja ciente de que será você a se levantar e ir consolá-la._ Eu declarei, apagando a luz do abajur e ouvindo Edward suspirar.

_ É só hoje..._ Ele falou e eu bufei, me ajeitando na cama.

_ Só hoje? Já faz duas semanas que ela está dormindo aqui, Edward. Vai ver que é por isso que os horários dela estão ficando tão descontrolados...

_ Você está me acusando de alguma coisa, Isabella Swan?

_ Não. Só estou constatando um fato. Você está acostumando mal a nossa filha e vai ter que arcar sozinho com as consequências, principalmente se elas vierem durante a madrugada._ Eu adverti e ele suspirou mais uma vez, ficando em silêncio.

Eu fechei meus olhos e deixei que o sono me embalasse, pois eu sabia que se passariam poucas horas até que Olívia acordasse e exigisse novamente minha atenção.

Mas, eu não reclamava.

Minha filha era tudo pra mim e apesar do sono e do cansaço que eu sentia no dia seguinte, quando tinha que atendê-la durante a noite, eu o fazia com o maior prazer.

**********

No dia seguinte, exigi que Edward trouxesse o berço de Olívia para nosso quarto, pois não queria que ela se habituasse a dormir em nossa cama, embora eu achasse que não adiantaria muito, por que ela já havia se acostumado.

Edward, não querendo desarrumar o quarto que fora preparado com todo o cuidado para nossa princesa, comprou um lindo cesto próprio para bebês e o instalou em nossa suíte, me deixando satisfeita por saber que ele não teria mais desculpas para coloca-la em nossa cama, já que agora, Olívia estaria dormindo no mesmo cômodo que nós.

Eu sempre soubera que Edward seria um excelente pai, mas às vezes ele exagerava na quantidade de mimos.

Mas, como ele era fascinado pela filha, eu não tinha muita coragem de repreendê-lo e acabava deixando com que ele mimasse nossa pequena além do que era considerado tolerável.

Desde o nascimento de nossa filha, Edward ficava menos horas no hospital, mas ainda tinha que trabalhar todos os dias, o que o deixava bastante chateado, já que por ele, passaria o dia inteiro grudado em Olívia.

Mas, antes de sair, ele fazia questão de me ajudar com o banho de nossa filha e com todos os cuidados matinais e eu percebia que Olívia ficava bem mais calma com sua presença.

_ Acho que ela gosta mais dos seus cuidados..._ Eu falei, enquanto penteava os cabelinhos finos de Olívia e Edward sorriu, recolhendo os itens que havíamos usado no banho de nossa pequena e colocando-os de volta dentro da cesta que ficava sobre a cômoda.

_ Está com ciúmes?_ Ele perguntou, me provocando e eu mostrei a língua pra ele, fazendo-o rir._ Ela gosta de nós dois, amor... Não acho que você deveria se preocupar com isso.

_ Não estou preocupada. Eu só acho que ela fica mais calma em sua presença. É como se Olívia se sentisse mais segura ao seu lado..._ Eu comentei e ele suspirou, vindo até nós e nos beijando com carinho.

_ Eu sou o homem da casa e meu dever é proteger minhas princesas. E eu fico feliz que Olívia, desde pequena, perceba isso e se sinta segura comigo, pois eu a protegerei pelo resto de sua vida..._ Ele falou e eu sorri, acariciando seu rosto lindo.

_ Nós temos sorte em tê-lo ao nosso lado, príncipe..._ Eu declarei e ele sorriu lindamente.

_ O prazer é todo meu, Isabella Swan..._ Ele gracejou e eu não resisti, beijando-o com vontade, até ouvir o choro fraco de Olívia, que ainda estava deitada sobre o trocador.

_ Ora... Então eu não posso mais beijar o papai?_ Eu perguntei, fingindo-me de indignada e Olívia me encarou atentamente, ostentando um lindo biquinho como se realmente estivesse chateada por eu estar beijando Edward.

_ Fiquem calmas, garotas... Tem Edward para todas..._ Ele falou convencido, pegando Olívia no colo e eu revirei os olhos, apanhando as roupinhas sujas da minha filha e levando-as para a lavanderia.

Edward veio atrás de mim, beijando e falando com nossa bebê durante todo o tempo e só quando eu me acomodei no sofá, meu noivo deixou-a em meu colo, já que ele sabia que após o banho, Olívia exigia seu lanchinho imediatamente.

_ Nessas horas, ela prefere você..._ Edward declarou e eu ri, concordando com sua afirmativa.

_ Pois é... Eu sou a única que dá leite nessa casa. Às vezes, me sinto apenas um par de seios ambulante._ Eu falei distraidamente e quando, depois de alguns minutos, olhei para o rosto de Edward, notei que ele estava vermelho e tentando conter o riso de todas as formas._ O que foi?

_ Sobre sua afirmação... Você não é a única que dá leite nessa casa..._ Ele falou de forma maliciosa e eu o olhei com estranheza.

_ Como não?_ Perguntei, me sentindo confusa e só depois de algum tempo, entendi sua afirmação estranha, o que me deixou mais vermelha do que um tomate maduro._ Edward!_ Exclamei indignada e ele riu, vindo até mim e sentando-se ao meu lado.

_ Não fique brava... Eu só quis fazer uma brincadeira...

_ Não se pode dizer uma coisa dessas para uma mulher de resguardo, que acabou de ser mãe e que nesse momento está amamentando sua filha..._ Eu falei emburrada e ele riu, beijando meu rosto.

_ Ok... Não vou mais fazer referência ao meu leite enquanto você estiver de resguardo e impossibilitada de ceder aos meus encantos. _ Ele prometeu, piscando em minha direção e eu revirei os olhos, ficando vermelha mais uma vez.

Era ridículo corar feito uma virgem na frente do homem que era meu noivo e pai da minha filha, mas isso era inevitável quando ele fazia referência ao seu “leite” com tanta naturalidade.

Meu corpo ainda não estava pronto para o sexo, mas esse assunto mexia comigo, já que mesmo estando impossibilitada de fazer amor com Edward, eu não era capaz de controlar o desejo louco que eu sentia por ele.

E acho que eu nunca seria.

Mas, eu não me importava de fato.

O encanto da minha relação com meu príncipe era justamente o desejo intenso e o amor puro que sentíamos um pelo outro e eu esperava que isso jamais acabasse.

Quando Olívia terminou de mamar, eu a coloquei para arrotar e depois pedi que Edward a levasse até o berço, já que ela sempre adormecia depois de uma furiosa refeição.

_ Agora que minha princesinha já dormiu, eu vou trabalhar... Faltam apenas algumas semanas pra eu concluir a residência e não quero levar uma advertência por atraso justo agora._ Edward falou, me abraçando e eu suspirei, já sentindo saudades por saber que ficaria o resto do dia sem ele.

_ Só não demore muito pra voltar... Odeio ficar sozinha aqui..._ Eu falei manhosa e ele riu, beijando meus lábios.

_ Pode deixar... Voltarei o mais rápido possível para as mulheres da minha vida._ Ele falou, me beijando mais uma vez e saindo, me deixando na companhia de Olívia e de Mercedes, a empregada mexicana que Edward contratara para me ajudar com os serviços domésticos e que era uma verdadeira figura.

Graças a Mercedes, meus dias eram repletos de risadas, já que ela era uma verdadeira piadista e, na maioria do tempo, se atrapalhava entre o inglês e o espanhol, tornando nossa comunicação bastante hilária.

Minha rotina era bem tranquila, já que graças aos céus, Olívia era uma criança calma que passava quase todo o tempo dormindo.

Carlisle me dissera que isso era normal, já que era durante o sono que minha pequena dama crescia e se desenvolvia, mas, às vezes, eu estranhava tantas horas seguidas de sono.

É claro que o fato de Olívia dormir tanto durante o dia fazia com que ela fosse dormir bem tarde todas as noites e acordasse várias vezes durante a madrugada o que, dependendo do meu sono e do meu grau de cansaço, fazia com que a noite parecesse interminável.

Eu ainda tinha a chance de recuperar o meu sono perdido durante o dia, o que não acontecia com Edward.

Mas, como ele nunca reclamava e parecia sentir-se satisfeito em me ajudar com Olívia durante as madrugadas, eu não falava nada, mesmo me sentindo preocupada por ele dormir tão pouco.

Minha filha, mesmo ainda sendo tão novinha, desenvolvera um fascínio pelo pai e os dois adoravam ficar se encarando durante a noite ou em qualquer momento em que estivessem juntos.

Eu achava fofo e tudo mais, mas às vezes eu me sentia um pouco excluída da relação que os dois estavam desenvolvendo.

Desde que o umbiguinho de Olívia caíra, Edward permitia que ela dormisse em nossa cama e isso estava fazendo com que minha pequena não gostasse mais de ficar no berço durante a noite.

Olívia dormia bem próxima ao pai e por mais lindo que aquilo fosse, eu sabia que ela não deveria se acostumar a dormir conosco, pois em breve ela estaria grande e iria necessitar do seu próprio espaço, assim como Edward e eu.

Mas, era tão difícil resistir a ela.

Minha vontade era de mimá-la vinte quatro horas por dia, realizar todas as suas vontades e não contrariá-la de forma alguma.

Entretanto, eu sabia que não era assim que se criava um filho e que por mais fofos e encantadores que eles parecessem, era de limites que eles precisavam.

Limites, amor, carinho e uma boa quantidade de beijos e abraços.

E como eu era a parte racional daquela casa, o jeito era controlar meu noivo para que ele não estragasse nossa filha de uma maneira irremediável.

Sorri com o pensamento e fui verificar Olívia, que ainda dormia tranquilamente.

Fui para a sala e peguei o livro que começara a ler no dia anterior, me sentando confortavelmente no sofá e me concentrando em mais um novo capítulo.

O tempo passou e só quando eu ouvi o choro de Olívia, me dei conta que já estava quase na hora do almoço.

_ Pensei que não ia mais levantar las nádegas desse sofá... El almueço já está quase pronto, Señora Cullen..._ Mercedes falou e eu sorri, fechando o livro e me virando para olhá-la.

_ O livro é bem interessante. Dá mesmo vontade de não parar de ler, mas minha pequena precisa de mim. E a propósito... Eu não sou a Sra. Cullen..._ Eu falei, seguindo em direção ao quarto de Olívia e ouvi Mercedes rindo.

_ Você será em breve, chiquita... Muy pronto será la Señora Cullen._ Mercedes gritou em seu sotaque mexicano e eu ri, pegando minha filha do berço e colocando-a sobre o trocador para que eu pudesse verificar sua fralda, enquanto pensava nas palavras de minha ajudante e amiga.

Eu queria me tornar a Sra. Cullen, mas sabia que talvez ainda estivesse cedo para isso.

Não fazia nem um mês que Olívia havia nascido e por enquanto, Edward e eu deveríamos nos concentrar apenas em suas necessidades.

Mas, eu tinha que confessar que a ideia de ser a esposa de Edward me agradava bastante, mesmo eu ainda não me sentindo pronta para assumir todas as responsabilidades que viriam junto com o casamento.

Edward e eu já vivíamos juntos, dividindo alegrias e problemas, mas ao oficializarmos essa união, eu sabia que nossas responsabilidades aumentariam, e eu temia que o encanto do nosso amor não resistisse à rotina do casamento.

Suspirei pesadamente, mandando esses pensamentos para longe e me concentrei em Olívia, que mexia os bracinhos como se fosse um robozinho e me encarava com seus olhos azulados, como se quisesse decorar minhas feições.

_ Quem é a menina mais linda desse universo? Quem é?_ Eu falei, beijando sua barriguinha e ela esboçou um sorriso banguela, enchendo meu coração de alegria._ É você, não é, minha princesa? É você a menina mais linda e perfeita desse universo...

E ela realmente era a menina mais linda do mundo.

E eu não pensava isso apenas porque Olívia era minha filha.

Mesmo tendo ainda um pouco menos de um mês de idade, a beleza da minha bonequinha já chamava a atenção de todos os que conviviam com ela, inclusive dos médicos, enfermeiras e do porteiro do prédio onde morávamos e eu me sentia a mãe mais orgulhosa do mundo quando alguém fazia referência aos encantos de Olívia.

Eu nunca fora muito ligada a bebês.

Inclusive, os achava bastante estranhos e desproporcionais.

Geralmente eles tinham a cabeça muito grande, o corpinho pequeno, eram carecas demais, banguelas, babavam o tempo todo e faziam ruídos estranhos.

Mas, depois que tive Olívia em meus braços, essas concepções mudaram e eu a considerava a criaturinha mais perfeita da face da terra.

Mesmo ela sendo banguela, careca e babona.

Sorri com o pensamento e me sentei com ela no colo, a fim de amamenta-la.

Depois que minha pequena arrotou, levei-a para sala, acomodando-a no carrinho e indo almoçar na companhia de Mercedes, me empanturrando de sua comida deliciosa com a desculpa de que eu poderia comer além da conta já que estava amamentando minha filha.

Na parte da tarde, depois de conversar pelo telefone com meus pais e com Edward, saí para fazer algumas compras com Alice e Rosalie, que brigavam o tempo inteiro para ver quem ia empurrar o carrinho de Olívia ou segurá-la no colo.

_ Vocês parecem duas crianças..._ Eu falei, revirando os olhos, enquanto mais uma vez elas discutiam para decidir quem ia carregar Olívia no caminho até a praça de alimentação.

_ Alice é muito egoísta. Ela vai quase todos os dias no seu apartamento e fica com Olívia bem mais do que eu. Acho que não custa nada ela me deixar ficar com minha sobrinha, agora..._ Rosalie reclamou e Alice bufou, contentando-se em empurrar o carrinho vazio.

_ Eu não sou egoísta coisa nenhuma, Rosalie. Acontece que eu gosto de paparicar minha pequenininha e para isso eu preciso tê-la em meu colo, mas você está atrapalhando tudo._ Minha cunhada reclamou, fazendo birra e eu ri, escolhendo um lugar na praça de alimentação lotada e me sentando, sendo acompanhada pelas minhas amigas briguentas.

_ A cada dia que passa ela fica mais a cara de Edward._ Rosalie falou, enquanto encarava Olívia e ignorava as reclamações de Alice e eu sorri, sabendo que minha amiga loira tinha toda razão.

_ Realmente. Acho que até os olhos serão iguais aos dele, já que sua íris parece tender para uma cor mais clara._ Eu comentei e Alice assentiu, prestando atenção no rostinho da sobrinha.

_ Minha mãe não se cansa de dizer que Olívia é a cara de Edward quando ele tinha essa idade, embora os olhos de Olívia parecem ser um pouco mais claros... É amiga... Eu acho que você apenas emprestou a barriga para que uma miniatura feminina do meu irmão fosse gerada, uma vez que de você minha sobrinha tem apenas os genes internos._ Alice provocou e eu fiz uma careta, mesmo sabendo que ela estava completamente certa.

Mas, eu não me importava de fato.

Olívia era filha de Edward e o mínimo que se esperava era que ela se parecesse com ele.

Pelo menos, não havia a menor possibilidade de alguém contestar a paternidade de Olívia.

Não que Edward fosse fazer isso, pois ele sabia que havia sido o único homem da minha vida, mas era sempre bom ter certeza absoluta disso para que nenhuma ex-namorada maluca aparecesse com alguma prova e tentasse tirá-lo de mim.

_ Ainda bem que Edward é bonito, por que ninguém merece ter uma miniatura do marido quando este parece que nasceu do avesso..._ Rosalie falou e eu e Alice rimos de seu comentário estranho.

_ Edward é realmente lindo e não é meu marido..._ Eu afirmei e Alice revirou os olhos, me encarando irritada.

_ Não é ainda... Mas, já estamos providenciando a mudança do seu status de solteira.

_ Como assim vocês já estão providenciando?_ Perguntei interessada e minha cunhada deu de ombros, mexendo em seu celular e parecendo totalmente desinteressada na conversa que estávamos tendo.

_ Rosalie, minha mãe, Renée e eu estamos providenciando sua festa de casamento. Basta apenas que o lerdo do meu irmão crie coragem de pedir a sua doce companhia para ir até o cartório e marcar a droga da data de uma vez..._ Alice falou e eu a encarei espantada, tentando processar suas palavras.

Eu sabia que, desde que Edward me pedira em casamento, ela estava cuidando de alguns detalhes e fazendo alguns orçamentos para o que ela gostava de chamar de casamento do ano.

Mas, daí a estar providenciando toda a minha festa de casamento com a ajuda de Rosalie, Esme e Renée era uma coisa totalmente diferente.

Eu tinha uma festa pronta a minha disposição e tudo o que eu precisaria fazer era escolher, junto com meu noivo, a data ideal.

Mas, a pergunta era: por que Edward ainda não havia pedido para irmos ao cartório?

Será que ele desistira de se casar comigo?

Será que agora que Olívia nascera, Edward havia perdido todo o interesse por mim?

_ Pare de pensar bobagens, Bellinha... Meu irmão ainda quer se casar com você, mas depois daquela briga estúpida que vocês tiveram, aquele panaca se sente inseguro. Além do mais, ele veio com um papo de esperar até o fim do seu resguardo, pois quer aproveitar a noite de núpcias. Como se já não tivesse aproveitado o suficiente..._ Alice falou e eu a olhei de cara feia, sentindo meu rosto esquentar ao ouvir sua última frase.

_ Se aproveitou mesmo... Olha que coisinha mais linda vocês produziram..._ Rosalie falou, chacoalhando Olívia em sua frente e eu sorri, vendo que minha filha, mesmo tão pequena, se divertia com suas tias malucas.

_ Olívia é linda mesmo e vai ficar ainda mais encantadora com o vestido que eu comprei para ela comparecer ao casamento dos pais. Afinal, não é todo dia que temos a oportunidade de vermos nossos progenitores trocando votos de casamento..._ Alice falou e eu a belisquei.

_ Não se refira a mim como progenitora, Alice... Isso faz com que eu me sinta uma vaca premiada._ Eu reclamei e Alice e Rosalie riram.

_ Bella, querida, não se ofenda, mas você realmente parece uma vaca. Dá até leite..._ Minha cunhada insolente falou e eu lhe mostrei a língua, resolvendo ignorar seus comentários atrevidos.

_ Mas, falando sério, Bella... Está quase tudo pronto para sua festa. Basta que você marque a data e faça a prova do vestido, pois todo o resto já foi providenciado. _ Rosalie falou e eu suspirei, imaginando o que elas tinham aprontado de fato para essa festa de casamento que ainda nem tinha data certa.

Conversamos bastante sobre a tal festa, comemos e rimos juntas e ao fim do dia, Alice me deixou em casa, acompanhada de uma profusão de sacolas e de um bebê bastante mal-humorado, devido a todo cansaço do dia.

O porteiro carregou Olívia até o apartamento e quando eu entrei, fui recebida pelo sorriso mais lindo do meu príncipe.

_ Até que enfim. Pensei que minhas meninas houvessem fugido de mim..._ Edward falou, pegando nossa filha do colo do porteiro e eu respirei Aliviada ao depositar sobre o sofá todo o peso que eu carregava.

_ Nunca mais sua irmã e Rosalie me pegam para essas compras. Elas acham que depois de acordar várias vezes durante a noite para cuidar de Olívia, eu tenho a mesma disposição de antes para andar para cima e para baixo nos corredores de um shopping._ Eu reclamei e Edward riu, me dando um beijo e dirigindo-se para o quarto com Olívia.

_ Vou dar um banho relaxante em nossa princesinha e você aproveita pra fazer a mesma coisa. Depois, enquanto ela dorme, nós jantamos e assistimos um bom filme._ Ele falou e eu concordei, indo para o nosso quarto e seguindo sua sugestão.

Quando terminei o meu banho, amamentei Olívia e depois que ela dormiu, Edward e eu pedimos comida chinesa, já que nenhum dos dois estava disposto a cozinhar.

Comemos de frente para a TV, mas eu não estava prestando muita atenção no filme que aparecia na tela, já que o fato de Edward não ter falado comigo sobre a data do nosso casamento ainda me incomodava.

_ Você está estranha e já suspirou umas vinte vezes... Qual é o problema?_ Edward perguntou e eu sorri tristemente, ao me dar conta de que ele me conhecia perfeitamente bem.

_ Estou me perguntando quando meu noivo vai me pedir para marcarmos a data do casamento..._ Eu falei baixinho e ele suspirou, erguendo meu rosto em sua direção e me fazendo encará-lo.

_ Seu noivo não queria pressioná-la e só por isso não fez essa sugestão ainda. Mas, nada o faria mais feliz do que oficializar essa união que já foi firmada no céu..._ Ele falou, soando extremamente romântico e eu sorri, sentando em seu colo e enchendo-o de beijos.

_ Você é lindo, fofo e perfeito, mas eu vou te deixar eternamente de castigo caso você não marque essa data o quanto antes._ Eu falei e ele sorriu largamente, tirando os cabelos do meu rosto e me beijando delicadamente.

_ Alice vai ficar feliz em saber que vamos marcar a data. Embora ela já tenha quase tudo planejado, só com a data marcada ela conseguirá concluir todos os seus planos festivos... Foi ela que te contou, não foi?_ Edward perguntou e eu assenti, rodeando seu pescoço com os braços e aproximando nossos rostos.

_ Você sabe que sua irmã não sabe guardar segredos. Mas, eu gostei que ela tenha me contado, pois só assim eu pude tocar nesse assunto e saber por que tanta hesitação em oficializar nossa união.

_ Eu não estou hesitando, amor. Eu só quis te dar espaço. Olívia acabou de nascer, nós tivemos uma briga séria, eu ainda não terminei a residência, seu pai ainda não me aprova... Tudo isso pesou e eu apenas quis esperar o melhor momento para tocar nesse assunto. Mas, se você já se sente pronta para darmos esse passo, pro mim tudo bem. Eu não vejo a hora de colocar uma aliança no seu anelar esquerdo e mostrar pra todo mundo que você é oficialmente minha._ Edward declarou e eu sorri, beijando seu pescoço.

_ Eu também vou gostar de ver uma aliança no seu anelar esquerdo. Quem sabe assim, aquelas enfermeiras assanhadas param de ter sonhos eróticos com o meu príncipe..._ Eu declarei emburrada e ele gargalhou.

_ E como a senhorita sabe que elas têm sonhos eróticos comigo?_ Ele perguntou divertido e eu revirei os olhos, encarando-o seriamente.

_ É só olhar para a cara de orgasmo que elas fazem sempre que você está por perto. É óbvio que elas se masturbam pensando em você, Edward._ Eu declarei e ele me olhou espantado, antes de cair na gargalhada outra vez.

_ Cara de orgasmo? Essa é ótima... Mas, saiba que nenhuma delas tem o poder que você tem sobre mim. Eu desejo só você e não faço cara de orgasmo pra nenhuma outra mulher. Ah... E você também é a única protagonista dos meus momentos de masturbação._ Ele declarou e eu senti meu rosto esquentar ao me dar conta de onde nossa conversa havia chegado.

_ Vamos voltar ao nosso casamento?_ Eu pedi e ele riu, beijando meu pescoço.

_ Ok. Pra quando marcamos nosso dia?_ Ele perguntou e eu comecei a pensar na data ideal.

Já estávamos em outubro e se esperássemos demais, acabaríamos casando em meio a uma tempestade de neve.

Novembro seria o mês ideal, pois Olívia já estaria maior, meu resguardo já teria acabado e o frio ainda não estaria tão intenso.

Pulei do colo de Edward e fui até a geladeira, pegando o calendário que ficava colado lá e examinando-o minuciosamente.

Sorri contente ao tomar minha decisão e voltei para os braços de Edward, olhando nos olhos lindos do meu príncipe e beijando-o com carinho antes de informa-lo sobre minha escolha.

_ Vamos nos casar em novembro. Daqui a um mês..._ Eu declarei e ele sorriu largamente, beijando meu rosto com devoção.

_ Certo, senhorita... Daqui a um mês nos tornaremos marido e mulher. Vou passar no cartório para reservar a data. Agora, vamos dormir, pois a partir de amanhã, temos que terminar de preparar uma festa de casamento._ Edward falou animado e eu sorri sonhadora.

Em um mês eu seria “la señora Cullen”, como Mercedes gostava de me chamar.

E eu mal podia esperar por isso!

Notas finais
E AÍ, GENTE... SENTIRAM SAUDADES? KKKKKK DESCULPE-ME PELA DEMORA, MAS ESTOU COM UM TEMPO BASTANTE RESTRITO. ESPERO QUE TENHAM GOSTADO DO CAPÍTULO, POIS FOI MUITO DIFÍCIL DE ESCREVÊ-LO. GOSTARIA DE SABER A OPINIÃO DE TODAS E DIZER QUE EU ADORO CADA COMENTÁRIO QUE VOCÊS DEIXAM AO FIM DE CADA CAPÍTULO. QUERO DESEJAR AS BOAS VINDAS PARA MINHAS NOVAS LEITORAS E AGRADECER AO CARINHO COM O QUAL VOCÊS RECEBERAM MINHA FIC. BEIJOS NO CORAÇÃO E ATÉ O PRÓXIMO CAPÍTULO, QUE EU ESPERO NÃO DEMORAR MUITO.