Notas iniciais
OLÁ, MENINAS... DESCULPE PELA DEMORA. BOA LEITURA!

Capítulo 25

Pov. Bella

Acordei de repente, sentindo um pouco de frio e fiz uma careta ao perceber que Edward já havia se levantado.

Eu não queria que ele se afastasse, nem mesmo por um segundo, pois eu já ficara tempo de mais sem ele.

Mas, é óbvio que não existia uma forma de grudá-lo a mim e, sendo assim, eu precisava me conformar com sua ausência, mesmo que fosse por apenas algumas horas.

Respirei fundo e me levantei com cuidado, me dirigindo ao banheiro e tentando ignorar as dores que tomavam cada pedacinho do meu corpo.

Meu organismo ainda sofria com os traumas do acidente e eu sabia que levaria muito tempo até que eu me recuperasse completamente.

Mas, o importante no momento era que minha filha estava bem e que eu não a havia perdido.

Senti um calafrio ao pensar nessa possibilidade e suspirei, me dirigindo ao chuveiro, onde tomei uma ducha revigorante, repassando mentalmente os últimos acontecimentos.

Eu ainda não acreditava que eu e minha filha havíamos saído vivas daquele acidente.

O medo que eu sentira quando me dei conta de que havia sido atropelada fora capaz de gelar até os meus ossos, mas mesmo quase inconsciente, eu implorara fervorosamente para que a vida do meu bebê fosse poupada, mesmo que para isso eu tivesse que abrir mão da minha própria existência.

Hoje, embora eu ainda não tivesse conhecido minha filha, eu tinha noção da extensão do meu amor por ela e sabia que abriria mão de qualquer coisa para vê-la bem, inclusive da minha própria vida.

Eu não me achava preparada para ser mãe quando me descobrira grávida e ainda não acreditava que estava apta para desempenhar tal papel. Mas, já que a tarefa foi me dada, eu faria qualquer coisa para ser a melhor mãe do mundo e garantir que minha filha fosse feliz.

Pousei minhas mãos sobre meu ventre dilatado e sorri, imaginando se meu bebê tinha noção do quanto eu a amava.

Carlisle certa vez me dissera que ela era capaz de captar todos os meus sentimentos e sensações e a possibilidade de que ela tivesse consciência de todo o amor que eu sentia, fazia meu coração se encher de alegria.

E eu queria que ela também fosse capaz de saber o quanto seu pai a amava, pois apesar de ele não estar perto o tempo todo, o amor de Edward por nossa filha era evidente.

E agora, apesar do risco imenso que eu correra, eu estava feliz por ter Edward ao meu lado outra vez.

Era muito triste ter que seguir com essa gravidez sozinha, tendo seu apoio apenas à distância.

Ele me prometera que não sairia mais do meu lado e, se dessa vez Edward tentasse sair de perto de mim, eu juro que ia trancá-lo no closet e esconder a chave.

Eu era voluntariosa o suficiente para fazer um escândalo e exigir sua presença caso algo ou alguém decidisse nos separar mais uma vez.

Terminei de tomar banho, escovei os dentes e coloquei um vestido leve, seguindo para a cozinha, já que eu estava morrendo de fome e meu namorado não me trouxera o café na cama, como era de seu costume.

Eu sabia que não deveria ficar andando para lá e para cá, mas não havia nenhuma possibilidade de eu ficar vinte e quatro horas deitada.

Quando cheguei à cozinha, estaquei surpresa ao ver Jacob sentado à mesa do café, como se estar ali, fosse a coisa mais natural do mundo.

Eu sempre seria imensamente grata por ele ter me socorrido no dia do acidente, mas as palavras ofensivas que ele me dissera quando eu lhe contara sobra minha gravidez ainda estavam gravadas na minha mente e eu duvidava que um dia pudesse esquecê-las.

Mas, aquele não era o momento de trazer a tona minhas mágoas antigas e, por esse motivo, eu resolvi ser simpática, já que, segundo o médico, eu precisava me manter tranquila.

_ Bom dia..._ Eu murmurei e ele respondeu baixinho, me olhando seriamente, enquanto Edward vinha até mim e beijava maus lábios.

_ Bom dia, princesa... Venha se sentar, pois você não pode ficar muito tempo em pé._ Edward falou, fazendo com que eu me sentasse na frente de Jacob, que ainda me encarava com os olhos atentos.

_ Bom dia, Bella... Fico feliz em ver que você está bem..._ Ele falou e eu sorri fracamente, me servindo de algumas panquecas que estavam dispostas em uma travessa.

_ Eu não tive a oportunidade de lhe agradecer, Jake, mas saiba que eu serei eternamente grata por você ter me socorrido depressa, dando a possibilidade para que os médicos pudessem salvar minha filha._ Eu falei sinceramente, encarando seus olhos escuros e ele sorriu de leve.

_ Eu não poderia deixá-la lá, sabendo que você e seu bebê corriam riscos. Apesar de tudo, eu precisava garantir que nada de ruim aconteceria a você, que sempre foi minha amiga._ Ele declarou e eu senti um estranho nó se formar em minha garganta.

Apesar de tudo, Jacob sempre fora meu amigo.

Nós nos conhecíamos desde criança e se não tivéssemos confundido as coisas e nos tornado namorados, hoje poderíamos ainda desfrutar da relação inocente que se iniciara durante nossa infância.

Quando Jacob me propusera namoro, eu devia ter me mantido firme e declinado sua proposta, pois, naquela época, algo me dizia que nossa história não teria futuro.

No entanto, eu me deixara levar e hoje me arrependia de não ter seguido minha intuição, não permitindo que nossa relação ultrapassasse o âmbito da amizade.

Amor, daqueles que acontecem entre homens e mulheres, cheio de explosão e desejo, eu vivera apenas com Edward e hoje eu tinha plena consciência disso.

Eu jamais fora apaixonada por Jacob e talvez fosse por isso que o término do nosso namoro fora tão traumático.

_ E nós te agradecemos muito, Jacob... Se não fosse sua agilidade em socorrê-la, Bella poderia não estar mais entre nós._ Edward falou, quando viu que meu silêncio se prolongou e, após dar um beijo no topo da minha cabeça e se sentou ao meu lado, enquanto enchia meu prato de ovos e bacon.

Eu podia notar que ele estava tenso com a presença de Jacob, mas depois eu conversaria com ele a respeito dessa visita inesperada.

Edward não tinha motivos para se sentir inseguro, pois eu o amava e tinha absoluta certeza desse fato.

Mas, talvez fosse preciso reafirmar isso a ele.

_ O importante é que nada aconteceu. Eu vim até aqui apenas para ter a certeza de que Bella havia se recuperado, já que enquanto eu estive no hospital ela estava desacordada. Espero que de agora em diante ela preste mais atenção para atravessar a rua._ Jacob falou debochado e eu revirei os olhos.

Sempre tão machista!

_ Eu estava atravessando na faixa, Jacob Black. Não tenho culpa que os motoristas dessa cidade não têm noção de sinalização e leis de trânsito._ Eu falei emburrada e ele riu, me encarando por longos segundos e me deixando um pouco sem graça.

Qual era o problema dele, afinal?

Me encarar assim na frente do meu namorado e pai da minha filha não era algo legal de se fazer.

Percebi que Edward estava incomodado e segurei sua mão, trazendo-a para meu colo, numa tentativa de acalmá-lo.

Jacob percebeu meu movimento e se levantou, dirigindo-se para a porta da cozinha, fazendo com que eu me perguntasse se ele iria embora sem se despedir.

_ Eu já fiz o que tinha para fazer e agora vou embora. Espero que tudo fique bem e que o bebê de vocês nasça saudável. Até mais..._ Jacob falou, seguindo para a porta de saída e Esme o acompanhou, me fazendo lembrar que ela estivera presente em todo o tempo durante nossa estranha conversação.

Soltei um longo suspiro e encarei Edward, que tinha um olhar perdido em algum ponto da parede à sua frente.

_ Edward?_ Chamei, tocando seu rosto de leve e ele respirou fundo, me encarando._ Está tudo bem?_ Perguntei preocupada e ele assentiu.

_ Sim... Só... Só foi estranho ver vocês conversando..._ Ele falou e eu franzi o cenho.

_ Estranho por quê? Você preferia que nós brigássemos?

_ Não... Claro que não. Mas, é que eu me senti inseguro. Vocês namoraram por muito tempo e depois brigaram. Sei lá... Fiquei com medo de que durante essa conversa, vocês revivessem velhos sentimentos e eu acabasse ficando de lado..._ Edward declarou e eu revirei os olhos.

De onde ele tirara isso?

_ Não seja bobo, Edward... Não existe a menor possibilidade de eu reviver qualquer coisa com Jacob. Nossa relação acabou. Agora eu sou sua namorada. Completamente sua..._ Eu declarei e ele sorriu, me abraçando com força e beijando meu rosto.

_ Obrigada, amor... Você não tem ideia do quanto eu amo a ideia de você me pertencer.

_ Eu também amo essa ideia, Edward. Não se sinta inseguro, nem com Jacob, nem com Riley e nem com ninguém. Eu amo você e isso não vai mudar._ Eu declarei e ele riu, beijando meus lábios com carinho e enterrando o rosto em meus cabelos.

_ Você é tudo que eu sempre quis, minha princesa... Você vive dizendo que eu sou perfeito, mas a perfeita da história é você._ Edward falou e eu sorri, já sentindo as costumeiras lágrimas se acumularem em meus olhos.

Ficamos abraçados até que ouvimos passos na cozinha e nos separamos, vendo Esme e minha mãe entrando.

_ Termine seu café e vá se deitar, Bella. Não pode ficar muito tempo sentada, querida..._ Renée falou e eu assenti, limpando meus olhos e voltando a comer.

Esme me olhava de uma maneira estranha e eu fiquei me perguntando se ela poderia me culpar por Edward não querer mais voltar a Harvard.

Essa era uma decisão que ele havia tomado e, apesar de adorar a ideia de tê-lo por perto, eu não intervira em suas escolhas, pois não queria que um dia ele me culpasse por nada que saísse errado em sua vida.

Minha sogra sempre fora uma pessoa doce e agradável, mas desde que Edward fora aceito em Harvard, ela se transformara e eu confesso que essa nova mulher me dava medo.

Terminei meu café e fui para o quarto, pegando meu notebook e começando a análise de mais um projeto da construtora que estava pendente.

Não era só por que eu ficaria em repouso que eu não poderia trabalhar.

_ O que você está fazendo?_ Edward perguntou, aparecendo de repente e sentando-se ao meu lado.

_ Vou terminar um projeto da construtora..._ Eu falei e ele fez uma careta.

_ A determinação médica é repouso absoluto, senhorita..._ Edward alertou e eu o encarei seriamente.

_ E eu vou cumprir a determinação, amor, mas não acho que esse repouso inclua descanso mental. Eu não quero abandonar tudo, pois preciso terminar meus estudos e garantir meu emprego. Inclusive, na próxima segunda, terei que ir até a universidade para validar meus créditos nas disciplinas que cursei nesse semestre e verificar o que ainda falta para eu concluir o curso. Assim que nossa filha nascer, voltarei para a faculdade e não existe discussões sobre esse fato..._ Eu falei decidida e Edward bufou, segurando minha mão que estava sobre o colchão e brincando com meus dedos.

_ Não vou interferir em sua carreira, Bella... Só acho que você deveria se manter tranquila nesse momento, sem se preocupar com coisas sérias como estudo e trabalho. Quanto a ir até a universidade, eu concordo, já que também terei que ir até lá para destrancar minha matrícula e concluir minha residência, a fim de terminar meu curso ainda esse ano..._ Ele falou e eu o olhei atentamente.

_ Tem certeza disso, Edward? Confesso que vou sofrer caso você resolva voltar a Boston, mas também não quero interferir em sua carreira._ Falei de forma sincera e ele sorriu tristemente, se aconchegando em meu corpo e descansando a cabeça sobre meu colo.

Coloquei o notebook de lado e passei a acariciar seus cabelos, esperando por suas próximas palavras, que eu sabia que viria.

_ Eu jamais deveria tê-la deixado sozinha, Bella. Por mais que meus irmãos, meus pais e nossos amigos estivessem presentes na sua vida, eu, que era o pai do bebê que você esperava, estava distante. Minha carreira é importante, mas sua importância não compete com o papel essencial que você e nossa filha têm na minha vida._ Ele falou de maneira emocionada e eu respirei fundo, continuando em silêncio.

Embora eu concordasse com ele quanto ao fato de que ele não deveria ter me deixado sozinha, eu não queria influenciar suas decisões.

Edward era adulto e deveria decidir por si só o que era certo e errado.

_ Quando Jacob me ligou, dizendo que você havia sofrido um acidente, eu senti meu mundo desabando. Eu tinha certeza de que se eu estivesse aqui, isso não teria acontecido.

_ Edward, foi um acidente. E não acho que se você estivesse aqui isso poderia ser evitado.

_ Mas, pelo menos eu estaria lá quando você fosse levada ao hospital.

_ E isso mudaria o que, amor?_ Eu perguntei, olhando-o com carinho e ele suspirou, parecendo extremamente contrariado.

_ Bella, o que eu estou querendo dizer é que eu não vou mais a lugar nenhum se você não puder ir comigo. Eu já sofri tempo demais sem você para te ter e deixa-la sozinha. Não quero nenhum chefe te rondando e muito menos que uma reaproximação com o ex-namorado a faça se afastar de mim. Eu sei que isso pode parecer clichê ou exagerado, já que estamos no século XXI, mas eu amo você. Amo muito e, eu simplesmente não consigo me imaginar longe do seu sorriso, da sua pele, do seu cheiro..._ Edward falou e eu sorri entre lágrimas, me inclinando para beijá-lo.

_ Você é lindo, sabia? E eu também te amo e fico muito feliz em saber que não vou mais ser obrigada a me separar de você._ Falei, mais feliz do que eu devia e ele sorriu, puxando meu rosto em sua direção e me beijando mais uma vez.

Ficamos envolvidos um no outro até que senti um movimento leve em meu ventre, fazendo com que eu me afastasse assustada de Edward.

Eu já havia sentido meu bebê se mexer em minha barriga, mas nem um movimento tinha sido tão forte como esse.

Edward encarava meu ventre abismado e eu me dei conta de que ele também havia sentido o movimento.

_ Ela... Ela. Nossa filha mexeu..._ Ele falou impressionado e eu ri, pousando a mão na barriga.

_ Já faz tempo que ela mexe. Mas, esse foi o movimento mais intenso que eu senti. Acho que nossa filha também está feliz por tê-lo por perto..._ Eu declarei e ele me olhou profundamente, antes de me abraçar pela cintura e beijar minha barriga com carinho.

_ Oi, meu amor... O papai está bem aqui e nunca mais vai sair do seu lado..._ Ele falou, erguendo o tecido do meu vestido e dando pequenos beijos em minha pele.

Depois de alguns minutos, o movimento voltou a se repetir e nós rimos emocionados com essa interação.

Será que era possível que ela nos ouvisse?

_ Ela vai ser linda... A menina mais linda desse mundo..._ Edward falou sonhador, me puxando para que eu me deitasse ao seu lado e eu suspirei, sabendo que por hora, minha ideia de trabalhar no projeto da construtora teria que ser deixado para depois.

_ Claro que ela vai ser linda. Ela tem o gene dos Cullen..._ Eu disse e ele gargalhou, me apertando em seu abraço.

_ Obrigada pelo elogio, ainda que indireto. Mas, a mãe desse bebê também é linda e se ela se parecer com ela, pelo menos um pouquinho, já vai ser uma garota estonteante. E eu vou sofrer bastante com os futuros pretendentes de nossa bonequinha._ Ele falou e eu corei, fazendo rir outra vez.

Nossa filha continuava a se mexer em meu ventre e eu me sentia feliz por ter Edward ali.

Eu estava em paz por saber que ele não voltaria a Boston e nem estaria cercado de vigaristas que sonhavam em roubá-lo de mim.

Lembrei-me de Emily e perguntei a Edward sobre ela.

_ Emily está preocupada com você e me xingou bastante por eu não tê-la avisado do acidente e permitido que ela viesse comigo. Mas, na hora eu nem pensei em nada... Queria apenas chegar logo em Seattle e me certificar que você estava bem.

_ Você já contou a ela que não vai mais voltar a Boston?

_ Ainda não... Não queria deixa-la triste. Emily não tem muitos amigos e sua família é do Texas. Ela quase não sai com ninguém e eu sou praticamente o único amigo que ela tem. Penso que ela vai ficar muito chateada por não me ter mais por perto._ Ele falou tristemente e eu suspirei, beijando seu peito por cima da camisa.

_ Tenho pena dela. Apesar do ciúme que eu senti ao vê-la em seu apartamento naquela manhã, depois que me permiti conhece-la, ela me pareceu uma pessoa bem legal. Não gosto de pensar que ela não vai ter mais ninguém por perto.

_ Ela já está no último ano da residência, assim como eu e logo estará livre para ir fazer sua especialização em qualquer lugar do mundo. Além do mais, ela é uma garota bonita e eu não acredito que ela vá ficar sozinha por muito tempo._ Ele falou e eu me senti levemente incomodada por ouvi-lo dizer que sua amiga era uma mulher bonita.

_ Ela é bonita, é?_ Eu perguntei, como quem não quer nada e ele suspirou, erguendo meu queixo em sua direção e me fazendo encará-la.

_ Ela é realmente bonita. Mas, não é uma beleza que me atrai como homem.

_ Acho bom..._ Eu falei emburrada e ele sorriu, beijando minha testa.

Eu me encaixei melhor em seu corpo e passei a beijá-lo, na intenção de matar um pouco da saudade que eu sentira dele durante todos esses meses em que ficamos separados.

Mas, o desejo intenso que sempre existira entre nós acabou tomando conta dos nossos corpos e o que começou com beijos inocentes, acabou se tornando uma confusão de abraços, apertos, pequenas mordidas e gemidos.

Eu estava tão envolvida em nosso momento que me esqueci completamente das recomendações médicas.

No entanto, Edward não se esquecera e antes que eu me desse conta, ele me afastou de seu corpo, me encarando ofegante e pesaroso.

_ Sinto muito, princesa, mas temos que parar por aqui..._ Ele falou e eu suspirei, triste por não poder me entregar ao desejo que eu sentia.

_ Tudo bem..._ Falei baixinho, mostrando a ele toda minha decepção e ele riu, me abraçando e fazendo com que meu rosto descansasse em seu peito.

_ Bella, você acabou de sair do hospital, amor... Tenho certeza que esse afastamento não vai durar para sempre e, assim que você se recuperar, poderemos voltar a namorar normalmente._ Ele falou e eu assenti, mesmo ainda estando contrariada.

Mas, eu sabia que deveria pensar em minha filha e, por isso, me acalmei e tentei tirar da minha mente o desejo que sentia por Edward nesse momento.

Em poucos minutos, meu corpo relaxou e eu comecei a sentir sono.

Edward percebeu e passou a acariciar minhas costas e a sussurrar a canção que uma vez eu ouvira no rádio do seu carro e sabia que havia sido composta para mim.

E assim, eu dormi, sendo embalada por sua voz suave e por todo o amor e carinho que eu sabia que ele sentia por mim.

**********

POV. EDWARD

Esperei até que Bella dormisse, e após cobri-la e dar-lhe um beijo suava no rosto, eu me dirigi para a sala que usávamos como escritório, a fim de entrar na internet e falar com Emily a respeito da minha decisão de permanecer em Seattle até que Bella desse a luz a nossa filha.

Eu sabia que minha amiga ficaria chateada com essa notícia, mas tinha certeza que ela entenderia meus motivos, pois Emily tinha consciência do quanto minha namorada e minha filha eram importantes para mim.

Liguei o computador, mas antes que eu pudesse me conectar, minha mãe entrou e fechou a porta, me encarando seriamente.

Soltei um longo suspiro, sabendo que a hora da nossa conversa sobre o fim da minha residência em Boston havia chegado e eu não poderia fugir desse confronto.

_ Seu pai me disse que você não vai mais voltar a Boston._ Ela falou, sentando-se a minha frente e eu respirei fundo, assentindo.

_ Não vou mais sair do lado de Bella, mãe e espero que você entenda e não interfira em minhas decisões._ Eu respondi e minha mãe suspirou.

_ Pode ficar tranquilo, pois não vim aqui com a intenção de fazê-lo mudar de ideia. Mas, em minha opinião, acho que desperdiçar a oportunidade de estudar em Harvard é uma grande besteira.

_ Não é besteira quando eu tenho que abrir mão dessa oportunidade para ficar ao lado da mulher que eu amo enquanto ela está carregando no ventre a filha que fizemos juntos.

_ Acho que você tem razão em querer ficar com sua namorada, filho... Não quero que pense que eu estou contra o relacionamento de vocês, pois isso não é verdade. Eu sou apenas uma mãe que quer o melhor para seu filho._ Minha mãe falou com a voz triste e eu sorri, me inclinando sobre a mesa e segurando suas mãos nas minhas.

_ Eu sei que você não é contra o nosso relacionamento, mãe. Mas, a senhora tem que admitir que desde que viu a carta da minha admissão em Harvard, ficou obcecada por esse assunto e passou a interferir em coisas que não lhe diziam respeito. Eu jamais deveria ter aceito aquela vaga. Meu lugar é ao lado de Bella e da nossa filha._ Eu falei decidido e minha mãe assentiu, fechando os olhos e recostando-se na cadeira.

_ Eu estudei em Harvard..._ Ela falou depois de alguns minutos em completo silêncio e eu a olhei espantado.

Como assim ela estudara em Harvard?

Pelo que eu sabia, meus pais haviam se conhecido em Olympia.

_ Harvard? Pensei que você e papai haviam se formado em Olympia._ Eu falei e ela sorri tristemente.

_ Eu nasci em Olympia, mas meu sonho sempre foi estudar em Harvard. Eu fiz tudo o que podia para conseguir ser aceita e quando recebi a carta de admissão, me senti a garota mais realizada do planeta. Fui para Boston e iniciei meus estudos de enfermagem..._ Minha mãe falou sonhadora e eu sorri, imaginando-a com apenas 17 anos indo para a faculdade dos sonhos._ Quando eu estava no segundo ano, fui admitida como estagiária no hospital universitário e lá conheci seu pai, que estava fazendo um curso de férias. Foi amor a primeira vista e nós acabamos irremediavelmente envolvidos. Tão envolvidos que, quando ele voltou para Olympia ao fim das férias, eu me descobri grávida._ Ela completou e eu a olhei espantado, já que nunca soube que meu irmão estivera presente no casamento dos nossos pais.

_ Grávida? Como eu nunca soube disso?

_ Isso não é algo que se comente, Edward... Ainda mais naquela época onde mães solteiras eram aberrações da natureza._ Minha mãe disse, fazendo uma careta e eu ri.

_ Mas, como papai reagiu à notícia?

_ Ele ficou assustado e retornou a Boston imediatamente. Eu estava desesperada e ele levou dois dias para me acalmar e me convencer de que tudo ficaria bem. Ele, com o apoio dos seus avós, me pediu em casamento e eu aceitei, sabendo que meu pai certamente me mataria se descobrisse que eu estava grávida.

_ E você abandonou Harvard?

_ Eu não tinha outra opção, filho. Eu estava grávida e, naquela época, o corpo docente não era tão compreensível para deixar que uma mãe solteira frequentasse as aulas. Além do mais, não havia como eu me casar com seu pai e ficar longe dele. Eu não queria isso e nem ele permitiu. Assim, meu sonho de ter um diploma de Harvard teve que ser deixado de lado. E mesmo quando eu perdi o bebê, não pude retornar a Boston, já que demorei bastante tempo para me recuperar.

_ Perdeu? Espera... Quando você disse que tinha ficado grávida, eu imaginei que fosse da gravidez do Emmett que estava falando. _ Eu falei e minha mãe negou com um gesto de cabeça, fungando, enquanto limpava uma lágrima que escorria do seu rosto e me olhava de maneira triste.

_ Não, meu bem... Esse bebê não chegou a nascer. Eu o perdi cinco meses após o meu casamento com o seu pai. Era também um menino... Um menino lindo que eu nunca cheguei a segurar nos braços. E após esse episódio, eu demorei cerca de cinco anos para conseguir engravidar outra vez. Tanto que seu pai e eu pensamos em adotar uma criança, imaginado que jamais seríamos capazes de gerar outro filho nosso.

_ Mas, se foi assim, por que não voltou para Harvard e terminou a faculdade?

_ Eu havia desistido da vaga, Edward e seu pai ainda não havia terminado a faculdade, de modo que eu não via como ir para outro estado e deixa-lo sozinho. Além do mais, após a perda do bebê, eu passei por uma fase bastante turbulenta e precisava da presença de Carlisle para superar minha depressão. Dois anos após a perda do nosso filho eu me matriculei na universidade de Olympia e consegui concluir meu curso universitário de enfermagem... Mas, a vontade de ter um diploma de Harvard nunca fora completamente esquecida. Assim, eu sonhei que vocês realizassem meu sonho e fossem para Boston, mas nenhum de vocês quis... E quando você foi aceito para a residência lá, eu fiquei muito empolgada com a ideia, pois você, meu filho amado, estaria realizando meu sonho... Sei lá... Acho que eu pirei com a ideia._ Ela confessou e eu suspirei, me levantando e indo sentar-me ao seu lado, para que pudesse abraça-la.

_ Sinto muito pela senhora nunca ter conseguido realizar seu sonho, mãe... Mas, pense bem... Quando você ficou grávida, abandonou tudo para ficar ao lado do papai, pois precisava do apoio dele. Bella também precisa do meu apoio e, portanto, meu lugar é ao lado dela. Um diploma é só um papel... O que importa mesmo é o conhecimento. E aqui em Seattle eu tive uma boa educação universitária e tenho certeza que serei um bom profissional. Harvard foi uma boa experiência e, com certeza, seria um grande diferencial no meu currículo. Mas, acabou... Eu não posso arrastar Bella para Boston e, dessa forma, eu ficarei aqui._ Eu expliquei e minha mãe assentiu, beijando meu rosto e afagando meus cabelos.

_ Tudo bem, amor... Você está certo. Temos que pensar no melhor para Bella e para o bebê. Desculpe-me por toda a pressão que eu fiz para que você fosse estudar em Harvard. Acho que na época eu não estava pensando direito. E você não seria o meu Edward se fosse para outro estado quando sua namorada está tão debilitada e precisa tanto de você. Fique em Seattle, meu bem... Fique ao lado da sua pequena família e saiba que terá meu apoio incondicional, pois a única coisa que eu quero é vê-lo feliz..._ Minha mãe falou emocionada e eu sorri largamente.

Aquela sim era a minha boa e velha mãe... Doce, carinhosa e compreensível.

_ Obrigada, mãe... Seu apoio significa tudo para mim.

_ De nada, meu príncipe. Mas, se um dia puder convencer minha neta a estudar em Harvard, saiba que eu me sentirei muito feliz e orgulhosa desse fato._ Ela falou e eu ri, voltando para o computador e encarando-a zombeteiro.

_ O que acha de banirmos Harvard de nossas listas, mãe? Vamos procurar outro lugar para minha pequena estudar... O que pensa sobre Oxford?_ Eu falei e minha mãe fez uma careta.

_ Oxford é ótima, mas, jamais será como Harvard._ Minha mãe falou, dirigindo-se para a porta e eu sorri ao percebê-la mais tranquila.

Eu ficara feliz com seu desabafo, pois assim, pudera entender sua fixação por Harvard.

Mas, de certa forma, me sentia triste por não poder realizar seu sonho de ter pelo menos um filho formado pela sua universidade preferida.

Só que agora, eu tinha certeza que minha mãe iria conseguir superar essa história, já que tudo o que acontecera desde que eu fora para Boston servira de lição para todos nós.

Principalmente para mim, que não me atreveria a sair de perto de minha princesa, uma vez que ela precisava do meu apoio, amor e carinho para ter uma gestação tranquila e dar a luz a nossa filha linda.

Só de me lembrar da sensação maravilhosa e indescritível de sentir nosso bebê se mexer em sua barriga, eu ficava emocionado e arrepiado.

Aquele pequeno ser dependia totalmente de mim e eu não podia decepcioná-la.

E eu não faria isso.

Eu me esforçaria para ser o melhor pai do mundo e minha filha teria orgulho em me chamar de pai.

Sorri com o pensamento e me conectei ao facebook, olhando distraidamente para a tela do computador, até que uma caixinha do imbox apareceu diante dos meus olhos.

Fiz uma careta ao perceber que era Emily e me preparei mentalmente para iniciar uma coversa com ela.

Era chegada a hora de enfrentar a fera e contar-lhe que eu não voltaria a Boston.

Me preparei para os xingamentos e iniciei nossa conversa.

Que Deus me protegesse!

Notas finais
E AÍ... O QUE ACHARAM? GOSTARAM? ODIARAM? EU SEI QUE DEMOREI PARA POSTAR, MAS MINHA VIDA ANDA MEIO LOUCA ULTIMAMENTE E EU NÃO ESTOU TENDO TEMPO DE ESCREVER. ALÉM DO MAIS, MEU NOT ESTÁ COM PROBLEMAS E ISSO DIFICULTA O ANDAMENTO DO CAPÍTULO, JÁ QUE O SISTEMA FICA MUITO LENTO. MAS, AQUI ESTÁ. NÃO FICOU BEM DO JEITO QUE EU QUERIA, MAS ESPERO QUE TENHAM GOSTADO. VOU TENTAR POSTAR A CONTINUAÇÃO ATÉ O FIM DA SEMANA, MAS NÃO PROMETO... MAS, EM MENOS DE QUINZE DIAS EU POSTO A CONTINUAÇÃO. BEIJOS!