Notas iniciais
ESPERO QUE GOSTEM... BOA LEITURA!

CAPÍTULO 22

POV. BELLA

DUAS SEMANAS DEPOIS...

Cheguei em casa depois de um dia exaustivo e desabei sobre o sofá.

Além daquele maldito enjoo que não me dera trégua nem um minuto sequer, eu tivera que suportar uma terrível dor de cabeça devido às horas em que passei chorando a noite por não ter Edward ao meu lado.

Depois de sete dias, eu já devia ter começado a me acostumar com sua ausência, mas pelo visto isso nunca aconteceria.

E o fato era que meu estado de espírito lastimável me impedia de me alimentar direito, o que contribuía ainda mais para meu enjoo e dor de cabeça.

Fiz uma careta ao imaginar a bronca que eu levaria de Edward quando ele soubesse que eu não estava me alimentando adequadamente.

Mas, a culpa não era minha.

A comida simplesmente não descia e, quando eu tentava forçar, tudo acabava inevitavelmente dentro do vaso sanitário mais próximo.

Eu havia perdido peso e a única coisa que indicava que eu ainda continuava grávida era a forma arredondada da minha pequena barriga.

Pousei a mão sobre meu ventre e pensei no quanto Edward gostaria de poder fazer isso naquele momento.

Ele devia estar ali, cuidando de mim e de nossa filha e não a mais de três milhas de distância fazendo Deus sabe o que.

E como se não bastasse o fato de eu estar grávida e sozinha, eu ainda tinha que aguentar os olhares de deboche de Jacob, que, assim como toda a faculdade, já sabia que Edward havia ido para Harvard e não perdia a oportunidade de me provocar, já que não tinha mais o meu namorado ao meu lado para me defender.

Meu pai ao saber da viagem de Edward também ligara para dar sua contribuição, me deixando ainda mais nervosa e depressiva.

Limpei uma lágrima solitária que desceu por meu rosto e suspirei.

Eu não aguentava mais chorar.

Mas, as lágrimas eram a única forma de aliviar a saudade que oprimia meu peito de forma intensamente dolorosa.

Eu nunca imaginei que pudesse sentir tanta a falta de uma pessoa, mas estar longe de Edward era como estar sem algum membro.

Ele se fora e levara um pedaço do meu peito junto com ele e, esse buraco só seria fechado quando eu o tivesse novamente comigo.

Escutei um barulho ao meu lado e me assustei quando me deparei com Alice me olhando de maneira estranha, enquanto segurava uma tigela de salada de frutas a minha frente.

_ Você vai comer, nem que para isso eu tenha que amarrá-la..._ Ela declarou e eu revirei os olhos, pegando a tigela de sua mão e a olhando com desinteresse.

_ Eu não estou com fome...

_ Mas, vai comer... Eu sei que passou mal o dia todo e, portanto, precisa se alimentar. Você quer matar minha sobrinha de fome?_ Ela perguntou zangada e eu suspirei, aceitando a colher que ela me oferecia e começando a comer.

Estava delicioso, por sinal.

_ Meu irmão me mataria se te visse dessa forma.

_ De que forma?_ Perguntei de maneira retrógrada, por que eu já sabia a resposta.

Eu estava horrível.

_ Você está magra, pálida e com olheiras... Não come, não conversa e não sorri... Ah, e chora a noite toda... Quer mais algum detalhe?_ Alice perguntou de maneira irônica e eu bufei, nem me dando ao trabalho de responder.

Afinal, ela descrevera meu estado atual com exatidão.

_ Amiga... Você precisa reagir. Meu irmão não morreu. Ele está vivo e te adora. Essa separação é temporária e logo vocês estarão juntos outra vez... Mas, para isso, você precisa sobreviver a esse período e fazer greve de fome não vai leva-la a lugar nenhum..._ Alice declarou e eu a olhei, zangada.

_ Não estou fazendo greve de fome, Alice... Eu apenas não consigo comer.

_ E por que não?

_ A comida não desce e quando eu tento forçar, acabo vomitando. Mas, seu pai disse que isso é normal. Logo esses enjoos vão acabar e eu vou poder me alimentar melhor..._ Eu falei, entregando a tigela vazia a ela, que me deu um copo de água gelada.

_ Eu espero que sim, por que minha sobrinha não merece passar fome. Além do mais, você tem que melhorar esse astral, já que o bebê sente o mesmo que você._ Alice falou e eu suspirei, pousando a mão delicadamente sobre meu ventre.

Não queria que meu bebê sofresse, mas, desde que Edward fora para Boston, meu nível de tristeza só aumentava e eu não conseguia controlar meus sentimentos, já que todos estavam relacionados ao imenso buraco que meu príncipe deixara ao ir embora.

_ Já pensou em um nome?_ Alice perguntou, pousando a mão sobre minha barriga e eu sorri tristemente, negando com um gesto de cabeça.

_ Não... Não tivemos tempo de pensar em nada, já que no dia em que confirmamos o sexo do bebê, Edward teve que cuidar da papelada para a viagem e depois ficou envolvido com a arrumação de tudo. Mas, tenho certeza que ele já tem um monte de ideias...

_ Aposto que sim... Ele estava tão animado com a ideia de ser pai de uma menina...

_ Pois é... Acho que nossa filha vai ser a criança mais mimada do planeta...

_ Se depender de mim, pode ter certeza..._ Alice falou e nós rimos.

Ela era maluca, mandona e intrometida, mas era uma das únicas pessoas que me fazia sorrir ultimamente.

_ Você ama meu irmão, não é Bella?_ Alice perguntou de repente e eu a olhei séria, entes de suspirar e desviar meu olhar, sem saber ao certo o que dizer.

Pensei na felicidade dos momentos que passamos juntos e na saudade insuportável que eu sentia dele nesse momento e sorri, sabendo que o que eu sentia por ele não poderia ser nada além de amor.

Esse sentimento tão bonito se infiltrara em meu coração aos poucos, com cada palavra bonita que ele me dizia e cada beijo que ele me dava.

Edward tornara-se essencial em minha vida e eu estava completamente apaixonada por ele e precisava assumir isso de alguma forma, para nós dois.

Não era justo que ele me amasse e pensasse não ser correspondido, pois eu gostava demais dele.

Eu o amava.

_ Pelo seu sorriso, acredito que a resposta para a minha pergunta seja sim...

_ Sim... Eu demorei para admitir, mas eu o amo. Uma pena que agora que eu tenho certeza dos meus sentimentos, eu não possa dizer isso a ele._ Eu lamentei, sentindo as costumeiras lágrimas tomarem conta dos meus olhos e Alice suspirou, me abraçando.

_ Daqui uns dias vocês vão se ver, amiga... Fique calma, pois esse ano vai passar voando e logo nada mais vai poder separá-los..._ Minha amiga falou e eu funguei, torcendo para que ela tivesse razão, já que eu não conseguiria ficar longe do meu príncipe por muito tempo.

**********

POV. EDWARD

Olhei desinteressado para o livro a minha frente e soltei um suspiro.

Harvard era um máximo, mas não era, nem de longe, o lugar onde eu gostaria de estar agora.

Nesse momento, eu desejava estar em Seattle, mimando minha princesa e cuidando para que nossa filha crescesse saudável em seu ventre.

Já fazia uma semana que eu estava em Boston, mas a saudade que eu sentia dela só fazia aumentar.

Eu a tivera por tão pouco tempo que chegava a sentir raiva por ter mandado esse requerimento para Harvard.

Se não fosse por isso, nesse momento eu estaria com ela e não sofrendo com sua ausência.

Se eu, ao menos, pudesse trazê-la para Boston, minha estadia aqui não seria tão sofrida.

Mas, ela também tinha uma faculdade para terminar e, como depois do nascimento da nossa filha, sua graduação teria que ser interrompida, eu não podia pedir para que ela fizesse isso agora.

Bella devia adiantar seus estudos o máximo que conseguisse, para depois que nossa filha nascesse ela pudesse termina-los rapidamente.

_ Oi... Posso me sentar aqui?_ Ouvi alguém perguntando e levantei meu olhar, me deparando com uma moça loira que sorria de maneira simpática para mim.

Eu já a havia me encontrado com ela pelos corredores do hospital, mas não trocamos nem uma palavra, ao não ser quando atendíamos alguma emergência juntos, o que tornava nosso contato meramente profissional.

Retirei minha mochila da cadeira a minha frente e ofereci para que ela se acomodasse.

_ Obrigada... A biblioteca fica meio cheia nessa época do semestre. Sabe como é... Todos desesperados para tirar A nos exames... A propósito, eu sou Emily._ Ela se apresentou, estendendo a mão em minha direção e eu aceitei seu cumprimento.

_ Eu sou..._ Comecei a me apresentar, mas ela me interrompeu.

_ Você é Edward Cullen... Veio transferido de Seattle e vai fazer um ano de residência em Harvard. Tem excelentes notas e um desempenho notável nas atividades clínicas e ah... É um gato._ Ela falou sorrindo e eu corei por conta de sua última frase.

_ Como sabe tudo isso ao meu respeito?

_ Pode não parecer, mas a fofoca corre solta aqui em Harvard. Sempre sabemos quando alguém vai entrar ou sair e acredite: você foi assunto por um longo tempo aqui... E ainda é. Você não tem noção da quantidade de garotas que dariam qualquer coisa para ter a oportunidade de estar na sua cama por pelo menos uma noite._ Ela afirmou e eu arregalei os olhos, me perguntando de onde essa garota havia surgido.

_ Sinto muito, mas terei que desiludir essas garotas, pois eu tenho namorada e sou completamente apaixonada por ela..._ Falei, mostrando-lhe minha aliança e ela fez uma careta.

_ Sério? Esse detalhe não constava em sua ficha técnica._ Ela falou e eu ri.

_ Ficha técnica? Não sabia que esse tipo de coisa era divulgada.

_ Mas, é e nós mulheres ficamos muito animadas quando sabemos que um cara gostoso está vindo para Harvard, já que aqui só estudam nerds esquisitos.

_ Mas, esse cara gostoso tem namorada e não vai, de forma alguma, fazer a alegria de outras mulheres...

_ Que pena... Bem, mas já que não vamos poder transar loucamente no seu apartamento, posso pelo menos me considerar sua amiga? Afinal, trabalhamos juntos e precisamos desenvolver uma boa relação, para o bem de nossas notas e de nossos pacientes..._ Emily falou e eu sorri, me sentindo realmente bem em sua presença.

Ela parecia ser uma garota legal e eu não via problemas em ser seu amigo.

Eu me sentia tão sozinho em Boston que seria muito bom ter alguém com quem conversar.

E assim, da maneira mais estranha que alguém começa uma amizade, nós demos início a nossa e Emily se mostrou uma garota bastante inteligente e bem humorada.

Almoçávamos juntos quase todos os dias e sempre que dava, íamos tomar um café depois do plantão.

Trocávamos ideias a respeito dos nossos pacientes, das situações complicadas que vivíamos no hospital e sua companhia me fazia bem, já que quando estava ao seu lado conseguia esquecer a saudade sufocante que eu sentia da minha princesa.

_ Ela é uma garota bem bonita..._ Emily comentou, olhando para a foto de Bella na tela do meu celular e eu sorri orgulhoso.

_ Ela é linda... A mulher mais linda que eu já conheci.

_ Obrigada pela parte que me toca..._ Emily reclamou, cutucando meu braço e eu ri de seu bom humor.

_ Você é muito bonita, Emily... Mas, para mim, minha Bella é muito mais. Eu sempre fui apaixonado por ela e sempre a considerei a garota mais linda desse mundo._ Eu declarei e ela sorriu, olhando mais uma vez para a tela do meu celular.

_ Ela é uma garota de sorte, pois qualquer outro cara em seu lugar, por mais apaixonado que estivesse, aproveitaria essa temporada em Harvard para pegar geral. Principalmente considerando o fato de que sua namorada está grávida e que após o nascimento dessa criança você estará inevitavelmente preso a ela...

_ Me prender a ela é o que eu mais quero, Emily... E caras apaixonados de verdade não traem suas namoradas.

_ Há controvérsias..._ Ela falou de maneira triste e eu a olhei atentamente.

_ Já foi traída?_ Eu perguntei, com medo de estar sendo muito intrometido, mas curioso por saber mais a respeito de sua vida.

Emily era muito reservada e quase não falava sobre si, o que era estranho, já que ela era bem falante e alegre.

_ Sim... Quer dizer, não exatamente. Eu era completamente apaixonada por um cara e ele dizia me corresponder, mas, depois de um tempo, descobri que ele era casado e que só queria se divertir comigo... Desde então, eu não me relacionei com mais ninguém, pois não confio nos homens. Em nenhum. Mas, admiro você por ser tão fiel a sua namorada. Isso é raro, Edward... Muito raro. E ela tem que dar muito valor a você, pois não se encontra homens assim em qualquer lugar._ Ela falou, tentando disfarçar as lágrimas que se acumularam em seus olhos e eu suspirei, abraçando-a de lado e fazendo com que sua cabeça se recostasse sobre meu ombro.

_ Você não deve se fechar para o mundo, Emily... Tenho certeza que existem muitos caras legais que adorariam ter ao seu lado uma garota bonita, inteligente e engraçada como você. Esse filho da puta que brincou com seus sentimentos não merece nem mesmo ser lembrado..._ Eu falei e ela sorriu, beijando meu rosto.

_ Obrigada por ser meu amigo, Edward... Graças a você, eu cheguei à conclusão de que a raça masculina ainda não está totalmente perdida._ Ela falou, bagunçando meus cabelos e nós rimos, deixando aquele assunto de lado.

Naquela noite, depois de repassarmos a matéria do dia e devorarmos uma pizza gigante, Emily foi embora e eu liguei para minha princesa, que não me atendeu por que já estava dormindo.

Nós nos falávamos quase todos os dias, mas como ouvir sua voz e não poder estar ao seu lado me fazia muito mal, às vezes eu preferia não ligar.

Nesses dias, eu pegava a carta que ela havia me dado antes que eu viesse para Boston e a lia várias vezes, sorrindo largamente ao me dar conta de que as palavras escritas naquele papel não se tratavam de um sonho.

Era realidade e um dia, muito em breve, eu a teria confessando aquilo para mim com sua voz doce e suave.

Edward...

Eu queria não ser tão covarde e poder te dizer o que está escrito aqui cara a cara, olhando nos teus olhos lindos e me derretendo diante de todo o amor que eu vejo neles.

Mas, eu não consigo...

Todas às vezes que imagino me declarando para você, meu corpo treme e as palavras morrem em meus lábios.

Acho que isso é fruto da insegurança adquirida depois de tantos anos me relacionando com um homem machista e pouco sensível, mas tenho certeza que um dia, eu conseguirei te dizer o que quer ouvir.

Mas, antes disso eu preciso te fazer uma confissão.

Eu não posso deixar que vá embora sem antes saber que o motivo de tê-lo feito se inscrever para essa residência em Harvard não existe mais.

Eu sei que o fato de eu ter me esquecido da nossa primeira vez sempre o magoou, mas eu nunca tive culpa, por que essa maldita amnésia alcoólica é algo que eu simplesmente não posso controlar.

Mas, ao nos fazer retornar para a cabana na noite em que me pediu oficialmente em namoro, aquilo que havia sido esquecido, voltou a minha mente e eu me lembro sim de cada toque, cada beijo, suspiro e gemido da primeira vez em que fizemos amor e concebemos nossa filha, que veio nos unir de forma irreversível.

Foi maravilhoso como todos os momentos que eu passei ao seu lado e eu agradeço a Deus por ter me dado você, por que eu me sinto a mulher mais amada e especial do mundo quando estou ao seu lado.

Eu gosto muito quando você me chama de princesa e quero te dizer que o considero meu príncipe... Um príncipe ainda mais perfeito do que aqueles que aparecem nos contos de fada... Um príncipe que me faz ficar a cada dia mais apaixonada por ele.

Edward Cullen, eu acho que amo você e quero morrer ao me imaginar longe do seu carinho, dos seus beijos e do seu sorriso, mas resolvi deixa-lo livre.

Se voltar, é por que me pertence...

Se você não voltar, é por que nunca foi meu realmente.

Mas, mesmo que não fiquemos juntos, saiba que você foi e sempre será a melhor coisa que aconteceu em minha vida.

Beijos no coração.

Bella.

Sorri mais uma vez ao terminar de ler a carta e suspirei, querendo tê-la ao meu lado nesse momento para poder enchê-la de beijos.

A primeira vez que li sua confissão naquele pedaço de papel, tive vontade de descer do avião e ir atrás dela, fazendo com que ela me dissesse em voz alta aquilo que eu sempre sonhei ouvir.

Mas, eu tinha que dar valor ao seu sacrifício de aceitar ficar longe de mim, mesmo estando grávida e sem o apoio dos pais e, por isso, resolvi seguir em frente.

Um ano passaria rápido e em breve eu a teria ao meu lado novamente.

A saudade era quase insuportável, mas eu sabia que depois desse período, nada mais poderia nos separar novamente.

E era só essa certeza que me fazia continuar em Boston, pois caso contrário, eu nem sequer teria vindo.

**********

ALGUNS DIAS DEPOIS...

Cheguei em casa depois de um dia exaustivo no hospital e desabei sobre o sofá.

Nunca imaginei que uma residência seria tão puxada como essa estava sendo.

Era como se os professores estivessem deixando tudo sob nossa responsabilidade.

_ Merecíamos ganhar uma fortuna pelo tanto que estamos trabalhando... Não sei onde eu estava com a cabeça quando decidi fazer medicina..._ Emily reclamou e eu sorri, por já estar acostumado com suas constantes lamentações.

_ Apesar de tudo, eu gosto de estar sobrecarregado. Isso me dá menos tempo para eu sentir falta da minha princesa..._ Eu declarei e minha amiga revirou os olhos, jogando uma almofada em minha direção.

_ Você é tão meloso, Cullen... É sério... Como sua namorada te aguenta?

_ Bella me adora, Emily... E você também._ Eu falei convencido e ela riu.

_ Deve adorar mesmo... Só assim para te aguentar. Hein... Amanhã é sábado e vai rolar uma festa na casa de uma dos veteranos da medicina. Tá a fim?_ Emily perguntou e eu fiz uma careta ao me imaginar em uma festa.

Eu não achava justo sair para me divertir quando eu sabia que Bella estava em casa, apenas estudando para que pudesse fazer os exames e vir ficar comigo em Boston.

_ Eu não vou, Emily... Prefiro ficar em casa. Além do mais, quero terminar aquela tonelada de relatórios antes que Bella chegue...

_ Pois eu vou... Já combinei com as meninas. Quero ver se acho alguém para levar para a cama..._ Ela falou e eu ri, dando por encerrado o assunto sobre festas, já que não queria entrar nos pormenores da vida sexual da minha amiga.

Na noite seguinte, ela me ligou, querendo saber se eu havia mudado de ideia, mas eu recusei sua oferta e passei o resto da noite em meio a relatórios e trabalhos, conseguindo dar uma boa adiantada.

Liguei para minha princesa, mas ela havia saído para jantar com minha irmã, me obrigando a deixar apenas um recado em sua caixa postal, quando minha vontade era conversar com ela por horas seguidas.

Fui dormir por volta da meia noite e acordei algumas horas depois com o toque insistente da campainha.

Levantei meio desorientado e abri a porta, encontrando Emily chorando, sentada no chão.

_ Emily?_ Chamei por seu nome e ela me encarou, fazendo com que meu coração se apertasse o notar que ela estava chorando._ O que aconteceu?

_ Aquele idiota não quis transar comigo..._ Ela falou de maneira embolada e eu suspirei, percebendo que ela estava completamente bêbada.

Segurei em seus braços, ajudando-a levantar-se e a levei até o quarto de hóspedes, fazendo com que ela se deitasse.

Tirei seus sapatos e a cobri com o edredom, indo até o banheiro e pegando um creme para poder tirar as marcas de lágrimas e maquiagem do seu rosto.

Depois, fui até a cozinha e peguei um analgésico, obrigando-a a bebê-lo.

_ Eu não quero..._ Ela resmungou, virando a cabeça e eu suspirei, segurando-a com firmeza para que ela engolisse o remédio.

_ Eu acho bom você tomar ou vai se arrepender de cada dose que tomou essa noite..._ Eu falei e ela finalmente engoliu o comprimido.

Deixei-a dormindo e voltei para o quarto, entrando debaixo dos cobertores novamente e me entregando ao sono quase incontrolável que eu sentia.

Peguei meu celular e vi que já eram quase quatro horas da manhã.

Estava bastante tarde, mas isso não me impediu de enviar uma mensagem para minha princesa, já que era exatamente nessas horas que eu sentia ainda mais a sua falta.

“Oi, minha linda... Eu estou morrendo de saudades e contando os dias para tê-la ao meu lado... Te amo! Beijos!”

Suspirei, sabendo que ela não ia me responder, uma vez que deveria estar dormindo e me entreguei ao sono, querendo que as horas passassem depressa para eu poder tê-la comigo.

**********
Acordei na manhã seguinte ouvindo um barulho estranho vindo do corredor.

Quando me lembrei de que Emily dormia ao quarto ao lado, me levantei rapidamente e fui verifica-la.

Ela estava no banheiro social e, aparentemente vomitava todas as refeições do dia anterior.

Eu fui até ela, segurei seus cabelos para que ela não os sujasse e esperei até que seu estômago se acalmasse.

_ Melhor?_ Perguntei enquanto ela lavava a boca e Emily assentiu, gemendo ao sacudir a cabeça.

_ Nunca mais em minha vida eu irei beber...

_ É o que todos dizem, mas depois que a ressaca passa, essa é a primeira promessa a ser esquecida._ Eu falei divertido e ela revirou os olhos, seguindo em direção a cozinha e me fazendo segui-la.

_ Pois eu vou levar essa promessa bem a sério._ Ela falou, começando a preparar um café e eu dei de ombros, sabendo que ela não aguentaria ficar muito tempo sem um porre.

No máximo até a próxima festa.

_ Enquanto você faz o seu café “levanta bêbado” eu vou tomar um banho. Vê se não derruba pó e açúcar por toda a minha cozinha..._ Eu falei, seguindo pelo corredor, mas notei pela minha visão periférica que ela me mostrou o dedo do meio, me fazendo rir.

Emily era a criatura mais bagunceira que eu já conheci e, se não tomasse cuidado, era capaz de ela por meu apartamento abaixo.

Tomei um banho demorado e quando já estava me vestindo, escutei a campainha tocar.

Franzi o cenho, me perguntando que poderia ser e quase morri do coração quando me deparei com minha princesa no meio da sala, olhando de mim para Emily com a expressão furiosa e magoada.

Ela devia estar interpretando a presença de minha amiga de maneira errada e de repente eu soube que teria muito que explicar antes de matar minha saudade da maneira como eu gostaria.

**********
POV. BELLA

Às vezes, eu me odiava por ser tão fraca.

Por que eu deixava Alice e Rosalie me convencer a fazer coisas que eu não queria?

Bem, na verdade eu queria.

Estar em Boston era a coisa que eu mais queria e precisava nesse momento, mas não achava, de forma alguma, que devia ter feito isso sem comunicar Edward da minha chegada.

Eu não gostava de surpresas e imaginava que ele também não, já que parecia totalmente chocado com minha presença.

Vir para Boston antes do tempo previsto fora um impulso arduamente aprovado por Rosalie e Alice.

Minhas provas acabaram antes da data prevista no calendário acadêmico e eu aproveitara essa oportunidade para matar a saudade que eu sentia de Edward vindo para Boston e passando uma semana a mais com ele.

Eu quisera avisá-lo, mas Alice me convencera que seria melhor lhe fazer uma surpresa e, agora, eu estava muito arrependida por ter cedido a sua ideia, já que eu chegar no apartamento do meu namorado, eu encontrara uma moça loira, muito bonita e aparentemente bem à vontade, como se frequentasse aquela casa todos os dias.

Senti meu coração se contorcer em uma dor intensa ao imaginá-lo com aquela garota.

Edward era meu e eu sempre imaginei que ele soubesse disso.

Mas, aparentemente, sua vinda para Boston o fizera esquecer coisas importantes como o fato de estarmos namorando e de eu estar grávida de sua filha.

Quando ele aparecera na sala, eu não sabia se o abraçava ou se batia nele.

Idiota, miserável, cretino...

_ Bella? Amor, o que está fazendo aqui?_ Ele perguntou, se aproximando e eu respirei fundo, encarando-o diretamente pela primeira vez.

_ Eu... Eu não sei... Acho que vou embora..._ Eu murmurei, me sentindo confusa e Edward suspirou, vindo em minha direção e me segurando pelos ombros, antes que eu saísse.

_ Você não vai a lugar nenhum, minha princesa..._ Ele falou firme e eu bufei, querendo gritar com ele por querer mandar em mim quando tinha uma mulher em seu apartamento.

Uma mulher linda, magra, perfeita e sem nenhuma barriga de grávida...

Sem palidez ou olheiras devido a tantas horas de enjoo e mal estar.

Uma mulher bem mais atraente do que eu...

Engoli o choro diante dessas constatações e respirei fundo, já sentindo meu estômago se contorcer em mais um enjoo violento.

“Ótima hora para se passar mal, Bella...” _ Pensei com ironia, enquanto sentia os olhos da loira sobre mim.

Certamente ela devia estar debochando internamente de mim, se divertindo por eu parecer tão acabada.

_ Olha... Bella, não é?_ A loira perguntou e eu assenti, olhando-a com raiva._ Eu não sei o que você está pensando sobre minha presença no apartamento do seu namorado, mas nós somos apenas amigos. Estudamos juntos. E ontem, eu bebi demais e Edward me ajudou... Só isso._ A loira garantiu e eu suspirei, não sabendo ao certo se deveria acreditar nela.

Que tipo de ajuda Edward deveria ter dado a ela?

Será que era a mesma ajuda que ele me dera na noite da nossa primeira vez?

_ Bella, essa é Emily... Ela é residente de medicina e minha amiga. Apenas isso._ Edward garantiu, me olhando nos olhos e eu não pude detectar nada além de sinceridade em sua expressão.

Mas, mesmo ele sendo sincero, ainda me incomodava o fato de ele estar sozinho com uma garota em seu apartamento.

_ Bem... Foi um prazer conhece-la, princesa, mas eu tenho que ir. Nos vemos na segunda, doutor._ Emily falou, saindo rapidamente e eu respirei fundo, antes de encarar meu namorado.

Por que mesmo ela me chamara de princesa?

Será que a tal Emily estava debochando de mim?

_ Princesa?_ Eu perguntei com a voz baixa e ele deu de ombros, sorrindo de lado.

_ Emily é assim mesmo. Eu sempre chamei você assim na frente dela. Foi por isso que ela se referiu a você dessa forma... Acho que é para mostrar que o assunto “minha namorada e mãe da minha filha” sempre esteve em pauta na nossa amizade..._ Edward explicou e eu respirei fundo, tentando não odiar a moça loira que acabara de sair.

Mas, essa estava sendo uma missão completamente difícil.

_ Eu estou encrencado?_ Ele perguntou, se aproximando ainda mais de mim e eu sorri de leve, assentindo com um gesto de cabeça._ Muito?

_ Um pouco..._ Eu falei e ele sorriu, me abraçando com força e beijando minha testa.

_ Você pode deixar para me odiar quando estiver longe? Por que agora, eu vou matar minha saudade de você..._ Edward falou e eu senti meu corpo arrepiar-se, querendo mais do que tudo que ele me abraçasse e fundisse nossos corpos da maneira como só ele podia fazer._ Que bom te ver, princesa...

_ Digo o mesmo príncipe... Mas, nossa conversa sobre a tal Emily ainda vai acontecer._ Eu avisei e ele fez uma careta engraçada, me beijando de leve.

_ Sim, senhora... Mas, agora eu posso te beijar de novo? E dessa vez de verdade?_ Ele perguntou e eu sorri, me inclinando em sua direção e envolvendo seus lábios com os meus.

Tudo o que eu mais queria era beijá-lo e me entregar ao prazer que só ele sabia me proporcionar.

Depois, conversaríamos sobre sua amiga, por que agora, tudo o que eu faria era matar a saudade que eu sentia dele... Do MEU Edward Cullen.

Notas finais
Gostaram? Vocês não acharam mesmo que eu ia colocar outra mulher na vida do nosso Edward, não é? Gente, eu estou muito feliz com a receptividade de vocês a fic e estou adorando todos os comentários que recebo ao fim de cada capítulo. Ás vezes, tenho tantos problemas que minha inspiração e meu banco de ideias estão a zero, mas é só ler os comentários de vocês para eu me animar e voltar a escrever. Esse capítulo não ficou bem do jeito que eu gostaria, mas foi o máximo que eu consegui. Espero que vocês tenham gostado. Peço, como sempre, comentários para que eu fique feliz e consiga escrever outro capítulo logo. Sinto muito por ter que separá-los, mas essa era a ideia original e eu achei necessário para que nossa princesa pudesse ter algumas lições e tomar nota dos seus sentimentos. Mas, Edward vai acompanhar essa gravidez de perto e logo todos vão entender por que... Para quem ainda não sabe, eu criei um grupo no face, onde eu posto spoliers com foto todas as semanas. Sintam-se convidados: https://www.facebook.com/groups/650207918371728/ Beijos e até o próximo!