CAPÍTULO 33

POV. BELLA

Despertei sentindo o toque suave de lábios deliciosos sobre meu rosto e sorri, abrindo os olhos lentamente e me deparando com o rosto lindo do meu marido.

_ Bom dia, esposa..._ Ele falou no meu ouvido, abraçando meu corpo e eu retribuí seu abraço, me espreguiçando e me encostando toda nele.

_ Bom dia, marido... Que horas são?_ Eu perguntei com a voz rouca de sono e ele sorriu, me dando um selinho.

_ Passa um pouquinho das dez... Por isso te acordei. O que acha de tomarmos café e voltarmos para nossa pequena dama?_ Edward sugeriu, e eu sorri assentindo.

Ele, simplesmente, não conseguia ficar muito tempo longe de Olívia.

E eu também não.

_ Eu acho uma ótima ideia, já que estou morrendo de saudades do meu bebê.

_ Ótimo. Nosso café já está na sala ao lado. Vamos tomar um banho gostoso e nos alimentar. Não vejo a hora de estar com Olívia outra vez..._ Edward afirmou, ajudando-me a me levantar da cama e, juntos, seguimos para o banheiro, onde fizemos amor mais uma vez e tomamos um delicioso e relaxante banho.

Nossa noite de núpcias havia sido incrível e eu ainda era capaz de sentir o toque e o cheiro de Edward sobre minha pele, mesmo após o banho.

Nós fizemos amor até o amanhecer, como o combinado, e depois, dormimos exaustos, tentando recuperar toda a energia gasta em nossa busca frenética pelo prazer que só encontrávamos nos braços um do outro.

Tomamos nosso café em meio a conversas, provocações, beijos e risadas e, após fazermos amor mais uma vez, seguimos em direção a Forks.

Chegamos lá um pouco depois do meio dia e Edward foi direto em busca de Olívia, que estava aos prantos no colo de Esme.

_ Ela não gostou da mamadeira e acho que está com um pouco de fome, embora tenhamos conseguido alimentá-la hoje pela manhã... _ Esme falou, tentando explicar o mau humor de Olívia e eu sorri, pegando minha filha dos braços de Edward, antes que ele a asfixiasse, e me sentando com ela no sofá.

Assim que ela sentiu o cheiro da minha pele, começou a procurar desesperadamente por meu seio e, só se acalmou, quando finalmente o alcançou.

Eu fiz uma careta, sentindo uma pequena fisgada de dor, uma vez que meus seios estavam um pouco inchados e cheios de leite, devido às horas que minha pequena passara sem mamar.

_ Pobrezinha... Ela estava chorando apenas por que queria o seio da mãe..._ Emily, que passara essa noite na casa dos meus sogros, comentou e eu sorri, beijando os cabelinhos claros de Olívia.

_ Ela ainda é pequena e não se habituou à mamadeira. Mas, não tem problema, pois eu pretendo amamenta-la pelo menos até os seis meses._ Eu comentei e Carlisle, que nos observava em silêncio, sorriu, certamente aprovando minha decisão.

_ Essa é uma decisão sensata, Bella. É necessário amamentar os bebês por um período de no mínimo seis meses. O leite materno previne muitas doenças e infecções e auxilia grandemente no desenvolvimento da criança._ Carlisle afirmou e eu sorri, passando a mão pela pele suave de Olívia e me sentindo completamente em paz, até ouvir as palavras de Emmett.

_ É... Então, nada de uma fugidinha para namorar, mano... Ao não ser que Bella deixe os seios em casa..._ Emmett falou, levando um tapa de Rosalie e outro de Esme, fazendo com que todos explodissem em uma gargalhada e eu corasse feito uma colegial.

Eu jamais iria me acostumar com os comentários constrangedores de Emmett, embora não ficasse realmente zangada com ele, que era, na verdade, apenas uma criança grande.

Edward olhou furioso para o irmão, mas não disse nada.

Percebi que ele também ficara constrangido com o comentário inapropriado do meu cunhado e por isso me limitei a prestar atenção em Olívia, que me encarava com seus lindos olhos azulados como se quisesse decorar meus traços.

Depois que amamentei minha pequena, eu e Edward fomos preparar seu banho, a fim de coloca-la para dormir, já que segundo Esme, ela acordara várias vezes durante a noite.

_ Quem vai tomar um banho gostoso agora?_ Edward perguntou a Olívia, enquanto tirava suas roupas e nossa pequena lhe lançou um lindo sorriso banguela.

Embora eu soubesse que ela fazia isso devido a alguns reflexos comuns da idade, era lindo vê-la interagindo com o pai.

Enquanto Edward dava banho em nossa filha, eu fui para o quarto e preparei sua roupa, vestindo-a assim que Edward a colocou sobre o trocador.

Estávamos em novembro e a temperatura já havia caído bastante, e, por isso, eu sempre vestia minha pequena com roupas quentes e confortáveis, tentando evitar que ela ficasse resfriada.

O modelo de hoje era um macacão de pluch lilás, estampado com pequenos corações, toca e sapatinhos coloridos.

Penteei seus finos cabelos quando terminei de trocá-la e a entreguei ao pai, que se sentou na poltrona que ficava ao lado do berço, começando a entoar a canção de ninar que havia sido composta por ele especialmente para nossa filha, enquanto balançava seu corpinho suavemente.

Dei um beijo suave nos cabelos claros da minha pequenina e fiquei observando os dois amores da minha vida, até que Olívia finalmente dormiu e Edward a colocou no berço com cuidado.

_ Eu adorei nossa noite, mas acho que nunca mais terei coragem de deixa-la sozinha... Pelo menos não enquanto Olívia ainda for tão dependente de nós dois..._ Edward falou, enquanto observávamos o sono de nossa filha e eu deitei a cabeça em seu ombro, sentindo seus braços me rodearem.

_ Eu concordo com você, amor... Embora também tenha adorado passar algumas horas sozinha com você, me dói saber que nossa pequenina não dormiu bem e chorou, sentindo nossa falta.

_ Como um ser tão pequeno pode ter se tornado o centro do nosso universo em tão pouco tempo?_ Edward perguntou e eu sorri, me inclinando em sua direção e beijando seus lábios com carinho.

_ A resposta é fácil, amor... Olívia é fruto de um sentimento puro e sincero e a grande razão para estarmos juntos. Ela é o pedacinho mais lindo de nós dois e, dessa forma, não existe nenhuma maneira de não a amarmos.

_ Sabe... Quando você apareceu no meu quarto, molhada e assustada me dizendo que estava grávida, eu achei que estava vivendo uma espécie de sonho... Eu sempre tive a noção de que um filho poderia virar minha vida de cabeça para baixo e, por isso, jamais imaginei que ficaria tão feliz em me tornar pai... Olívia é tudo para mim e eu seria capaz de abrir mão da minha própria vida por ela..._ Edward confessou emocionado e eu sorri, virando-me de frente pra ele e abraçando-o pelo pescoço.

_ Eu me arrependo muito de um dia ter pensado em não ter a nossa filha ou em dá-la para a adoção. Mas, na época, eu não sabia que eu tinha dado a ela um pai tão maravilhoso. Eu fiquei com tanto medo de que, depois do meu esquecimento e da forma horrível como eu o havia rejeitado, você simplesmente não quisesse saber do bebê que fizemos juntos. Mas, é claro que Edward Cullen, sendo tão perfeito e irreal, não faria isso, e eu devia ter imaginado. Hoje, entretanto, sou capaz de admitir que meu maior medo era que aquele cara doce e carinhoso, que cuidou tão bem de mim após o acidente e que penetrou na minha vida e no meu pensamento de uma maneira irremediável, quisesse apenas nosso bebê e me deixasse de lado, seguindo sua vida com sua namorada linda e loira. Eu não conseguiria suportar vê-lo construindo um futuro e uma família com outra que não fosse eu, pois naquela época eu já te amava. Muito. Apenas ainda não havia me dado conta. E eu tenho que dizer que também amo nossa filha... Amo muito, principalmente porque ela é nossa... Olívia é a prova de que nosso amor, apesar de tudo, venceu e nos uniu._ Eu falei, beijando-o e ele me apertou contra seu corpo, enterrando o rosto em meus cabelos.

_ Eu sonhava com você desde que a vi naquele ginásio, mas jamais imaginei que Isabella Swan um dia seria minha. Principalmente por que eu tinha, e tenho, uma imensidão de concorrentes..._ Edward falou, fazendo uma careta e eu ri, colocando as mãos sobre a boca quando Olívia se mexeu no berço, incomodada com o barulho.

_ Concorrentes, Edward? Quem sempre teve, e tem, uma legião de fãs é você...

_ Bem... Então vamos contar: Eu, Jacob Black, Mike Newton, Eric Yorkie, Tyler Crowley, Riley Biers… E muitos outros que eu nem me lembro do nome… O fato era que, mesmo sem perceber, você sempre fez muito sucesso entre os garotos da escola e continua fazendo. Aquela sua amiga Jessica Stanley, por exemplo... Morria de inveja de você e queria te matar todas as vezes que você se aproximava daquele magrelo do Mike Newton..._ Ele falou de maneira pensativa e eu revirei os olhos.

_ Não seja ridículo, Edward... Isso é invenção da sua cabeça. Até agora, eu não entendi por que diabos você jogou minha cinta liga no rosto de Mike Newton. Eu nem conversava tanto com ele na escola... Só o convidamos, por que ele é namorado da Jéssica. E ela nunca quis me matar. Nós éramos amigas. Isso é coisa dessa sua cabeça maluca.

_ Não é não... Você podia até não perceber, mas eu sim, pois tudo que a envolvia me interessava. Além do mais, eu estava presente nos vestiários e nos bares quando eles falavam de você e acredite amor: todos a desejavam e invejavam o Jacob por poder chama-la de namorada. E quanto a Mike... Bem. Não gostei dos olhares que ele te lançou quando você apareceu vestida de noiva. Estava claro que ele estava tendo pensamentos nada ortodoxos e eu achei por bem castiga-lo._ Edward explicou, mas minha mente estava concentrada no fato de que eu era assunto em vestuário masculino.

Depois, eram as mulheres que eram fofoqueiras!

_ Vocês falavam de mim no vestuário? Que horror, Edward Cullen!_ Eu falei, dando-lhe um tapa no braço e ele riu, me abraçando com carinho.

_ Eu não falava... Apenas ouvia e morria de ódio ao escutá-los se referindo ao seu corpo, a sua bunda e aos seus seios... Mas, que saber? Hoje, quando me lembro disso, tenho vontade de rir, pois, todos sempre te desejaram e Jacob até lhe teve por um tempo... Porém, você terminou comigo e hoje é a minha mulher e só eu tenho direito de tocar seu corpo, seus seios e sua bunda... Sorte a minha e azar o deles..._ Edward falou presunçoso e eu tive que rir, pois simplesmente não conseguia ficar zangada com ele.

_ Ok, garanhão... Deixaremos essas conversas horríveis e sacanas de vestuário de lado. Agora, vamos descer, pois sua família nos espera para o almoço._ Eu falei, dando uma última olhada em Olívia, que dormia tranquilamente, e fui para o andar de baixo, sendo seguida por Edward, que ainda contestava os adjetivos que eu dera para as conversas de vestuário que aconteciam em nossa época de escola.

O almoço transcorreu alegremente e eu pude comprovar que a comida de Esme era tão maravilhosa quanto Edward dizia.

Alice e Jasper, Rosalie e Emmett, Emily e Antony, seu novo namorado, Charlie e Renée e alguns parentes de Edward comeram com a gente e tivemos uma tarde bastante animada, apesar do frio.

Olívia acordou duas horas depois de termos colocado-a no berço e os adultos se deliciaram com sua presença e com seus sorrisos banguelas e babões.

Mais uma vez, minha pequena abriu o berreiro quando foi parar no colo de Alice e eu me perguntei qual era o problema de Olívia com a tia.

_ Por que ela me odeia?_ Alice perguntou magoada, quando Edward tirou Olívia de seu colo e todos os presentes riram.

_ Ela não odeia você, Alice... Fique tranquila, pois tenho certeza de que quando Olívia for maior, você será a tia preferida dela..._ Eu falei e Alice cruzou os braços sobre o peito, fazendo-se de emburrada.

_ Alice será a tia preferida depois de mim, por que Olívia já me adora..._ Rosalie falou, mexendo com as mãozinhas da minha pequena, que se derreteu toda para tia, fazendo Alice bufar irritada.

_ Isso não é justo..._ Ela reclamou e Emmett riu, bagunçando seus cabelos.

_ Iihh, baixinha... Olívia não foi com a sua cara. Acho que ela não gosta de pessoas com esse tamanho infame...

_ Cala a boca, Emmett..._ Alice falou, beliscando-o e, mesmo que eu tenha tentado, não consegui fazer outra coisa ao não ser cair na gargalhada.

E assim a tarde seguiu.

Edward e eu fomos embora ao início da noite, pois queríamos estar descansados para a semana que se iniciaria no dia seguinte.

Edward prestaria as provas finais nos próximos dias e, se tudo desse certo, em março, o meu príncipe teria seu diploma de medicina nas mãos.

E eu... Bem... Eu teria que esperar até o próximo semestre para conseguir concluir minha faculdade e poder trabalhar com aquilo que eu tanto amava.

Mas, eu não estava verdadeiramente triste com isso.

Olívia precisava de mim e ela era e sempre seria minha prioridade.

Quando minha pequena já não fosse tão dependente de mim, eu voltaria para a faculdade e me tornaria arquiteta, com o total apoio de Edward e de toda nossa família.

Durante todo o caminho até Seattle, Edward e eu fomos cantando as músicas antigas que tocavam no rádio, tirando sarro um da cara do outro quando desafinávamos ou errávamos a letra.

Olívia dormiu durante todo o caminho, mas quando chegou em casa, arregalou os olhinhos, não parecendo nenhum pouquinho a fim de fechá-los.

_ Já é hora de mocinhas como a senhorita estar na cama... O que acha de fechar os olhos e dormir, meu amor?_ Eu propus, balançando-a suavemente, enquanto ela continuava me encarando solenemente.

Depois de muito chamego, ela finalmente dormiu e eu fui para meu quarto, onde Edward me esperava esparramado na cama, apenas de cueca.

_ Você não tem frio não, Cullen?_ Perguntei, enquanto pegava minha camisola na gaveta e ele sorriu, balançando a cabeça.

_ Não... O aquecedor está ligado e eu sou um homem quente de natureza..._ Ele falou, tentando parecer sedutor e eu ri, seguindo para o banheiro.

Fiz minha higiene noturna e voltei para o quarto, sendo agarrada por Edward e jogada na cama.

Eu gritei de susto, mas depois acabei rindo, enquanto ele colocava os dois joelhos ao lado do meu corpo e pairava sobre mim.

_ Vou te mostrar o quanto eu sou quente, Isabella Cullen, e você jamais irá rir dessa afirmativa outra vez..._ Edward afirmou, me lançando um olhar voraz e eu sorri, sentindo meu corpo todo se arrepiar.

_ Eu sei que você é quente, Edward. Eu pude comprovar isso várias vezes..._ Eu falei, tentando acariciar seu rosto, mas ele segurou meu pulso e imobilizou minhas mãos acima da minha cabeça.

_ Não me venha com desculpinhas, senhorita... Você vai ser punida por rir do seu marido e eu não quero ouvir essa boquinha linda reclamando... Ouviu?_ Edward perguntou, apertando meu queixo e eu assenti, engolindo em seco, tentando conter a onda de desejo que percorreu o meu corpo ao vê-lo assim, tão mandão.

Eu poderia até estar com medo, caso não o conhecesse.

Mas, como sabia que Edward não seria capaz de me machucar, resolvi entrar no seu jogo.

Se era uma Isabella submissa que ele queria, era exatamente o que teria.

Mas, um dia é da caça e outro do caçador.

Eu teria o meu momento de dominadora muito em breve.

Ainda segurando meus pulsos, Edward desceu umas das mãos por todo meu corpo, se inclinando em minha direção e beijando meus lábios com ardor.

Eu gemi baixinho quando ele apertou um dos meus seios e ele sorriu, separando nossos lábios e me encarando mais uma vez.

_ Você é muito gostosa, Isabella... Minha vontade é meter em você o dia inteiro..._ Ele falou e eu arregalei os olhos, sentindo meu rosto esquentar ao ouvi-lo falar daquela maneira.

Edward sempre havia sido tão doce e romântico que esse seu lado voraz e sacana estava começando a me assustar, embora eu admitisse que gostava bastante.

_ Você está diferente..._ Eu comentei e ele sorriu, soltando meus pulsos e pousando as duas mãos sobre meus seios, acariciando-os lentamente.

_ Eu tenho ao meu lado uma mulher muito linda e gostosa. Acho que tenho que explorar sua sensualidade, seu prazer e sua beleza da melhor forma possível. Além do mais, essa mesma mulher, me irritou ao rir de mim e eu quero puni-la. Mas, como não sou adepto a violência, prefiro castiga-la de uma forma bem mais prazerosa. Isabella Cullen, prepare-se para ter a noite mais deliciosa e quente da sua vida._ Ele falou e, para meu espanto, rasgou minha camisola, se inclinando sobre meu corpo e tomando um dos meus seios nos lábios.

Eu gemi e o agarrei pelos cabelos, pressionando seu rosto contra meu corpo, querendo prolongar as sensações maravilhosas que só ele sabia provocar em mim.

Esse jeito selvagem do meu príncipe estava me excitando bastante e eu queria aproveitar essa nova faceta da melhor maneira possível.

Edward tirou minha calcinha de maneira selvagem e passou a beijar minha entrada, fazendo que eu me contorcesse como uma minhoca.

Mordi meus lábios, tentando não fazer um escândalo, mas estava cada vez mais difícil conter meus gemidos, principalmente quando eu me encontrava cada vez mais perto de um orgasmo.

_ Edward... Ah... Edward, eu vou..._ Eu tentei falar, mas as palavras se embaralhavam em minha mente.

Entretanto, Edward, graças a Deus, pareceu entender o que eu queria dizer.

_ Goza, minha linda... Goza pra mim._ Ele falou, enquanto continuava a me chupar e eu não pude mais conter o que simplesmente tinha que sair.

Fechei meus olhos com força e arquei meu corpo sobre o colchão, enquanto esperava meu corpo voltar ao normal.

Quando meu dei conta do mundo ao meu redor, Edward me encarava com um sorriso sacana e eu não pude fazer nada ao não ser retribuir.

Durante minha gravidez, ele e eu nos aprimoramos na arte do sexo oral, mas hoje ele foi... Meu Deus... Hoje ele foi simplesmente sensacional.

_ Uau..._ Eu exclamei e ele riu, beijando meus lábios e se posicionando sobre meu corpo.

_ Vou considerar isso um elogio. Mas, saiba que nossa noite ainda não acabou. Não terminei ainda de puni-la como eu gostaria._ Ele falou e eu ri, abraçando-o pelo pescoço e beijando-o com vontade.

Se todas as punições fossem como essa, eu passaria minha vida provocando-o.

_ Sou toda sua, bonitão. Me use e me puna como quiser..._ Eu falei provocadora e ele sorriu, beijando meus lábios e acariciando meu corpo de maneira provocante.

Depois de alguns minutos, eu já estava ardendo novamente e não demorou muito para que ele me penetrasse, arrancando um grito de prazer dos meus lábios.

Edward se movimentava depressa, e suas investidas enviavam fagulhas de prazer por meu corpo todo.

Ele me surpreendeu quando me deu um tapa na bunda, mas isso ao invés de me irritar, me excitou ainda mais.

O fato era que eu estava adorando esse lado violento de Edward e quando ele se comportava dessa maneira, eu me sentia uma completa devassa.

_ Minha gostosa... Minha delícia..._ Ele repetia, enquanto investia em mim com vontade e, em pouco tempo, alcançamos o clímax, caindo exaustos sobre os lençóis.

Acho que eu não seria capaz de me mexer nunca mais.

Quando minha respiração, finalmente, voltou ao normal, me virei na direção de Edward, que encarava o teto com um sorriso idiota nos lábios, e me deitei sobre seu peito.

_ O que deu em você, hoje?_ Eu perguntei e ele suspirou, abraçando meu corpo e acariciando minhas costas de leve.

_ Desejo, tesão, paixão, amor... Tudo o que você sempre provocou em mim, princesa.

_ Mas, você nunca foi tão selvagem..._ Eu comentei e ele riu, beijando o topo da minha cabeça.

_ Ontem, antes de ir para nossa lua de mel, Emmett e Jasper conversaram comigo a respeito de como deveria ser nossa vida íntima para que nosso casamento jamais caísse na rotina. Confesso que achei uma grande besteira, já que você sempre pareceu gostar da forma calma e serena que fazíamos amor, mas depois eu vi que eles estavam certos. Somos jovens e podemos experimentar coisas novas. Eu adoro fazer amor, mas meter com minha princesa também me pareceu bem interessante e extremamente delicioso._ Ele explicou e eu corei.

_ Emmett, Jasper e você trocam confidências sobre sexo?_ Eu perguntei, não querendo acreditar naquela possibilidade e Edward riu, me apertando em seus braços.

_ Não exatamente. Não falamos abertamente sobre o que fazemos ou deixamos de fazer. Até porque, Jasper namora minha irmã e Rosalie é minha melhor amiga. Mas, algumas dicas sempre rolam em nossas conversas, que são sempre muito construtivas nesse sentido.

_ Argh, Edward... Isso é tão nojento!_ Eu declarei, fazendo uma careta e ele riu, virando meu rosto em sua direção e me olhando nos olhos.

_ Eu já disse: não contamos nossas intimidades um para o outro. Não quero que meus amigos e meu irmão te olhem e fiquem imaginando o que fazemos juntos. Isso os levaria a imaginá-la nua e não é uma coisa que eu queira que aconteça. Trocamos apenas algumas ideias... É só isso. Vai me dizer que você e suas amigas não fazem a mesma coisa?_ Ele falou e eu suspirei, pensando nas indiscrições de Alice e sabendo que ele estava certo.

_ Certo... Bem, de qualquer forma, gostei desse seu lado selvagem._ Eu desconversei e ele riu, beijando meus lábios.

_ E eu gostei das respostas que obtive do seu corpo. Acho que minha princesa aprova um sexo sacana de vez em quando, não é?_ Ele perguntou, me virando na caba e beijando meu pescoço e eu ri, sentindo meu corpo arrepiado.

_ Sim... Sua princesa aprova. Mas, vamos com calma, pois temos que guardar um pouco da nossa energia para uma criaturinha que irá acordar daqui a pouco._ Eu falei, olhando no relógio e constatando que já passava da uma da manhã.

Edward suspirou e se levantou, me puxando pela mão e nos dirigindo ao banheiro.

Tomamos um delicioso banho, em meio a carícias e beijos e demos nos dirigimos para nossa cama, onde dormimos, abraçados, as poucas horas de sono que ainda nos restavam.

Eu me sentia leve e feliz e esperava, sinceramente, que meu casamento tivesse muitas noites como essa.

Tinha certeza que nem tudo seriam flores nessa nova jornada que se iniciava em nossas vidas, mas sabia que Edward e eu saberíamos superar cada obstáculo com sabedoria.

Afinal, nos amávamos e não existia nada mais poderoso do que esse sentimento.

**********

O tempo foi passando e nossa rotina foi tomando forma.

Edward passava as manhãs em casa e a tarde ia para o hospital, onde prestava suas últimas provas práticas e concluía sua residência.

Eu ficava em casa na companhia de Olívia e Mercedes e, mesmo estando fora da faculdade, não tinha tempo para me sentir entediada.

Minha pequena dama, como Edward gostava de chama-la, ocupava todo o meu tempo e era muito bom presenciar cada nova descoberta que ela fazia.

Olívia era muito calma e quase não me dava trabalho, ao não ser quando estava suja, com fome ou com sono.

Na parte da manhã, ela ficava a cargo de Edward, que fazia questão de dispensar muitos mimos à filha.

Olívia era completamente apaixonada por ele, e se antes, eu já achava lindo vê-los juntos, agora a cena era ainda mais encantadora.

Aos três meses de idade, nossa filha começou a querer se comunicar.

Eu sei que isso podia parecer bobagem, mas era a mais pura verdade.

Sempre que ela estava no colo de alguém e tinha a oportunidade de encarar a pessoa, começava o seu bate-papo, repleto de “uuss”.

Era a coisa mais encantadora da face da terra ver seu biquinho lindo enquanto ela “conversava” com alguém e minha vontade, nessas horas, era de apertá-la e enchê-la de beijos.

Mas, por mais que ela fizesse isso com todos, era sempre com Edward que ela passava mais tempo conversando e ele adorava isso.

Meu marido sabia que era o preferido de Olívia e, embora nunca tivesse mencionado o fato, eu sabia que ele se sentia um máximo com isso.

Aos três meses de idade, ela era completamente idêntica ao pai, com exceção apenas dos olhos, que tinham se firmado em um lindo tom de azul, diferente da cor verde dourada do pai.

Minha filha parecia àquelas crianças de capas de revista e eu me perguntava como era possível que ela se tornasse mais bonita e fofa a cada dia que passava.

Suas consultas com o pediatra estavam em dia e ele nos deixara tranquilos quanto à saúde de Olívia, nos afirmando que ela era uma criança completamente saudável e que se desenvolvia normalmente, estando com o peso e altura ideais para sua idade.

Esme e Renée eram as avós mais corujas que eu conhecia.

Minha mãe nunca foi de sair de casa, mas fazia questão de visitar a neta toda semana.

Dona Renée sempre trazia presentes e meu pai já reclamara que se ela continuasse assim, não teriam como pagar a conta do cartão de crédito no fim do mês.

Mas, ele não se importava de fato, pois era tão, ou mais, apaixonado pela neta.

Esme e Carlisle também vinham nos visitar toda a semana e sempre que podiam, levavam Olívia para um passeio, me dando a chance de descansar um pouco e me concentrar em mim mesma.

Eu sempre aproveitava esses momentos para tomar um banho demorado, dormir, ler um bom livro, fazer uma hidratação no cabelo, fazer as unhas, ou coisas nesse sentido.

Eu queria sempre estar linda para o meu príncipe e, por isso, sempre agradeceria aos meus sogros por me proporcionarem a oportunidade semanal de cuidar do meu bem estar e da minha aparência.

_ Gostaria de ter tido tempo para cuidar de mim quando meus filhos eram pequenos. Às vezes, pensava que Carlisle iria sair correndo de mim, tamanho era o descaso com minha aparência. _ Esme falou, enquanto ninava Olívia em seus braços e eu a olhei com estranheza, já que, desde que eu a conhecera, ela sempre estava muito bem vestida, arrumada e elegante.

_ Você é uma mulher tão bonita, Esme. Duvido muito que Carlisle fugiria de você._ Eu comentei e ela riu, depositando a neta no berço.

_ Obrigada, querida. Mas, eu sou elegante agora, Bella. Meus filhos são adultos e não me dão quase nenhum trabalho. Mas, nem sempre foi assim. Emmett e Edward não têm muita diferença de idade e eu me via louca com duas crianças pequenas. Eles eram terríveis e precisavam da minha atenção vinte e quatro horas por dia. Eu não tinha tempo para cuidar de mim mesma e nem investir em meu casamento. Acho que esse foi o período mais difícil para Carl e eu.

_ Filhos realmente tomam muito do nosso tempo e eu sempre vou agradecê-los por me proporcionarem esses momentos livres para que eu possa cuidar da minha aparência. Acho que Edward também aprova isso._ Eu falei e Esme riu.

_ De nada, meu bem. Tudo o que Carl e eu queremos é que você e nosso filho sejam muito felizes. Eu me arrependo de ter obrigado Edward a ir para Boston. Hoje, vendo a família linda que vocês construíram, eu percebo que o amor de vocês estava escrito e não existia maneira de Edward e você ficarem longe um do outro. Eu adoro estar com Olívia e se esse tempo que você passa sozinha serve para melhorar sua relação com Edward, eu prometo continuar a levar minha neta para passear. Quem sabe assim, possa me redimir pelo tempo que fiz com que vocês ficassem separados..._ Esme falou, parecendo emocionada e eu sorri largamente, abraçando-a com carinho ao perceber que qualquer mal entendido que tenha ficado entre nós, acabava de se resolver.

Eu sempre soubera que ela era uma das criaturas mais adoráveis que eu tivera o prazer de conhecer e suas palavras e atitudes só me mostravam que eu não errara em meu julgamento

Rosalie e Alice também vinham semanalmente paparicar minha pequena e eu adorava a companhia de minhas amigas que me lembravam que eu ainda era jovem, apesar de já ser casada e mãe.

Nas quartas à noite, Edward não tinha plantão e, por isso, sempre combinávamos um programa com nossos amigos.

Tratava-se de atividades caseiras, já que não podíamos tirar Olívia de casa em pleno o inverno de dezembro, mas sempre nos divertíamos bastante.

Emmett e Jasper, por mais estranho que parecesse, adoravam segurar Olívia e brincar com ela, de modo que minha filha sempre acabava nos fazendo companhia em nossas seções de cinema, nossos jogos de tabuleiro e de baralho.

_ O que diabos é isso que está tentando imitar, Emmett?_ Perguntei ao meu cunhado, que pulava de um canto para o outro, tentando fazer uma mímica para que Rosalie e eu adivinhássemos e ele bufou irritado, movendo-se ainda mais rápido e nos deixando cada vez mais confusas.

_ Cara, você é muito ruim..._ Jasper comentou, enquanto ria das micagens de Emmett e meu cunhado lançou as mãos para o alto irritado quando seu tempo acabou e nosso grupo perdeu mais um ponto.

_ Ruins são a Bella e a Rose. Eu estava fazendo tudo certo._ Ele reclamou e Rose e eu rimos.

_ Tudo certo? Ninguém nem tinha ideia do que você estava tentando imitar, Emm._ Rosalie falou, brincando com Olívia que sorria para a tia e não ligando para o mau humor do namorado.

_ É claro que você não tinha ideia, ursinha... Ficou encarando Olívia o tempo todo e nem prestou atenção em mim._ Emmett reclamou emburrado, tentando justificar sua falta de talento para as mímicas e nós rimos.

_ Minha filha é muito mais bonita e interessante do que você, Emmett. Conforme-se._ Edward provocou, comendo mais um pedaço de pizza e Emmett mostrou o dedo para o irmão, ganhando um beliscão de Rosalie.

_ Não faça gestos obscenos em frente sua sobrinha, Emmett._ Rose advertiu e Emmett bufou, revirando os olhos.

_ Desculpe, Rose. Mas, Olívia não sabe o que significa._ Ele se defendeu e eu ri de seu jeito moleque.

_ Mesmo assim, seu idiota... Respeite nossa sobrinha._ Alice falou, tacando uma almofada na cara do irmão e Emmett acabou ficando em silêncio, sabendo que jamais ganharia uma discussão que envolvesse Olívia, uma vez que minha pequena era a princesa de todos, inclusive dele.

No natal, nos reunimos na casa de Esme e tudo foi perfeito.

Olívia ganhou mil presentes e eu me dei conta que não precisaria gastar dinheiro com minha filha tão cedo, já que ela ganhava tudo o que precisava de seus avós e tios.

Mandei fazer uma maleta para Edward e ele pareceu adorar, principalmente ao ver suas siglas gravadas no zíper.

A que ele usava para ir para o hospital já estava bem desgastada e como em breve ele seria um médico formado, achei que precisa de algo novo.

Ele me presenteou com um carro e, embora eu tenha achado um exagero, achei bem prático para sair com Olívia.

Não era sempre que ele deixava o volvo em casa e, dessa forma, às vezes, tinha que ir a alguns lugares de táxi ou de ônibus e com Olívia a tira colo, essas atividades corriqueiras se tornavam bem difíceis.

Mas, é claro que não deixamos de brigar por causa dos seus excessos.

_ Um carro, Edward? Você ficou louco?_ Perguntei exasperada, quando ele me entregara a chave, decorada com um laço vermelho e ele me olhou culpado.

_ Você precisa de um e sabe disso. Não posso deixa-la andar naquela caminhonete velha e nem permitir que fique andando de táxi e de ônibus na companhia de Olívia. Por isso, achei um carro bastante apropriado como um presente de natal.

_ Desse jeito, seus pais e todos os que estão a nossa volta vão pensar que eu me casei com você por puro interesse. Primeiro um apartamento, depois um carro... O que mais vai comprar para mim? Uma ilha? _ Falei zangada e ele suspirou, se aproximando e me segurando pelos ombros.

_ Bella, minha família é muito rica. Quando meu avô morreu, meu pai, que era filho único, herdou toda sua fortuna. Como Carlisle ama o que faz, nunca quis deixar a medicina para administrar suas posses, mas com o passar dos anos e com os investimentos certos, sua fortuna praticamente triplicou. Dinheiro não é problema e, portanto, eu posso lhe encher de mimos e presentes e farei o possível para tornar sua vida mais tranquila e confortável. Eu sei que você me ama e jamais iria pensar que se casou comigo por interesse. Estou pouco me lixando para a opinião das pessoas. Eu te amo e vou cuidar de você. Isso está fora de discussão._ Ele falou, beijando meus lábios e eu suspirei, sabendo que não tinha sentido discutir com Edward sobre esse tipo de coisa.

E assim nosso primeiro natal juntos passou.

Quando Edward ainda era apenas o irmão da minha melhor amiga, sempre nos falávamos no Natal, pois Alice fazia questão de me ligar todos os anos e ele sempre acabava roubando o telefone da irmã para me desejar boas festas.

Jacob odiava quando ele fazia isso, dizendo não entender por que Edward fazia tanta questão de ser gentil comigo.

Na época, eu também não entendia.

Mas, hoje, depois de ter o prazer de conviver com ele, eu sabia que seu encanto e sua extrema gentileza faziam parte de sua personalidade, que eu tanto amava.

Na virada de ano, Edward, Olívia e eu fizemos uma pequena viagem para um hotel fazenda, onde relaxamos e nos divertimos bastante juntos, embora Olívia, como sempre, passasse quase todo o tempo dormindo.

É claro que Edward e eu não achávamos tão ruim o fato de ela dormir, pois aproveitávamos esses momentos para fazermos amor deliciosamente.

Tínhamos aprimorado bastante nosso sexo selvagem e eu tinha que confessar que estava me tornando uma maníaca

Era óbvio que com um bebê pequeno em casa, não podíamos fazer amor sempre que quiséssemos, mas procurávamos aproveitar cada momento para nos curtir da forma mais deliciosa possível.

Após as festas de fim de ano, Edward voltou para a residência e nós quase não nos víamos.

Olívia já estava com quatro meses e, sinceramente, eu achava que ela também estava sofrendo com a falta de Edward.

Minha pequenina estava muito mal humorada ultimamente e demorava muito para dormir a noite.

Como era Edward que sempre a colocava no berço, após cantar uma coletânea de canções de ninar para ela, eu imaginava que Olívia estivesse sentindo falta desse ritual e demorasse para dormir como uma forma de protesto, exigindo a presença do pai.

Mas, infelizmente, até a formatura que aconteceria apenas em março, essa seria nossa realidade.

Minha pequena já não podia ficar sozinha em cima da cama, pois aprendera a rolar e eu morria de medo que ela se estatelasse no chão por algum descuido meu.

A primeira vez que ela fez isso, eu juro que não acreditei.

Eu havia acabado de trocá-la e desde que eu a colocara sobre minha cama, Olívia não parava de encarar seu chocalho preferido que estava perto dos travesseiros e fazer gestos com a mão, tentando alcança-lo.

Como ela era muito imperativa com as pernas, preferi terminar de trocá-la, antes de lhe entregar o objeto.

Porém, não foi preciso.

Enquanto eu me levantei da cama para levar sua fralda suja ao banheiro, minha princesa levantou a cabeça e os ombros e, apoiada nos bracinhos, rolou até ficar próxima do brinquedo, segurando-o e levando-o diretamente para a boca.

Eu sorri largamente e a enchi de beijos, me sentindo emocionada por presenciar cada detalhe do seu desenvolvimento.

Era preciso tomar cuidado com os objetos deixados a sua volta, já que tudo o que ela conseguia alcançar, levava diretamente para a boca, depois de encará-lo por longos segundos.

A hora do banho era sempre uma diversão para Olívia, que batia as mãos na água freneticamente e molhava tudo a sua volta, inclusive a mim, que sempre tinha que me trocar após banhá-la.

Se antes ela apenas sorria, agora soltava pequenas gargalhadas quando achava algo engraçado, sendo esse fato uma palma, um espirro ou um beijo em sua barriguinha.

Ela também gostava bastante de brincar com as mãozinhas e com os pezinhos e, às vezes, quando eu achava que ela já havia dormido demais, ia até seu berço apenas para descobrir que, na verdade, Olívia já estava acordada há bastante tempo e só não chorara, pois estava se divertindo sozinha com seus membros e com os móbiles do berço.

E se antes ela não gostava de Alice, agora ela a adorava, se derretendo para a tia todas as vezes que a baixinha vinha visita-la.

Na verdade, Liv, como Edward costumava chama-la, gostava de todo mundo e sua extrema simpatia era simplesmente encantadora.

Seu repertório de sons também aumentara bastante.

Olívia era bem comunicativa e gostava bastante de “conversar”, sendo que quando não encontrava alguém disposto a trocar uma ideia com ela, fazia isso sozinha, soltando seus “uuss”, “guuss”, “dadas” e outros sons completamente indefinidos.

Minha pequena já reconhecia seu nome, e sempre virava em nossa direção quando fazíamos isso, o que me deixava ainda mais apaixonada.

Quando eu contava a Edward sobre as façanhas de nossa filha, ele ficava chateado por perder tantos momentos especiais, mas, ele era um pai tão maravilhoso, que mesmo não estando o tempo todo com a gente, sempre dava um jeito de deixar sua marquinha.

O fato era que acompanhar o desenvolvimento de Olívia era uma das maiores dádivas que ele e eu havíamos recebido e eu jamais me cansaria de agradecer por ter tomado a decisão certa de seguir com minha gravidez e ficar com minha filha.

Olhei para ela que dormia tranquilamente em seu carrinho, enquanto passeávamos pelo shopping e sorri diante de tanta perfeição e beleza.

Liv era a criança mais linda desse mundo e isso não tinha nada a ver com o fato de ela ser minha filha.

Olívia era linda e ponto.

Simples assim.

Sorri com o pensamento e entrei em uma loja de roupas masculinas, pois queria comprar algumas camisas novas para Edward.

Mas, assim que me vi no interior da loja, me arrependi amargamente por ter entrado.

Lá estavam Tanya e Kate Denali, encarando a mim e a Olívia com surpresa e certo desprezo e, eu constatei, ao analisar suas expressões, que aquele encontro não traria boas consequências.

Definitivamente não.