Notas iniciais
OI, MENINAS... BOA LEITURA!

Capítulo 29

POV. EDWARD

ALGUMAS HORAS APÓS O NASCIMENTO...

Nada me prepara para o amor incondicional que eu sentia pela bela criança em meu colo.

Eu sempre soubera que a partir do momento em que eu segurasse minha filha nos braços, ela se tornaria meu mundo.

Mas, jamais imaginei que eu seria capaz de amá-la tão intensamente, mesmo tendo conhecido-a a menos de vinte quatro horas.

E ela era linda.

Minha filha era mais do que linda, na verdade.

Olívia era perfeita.

Agora, horas após seu nascimento, era possível ver suas feições com mais clareza e eu era obrigado a admitir que minha pequena era praticamente uma cópia minha.

Seus cabelos, sua pele, o formato dos olhos, do nariz e da pequena boquinha... Tudo era praticamente igual a cada parte do meu próprio corpo e embora durante toda a gravidez eu sonhasse com uma menininha igual a Bella, ter Olívia tão parecida comigo mesmo me enchia de orgulho.

E não era apenas porque ela se parecia comigo que eu a considerava perfeita.

Não.

Ela era perfeita por que era fruto de um amor puro e sincero e filha da mulher mais linda do mundo, mesmo que não tivesse herdado muitas características físicas dela.

Olívia era muito calma e a única que coisa que a fazia chorar desesperadamente era a fome, que parecia ficar maior a cada hora que passava.

Para que Bella tivesse seu merecido descanso, as enfermeiras mantinham Olívia quase o tempo todo no berçário e só a traziam de volta quando a pequena estava se esvaindo em lágrimas, agitando seus pequenos braços e praticamente exigindo os seios da mãe.

Bella sempre a recebia com um sorriso lindo nos lábios e bastava que nossa filha sentisse o cheiro de sua pele para cessar o choro imediatamente e buscar desesperadamente por seu sustento.

Minha mãe, Alice, Emmett, Jasper e Rosalie se viram completamente apaixonados por Olívia no momento em que a viram no berçário, mas quando puderam segurá-la nos braços essa paixão aumentou consideravelmente.

Olívia tinha uma espécie de poder hipnotizante e bastava apenas segurá-la uma única vez para cair de amores por ela.

Foi assim até mesmo com Charlie Swan.

Olívia, com sua perfeição inocente, conseguiu derrubar por terra o eterno mau humor do avô e fazê-lo derramar algumas lágrimas ao segurá-la nos braços.

_ Ela é linda, Bella... Embora não seja muito parecida com você nessa idade._ Charlie falou, me olhando de lado, como se estivesse me acusando por Olívia se parecer comigo e não com a filha dele e eu me perguntei qual era o problema de Charlie, afinal.

O que ele queria?

Olívia era minha filha, oras.

O mais lógico era que se parecesse comigo.

Vai ver que ele desejava que Olívia tivesse a cara do Jacob e eu fiz uma careta ao cogitar essa idéia e constatei que meu ex-melhor amigo seria sempre o preferido do meu sogro, até mesmo quando Bella e eu completássemos Bodas de Ouro.

Imaginar aquele cachorro fazendo um filho em minha princesa me enchia de ódio.

E imaginar a mesma criança nascendo com a cara dele me enchia de horror, por que, vamos combinar, ele não tinha nada de bonito.

Pelo menos eu não achava e acreditava que Bella também não, já que ela havia me escolhido.

Portanto, mesmo que Charlie não me aprovasse como namorado e futuro marido de sua filha, ele teria que conformar-se, pois Bella seria minha para sempre e jamais faria filhos com outro homem, muito menos com Jacob Black.

_ Nossa neta se parece com o pai, Charlie. Mas, isso não é problema já que ele é um homem lindo. Muito lindo, educado e charmoso... _ Renée falou, piscando um olho em minha direção e eu senti meu rosto esquentar de vergonha com seus elogios, fazendo Bella rir de minha reação involuntária.

Charlie não falou nada a respeito do comentário da esposa, o que eu agradeci.

Se ele abrisse a boca seria para me insultar, já que eu não imaginava meu querido sogro me elogiando nem em um milhão de anos.

Então, era melhor que ele ficasse em silêncio.

Charlie se concentrou apenas na beleza da criança em seus braços, devolvendo-a a Bella apenas quando a neta começou a reclamar de fome.

Eles voltaram para o hotel assim que minha princesa começou a se preparar para amamentar Olívia e prometeram voltar no dia seguinte para visitá-las mais uma vez.

Meu pai, que ainda estava em Seattle, veio visitar minha noiva e minha filha na parte da tarde e após verificá-las, confirmou que daqui a dois dias Bella e Olívia seriam liberadas, o que significava que minha princesa passaria o dia do seu aniversário no hospital.

_ Você se importa de comemorar seus 22 anos aqui?_ Eu perguntei a Bella, acariciando seus cabelos e ela sorriu, negando com um gesto de cabeça.

_ Não... O melhor presente que eu poderia receber foi me dado ontem. Portanto, o local onde estarei no dia do meu aniversário pouco importa._ Ela declarou e eu sorri largamente, acariciando seus cabelos de leve.

_ Eu vou te dar um lindo presente. O dia em que minha princesa veio ao mundo não pode passar em branco._ Eu falei, beijando seus lábios e ela revirou os olhos, me encarando em sinal de advertência.

_ Edward, você já me deu muita coisa. Eu não quero que fique gastando mais dinheiro comigo.

_ Eu não estou gastando nada, amor. Estou investindo em sua felicidade e eu tenho certeza que ela vale cada centavo gasto._ Eu declarei e ela suspirou, sabendo que não adiantava tentar discutir comigo, pois eu nunca deixaria de mimá-la, ainda mais no dia do seu aniversário.

Sendo assim, no outro dia bem cedo eu providenciei que um lindo buquê de rosas fosse entregue no quarto que ela ocupava no hospital e saí à procura do presente perfeito.

Como eu sabia que Bella prezava pela simplicidade, eu optei por um fino cordão de ouro com o pingente na figura de uma linda menininha, representando nossa pequena Olívia.

Eu tinha certeza que ela iria adorar, pois tudo o que se relacionava a nossa filha a deixava encantada.

E, ao ver seus olhos brilharem quando recebeu o presente tive a certeza de que eu tinha realmente acertado.

Providenciei também um pequeno bolo de aniversário para que eu e Olívia pudéssemos cantar parabéns para minha princesa, dando a nós três a oportunidade de compartilharmos nosso primeiro evento em família.

_ Eu adorei as flores, o cordão e o bolo. Mas, não acho que Olívia compartilhe do meu entusiasmo._ Bella falou, observando a filha adormecida em meus braços e eu ri.

_ Não diga isso, amor. Ela colaborou bastante com sua festa. Não chorou em nenhum momento._ Eu falei e foi a vez de Bella rir.

_ É... De fato. Mas, isso não me surpreende, já que nossa filha é uma pequena dama.

_ Claro que é. A mais linda dama desse mundo._ Eu declarei, observando minha pequena vestida com um macacão lilás de bolinhas brancas, acompanhado de uma tiara da mesma cor e me sentindo mais apaixonado por ela a cada minuto que passava.

Meus pais, irmãos, cunhados e os pais de Bella vieram visitá-la no dia de seu aniversário trazendo alguns presentes e, embora envergonhada, devido a tanta atenção, ela pareceu gostar da presença de todos.

Charlie e Renné anunciaram ter que voltar a Foks naquele mesmo dia, mas prometeram vir visitar a filha e a neta no próximo fim de semana, o que deixou minha princesa animada por saber que, contrariando todas as possibilidade, ela teria sim o apoio dos pais nesse novo início de vida.

Eu também me sentia feliz por ela, pois, embora fosse claro que Charlie não me aprovava, eu não tinha nenhum ressentimento quanto a isso e queria que minha princesa convivesse bem com os pais e que nossa filha tivesse em sua vida a presença dos avós, que eu sabia que a amavam.

Ao fim do dia, Olívia foi levada para o berçário e eu, assim como todos os outros que passaram pelo quarto das mulheres da minha vida naquele dia, fui para casa, a fim de deixar Bella descansar, uma vez que no dia seguinte ela teria alta e precisava estar restabelecida para adaptar-se a sua nova rotina.

Dormir sem ela em nossa cama era uma missão quase impossível, mas como eu estava muito cansado, acabei conseguindo e, no outro dia, acordei me sentindo um novo homem.

Tomei um banho demorado e após verificar se estava tudo pronto para receber minhas meninas, eu rumei para o hospital.

Bella já estava pronta quando cheguei, esperando apenas que nossa pequena passasse pelos testes do pezinho, olhinho e ouvido para que pudéssemos finalmente ir para casa.

Foi muito desesperador ver aquela enfermeira furar o pezinho de Olívia e apertá-lo para que sangrasse ainda mais.

Minha vontade era de pegar seus braços e quebrá-los, para que ela nunca mais torturasse nenhuma criança.

Mas, eu sabia que aquele teste era essencial para a descoberta e prevenção de inúmeras doenças e só por isso me mantive em silêncio, embora, ao fim daquela cena torturante, eu tive que limpar as lágrimas silenciosas que desceram por meu rosto ao presenciar o sofrimento da minha pequenina.

O pediatra nos adiantou o resultado dos outros testes e disse que, aparentemente, nossa filha era uma menina extremamente saudável.

Ela havia nascido com 3,100 Kg e 43 cm e, embora parecesse pequena, estava no tamanho certo e o médico marcou uma consulta para dali a dez dias, a fim de verificar seu desenvolvimento e ganho de peso.

O obstetra que acompanhara a gravidez de Bella desde seu acidente dissera que minha noiva estava muito bem e que em breve estaria totalmente restabelecida, bastava apenas que obedecesse a todas as recomendações de repouso e seguisse corretamente a dieta passada pela nutricionista.

Bella temia que os bicos de seus seios rachassem devido à amamentação e, por isso, o médico recomendou uma pomada e pediu para que ela continuasse com as massagens durante o banho.

_ Providencie toalhas quentes e deixe sobre os seios por cerca de meia hora por dia. Caso a produção seja constante, tire o leite e congele-o. Existe a opção de doá-lo para o banco de leite do hospital, mas isso é uma opção sua. Muitas mães não gostam. De qualquer forma, a retirada constante evita que os bicos rachem. Edward pode ajudar nesse quesito. Mas, faça com delicadeza, lembrando que eles estão bem mais sensíveis do que antes e durante a gravidez e que essa ajuda, por enquanto, não deve ter nenhuma conotação sexual, pois o corpo de Bella ainda não está pronto para isso. _ O médico explicou e eu senti meu rosto esquentar diante de tal afirmação.

Como assim eu poderia ajudar?

Ele estava dizendo para eu “mamar” em minha noiva?

Não que eu já não tivesse usufruído de seus lindos seios, mas ela acabara de dar a luz a minha filha e isso não era certo, era?

Olhei para o rosto ruborizado de Bella e ela parecia tão envergonhada quanto eu e, por isso, me mantive em silêncio.

Esquecemos o assunto diante de suas próximas explicações e, assim, ficou combinado que Bella o visitaria daqui a um mês para uma nova consulta e para que ele pudesse lhe passar um anticoncepcional que não prejudicasse a amamentação.

Algumas funcionárias do hospital vieram se despedir de nossa filha e foi só quando levei um beliscão de Bella após receber uma piscadela de uma enfermeira loira que eu me dei conta que, na verdade, elas vieram se despedir de mim, o que deixou minha noiva bastante irritada.

Para não prolongar seu mau humor momentâneo, motivado pelo ciúme, tratei de levá-la para o carro rapidamente e ela me olhou espantada quando viu que o banco de trás estava equipado com um bebê conforto.

_ Não me lembro de termos comprado isso._ Ela comentou, enquanto acomodava Olívia e eu ri, guardando suas bolsas e as de nossa filha no porta-malas.

_ Às vezes, a compulsão por compras de Alice é bastante útil. Ontem, ela apareceu com esse bebê conforto em nosso apartamento e eu até agradeci, já que eu havia me esquecido completamente desse detalhe.

_ É... Alice é uma pessoa prática, embora seja exagerada. Ontem ela me presenteou com sutiãs próprios para amamentação. Achei-os bastante práticos e confesso que nem sabia que esse tipo de coisa existia._ Bella falou, acomodando-se no banco da frente e puxando o cinto de segurança e eu fiquei vermelho ao me lembrar da sugestão do médico.

Ajudá-la para que ela se adaptasse bem a maternidade era o meu papel, mas daí a pensar em seus seios sem uma conotação sexual era pedir demais para um cara que era completamente louco pela noiva e estava há quase três meses sem tocá-la.

Eu não poderia fazer o que o médico sugerira, porque isso soava estranho demais se fosse pensado em um contexto fora de uma relação sexual.

Podia parecer machismo da minha parte, mas era exatamente assim que eu me sentia e não tinha como mudar minha concepção.

_ Eu sei exatamente o que o senhor está pensando e saiba que isso está fora de questão. Aquele médico é maluco. _ Bella falou e eu suspirei, não querendo imaginar aquela cena em minha mente.

Ajudá-la daquela forma estava realmente fora de questão.

_ Eu não considerei essa idéia, amor. Eu acho muito estranho que o médico tenha sugerido isso. Eu adoro os seus seios, mas, no momento, eles são todos de Olívia e não acho que ela esteja disposta a dividir._ Eu declarei e Bella revirou os olhos, olhando a filha por um momento, antes de se ajeitar novamente no banco.

_ Eles estão doloridos e só de imaginar você perto deles eu tenho vontade de gritar. Além do mais, isso não me parece nem um pouco cristão. _ Ela declarou e eu ri alto, tentando me concentrar no trânsito e não em sua expressão zangada.

_ Cristão?_ Perguntei divertido e ela socou meu braço, bufando ao meu lado.

_ É, Edward... Cristão. Fico imaginando o que Deus pensaria de nós se eu deixasse você tocar meus seios durante o período em que eu amamentar nossa filha. Sei lá... Não sou religiosa, nem nada, mas, isso me parece um sacrilégio._ Ela explicou e eu a encarei por alguns segundos, tentando entender suas palavras.

Quer dizer que eu não poderia tocar seus seios durante todo o período em que Olívia estivesse sendo amamentada?

E se minha filha resolvesse mamar até os cinco anos?

O assunto continuava sendo estranho, mas eu precisava esclarecer alguns pontos importantes com minha noiva a respeito do uso dos seus seios.

_ Espera... Quer dizer que enquanto você amamentar Olívia eu não poderei tocar em seus seios?

_ Não sei, Edward... Só sei que isso me parece errado._ Ela falou e foi minha vez de bufar.

_ Isto está fora de questão, amor. Por enquanto, eu até te entendo, por que você está de resguardo e tudo mais. Mas, quando voltarmos a ter relações, eu gostaria de ter acesso irrestrito a eles, pois como já disse, eu adoro os seus seios._ Eu declarei e Bella ficou vermelha, se ajeitando desconfortavelmente no banco.

_ Esse assunto está ficando muito estranho. Vamos deixar para pensar nisso daqui a algum tempo. Por enquanto, meus seios são de uso exclusivo de Olívia. Depois, decidimos._ Ela declarou e eu suspirei, sabendo que por hoje, o assunto “seios” estava encerrado.

Chegamos em nosso apartamento em poucos minutos e Bella sorriu largamente ao ser recebida pela comissão Cullen, composta por meus pais, irmãos e cunhados, que nos esperavam ansiosos.

_ Finalmente minha sobrinha irá usar o quarto que passamos meses planejando._ Alice falou, seguindo Bella até o quarto de Olívia e observando minha princesa trocar a frauda suja de nossa filha.

Eu estava bastante disposto a aprender tudo o que se relacionava aos cuidados de Olívia e, portanto, segui as três até o quarto, ficando em silêncio enquanto Bella e Alice conversavam.

_ Eu sempre quis ser mãe, mas não acho que me acostumaria com tantas melecas..._ Minha irmã falou, fazendo uma careta e Bella riu, enquanto limpava a bundinha de Olívia com um algodão embebido em água morna.

_ Eu também nunca me imaginei limpando cocô. Mas, não reclamo. Olívia é minha filha e cuidar dela sempre será um prazer._ Bella declarou e eu sorri orgulhoso.

_ Por que Olívia?_ Alice perguntou, me observando por um momento e Bella deu de ombros.

_ Edward me deu uma lista com cinco nomes e quando eu olhei para nossa filha, achei que Olívia era o que mais combinava. E assim, escolhemos o nome de nossa bonequinha. Mas, não tem nenhuma grande história por trás disso._ Bella explicou e Alice assentiu em entendimento, esticando os braços para pegar a sobrinha assim que minha noiva terminou de fechar o último botão do macacão vermelho que Olívia vestia hoje.

_ Nem se anime, baixinha. Olívia tem um relógio interno muito bem definido. Depois que a frauda é trocada ela exige sua refeição e isso, só a Bella pode proporcionar._ Eu debochei e Alice me mostrou a língua, continuando embalar a sobrinha que começou a chorar cerca de cinco minutos depois.

Alice entregou o bebê para Bella e foi para a sala se juntar aos outros.

Minha princesa se sentou na poltrona e começou a abrir a blusa, enquanto Olívia se debatia impaciente em seu colo.

_ Ela parece apressada._ Eu comentei e Bella riu, ajeitando nossa filha em frente aos seus seios enormes de leite.

_ Quando se trata de sua refeição, ela está sempre apressada. Eu não entendo como cabe tanto leite em um bebê tão pequeno.

Eu ri de suas palavras e me ajoelhei ao lado da poltrona, passando a acariciar os finos cabelinhos de minha filha, que me encarou curiosa, enquanto continuava sugando os seios da mãe.

Seus olhos tinham uma cor azulada e, embora eu torcesse para que ficassem da cor dos olhos de Bella, eu sabia que poderia não ser assim.

Bella colocou uma das mãos sobre minha cabeça e começou a passar os dedos entre meus cabelos, me acariciando distraidamente, enquanto olhava para a filha com carinho.

_ Ela é toda sua cara, e embora seja linda, eu não acho isso justo. Afinal, foi eu quem a carregou durante todos esses meses e quem sentiu aquelas dores terríveis para trazê-la ao mundo._ Bella falou e eu ri, colocando o queixo sobre o braço da poltrona e continuando a olhar para a menina praticamente adormecida no seio da mãe.

_ Ela seria ainda mais bonita se fosse parecida com você, Bella. Mas, eu tenho esperanças que ela herde seus olhos, sua docilidade, generosidade e inteligência._ Eu falei sincero e Bella sorriu, se inclinando e beijando meus cabelos.

_ E eu quero que ela herde sua bondade, seu romantismo, sua delicadeza em tratar as pessoas e sua insistência.

_ Insistência?_ Perguntei divertido, encarando-a e ela sorriu.

_ Sim. Insistência. Se não fosse por ela, nós não estaríamos juntos e nem teríamos feito essa criança linda que está nos meus braços agora._ Bella falou, acariciando meu rosto e eu sorri, me erguendo em meus pés e beijando seus lábios.

_ Eu te amo, princesa e vou te agradecer eternamente por você ter me aceitado em sua vida e me dado uma filha tão linda e perfeita como Olívia._ Eu falei emocionado e ela sorriu lindamente, deixando que algumas lágrimas corressem por seu rosto, enquanto ela me encarava carinhosamente.

_ Eu também te amo, príncipe e te agradeço por sua paciência comigo quando eu me esqueci de nossa primeira vez, quando apareci grávida em sua casa e quando precisei do seu apoio. Eu agradeço a você por me amar e por cuidar tão bem de mim, mesmo quando eu não mereci. Obrigada por Olívia, obrigada pela felicidade que você me proporciona e muito obrigada pela vida maravilhosa que eu tenho ao seu lado._ Ela declarou e eu respirei fundo, tentando conter minha emoção e a vontade quase incontrolável de agarrá-la e enchê-la de beijos.

Me contentei apenas em abraçá-la de leve e beijar sua testa com carinho, transmitindo-lhe todo o amor, respeito e apreço que eu sentia por ela.

Bella era minha vida e meu mundo e era impossível me imaginar sem tê-la ao meu lado.

Peguei Olívia adormecida de seus braços e após beijar seu rostinho lindo, a coloquei no berço e a cobri com cuidado, admirando-a por alguns minutos antes de sair do quarto acompanhado de Bella.

Minha princesa insistiu em ir até a sala conversar com nossas visitas e eu só deixei porque ela me prometeu ficar o tempo todo sentada.

Minha mãe preparou um caldo de galinha delicioso e Bella comeu bastante, antes de pedir licença e ir se deitar um pouco.

Após a limpeza da cozinha e a lavagem das roupas trazidas do hospital, meus pais e meus irmãos foram embora, me recomendando mil vezes para que se algo acontecesse, eu os comunicasse imediatamente.

Eu agradeci pela visita e pela ajuda e quando me vi sozinho, fui para o quarto de Olívia verificar se estava tudo bem e, como ela continuava dormindo, eu aproveitei a folga para ligar para uma agência especializada em serviços domésticos e solicitar uma empregada, já que Bella precisaria de ajuda o tempo todo tendo um bebê tão pequeno para tomar conta.

Feito isso, tomei um banho demorado e fui para cozinha a fim de começar o preparo do jantar.

Ouvi o choro fraco de Olívia e deixei o que estava fazendo para atendê-la.

Minha filha mexia os bracinhos, enquanto resmungava, ameaçando chorar de verdade, e eu a peguei no colo, silenciando-a imediatamente.

_ Oi, bonequinha... Mamãe ainda está dormindo e, portanto você precisa colaborar com o papai._ Eu falei baixinho e ela me encarou curiosa, prestando atenção ao som de minha voz e parecendo reconhecê-la.

Verifiquei sua frauda e como tudo ainda parecia limpo, fui para sala e me sentei no sofá com ela no colo.

Passei a acariciar seus cabelinhos e, aos poucos, ela foi adormecendo, me mostrando que tudo que ela queria e precisava no momento era um pouco de chamego.

Como eu também estava bastante cansado, me deitei no sofá e coloquei-a de bruços sobre meu peito, abraçando-a com cuidado e fechando os olhos, garantindo a mim mesmo que eu iria apenas descansar um pouquinho.

Mas, é claro que isso não funcionou e eu acabei dormindo o sono dos justos com minha filha nos braços.

**********

POV. BELLA

Abri os olhos lentamente e notei que o quarto estava escuro, o que indicava que eu havia dormido bastante, já que eu viera me deitar logo depois do almoço delicioso que Esme preparara para mim.

Percebi que a blusa do meu pijama estava molhada e ao sentir meus seios formigando eu lembrei que já passara da hora de amamentar Olívia.

Levantei-me lentamente, já que ainda sentia algumas dores na barriga e na região vaginal, e fui para o banheiro, antes de me dirigir para o quarto de minha boneca.

Estranhei o fato de ela não estar no berço e segui para sala a sua procura, me deparando com a cena mais linda que eu já vira na vida.

Edward estava deitado no sofá e mantinha a filha segura em seus braços e ambos dormiam como anjos, sendo que até mesmo suas respirações estavam em sincronia.

Sorri ternamente com a imagem a minha frente e voltei para o quarto em busca da câmera fotográfica de Edward.

Após tirar muitas fotos dos dois juntos, eu fui até eles e, cuidadosamente, tirei Olívia dos seus braços, pois eu sabia que ela devia estar com fome e eu precisava amamentá-la.

Levei-a para o quarto, troquei sua frauda e me sentei na poltrona para alimentá-la.

Minha pequena ainda estava sonolenta, mas assim que sentiu o cheiro do leite em minha pele, passou a procurar desesperadamente por seu sustento.

Assim que ela abocanhou meu mamilo, Edward apareceu no quarto, parecendo atordoado pelo sono e eu sorri ao ver sua cara toda amassada.

_ Eu dormi..._ Ele falou, vindo ajoelhar-se ao nosso lado e eu ri baixinho, assentindo de leve.

_ Sim... Eu não quis acordá-lo e por isso vim para o quarto com ela. Nossa princesinha estava com fome e eu precisava alimentá-la.

_ Faz algum tempo que ela acordou resmungando, mas como você parecia cansada, eu não quis acordá-la. Ela acabou dormindo de novo e eu peguei o embalo._ Ele explicou e eu assenti, sabendo que apesar de não ter dado a luz a ninguém, ele também se sentia cansado.

_ Vocês estavam lindos juntos..._ Eu declarei e ele sorriu, levantando-se e beijando minha testa com carinho.

_ Bem, já que você está com ela, eu vou preparar o jantar. Tome um banho e vá para cozinha._ Ele falou, saindo do quarto e eu suspirei, tirando Olívia do meu seio e colocando-a para arrotar, da maneira que a enfermeira havia me ensinado.

Coloquei-a no berço e fiquei acariciando seu cabelinho, enquanto entoava uma música suave, que minha mãe costumava cantar para mim quando eu era menina.

Ela dormiu rapidamente e eu fui para meu quarto, a fim de tomar o banho que Edward sugerira.

Tirei minha roupa com cuidado, pois meu corpo estava bastante dolorido e ao passar em frente ao grande espelho que ficava no banheiro, eu fiz uma careta para minha imagem.

Eu estava com olheiras enormes e meu corpo estava totalmente desproporcional, sendo que minha barriga ainda não havia desaparecido completamente.

Eu tinha manchas escuras pela minha pele e meus seios, sempre tão pequenos, estavam grande demais.

Não sabia se teria coragem de deixar Edward me ver assim, pois temia que ele se assustasse com minha aparência terrível.

Eu sabia que todas essas mudanças eram normais, já que eu acabara de ter um bebê, mas enquanto meu corpo não voltasse a ser pelo menos parecido com o que era antes, meu noivo não me veria nua e nem tocaria em mim.

Liguei o chuveiro e, mesmo recebendo recomendações para não fazer isso, lavei meus cabelos duas vezes e me senti bem melhor ao tê-los limpos e cheirosos.

Terminei meu banho, vesti um pijama limpo e, após secar meus cabelos com o secador, eu segui para a cozinha, encontrando Edward cortando tomates de costas para mim.

Andei silenciosamente até ele e o abracei por trás, beijando suas costas largas e ouvindo seu riso delicioso.

_ Já está quase pronto, princesa._ Ele falou, virando-se de frente pra mim e me abraçando com cuidado e eu adorei sentir seus braços fortes ao meu redor.

_ Fique tranqüilo, pois eu não estou com muita fome._ Eu falei, olhando-o nos olhos e ele sorriu, se inclinando e tomando meus lábios em um beijo delicioso.

Como era bom senti-lo e estar com ele.

Após alguns minutos, nos afastamos em busca de ar e ele riu, beijando meus cabelos, enquanto tentava acalmar a respiração.

_ Desse jeito, não vou conseguir esperar quarenta dias._ Edward declarou, referindo-se ao meu resguardo e eu ri, beijando seu peito com carinho.

_ Tenho certeza que você consegue, amor. Mas, nada nos impede de trocarmos beijos durante esse período. Isso vai nos ajudar a matar a saudade._ Eu falei manhosa e ele suspirou, me apertando delicadamente contra seu corpo levemente excitado.

_ Tem razão. Mas, sente-se bem quietinha ali e espere enquanto eu termino seu jantar, pois se você continuar me agarrando, eu não vou conseguir terminar nada._ Ele falou e eu ri, indo até a sala e me sentando em frente a TV.

Comecei a zapear pelos mais de trezentos canais da TV a cabo e quando encontrei um filme interessante, me recostei no sofá e me concentrei nas imagens.

Após algum tempo, escutei o som da campainha e Edward me olhou confuso, já que não estávamos esperando por ninguém.

Eu dei de ombros, mostrando que eu também não fazia nem idéia de quem poderia ser e, após desligar o fogão, ele foi atender a porta e tenho certeza que, assim como eu, quase morreu de susto ao ver Jacob parado no corredor.

O que diabos ele estava fazendo em nossa casa?

E como ele havia descoberto nosso novo endereço?

Notas finais
GOSTARAM? ESPERO SINCERAMENTE QUE SIM, POIS PREPAREI ESSE CAPÍTULO COM MUITO CARINHO, EMBORA TENHA DEMORADO BASTANTE PARA TERMINÁ-LO E POSTÁ-LO. A PARTIR DE AGORA, TUDO VAI GIRAR EM TORNO DE NOSSA PEQUENA OLÍVIA E DE SEU CRESCIMENTO E ENVOLVIMENTO COM A ROTINA DOS PAIS. O QUE SERÁ QUE JACOB QUER COM ESSA VISITA? E TANYA, MINHA GENTE... SERÁ QUE VAI DAR PAZ? BEM... TUDO ISSO SERÁ RESPONDIDO NOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS. AGRADEÇO AOS COMENTÁRIOS, AS LEITORAS FIÉIS E AS NOVAS MENINAS QUE VEM CHEGANDO E CONHECENDO ESSA FIC QUE EU TENHO TANTO PRAZER EM ESCREVER. LOGO, LOGO TEREMOS OUTRA... "OLHOS DE LUAR" ESPERO QUE VOCÊS ME ACOMPANHEM NESSA NOVA AVENTURA. BEIJOS E ATÉ O PRÓXIMO!