Notas iniciais
OI, GENTE... CAPÍTULO NOVO PRA VCS. BOA LEITURA!

Capítulo 26

POV. EDWARD

UM MÊS DEPOIS

Apesar de todos os problemas que enfrentamos desde o início do nosso relacionamento, eu podia considerar, finalmente, que a minha vida e a vida da minha princesa estavam normais agora.

Depois do acidente, Bella e eu passamos por uma fase difícil, tendo que nos adaptar a uma rotina tranquila para o bem do nosso bebê, deixando de lado alguns aspectos que até o momento eram considerados primordiais em nossas vidas.

Após a conversa esclarecedora que eu tive com minha mãe, eu me senti livre para permanecer em Seattle e, dessa forma, eu fui logo atrás de conseguir minha transferência de Boston para cá.

A diretoria acadêmica da Seattle University dificultou bastante o processo de mobilidade, mas depois de verificar minhas notas e constatar que, graças ao período que passei em Harvard, eu teria muito a contribuir com a equipe de residentes, decidiu ceder e permitir que eu voltasse a assistir as aulas e trabalhar no hospital.

Eles exigiram uma série de documentos que deveriam ser retirados em Harvard, me obrigando a voltar a Boston para agilizar a papelada e, assim, evitar que minha formatura fosse adiada devido ao número de faltas que eu estava tendo em razão da minha situação irregular na universidade.

Como eu precisava devolver o apartamento onde morava e pegar o resto das minhas coisas que ficaram lá, achei a viagem uma boa idéia, mas não pude realizá-la, já que Bella, ao saber dos meus planos, ficou muito nervosa, me obrigando a cancelar tudo para ficar ao seu lado.

Ela tinha medo que eu não voltasse mais e seu estado frágil me impediu de contrariá-la.

Dessa forma, eu entrei em contato com Emily e pedi que ela cuidasse de tudo para mim.

Em menos de alguns dias, ela chegou a Seattle com os documentos e com toda minha bagagem, ostentando uma imensa carranca por saber que eu não retornaria mais a Boston.

Eu ainda me lembrava dos seus gritos ao telefone quando, logo após conversar com minha mãe, eu lhe contara que terminaria minha residência em Seattle e confesso que fiquei com um pouco de medo de ser agredido por ela em pleno o saguão do aeroporto.

Mas, graças a Deus, ela estava mais calma quando nos encontramos.

_ Eu sei que ela é sua namorada e precisa de você... Mas, eu tenho que confessar que Harvard não vai ser a mesma sem você..._ Emily falou, enquanto tomávamos um café em uma das confeitarias mais freqüentadas de Seattle e eu sorri.

_ Você vai se acostumar. Além do mais, tenho certeza que o tal Marcus é muito mais interessante do que eu..._ Eu falei, me referindo ao seu ficante atual e ela bufou, jogando um guardanapo em meu rosto.

_ O sexo com ele é muito bom e tal, mas ele não conversa. Você é meu amigo e diferente da maioria dos homens que eu conheço, sabe me ouvir... Sabe me dar conselhos legais. E é disso que eu vou sentir falta..._ Ela declarou e eu beijei sua mão com carinho.

_ Sempre que quiser falar comigo, é só me ligar. Quando minha filha nascer, Bella e eu vamos passar uma temporada em Boston com você... Aí, vamos matar toda a saudade. Podemos conversar a madrugada toda se você quiser. Mas, no momento, meu lugar é ao lado da minha princesa. Ela precisa de mim e eu não posso decepcioná-la._ Eu falei e Emily suspirou, assentindo com um gesto de cabeça.

_ Eu sei... Na verdade, apesar de ter gostado de ganhar um amigo, eu nunca achei certo vocês ficarem separados. Era visível que os dois sofriam. Mas, saiba que eu vou mesmo cobrar essa visita e quando sua filha nascer, nem tente me impedir de vir conhecê-la, pois eu te garanto que eu serei uma das primeiras pessoas a segurá-la no colo._ Emily me garantiu e eu ri, sabendo que não havia formas de convencê-la do contrário.

Ela ficou uma semana conosco e eu percebi que Bella gostou de sua companhia, o que me deixou aliviado por constatar que ela já não tinha mais nenhum ciúme de minha amiga.

Emily era engraçada e bem disposta e sua energia e bom humor constantes foram de grande valia para minha princesa, que passava a maior parte do dia deitada.

Logo após a partida de Emily, eu pude voltar oficialmente para a faculdade e iniciei outra luta contra a diretoria acadêmica.

Bella, apesar de ter excelentes notas, devido a tudo o que acontecera, obteve muitas faltas e, alguns professores mal amados, resolveram não aprová-la nas disciplinas, sendo que para se formar, ela teria que refazer quase todo o penúltimo semestre.

Eu não era capaz de aceitar aquilo, pois apesar de não freqüentar todas as aulas, suas notas e seu desempenho continuavam excelentes e eles não tinham o direito de reprová-la.

Fui todos os dias, incansavelmente, até o centro acadêmico até que eles finalmente cederam e deram a minha namorada a equivalência de todas as disciplinas cursadas até o momento, sendo que para receber o diploma de arquiteta, ela precisaria apenas concluir o estágio e terminar seu projeto.

Não sei bem se foi minha beleza, meu charme ou minha insistência que os convenceram. Tudo o que eu sei é que foram dias intermináveis, repletos de tensão e incertezas.

Mas, ao ver a carinha de felicidade da minha princesa quando soube que não havia reprovado em nada, eu tive a certeza que poderia ficar anos visitando o centro acadêmico diariamente sem me importar nem um pouco.

Eu faria qualquer coisa para vê-la feliz e esse era um fato incontestável.

Meus pais permaneceram em nosso apartamento por algumas semanas, para monitorar minha namorada de perto, mas como Carlisle não podia abandonar o hospital por tempo indeterminado, eles tiveram que se despedir e deixar os cuidados com a saúde de Bella e de nossa filha sob minha responsabilidade.

Rennée, assim como meus pais, permaneceu conosco por alguns dias, até que Charlie exigiu sua presença e ela teve que voltar a Forks.

Eu me vi apavorado quando ela sugeriu que minha namorada fosse para sua casa e apenas o fato de Bella não poder viajar a impediu de tirar minha princesa de mim.

Suspirei aliviado quando ela finalmente foi embora...

Não era que eu não gostasse dela, mas a insistência de Rennée em tirar Bella do meu lado me deixava nervoso.

Eu entendia que minha sogra não queria deixar a filha sozinha, já que eu estava no hospital e minha irmã, que sempre fora uma companhia constante na vida de Bella, havia viajado para Paris logo após o acidente, a fim de visitar um badalado evento de moda, chamado Paris Prêt-à-Porter.

Mas, eu simplesmente não deixaria que ninguém a tirasse de mim, pois era meu dever zelar pelo seu bem estar e eu faria de tudo para cumpri-lo.

Após a partida dos nossos pais, Bella passou a ficar sozinha uma parte do tempo, que ela usava para dormir ou ler.

Ela sentia muita falta de Alice, mas minha irmã não pôde adiar seus planos de viagem, pois suas passagens já estavam compradas há meses e ela dependia desse evento para dar andamento em seu trabalho de conclusão de curso.

Dessa forma, Rosalie, que estava apenas trabalhando para algumas campanhas publicitárias, vinha todos os dias fazer companhia a Bella e até ensinou minha princesa a tricotar.

Pensar em Rosalie, com toda sua graça e beleza, segurando agulhas de tricô era até engraçado, mas eu pude constatar que ela tinha bastante talento para a atividade, que, segundo ela, foi lhe ensinada pela avó.

Bella ficou animada em poder confeccionar algumas roupas para a nossa filha e eu me senti aliviado em vê-la ocupada, tendo a certeza que ela não morreria de tédio durante os meses que antecediam à hora do parto.

Alice retornou um mês após ter viajado, trazendo uma imensidão de fotos e presentes e ostentando mais energia do que de costume.

Logo de cara ela enfiou um projeto de reforma e decoração de um apartamento para minha namorada realizar, o que me fez bufar de ódio por sua grande irresponsabilidade.

Que parte do repouso absoluto ela não entendera?

Bella se mostrou empolgada com a idéia, mas ela não devia se cansar e, o ser nanico da minha irmã, devia saber disso e manter minha princesa longe de problemas.

Mas, é claro que ela não iria facilitar minha vida.

E era justamente nessas horas que eu desejava que Alice tivesse ficado na França até o nascimento de minha filha.

O que eu não entendia era por que, diabos, Alice queria reformar um apartamento que nem era dela.

Quando eu lhe perguntava para quem era aquele imóvel, ela simplesmente desconversava e me dizia que em breve eu iria saber.

Todos os dias ela chegava com uma imensa quantidade de mostruários de tecidos, tintas, pisos e assoalhos e Bella escolhia tudo ao seu gosto, trabalhando incansavelmente para que o projeto ficasse pronto em um mês, já que esse foi o prazo dado a ela pela minha “querida” irmã.

Certo dia, cheguei da faculdade e encontrei Bella sentada em frente à escrivaninha, concentrada na planta do apartamento.

A essas alturas, o médico já havia liberado-a do repouso absoluto, sendo que ela podia passar cerca de quatro horas alternadas sentada ou em pé.

Por recomendação médica, ela também havia iniciado aulas de hidroginástica, que estavam ajudando-a a recuperar o líquido perdido e a fortalecer os músculos da pélvis para o parto.

Mas, mesmo com todos esses cuidados, eu ainda me preocupava com seu bem estar e não queria que ela se colocasse em risco por causa de uma maluquice da minha irmã.

Me aproximei silenciosamente e beijei o topo de sua cabeça, ganhando um sorriso lindo, antes que ela voltasse a se concentrar no trabalho.

_ Cansada?_ Perguntei, massageando seus ombros e ouvindo-a gemer baixinho.

_ Um pouco. Minhas costas doem, mas seu pai falou que é normal, já que eu estou ganhando peso e minha barriga está consideravelmente maior. Mas, tirando isso, eu estou bem. Adoro manter minha mente ocupada com projetos..._ Ela falou de olhos fechados, enquanto aproveitava minha carícia e eu sorri, me inclinando e beijando seus lábios macios.

_ Mas, a senhorita deveria estar repousando..._ Eu falei e ela fez uma careta, olhando novamente para a planta a sua frente.

_ Eu cansei de ficar deitada, Edward... Além do mais, fazer essa reforma não me cansa. Eu uso apenas a mente.

_ Alice te disse para quem é esse bendito apartamento?_ Eu perguntei, me sentando ao seu lado e ela deu de ombros.

_ Não... Disse que é para amigos. Ela me deu carta branca para a decoração. Disse que eu poderia fazer tudo ao meu gosto e eu espero não errar. Estou seguindo um estilo europeu... Meio londrino, sabe? Eu acho as construções e as decorações das casas em Londres as mais encantadoras e sempre quis trabalhar com algo nesse estilo._ Ela falou e sorri ao ver seus olhos brilharem de empolgação.

_ Eu não sabia que você gostava de Londres. Vou levá-la lá após o nascimento de nossa filha..._ Eu declarei e ela sorriu, se inclinando e me dando um beijo suave na face.

_ Vou cobrar essa promessa, Dr. Cullen..._ Ela garantiu e eu ri, pousando a mão em sua barriga e acariciando-a, enquanto ela continuava trabalhando.

Olhei para aqueles quadrados sem sentido que ela modificava na tela do computador e fiquei tentando entender seu fascínio por aquelas plantas sem graça.

Como não queria irritá-la com esse tipo de comentário idiota a respeito de sua profissão, me mantive em silêncio, mas era óbvio que, para mim, os hospitais nos quais eu trabalhava eram muito mais interessantes.

_ O apartamento é muito grande?_ Perguntei depois de alguns minutos e ela negou com um gesto de cabeça.

_ Não. Tem uma suíte, um quarto, banheiro social, sala, cozinha, área de serviço e uma pequena sacada. A construção é nova e não é preciso reformar muita coisa. Na verdade, meu trabalho está sendo a decoração. Com exceção do quarto de hóspedes, que Alice pediu para deixar vazio..._ Bella explicou, apontando os locais citados na tela, e eu franzi o cenho, cada vez achando mais estranho as atitudes de minha irmã.

Por que um quarto deveria ficar vazio?

Alice fazia cada vez menos sentido.

Ficamos ali por mais algum tempo, até que eu consegui convencer Bella a ir tomar um banho enquanto eu preparava nosso jantar.

Minha mãe ligou nesse meio tempo e após se certificar de que estava tudo bem, desligou o telefone, nos desejando uma boa noite.

Bella comeu a macarronada que preparei e, após lavar a louça, fui tomar banho, deixando-a deitadinha em nossa cama.

Quando terminei minha higiene noturna e voltei ao quarto, quase tive um colapso ao vê-la apenas de camisola, deitada de bruços e me olhando com aqueles olhos lindos que eu sabia que, um dia, seriam o motivo da minha ruína.

_ Eu sei que você está cansado, mas minhas costas estão me matando. Sua mãe me deu um olinho milagroso da última vez que esteve aqui e eu gostaria que você passasse em mim..._ Bella pediu e eu gemi internamente, me perguntando qual havia sido meu crime para ser posto em tamanha provação.

Poxa vida!

Ela estava grávida, linda, carente e mais gostosa do que nunca e eu não poderia tocá-la como gostaria, já que tínhamos recebido ordens expressas para não termos relações sexuais.

Várias vezes chegamos avançar o sinal, mas eu sempre conseguia me controlar, já que o bem estar de nossa filha estava em primeiro lugar.

Dormir com ela agarrada a mim era uma provação diária, mas eu fora firme em meu intento e conseguira resistir.

E agora, ela queria que passasse a merda do óleo nela.

Deus, o que fazer?

Soltei um longo suspiro, sabendo que não poderia negar-lhe aquele pedido e fui até a cama, erguendo sua camisola e despejando o líquido em sua pele quente.

Passei a esfregar, de modo a criar calor, permitindo que o óleo fizesse efeito.

Tentei ignorar a textura deliciosa de sua pele sob minhas mãos, mas ouvir seus gemidos e suspiros de prazer não estavam, de modo algum, ajudando a me controlar.

Tudo o que eu queria naquele momento era arrancar-lhe aquela camisola e me enterrar em seu corpo da forma mais primitiva que eu conhecia, mostrando-lhe o tamanho do meu desejo e da minha saudade.

Mas, é óbvio que eu não faria isso, mesmo que meu membro, muito animado a essas alturas, implorasse pelo contrário.

_ Eu queria que minhas costas doessem menos. Não entendo o porquê de tanto desconforto. Minha barriga nem está tão grande..._ Ela comentou com a voz rouca e eu respirei fundo, retirando minha mão de suas costas.

_ Acho que já está bom..._ Eu falei bruscamente, me levantando e pude perceber seu olhar intrigado em minha direção.

_ Ah, Edward... Eu estava gostando de sua massagem._ Ela reclamou e eu bufei, me perguntando se ela estava fazendo aquilo de propósito.

Será que ela não se dava conta que eu não era feito de ferro?

_ Amanhã eu faço mais..._ Falei, me dirigindo para o banheiro, mas para o meu desespero, Bella me seguiu.

_ Ei, qual é o problema?_ Ela perguntou, colocando a mão em meu ombro e eu suspirei, não querendo que ela visse meu estado excitado.

_ Nada, princesa... Vá dormir._ Eu pedi e ela respirou fundo, colocando-se a minha frente.

Às vezes, ela era mais teimosa que uma mula!

_ Edward, me diga o que..._ Ela parou de falar abruptamente ao ver o volume na minha calça de pijama e eu quase ri ao ver seu rosto ficar completamente vermelho.

Isso é o que dá ser tão curiosa e insistente.

_ Eu... Eu... Desculpa._ Ela pediu e eu franzi o cenho.

_ Desculpas? Pelo que?

_ Já estamos há mais de dois meses sem sexo e eu não deveria pedir para que você me massageasse. Mas, é que minhas costas doem e eu não consigo passar o óleo sozinha. Sinto muito..._ Ela pediu e eu ri, me aproximando e beijando seus lábios.

_ Não precisa se desculpar, Bella... Eu não ligo de fazer massagens, mas, infelizmente, não posso controlar as reações do meu corpo. Eu desejo você e isso não vai mudar apenas por que estamos em período de férias forçadas..._ Eu disse, fazendo uma careta e ela riu.

_ Férias forçadas? Está aí um termo que define bem nossa situação. Mas, não se preocupe. Na sexta eu tenho consulta com o médico que cuidou de mim quando fui acidentada e vou perguntar se já estamos liberados. Quem sabe ainda não poderemos nos divertir um pouquinho até que nossa filha nasça?_Ela falou, piscando em minha direção e eu gemi baixinho, apertando-a contra meu corpo ainda excitado.

_ Você é a minha perdição, Bella Swan..._ Eu resmunguei e ela riu, mordendo meu pescoço de leve.

_ E você á a minha, Edward Cullen... Mas, eu adoro me perder com você._ Ela declarou e eu suspirei, sabendo que essa noite seria uma das mais longas da minha vida.

Depois desse episódio, pedi para que minha irmã massageasse Bella à noite.

Alice se divertia às minhas custas, dizendo que eu era um fracote, mas pelo menos, passando para minha irmã a tarefa de massagear Bella, eu evitava sonhos eróticos à noite toda e conseguia dormir em paz ao fim de cada dia de trabalho duro no hospital.

Eu acompanhei Bella a dois exames de ultrassonografia e chorei de emoção ao ver minha filha e escutar o som lindo de seu coração.

Bella já estava no sétimo mês de gravidez e as imagens do exame eram bem nítidas, de modo que já podíamos ter uma idéia das feições de nossa princesinha.

Iniciamos a compra dos enxovais e foi nesse momento que eu me dei conta que minha filha não teria onde dormir, já que no apartamento onde morávamos não havia nem um quarto disponível.

Resolvi compartilhar minha preocupação com Emmett enquanto estávamos na academia do prédio e tudo o que ele fez foi rir, me deixando um pouco irritado com sua reação debochada.

_ Fica calmo, mano... Sua princesa já tem um quarto. Muito bonito, por sinal..._ Ele falou, continuando seu exercício de corrida na esteira e eu o olhei confuso.

_ Que quarto? Do que você está falando?

_ Mas, você é lerdo, não é mesmo? Para quem você acha que é o apartamento que Bella está decorando?_ Ele perguntou e eu desliguei a esteira, indo me sentar e olhando-o atordoado.

_ Como assim?_ Eu perguntei e ele revirou os olhos, vindo se sentar ao meu lado.

_ Desde que Bella veio morar conosco, o papai procurava um apartamento para vocês aqui em Seattle. Segundo ele, um lugar cheio de marmanjos como nossa casa não é adequado para um recém nascido. Alice se dispôs a ajudá-lo nessa busca e alguns dias antes do acidente de Bella eles finalmente encontraram o lugar ideal. Mas, o apartamento estava ocupado e eles tiveram que esperar um mês para tê-lo livre e iniciar as reformas. Nesse meio tempo, Alice foi viajar e teve a brilhante idéia de pedir para que Bella o decorasse, já que seria ela a morar lá. Alice só fez isso com o consentimento do nosso pai, que garantiu que essa atividade não poria a vida do bebê e de Bella em risco._ Emmett explicou e eu finalmente consegui entender a fixação de Alice por aquele projeto de decoração.

_Mas, Bella não está decorando nenhum quarto de bebê..._ Eu murmurei e Emmett bufou.

_ É claro que não, gênio... Se isso fosse pedido a ela, Bella desconfiaria e acabaria com a surpresa. Dessa forma, Alice, Rosalie, mamãe e Renée cuidaram da decoração do quarto da bebê, que eu tenho que confessar que ficou muito lindo.

_Você já viu?

_ Eu vi ontem... Mamãe veio a Seattle, trazendo as cortinas que haviam sido levadas para alguns ajustes e para a lavanderia e eu fui conhecer a obra prima delas. Mas, apesar da beleza do quarto, o que mais me encantou foi a decoração dos outros cômodos. Tenho que admitir que sua namorada tem um imenso talento para reformas e decorações. O lugar ficou incrível..._ Emmett falou admirado e eu sorri, me sentindo orgulhoso do talento de Bella.

_ O quarto da nossa filha ficou bonito, então?

_ É algo muito rosa, cheio de babados, bonecas, bichos de pelúcia e outros fru-frus... Mas, é muito bonito. Apesar de não serem profissionais, a mulherada entende de decoração e fez o que pode apara agradar você, a Bella e principalmente o filhotinho de vocês..._ Emmett falou e eu sorri largamente, ignorando o fato de ele ter chamado minha filha de filhotinho.

Tudo o que importava no momento é que Bella e eu teríamos nosso cantinho e que nossa filha já possuía um quarto lindo, digno de uma princesa, que só estava esperando seu nascimento para poder ser desfrutado em grande estilo.

_ Então quer dizer que Bella e eu vamos ganhar um apartamento?_ Eu perguntei, tentando ainda digerir a novidade e Emmett sorriu largamente, dando pequenos tapinhas em minhas costas.

_ Você sabe como nosso velho é com esse negócio de família... Papai quer que tudo dê certo entre vocês e nada melhor que uma casa para iniciar uma vida a dois. Tudo bem que vocês não são casados ainda, mas sua família começou no momento em que Bella se descobriu grávida...

_ Tem razão, Emmett... Fico feliz em saber que papai se preocupou com isso, por que com tantas coisas acontecendo, eu me esqueci completamente que minha filha precisaria de um espaço só dela e que sua chegada ia interferir na rotina de todos lá em casa.

_ Eu não me importaria de dividir espaço com a bonequinha, até por que quase não fico em casa. Mas, imagino que Bella se sentiria mal quando ela chorasse a noite ou quando seus objetos se espalhassem inevitavelmente pela casa. E foi pensando nisso que papai teve a idéia do apartamento. Vocês se sentirão mais a vontade lá.

_ Eu nem sei o que dizer... Quero apenas encontrar o papai e agradecê-lo por ser tão maravilhoso..._ Eu falei contente e Emmett riu, socando meu braço de leve.

_ Por favor... Sem lágrimas. Não gosto dessas boiolices..._ Ele falou debochado e eu revirei os olhos.

_ Não vou chorar. Mas, confesso que estou ansioso para conhecer minha nova casa.

_ Alice vai levar vocês lá amanhã. Já faz dois dias que a equipe de limpeza está trabalhando. Bella também está ansiosa para conhecer sua obra prima e nossa irmã não está conseguindo mais enrolá-la. Só não diga para Alice que eu te contei a respeito do apartamento. Ela quer fazer dessa surpresa um grande acontecimento e me mataria se soubesse que eu estraguei seus planos._ Emmett falou, fazendo uma careta e eu ri.

_ Com medo da baixinha?_ Provoquei e ele riu, coçando a cabeça de leve.

_ Alice pode ser perigosa quando está irritada e eu ainda sou muito novo para morrer._ Ele declarou e eu ri, sabendo que ele tinha razão.

Ficamos conversando por mais algum tempo e depois subimos para tomar um banho e nos preparar para nossa rodada de pizza.

Hoje era sábado e como eu e Bella não poderíamos ir a nenhuma balada, resolvemos fazer uma sessão de cinema em nossa sala, regada de pizzas, coca-cola e sorvete.

A noite foi agradável e eu fiquei feliz em ver minha princesa tão contente, podendo se divertir e esquecer-se dos problemas por alguns instantes.

Enchemos o colchão de ar e nos deitamos confortavelmente no chão da sala, sendo que eu passei o tempo todo com a mão sobre seu ventre volumoso.

Sempre que Bella soltava uma gargalhada por causa de alguma cena do filme ou devido a alguma besteira que alguém dizia, nossa filha se agitava em seu ventre e eu me via encantado com seus movimentos.

Assistimos três filmes seguidos e quando ninguém mais agüentava olhar para a tela da TV, resolvemos ir dormir.

Preparei um banho relaxante para ajudar minha princesa a dormir melhor e, depois de muita birra e bicos adoráveis, ela finalmente me convenceu a me juntar a ela na banheira.

Tirei minha roupa e assim que mergulhei na água quente, ela veio em minha direção, sentando-se de costas para mim e apoiando o corpo em meu peito.

_ Eu sinto falta de estar com você assim..._ Ela murmurou e eu sorri, acariciando sua barriga de leve.

_ Eu também sinto, mas você sabe que não podemos cair em tentação..._ Eu argumentei, já que o médico não havia nos liberado para termos relações sexuais e ela suspirou, colocando uma de suas mãos sobre minha perna.

_ É... Eu sei. Mas, eu andei lendo algumas coisas e... Bem... Não podemos fazer tudo, mas alguma coisa é possível..._ Ela falou com a voz baixa e eu senti meu corpo se arrepiar devido às carícias que ela fazia em minha perna.

_ Alguma coisa?_ Perguntei, tentando soar coerente e ela assentiu, descendo um pouco a mão em direção a minha virilha.

Meu corpo todo tremeu e eu prendi a respiração.

O que diabos ela estava tentando fazer?

_ É... No meu caso, apenas a penetração é arriscada por causa da placenta, já que mesmo que seu... Seu... Enfim, mesmo que “ele” não alcance meu útero, os movimentos que fazemos durante o sexo, poderia ocasionar uma pequena lesão seguida de sangramento. Mas, não estamos proibidos de nos acariciar e quem sabe tentarmos coisas novas..._ Ela falou e eu arregalei os olhos, imaginando se ela estava tentando dizer o que eu pensava que ela queria dizer.

_ Coisas novas?_ Perguntei baixinho e ela assentiu, pegando meu pênis já ereto e me fazendo dar um pequeno pulo assustado.

De onde havia saído tanta coragem?

Bella sempre fora tímida e apesar de toda a intimidade de desenvolvemos, ela jamais havia tido a coragem de me tocar tão despudoradamente assim.

_ É Edward... Coisas novas. Você já fez em mim, mas eu nunca tive coragem de retribuir e eu queria... Bem, eu queria tentar.

_ Tentar o que?_ Eu falei, ainda tentando raciocinar e ela me encarou irritada e eu pude ver que ela estava totalmente ruborizada.

_ Você está fazendo isso de propósito? Você quer que eu diga em voz alta? Pois muito bem... Eu quero fazer sexo oral em você... Um boquete... Entendeu agora?_ Ela perguntou brava e eu arregalei os olhos, ficando totalmente vermelho de vergonha e excitação.

Fiquei sem ação por alguns segundos e ela estralou os dedos em frente aos meus olhos, me fazendo voltar à realidade.

_ Está tudo bem?_ Ela perguntou e eu assenti, virando-a de frente pra mim e posicionando-a confortavelmente sobre meu colo.

_ Está tudo ótimo. Mas, você tem certeza?_ Perguntei incerto e ela assentiu timidamente, se inclinando em minha direção e me abraçando pelo pescoço.

_ Já tem algum tempo que eu quero, mas ainda não tinha tido a coragem necessária para tocar no assunto. Sempre pensei nisso como algo sujo e pecaminoso, mas hoje eu vejo que não é assim. Não tem nada errado em querer dar prazer ao homem que eu amo e que eu sei que me ama. Pelo contrário... Isso só vai provar que confiamos um no outro e que a cada dia que passa nossa relação está mais sólida._ Ela declarou e eu sorri largamente, beijando-a com todo o desejo, amor, carinho e admiração que eu sentia por ela.

Eu não sei o que eu fizera para merecer uma garota tão incrível, mas já que eu a tinha, aproveitaria cada precioso segundo ao seu lado.

Subi minhas mãos por seu corpo e passei a acariciá-la com cuidado, me deliciando com seus suspiros e gemidos.

Apertei seus seios de leve, notando-os maiores e beijei os bicos rosados, sentindo-a estremecer sob meus braços.

Enquanto eu continuava a acariciá-la, Bella desceu uma de suas mãos até meu membro ereto e começou a acariciá-lo em movimentos de sobe e desce, me fazendo delirar.

Já fazia tanto tempo que não nos tocávamos assim, que eu temia que a intensidade do meu desejo e de minha necessidade apressasse demais as coisas.

Levantei-me com cuidado, e após nos secar, levei-a até a cama, deitando-a suavemente sob os lençóis brancos e contemplando seu corpo, que apesar de ter adquirido novas formas devido à gravidez, ainda continuava muito bonito.

Deitei ao seu lado e ela rapidamente se posicionou sobre mim, pegando meu membro entre suas mãos pequenas e me olhando insegura.

_ Eu quero muito, mas não sei muito bem o que fazer..._ Ela declarou ruborizada e eu sorri, tirando alguns fios de cabelo de seu rosto lindo e olhando-a com carinho.

_ Siga seus instintos... Guie-se pela reação do meu corpo e tenho certeza que você se sairá muito bem..._ Eu declarei e ela sorriu timidamente, se inclinando sobre meu corpo e levando meu membro até seus lábios.

Foi preciso muito esforço para me conter, pois apesar de afirmar que não sabia o que fazer, ela estava sendo perfeita no movimento com as mãos, língua e lábios.

Eu gemia baixinho, tentando não acordar a casa toda, mas os arrepios e tremores pelo meu corpo denunciavam que eu estava perto do clímax e eu sabia que não conseguiria controlar todos os ruídos.

Segurei-a delicadamente pelos cabelos, guiando-a em seus movimentos e ela pareceu se animar, tornando suas carícias ainda mais intensas e foi preciso apenas alguns segundos para que eu finalmente chegasse ao clímax.

Tirei meu membro de sua boca e gozei sobre seus seios e barriga, pois não queria que na primeira vez que fizéssemos amor daquela forma ela fosse obrigada a engolir meu sêmen.

Muitas mulheres se recusavam a fazer aquilo por sentirem nojo e apesar da cena ser extremamente erótica, eu queria que tivéssemos mais intimidade naquele quesito antes de ela dar esse passo.

Esperei minha respiração voltar ao normal e a encarei, me deparando com um olhar curioso e inseguro.

Me inclinei em sua direção e lhe dei um beijo extremamente molhado-a, deitando-a na cama e passando a acariciar seu corpo cheiroso.

_ Não me olhe assim, princesa... Você foi perfeita. Eu adorei cada segundo. Mas, agora chegou a hora da retribuição e eu quero beijar cada pedacinho desse corpo lindo que eu tanto amo..._ Eu falei, ganhando um sorriso tímido e fiquei extremamente satisfeito quando seu corpo começou a responder meus estímulos.

Como prometido, eu beijei cada pedacinho seu e foi com satisfação que eu a vi chegar ao orgasmo depois de eu acariciá-la intimamente, da mesma forma como ela fizera comigo.

Abracei seu corpo suave e a aconcheguei a mim, beijando sua testa e acariciando sua barriga, onde nossa filha não parava de se mexer.

_ Acho que ela ficou agitada depois de nossa atividade..._ Bella murmurou, parecendo cansada e eu ri.

_ Parece que sim. Mas, agora a senhora vai dormir, pois não deve ficar muito cansada.

_ Eu tenho que tomar outro banho..._ Ela resmungou e eu suspirei, saindo da cama para buscar uma toalha úmida no banheiro.

Limpei seu corpo com cuidado e lhe ajudei a vestir a camisola.

Depois de me limpar também, voltei para cama e a aconcheguei seu corpo de forma que ficássemos de conchinha, já que essa era nossa posição preferida na hora de dormir.

Bella dormiu imediatamente e eu fiquei olhando para a noite que aparecia pela fresta da cortina, relembrando nossa atividade de poucos minutos atrás e imaginando qual seria sua reação ao conhecer nossa nova casa amanhã.

Dormi depois de alguns minutos perdido em pensamentos e torci para que a manhã seguinte começasse logo, pois algo me dizia que a partir daquele dia, nossa vida mudaria bastante.

Notas finais
E AÍ... GOSTARAM? EU ESPERO QUE SIM, POIS ESSE FOI UM CAPÍTULO MUITO PRAZEROSO DE ESCREVER. É MUITO BOM DESCREVER A ROTINA DO NOSSO CASAL DELÍCIA E EU ESPERO QUE VOCÊS TENHAM APROVADO MINHAS IDEIAS. EU PLANEJAVA ESCREVER MAIS COISAS, MAS COMO SE EU FIZESSE ISSO, IRIA ATRASAR MUITO O CAPÍTULO, JÁ QUE AINDA ESTOU SEM O MEU NOT, RESOLVI TERMINÁ-LO POR AQUI. AGRADEÇO CADA COMENTÁRIO DEIXADO NOS CAPÍTULOS ANTERIORES E ESPERO CONTINUAR RECEBENDO-OS, MESMO NÃO TENDO TEMPO PARA RESPONDÊ-LOS INDIVIDUALMENTE. MAS, SAIBAM QUE EU LEIO TODOS E, COMO JÁ DISSE OUTRAS VEZES, A OPINIÃO DE VOCÊS É MUITO IMPORTANTE PARA A CONTINUAÇÃO DA FIC. GOSTARIA DE PEDIR UMA PEQUENA CONTRIBUIÇÃO PARA O NOME DA NOSSA BONEQUINHA. EU PENSEI EM ALGUNS, MAS AINDA NÃO ME DECIDI E ENTÃO, SE ALGUÉM QUISER CONTRIBUIR, VOU AGRADECER IMENSAMENTE A AJUDA. QUERO NOMES AMERICANOS OU INGLESES, JÁ QUE A FIC SE PASSA NOS ESTADOS UNIDOS... MAS, QUEM TIVER OUTRAS SUGESTÕES, FIQUEM A VONTADE. TENTAREI VOLTAR COM O PRÓXIMO CAPÍTULO O MAIS BREVE POSSÍVEL, MAS PEÇO PACIÊNCIA, POIS MINHA ROTINA ESTÁ MUITO APERTADA E PARA AJUDAR, EU ESTOU SEM NOT. BEIJO A TODAS E DESEJO UM FELIZ DIA DAS MÃES ATRASADO PARA TODAS AS LEITORAS QUE JÁ POSSUEM ESSE PRIVILÉGIO. ATÉ MAIS!