Jovens Escolhas, Complicadas Consequências...
14 Capítulo 13: ACEITAÇÃO X REJEIÇÃO
Notas iniciais
CAPÍTULO 13
POV. BELLA
Acordei de repente, sentindo minha cabeça pesada e o meu corpo extremamente dolorido.
Pisquei algumas vezes, para me acostumar com a pouca claridade que entrava pela janela e tentei me lembrar de onde estava.
Às vezes, essa confusão mental que me atingia pela manhã me irritava profundamente.
Bastava que algo de diferente tivesse acontecido no dia anterior para que na manhã seguinte eu acordasse extremamente confusa.
Olhei para as paredes pintadas em um tom de azul e me sentei rapidamente ao reconhecer o quarto de Edward, sendo atingida por um forte enjôo, que fez com que minha cabeça rodasse, me obrigando a deitar outra vez.
Eu odiava esses mal-estares matinais e precisava perguntar a Edward quando eles me deixariam em paz.
Ele era estudante de medicina e devia conhecer melhor do que eu essas esquisitices de mulher grávida.
Só esperava que isso passasse rápido, antes que eu morresse de inanição, já que tudo o que eu colocava na boca acabava inevitavelmente em alguma privada, devido aos fortes enjoos e sessões diárias de vômito.
Enterrei meu rosto no travesseiro de Edward e inspirei seu cheiro gostoso, que estava impregnado também no edredom que cobria meu corpo.
Lembrei-me da noite passada e de sua reação ao saber sobre o bebê e sorri largamente, me sentindo boba por achar que ele fosse agir de forma diferente.
Edward era perfeito demais para se comportar como um canalha e era óbvio que ele assumiria nosso filho, mesmo que não me quisesse ao seu lado.
Mas, ao que tudo indicava, ele me queria e essa constatação não poderia ter me deixado mais feliz.
Depois das coisas horríveis que Jacob me dissera ao saber da minha gravidez, meu medo a respeito da reação de Edward aumentara, mas eu devia saber que os dois, apesar de amigos, eram diferentes como o vinho e a água.
Edward era íntegro e honrado, diferente de Jacob, que se deixara perder em seu machismo e ignorância.
Respirei fundo, afastando meu ex-namorado de minha mente e fechei os olhos mais uma vez, tentando, quem sabe, dormir mais um pouquinho e aproveitar o conforto que a cama de Edward me oferecia.
Meu corpo ainda doía e eu tinha certeza que pegaria um forte resfriado por ter passado o dia anterior na chuva e ter dormido molhada e, por isso, eu queria aproveita todas as horas de descanso disponíveis.
Depois de alguns minutos embalada por um sono leve, ouvi um barulho na porta e me virei para ver Edward entrando no quarto com algumas peças de roupas nas mãos.
Ele sorriu ao me ver acordada e veio sentar-se ao meu lado na cama.
_ Bom dia, minha linda..._ Ele falou, beijando minha testa e eu sorri sem graça, escondendo meu rosto no travesseiro para não ter que encará-lo. Além do mais, minha cara devia estar amassada depois de tantas horas de sono e eu não sabia se era apropriado que Edward me visse assim. Ele poderia se assustar. _ Ei... Não seja tímida. De agora em diante, você vai ter que se acostumar com o meu jeito..._ Edward falou e eu suspirei, pensando em como seria fácil me acostumar com o jeito fofo dele._ Trouxe uma roupa seca de Alice para que você tome um banho e se troque. Tenho a impressão que não deveria tê-la deixado dormir com a roupa úmida, já que fazendo isso, você corria um sério risco de acordar resfriada.
_ Acho que já é tarde demais pra isso... Já estou resfriada._ Eu falei com a voz rouca, fazendo uma careta e ele sorriu, beijando minha testa mais uma vez.
_ Bem, se é assim, vamos cuidar de você agora. Levante-se, tome um banho quente e depois vamos juntos tomar um café da manhã bem reforçado..._ Edward falou e eu me sentei novamente, tomando cuidado para que eu não enjoasse outra vez e olhando-o com cautela quando constatei que ele queria que eu tomasse café da manhã na companhia de seus pais.
_ Eu... Eu... Eu não estou com fome, Edward..._ Falei baixinho e ele sorriu, sabendo perfeitamente bem que a única razão de eu recusar o café era a presença de sua família.
Às vezes, eu odiava ser tão transparente.
_ Você precisa se alimentar direito, Bella. Além do mais, meus pais, mais cedo ou mais tarde, terão que saber sobre sua gravidez. Eles jamais vão tratá-la mal por saber disso, então fique tranqüila para descer e fazer sua refeição na companhia da minha família, pois mesmo que fosse diferente, eu estaria ao seu lado para protegê-la..._ Ele falou, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha, e eu suspirei, desistindo de argumentar com ele e seguindo para o banheiro.
Eu sabia que Edward me protegeria, mas isso não diminuía o medo da reação dos pais dele ao saber sobre minha gravidez.
Afinal, Carlisle estava presente quando eu tive a brilhante ideia de fazer um aborto e não ficaria nem um pouco contente ao saber que esteve prestes a perder seu neto antes mesmo de conhecê-lo.
Tirei minha roupa lentamente, sentindo meu corpo protestar e olhei ao redor, apreciando a decoração requintada do imenso banheiro.
O lugar era bem masculino e tinha o toque de Edward por todos os lados e eu me peguei me imaginando dividindo uma casa com ele e com nosso bebê.
Sorri com o pensamento e me perguntei quando é que idéias como aquela começaram a tomar conta da minha mente.
Acho que aquela gravidez estava mexendo com minha sanidade.
Mas, pensando bem, não era uma idéia tão absurda, já que eu seria mãe de seu bebê e o mais natural era que ficássemos juntos para educar aquela criança.
O problema era saber se Edward também queria ficar comigo daquela forma, por que uma coisa era ele dizer que iria cuidar de mim e outra bem diferente era ele querer dividir sua vida comigo depois de tudo o que eu fizera.
Hoje, eu me perguntava o porquê de não ter dado uma chance pra ele há muito tempo.
De certa forma eu sempre soube que ele gostava de mim e, mesmo sendo namorada de Jacob, eu poderia ter rompido meu relacionamento e ficado com quem sempre me dera o devido valor.
Entrei debaixo da ducha quente e deixei meu corpo relaxar, tentando não pensar muito no que seria da minha vida daqui pra frente.
Todo esse tormento que eu vivera desde minha noite com Edward me ensinara a não fazer tantos planos e nem criar expectativas, pois quase nada acontecia como o planejado e a frustração era sempre dolorosa demais.
Não que eu estivesse triste ou frustrada no momento, pois Edward, com seu apoio incondicional, fizera com que a maioria dos sentimentos ruins que me acompanharam por um longo tempo se dissipassem.
Mas, de qualquer forma, meus planos de uma vida tiveram que ser mudados, devido a uma gravidez inesperada e agora eu aprendera que não se podia esperar perfeição do futuro.
Ele nunca era do jeito que a gente queria, mas às vezes, as surpresas do caminho poderiam torná-lo muito melhor do que imaginávamos.
Bastava apenas que aproveitássemos todas as oportunidades e transformássemos algo ruim em algo extremamente bom.
Lavei meus cabelos com o shampoo, deixando a água quente massagear meu coro cabeludo e quando terminei o banho, vesti a roupa de Alice, embrulhei a toalha na cabeça e voltei para o quarto de Edward.
Uma senhora gordinha arrumava o quarto e quando ela me viu, me cumprimentou com um gesto de cabeça.
_ Bom dia, Srta. Tanya..._ Ela falou e eu iria responder por reflexo, quando percebi o nome pelo qual ela me chamara.
_ Oi... Bom dia... Mas, eu... Eu me chamo Isabella..._ Eu falei e ela se virou em minha direção, me olhando com atenção e se mostrando extremamente sem graça.
_ Ai, Srta. Isabella, me perdoe... Eu estou tão acostumada em encontrar a Srta. Tanya nesse quarto que nem reparei que não era ela._ Ela falou, desculpando-se e eu fechei a cara ao imaginar a frequência com que a namorada de Edward era vista naquele quarto e naquela casa.
_ Tudo bem..._ Eu falei sem graça, tentando esconder a raiva irracional que me tomara ao imaginar Tanya com Edward naquela cama, fazendo o que eu sabia que eles faziam, e desviei olhar, quando percebi que a pequena senhora ainda me encarava com curiosidade.
_ O Edward não namora mais a Srta. Tanya?_ Ela me perguntou e eu dei de ombros, tirando a toalha da cabeça e arrumando meus cabelos com os dedos.
_ Eu não sei... Acho que terá que perguntar a ele..._ Eu falei baixinho e dei graças a Deus quando Edward entrou no quarto, interrompendo a conversa estranha entre eu e a senhora gordinha.
_ Bom dia, Gaya... Vejo que já conheceu a Bella..._ Edward falou, aproximando-se de mim e me abraçando pela cintura.
_ Conheci, sim, menino... Só não entendo o que ela faz no seu quarto, já que até outro dia, você namorava outra garota..._ Ela falou, olhando-o seriamente e percebi que Edward se empertigou ao meu lado, ficando visivelmente sem graça.
_ Já faz tempo que eu e Tanya nos separamos, Gaya... Agora, eu estou com a Bella..._ Ele declarou e foi minha vez de olhá-lo espantada.
Como assim, ele estava comigo?
O que Edward queria dizer com isso?
Escutei Gaya resmungando algo sobre a fila dos jovens andar muito depressa e desviei meu olhar do rosto de Edward quando ele me encarou.
_ Vamos tomar café, Bella... Você está há muito tempo sem comer._ Ele falou, me arrastando para fora e deixamos Gaya arrumando o quarto. _ Me desculpe..._ Edward falou de repente, quando já estávamos no corredor, e eu o encarei._ Gaya me conhece desde menino e se sente no direito de se intrometer na minha vida. Ela conheceu Tanya e não sabia que nós já havíamos terminado.
_ E vocês terminaram?_ Eu perguntei e ele suspirou, passando as mãos pelos cabelos.
_ De certa forma, sim... Antes da noite da festa do Emmett, nós discutimos e resolvemos dar um tempo. E depois do que aconteceu, nós... Bem, eu e Tanya não reatamos. Portanto, nós terminamos._ Ele falou e eu revirei os olhos, seguindo em direção ao andar de baixo.
A verdade era que falar sobre Tanya não estava me deixando à vontade e o namoro deles não devia me interessar, já que até ontem, eu também namorava outra pessoa.
Mas, saber que a ex-namorada de Edward dormira com ele na mesma cama em que eu passara a última noite estava me tirando do sério.
_ Bella... Bella, espera._ Ele falou, segurando meu braço e me virando em sua direção._ Você está brava?_ Ele perguntou e eu suspirei, meneando a cabeça.
_ Não, Edward... Eu não estou brava. Apenas não gosto de ficar falando a respeito de sua namorada. Mas, não tenho direito de me zangar, já que eu também tinha um namorado até ontem..._ Eu expliquei e os olhos dele brilharam.
_ Tinha? Não tem mais?_ Edward perguntou esperançoso e eu baixei o olhar.
_ Não... Eu terminei com ele ontem, antes de vir falar com você... Mas, desde o meu acidente nós já não temos nenhum tipo de relação e depois do que houve entre você e eu na noite da festa do Emmett, eu preferi me manter afastada._ Eu falei e ele suspirou, mal contendo um sorriso._ Por que você está rindo?
_ Por que eu estou adorando o fato de saber que você está livre..._ Ele declarou, me abraçando e eu suspirei, não sabendo se deveria retribuir seu gesto.
Eu ainda me sentia culpada pela forma como o vinha tratando desde a noite em que passamos juntos e não sabia se gestos de carinho cabiam nessa nossa relação, ainda tão indefinida.
Depois de alguns segundos agarrado ao meu corpo, Edward se separou e pegou minha mão, me levando para a sala de jantar, onde sua família estava reunida para o café.
Todos pararam de falar ao nos ver chegando e apenas Emmett e Alice sorriram, sendo que Carlisle e Esme nos encaram seriamente, imagino que esperando uma explicação por eu ter dormido no quarto de Edward quando não era namorada dele.
_ Bom dia, família..._ Edward cumprimentou alegre, me fazendo sentar ao seu lado e me servindo de ovos, bacon e suco de laranja.
_ Bom dia, Bellinha... Que bons ventos a trazem?_ Emmett perguntou, comendo uma torrada e eu sorri sem graça, encarando meu próprio prato e permanecendo em silêncio.
_ A Bella dormiu aqui, Emmett... No quarto do nosso irmão..._ Alice falou e eu a fuzilei com o olhar, xingando-a em pensamento por sua indiscrição.
Tudo bem que, aquela altura, todos sabiam que eu havia passado a noite no quarto de Edward, mas ela realmente precisava falar aquilo em voz alta, aumentando ainda mais o meu constrangimento?
_ Ah, é? Então vocês dois finalmente resolveram largar de frescura e se pegarem?_ Emmett perguntou e eu senti meu rosto queimar de vergonha.
Definitivamente os irmãos de Edward tinham algum problema mental.
_ Emmett!_ Esme protestou e ele riu descarado.
_ Não seja idiota, Emmett..._ Edward falou, olhando seriamente para o irmão, que deu de ombros e continuou me encarando de maneira maliciosa.
_ Não estou sendo idiota e sim realista. Ela dormiu no seu quarto e para isso ter acontecido, deve haver um bom motivo.
_ Que por acaso não é da sua conta..._ Edward falou zangado e eu apertei sua mão de leve, tentando acalmá-lo.
Ele me olhou por um momento, antes de respirar fundo voltar a comer seus ovos.
Tudo o que eu não precisava agora era que Edward começasse uma discussão com o irmão por minha causa.
Eu tentei me concentrar mais uma vez em meu café da manhã, já que estava realmente faminta, mas, em outra circunstância, os olhares de Esme e Carlisle me fariam perder o apetite.
_ Quer mais?_ Ouvi Edward me perguntando, quando eu comi o último pedaço de bacon e neguei com um gesto de cabeça, afastando o prato e pousando os talheres sobre ele silenciosamente._ Tem certeza? Você precisa se alimentar direito..._ Ele declarou e, mais uma vez, senti meu rosto esquentar ao imaginar as conclusões que Esme e Carlisle estavam tirando com base nas palavras do filho.
Ouvi uma tossidela e olhei na direção dos pais de Edward, apenas para vê-los nos encarando com atenção, o que aumentou ainda mais o meu nervosismo.
_ Vocês dois tem algo a nos dizer?_ Esme perguntou e eu senti Edward segurando minha mão por debaixo da mesa.
Ele me olhou por um momento, imagino que pedindo permissão para contar aos seus pais a nossa novidade e eu respirei fundo, assentindo de leve e permitindo que ele dissesse a eles o que era preciso.
_ Pai, mãe... Eu e Bella temos uma novidade..._ Ele declarou e eu prendi a respiração, olhando para meu prato vazio para não ter que encarar as pessoas a minha frente.
_ Que novidade?_ Esme perguntou em um fio de voz e, naquele momento, eu tive a certeza que ela sabia perfeitamente sobre o que o filho estava falando.
A ética médica pedia para que nada que acontecesse no consultório fosse comentado com outras pessoas, mas como Esme era esposa de Carlisle e ambos me conheciam desde menina, era óbvio que ele havia contado a mulher sobre minha gravidez.
_ Bem... Primeiro eu quero pedir que se acalmem e que saibam que o que aconteceu não foi planejado, mas eu vou assumir todas as minhas responsabilidades e..._ Edward começou, mas sua mãe o interrompeu agoniada.
_ Fale logo, pelo amor de Deus...
_ A Bella está grávida e o bebê é meu filho..._ Edward declarou e foi como se o tempo tivesse se paralisado no momento em que ele proferiu essas palavras.
Todos ficaram estáticos, nos encarando como se tivéssemos duas cabeças.
Até Alice nos olhava sem reação e eu me perguntei se eles não haviam morrido de susto com a notícia e apenas se esquecido de cair.
_ Grávida?_ Alice sussurrou, me encarando por um momento, antes de soltar um grito agudo e vir pulando em minha direção._ Eu sabia que vocês dois tinham aprontado alguma. Um sobrinho? Ai, meu Deus, Bella, que Legal!_ Ela gritou me abraçando e eu tive que rir de sua espontaneidade, apesar do clima estranho que ainda pairava sobre o ambiente.
_ Alice, pare de apertar a Bella dessa forma, antes que ela de a luz ao bebê pela boca..._ Edward falou, empurrando sua irmã de leve, que lhe mostrou a língua, mas aceitou voltar para sua cadeira.
_ Eu vou comprar tanta coisa para esse bebê. Quero fazer do meu sobrinho a criança mais fashion da América..._ Ela declarou e eu revirei os olhos, já fazendo planos para manter meu bebê bem longe de sua tia maluca.
_ Aí, cara... Mandou bem! Viu como eu estava certo? Não entendo por que você ficou bravo quando eu disse que vocês tinham se pegado... Só se pegando com vontade é que é possível produzir um bebê. Parabéns pelo filho. _ Emmett falou para o irmão, apertando sua mão e Edward sorriu orgulhoso, me olhando com os olhos brilhantes.
_ Obrigado, mano... Você nem faz ideia do quanto eu estou feliz._ Edward declarou e eu tive que sorrir ao constatar que meu bebê seria muito amado pelo pai.
_ Então o bebê que você carrega é o meu neto?_ Carlisle perguntou, me fazendo encará-lo e eu respirei fundo, assentindo de leve._ E por que não me disse ontem?
_ Antes de dizer a verdade a qualquer um de vocês, eu precisava contar a Jacob e refletir a respeito do meu futuro e da melhor decisão a ser tomada a respeito dessa gravidez..._ Eu murmurei e ele assentiu, trocando olhares com Esme.
_ E você tomou uma decisão a respeito do bebê, Bella?_ Esme perguntou e eu suspirei, assentindo e baixando meu olhar envergonhada, já que eu tinha certeza que ela sabia o que havia acontecido ontem no consultório de seu marido na manhã de ontem.
_ Sim... Eu vou ficar com o meu bebê..._ Eu declarei decidida e Edward me olhou, sorrindo orgulhoso das minhas palavras.
_ E você, Edward Cullen? Como é que um estudante de medicina engravida uma moça, quando sabe perfeitamente como se prevenir para que isso não aconteça?_ Carlisle perguntou ao filho, que suspirou e o encarou corajosamente.
_ Você tem razão, pai... Mas, eu não lamento o que aconteceu. Eu sei que talvez esse não seja o melhor momento para se ter um filho, mas eu gostei da notícia e junto com Bella, vou criar essa criança com todo o amor que eu tenho guardado... Como já disse, vou assumir minhas responsabilidades e espero contar com o apoio de vocês.
_ Mas, como fica os namorados de vocês?_ Emmett perguntou, voltando a comer e Edward suspirou, me olhando mais uma vez, antes de responder a pergunta do irmão.
_ Bella terminou com o Jacob ontem e Tanya e eu já não estamos juntos a um bom tempo. De qualquer forma, vou falar com ela e terminar tudo definitivamente, já que agora não tem a menor possibilidade de reatarmos nossa relação.
_ Pois eu acho isso muito bom... Você e aquela loira falsa nunca combinaram..._ Alice declarou e Edward revirou os olhos, permanecendo em silêncio.
Olhei para Esme e notei que ela chorava em silêncio.
Me senti culpada, já que provavelmente uma gravidez não estava nos planos que ela fizera para o filho.
Carlisle colocou a mão sobre seu ombro, certamente tentando acalmá-la e eu me aproximei hesitante.
_ Esme... Eu sinto muito..._ Falei com a voz baixa e ela me encarou, sorrindo de leve e vindo em minha direção.
_ Não sinta, meu bem... Um bebê é sempre uma benção. Eu choro por saber as dificuldades que vocês irão enfrentar tendo um filho para criar com tão pouca idade e experiência. Eu passei por isso e sei como a missão de educar uma criança pode ser complicada. Mas, de maneira alguma estou triste com a notícia. Esse bebê é o meu neto, pedaço do meu filho amado e se Edward está feliz com a notícia, eu também estou. E nós vamos apoiá-la, Bella. A partir de hoje, pode contar com nossa família para tudo, afinal, é um Cullen que você traz no ventre e jamais o deixaríamos abandonado. Além do mais, você sempre fez parte da nossa família e agora não seria diferente._ Ela falou me abraçando e eu acabei me debulhando em lágrimas, colocando a culpa da minha sensibilidade na gravidez.
O fato era que mais uma vez eu me enganara em meu julgamento.
Eu esperava que Carlisle e Esme fossem me odiar por impor ao seu filho uma gravidez que não estava nos planos de ninguém.
Mas, ao que parecia a perfeição de Edward fora herdada e tudo o que eu teria dos Cullen era o apoio incondicional de uma família unida, que sabia perfeitamente qual era o significado da palavra amor.
_ Minha esposa tem razão, Bella. Estaremos ao seu lado e cuidaremos de você e do bebê com todo o nosso amor._ Carlisle falou, acariciando meu cabelo e eu sorri aliviada, ainda envolvida no abraço de Esme.
_ Gente... Chega dessa melação. O bebê será bem vindo, nós vamos cuidar da Bella, é claro, mas agora existe uma coisa mais importante a ser tratada._ Emmett perguntou e nós o encaramos com curiosidade.
_ O que?_ Edward perguntou e ele sorriu.
_ Imagino que a Bella não tenha contado ao chefe Swan sobre sua gravidez e eu, como o bom irmão que sou, lhe desejo toda a sorte do mundo no cumprimento dessa missão, caro Dr. Edward Cullen._ Emmett falou e eu senti meu corpo gelar.
Olhei amedrontada para Edward e ele suspirou, se aproximando de mim e me abraçando com força.
_ Fique tranquila. Eu estarei ao seu lado quando der a notícia ao seu pai._ Ele falou, mas nem mesmo a certeza de que eu teria seu apoio foi capaz de aliviar minha preocupação.
_ Fique calma, querida. Tenho certeza que seus pais não vão rejeitar esse bebê. Pelo contrário. Você precisa de apoio e eu sei que Charlie e Renée não abandonarão a única filha em um momento como esse..._ Esme declarou e eu quase sorri ao ouvir suas palavras.
Ela, definitivamente, não conhecia o meu pai.
_ Eu não teria tanta certeza, mamãe. Charlie é duro na queda. Ele vai surtar quando descobrir que a Bella está grávida de Edward. Principalmente porque o filho é de Edward. Ele acha aquele canalha do Jacob perfeito demais para aceitar que a filha tenha um envolvimento amoroso com outro cara._ Alice falou e meu medo a respeito da reação de Charlie aumentou.
Ele realmente iria me odiar quando descobrisse que além de estar grávida, eu havia terminado com Jacob.
Meu pai sempre fora o maior torcedor da minha relação com Jacob e jamais admitiu que eu sequer pensasse em terminar com ele.
Segundo Charlie, nós fomos feitos um para o outro e eu não encontraria a felicidade ao lado de mais ninguém.
_ O chefe Swan vai ter que aceitar que o Jacob é passado e que a Bella está comigo, agora._ Edward declarou seco e eu me perguntei se sua atitude era motivada por algum tipo de ciúme devido ao fato de saber que meu pai preferia que Jacob estivesse ao meu lado.
_ Filho, tenha cautela. Não queremos uma briga entre você e Charlie em um momento delicado como esse. Além do mais, vocês precisam resolver tudo o quanto antes e da melhor maneira possível, pois na segunda as aulas retornam e vocês precisam estar em Seattle para o início do semestre._ Carlisle falou e mais uma vez eu senti meu corpo gelar.
Como eu iria voltar para a faculdade grávida?
No momento, eu ainda não tinha nenhuma barriga, mas ela não demoraria a crescer e eu não queria todo o campus comentando o fato de eu ter traído meu namorado e engravidado de seu melhor amigo.
Edward era um cara popular e certamente essa notícia se alastraria como pólvora.
Eu não queria, de forma alguma, que sua imagem fosse prejudicada por causa do que houve entre nós.
Além do mais, eu corria o sério risco de me encontrar com Jacob e essa não era uma perspectiva nem um pouco agradável se eu fosse levar em conta nosso último encontro.
_ Tudo vai se resolver, pai... Fique tranquilo._ Edward falou, me abraçando mais uma vez e beijando meus cabelos, e eu me aconcheguei em seus braços, querendo acreditar em suas palavras, mas sabendo que teríamos que percorrer um longo caminho até que tudo ficasse realmente bem.
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POV. EDWARD
_ Eu estou com medo..._ Bella falou, quando eu estacionei o carro em frente sua casa naquela tarde e eu suspirei, destravando nossos cintos e puxando-a para meu colo.
_ Não tem motivo nenhum para você sentir medo, meu anjo. Eu estarei ao seu lado e mesmo que seu pai nos escorrace daqui, você terá o meu apoio incondicional._ Eu falei e ela sorriu tristemente, se inclinando em minha direção e beijando meu queixo.
_ Por que será que você não entrou na minha vida antes?_ Ela perguntou e foi minha vez de sorrir de maneira triste ao me lembrar da noite em que ela me fizera essa mesma pergunta.
_ Uma vez você me fez essa mesma pergunta e eu disse que era por que o destino não quis assim. Mas, eu acho que a grande verdade é que nós dois fomos bobos em negar o que sempre sentimos, por que pelo menos eu sempre fui apaixonado por você. Desde que a vi naquele ginásio, assistindo sorridente o treino de baseball na escola, você jamais saiu da minha cabeça e a única coisa que me impedia de tentar conquistá-la era o fato de você ser namorada do meu melhor amigo. Ah... E o fato de você ter apenas doze anos também pesou bastante..._ Eu declarei e ela riu, enxugando uma grossa lágrima que escorria pelo canto do seu olho.
_ Eu sempre pensei que estar com o Jacob era melhor pra mim. Acho que meu pai, com seu discurso diário, conseguiu me convencer que eu jamais seria feliz ao lado de outra pessoa. Além do mais, você era o garoto mais popular da escola, desejado por quase cem por cento das garotas. Como eu ia imaginar que você era apaixonado por mim?
_ Era só olhar para mim toda a vez que você estava por perto._ Eu falei e ela riu, me deixando feliz por conseguir distraí-la do medo que ela estava de enfrentar seu pai.
_ Alice, desde que me conheceu, me enchia o saco pra eu ficar com você. Ela sempre disse que seus olhos brilhavam quando eu estava por perto, mas, apesar das suas encaradas nada discretas, eu nunca percebi nada demais... E também tinha Tanya, que possuía beleza a sua altura e estava sempre grudada no seu pescoço...
_ Esqueça a Tanya, Bella... Agora, somos eu, você e nosso bebê e nada vai mudar isso..._ Eu falei e ela suspirou, olhando para sua casa durante alguns segundos e me encarando logo em seguida.
_ Meu pai pode mudar isso, Edward... Tenha a certeza de que não será fácil sair dessa conversa vivo..._ Ela declarou e eu revirei os olhos diante do seu exagero.
Eu sabia que Charlie Swan não era o mais simpático dos homens, mas daí a me matar por que eu engravidei sua única filha era um exagero... Não era?
_ Vamos acabar logo com isso, princesa. Vamos contar aos seus pais e depois preparar nossa volta para a faculdade._ Eu falei e ela fez uma careta, saindo do meu colo e voltando para seu banco.
_ Edward, sobre isso... Eu não sei se vou voltar para a faculdade...
_ É claro que você vai. Bella, você não será nem a primeira e nem a última garota a engravidar durante a graduação. Temos que pensar no futuro do nosso bebê e ele precisa que sua mãe se torne uma arquiteta de sucesso... E, para tanto, ela precisa concluir o curso universitário.
_ Mas, eu não sei se tenho coragem de dirigir todos os dias até Seattle... Ainda não me recuperei do trauma do acidente...
_ E quem disse que você vai dirigir? A partir desse semestre, você vai ficar no meu apartamento... Comigo._ Eu falei e ela estreitou os olhos em minha direção.
_ O apartamento é seu e dos seus irmãos Edward...
_ E o que tem isso? Você é a melhor amiga da minha irmã e o Emmett te adora. Além do mais, Emmett passa a semana toda no apartamento de Rosalie e Alice não sai da casa de Jasper. Portanto, aquele lugar é praticamente meu e eu quero dividir com você e com nosso bebê..._ Eu falei, tocando sua barriga ainda plana e ela suspirou, passando a mão pelos cabelos.
_ A gente resolve isso depois. Agora, vamos enfrentar a fera antes que eu morra de ansiedade.
Eu concordei com um gesto de cabeça e, juntos, saltamos do carro, indo em direção à porta de entrada com as mãos entrelaçadas.
Eu não sabia como definir nossa relação no momento, mas eu queria que ela entendesse que eu a desejava ao meu lado e lutaria com todas as minhas forças para conseguir meu intento.
Nada faria com que eu desistisse de protegê-la e eu estaria sempre ao seu lado, independente do que acontecesse naquela casa.
Entramos em silêncio e assim que Bella fechou a porta sua mãe apareceu em nosso campo de visão, aparentando estar extremamente preocupada.
_ Bella, graças a Deus! Que bom que você chegou. Seu pai enlouqueceu..._ Renée falou desesperada, abraçando a filha e eu senti um mau presságio.
_ Mas, o que houve mamãe?
_ Seu pai recebeu um telefonema do Jacob hoje de manhã e foi para a reserva. Tudo estava bem, apesar de ele estar contrariado por você ter dormido na casa de Alice. Mas, aí quando ele voltou, estava fora de si. Disse coisas horríveis ao seu respeito e agora, está no seu quarto arrumando suas malas... Ele disse que você vai embora. Filha, o que aconteceu? Por que seu pai está tão furioso?_ Renée perguntou chorando, mas antes que Bella pudesse dizer qualquer coisa, Charlie apareceu no topo da escada e quando viu a filha, desceu furioso em sua direção, me obrigando a me colocar a frente de Bella a fim de protegê-la.
_ Diga para sua mãe, Bella... Diga que você é uma vagabunda que engravidou de outro cara, enquanto namorava Jacob..._ Charlie falou, tentando alcançar o braço de Bella, mas eu não permiti, empurrando-a para longe dele.
_ Bella? Você está grávida?_ Renée murmurou e Bella assentiu, chorando.
_ Sim, mãe... Mas, isso não aconteceu da forma sórdida com que o papai quer fazer parecer..._ Bella declarou e Charlie riu com escárnio.
_ Ela está grávida sim, Renée, por que é uma vadia que não sabe manter as pernas fechadas e se guardar para o único homem que seria perfeito pra ela..._ Charlie declarou e eu senti meu sangue ferver ao ouvi-lo falando daquela forma com Bella.
_ Perfeito? Um homem que trai a sua filha com qualquer vagabunda é perfeito?_ Eu gritei e todos me encararam assustados.
Bella ainda não sabia da traição de Jacob, mas eu não ia deixa-lo se passar por bonzinho, quando sabia perfeitamente o canalha que ele havia se tornado.
_ E o que você está fazendo aqui? O que tem haver com essa história?
_ Tenho tudo haver... Eu sou o pai do bebê que a Bella está esperando e não vou permitir que o senhor a ofenda. Ela não é nenhuma vadia... Bella tem o direito de escolher o homem que ela quer ao seu lado e de preferência um que não a trate como um objeto e não a traia com qualquer vagabunda por aí...
_ Mas, você é muito descarado, moleque de uma figa. Como tem coragem de vir até aqui e me enfrentar desse jeito e ainda ofendeu um garoto que eu conheci a minha vida toda?_ Charlie gritou, vindo em minha direção, mas René o segurou, impedindo que ele me agredisse, como eu imagino que era sua vontade.
_ Eu vim até aqui para lhe dizer que eu vou assumir todas as responsabilidades relacionadas ao bebê e a Bella. Não quero que o senhor se preocupe com nada... _ Eu falei e ele riu de maneira irônica, se afastando de mim e indo até a janela.
_ Mas, quem disse que eu estou preocupado? Eu quero que você pegue essa daí e suma das minhas vistas. As malas delas estão prontas e, a partir de hoje, eu não tenho mais filha..._ Ele declarou e eu senti pena da Bella e de sua mãe.
Elas eram quem mais sofreriam por conta do jeito arcaico de Charlie e, infelizmente, não havia nada que eu pudesse fazer para mudar isso.
_ Por favor, Charlie, não faça isso. Bella errou, mas ela é nossa filha e sempre foi uma boa moça. Deixe-a ficar, pelo amor de Deus... Aqui é a casa dela e nós devemos apoiá-la..._ Renée implorou, mas Charlie estava irredutível.
_ Ela tinha meu total apoio até engravidar de um cara que nem seu namorado era. Agora, eu não vou mais apoiá-la em nada._ Ele declarou, indo até o sofá, sentando-se confortavelmente e ligando a TV, como se nada tivesse acontecido.
_ Pois saiba que eu vou, papai... Mas, um dia o senhor vai descobrir que eu não sou a vagabunda que o senhor imagina, mas eu temo que será tarde demais para se arrepender de ter me expulsado de sua casa e de sua vida._ Bella falou, subindo as escadas em direção ao seu quarto e eu a segui, a fim de ajudá-la com as malas.
_ Bella, filha... Dê mais um tempo ao seu pai. Tenho certeza que ele vai mudar de ideia..._ Renée falou chorando, enquanto seguia a filha de um lado para o outro e minha vontade foi tirá-la daquela casa também.
Ela sempre me pareceu uma mulher alegre, mas o machismo e extrema ignorância do seu marido estavam fazendo com que seu brilho natural se acabasse e isso era muito triste.
_ Mãe, ele me expulsou. Eu estou grávida e não há nada que eu faça que será capaz de mudar esse fato. Charlie nunca vai aceitar isso, ainda mais sabendo que esse filho não é do seu precioso Jacob..._ Bella falou ironicamente e eu quase ri ao ouvi-la chamando Jacob de precioso.
_ Se acalme, senhora Swan, pois eu vou cuidar de sua filha. Não vai faltar nada nem para ela e nem para o bebê..._ Eu falei e a boa senhora me olhou tristemente, antes de abraçar a filha.
_ Meu amor, eu vou tentar convencer seu pai da besteira que ele está fazendo. Mas, enquanto isso aceite a ajuda desse rapaz que parece gostar verdadeiramente de você. Não deixe de me mandar notícias e, pelo amor de Deus, não desapareça. Caso contrário, eu morro..._ Renée pediu chorando e eu respirei fundo, tentando conter a tristeza por ter que separar as duas.
Se não fosse a língua preta do Jacob, isso poderia ter se resolvido de outra forma, embora imagino que Charlie ficaria irritado de qualquer jeito ao saber da gravidez da filha.
Mas, pelo menos ele teria tido a chance de ouvir a explicação sincera da filha e não palavras de um cara com a mente tão deturpada quanto a de Jacob.
_ Fique tranquila, mãe... Eu vou ficar bem._ Bella falou, beijando o rosto da mãe e se dirigindo para a escada com uma mala pequena.
Eu a segui em silêncio, carregando o resto de suas coisas e quando tudo já estava acomodado no carro, ela correu para abraçar a mãe mais uma vez, que nos observava da porta de entrada.
_ Eu te amo, mamãe..._ Ela murmurou chorando e por um momento eu tive vontade de dar um murro em seu pai por fazê-la sofrer daquela forma.
Eu odiava vê-la chorando.
_ Eu também te amo, meu anjo... Cuide dela, rapaz._ Renée pediu e eu sorri, indo até Bella e pousando minha mão em seu ombro.
_ Pode deixar, Sra. Swan... Eu cuidarei dela com a minha própria vida. Sua filha ficará bem..._ Eu prometi e Renée sorriu tristemente, enquanto nos observava voltar para o carro.
Bella chorou durante todo o caminho e quando chegamos a minha casa eu segui com ela diretamente para meu quarto, querendo dar o tempo necessário para que Bella se acalmasse.
_ Ele me expulsou, Edward... Meu pai me odeia. O que eu vou fazer agora? _ Ela perguntou soluçando e eu a abracei forte, nos deitando na cama e aconchegando-a ao meu corpo.
_ Você vai se acalmar e tentar dormir um pouco. Não se preocupe com nada, pois eu estarei com você.
_ Mas, eu vou ter um bebê e preciso do apoio da minha família. Eu não tenho emprego, dinheiro, casa...
_ Você tem casa sim. Minha casa. E quanto ao dinheiro, não se preocupe. Eu vou cuidar de tudo.
_ Sua obrigação é com o bebê e não com a mãe dele..._ Ela resmungou e eu sorri, beijando seu cabelo.
_ Você está certa... Mas, como eu sou apaixonado pela mãe do bebê, ela passa a ser de minha responsabilidade também..._ Eu declarei e ela me olhou com os olhos vermelhos e inchados do choro recente.
_ Apaixonado?_ Ela perguntou em dúvida e eu sorri, beijando seus lábios de leve.
_ Completamente. Agora, durma e quando você acordar, nós decidiremos o que fazer..._ Eu falei embalando-a, até que finalmente ela dormiu e eu fiquei ali, observando-a.
Aquele bebê viera para nos unir e eu não permitiria que nada nos separasse.
Nunca mais.
Eu daria minha vida para protegê-la e cuidar dela e nada me faria abrir mão do privilégio de tê-la.
Absolutamente nada.
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