Notas iniciais
Oie... Primeiro capítulo postado.
Espero que gostem...
Boa leitura!

CAPÍTULO 1



POV. BELLA



“O destino não vem do exterior para o homem, ele emerge do próprio homem”.



Rainer Rilke


Entreguei minha prova final para o professor de cálculo e sorri satisfeita, saindo da sala de aula com uma ótima sensação de dever cumprido.

Agora, era curtir as férias de verão e me preparar para meu último ano na faculdade.

Eu não via à hora de receber meu diploma e colocar meus planos para o futuro em prática.

Sorri mais ainda com o pensamento e andei apressadamente até minha caminhonete, tentando fugir da chuva e pensando em como Jacob e eu seríamos felizes depois de findado esse ciclo de nossas vidas.

Bastava que nossos estudos terminassem para que nos casássemos e formássemos a família que sempre sonhamos.

Meu namorado, Jacob Black, estava cursando o último ano de engenharia mecânica e também não via a hora de estar formado. Ele era filho de um grande amigo do meu pai e nós dois nos conhecíamos desde criança.

Nosso namoro aconteceu de forma natural, como conseqüência da forte amizade que dividíamos e parece que sempre estivemos predestinados a ficarmos juntos.

Jake, como eu gostava de chamá-lo, morava na reserva de La Pusch, que ficava a 14 km de Forks, onde eu morava desde que nascera e sempre que possível ele ia até a minha casa, fosse acompanhando seu pai para o semanal encontro do jogo na tela plana ou sozinho.

Seu avô pertencia à tribo Quileute e seus traços indígenas geneticamente herdados o deixavam ainda mais bonito, se é que isso era possível.

Eu, Isabella Swan, era definitivamente uma garota de muita sorte por namorá-lo.

Já fazia três anos que estávamos juntos e Jake se mostrara um namorado extremamente carinhoso, atencioso e apaixonado e não tinha como se arrepender de tê-lo escolhido para fazer parte da minha vida futura.

Confesso que sempre sonhei em viver um romance arrebatador, daqueles que lemos em livros e assistimos em filmes e novelas, mas eu estava feliz com o que o destino preparara para mim e não via a hora de ir ao encontro do nosso futuro.

Nossos planos eram simples: após a faculdade iríamos nos casar e iniciar nossa vida a dois, longe da monotonia de Forks.

Jake queria trabalhar em uma montadora de motos e eu queria abrir meu escritório de arquitetura e depois que a estabilidade financeira finalmente chegasse, nós iríamos ter três filhos.

Eu estava no penúltimo ano do curso arquitetura e não via de entregar meu projeto final e gritar minha tão sonhada liberdade.

A vida de universitária não era fácil, ainda mais quando se tinha que percorrer mais de 3 horas de viagem para chegar em casa, já que minha universidade ficava em Seattle.

Mas, eram sacrifícios que eu tinha certeza que valeriam à pena.

Suspirei pesadamente e me concentrei na estrada, me lembrando que antes de ir para casa eu precisava passar na residência dos Cullen para pegar meus livros que estavam com Alice.

Finalmente eu poderia lê-los.

Alice era minha melhor amiga.

Ela era a filha caçula de uma família que se mudara para Forks há pouco mais de oito anos. Seu pai, Carlisle Cullen, era médico e viera para a pequena cidade em busca de tranqüilidade para criar os filhos e exercer sua profissão. Esme, sua mãe, era enfermeira e ajudava o marido no hospital todos os dias.

Os doentes de Forks não poderiam estar em melhores mãos, já que eles eram pessoas encantadoras e excelentes profissionais.

Eu e Alice havíamos estudado juntas e desenvolvemos um forte laço de amizade.

Não que ela tivesse muito haver comigo, já que só pensava em moda e maquiagem. Mas, apesar das diferenças, nos tornamos muito próximas e eu já não conseguia imaginar minha vida sem ela.

Alice cursava moda na mesma universidade que eu, mas diferente de mim, que ia e vinha de Forks todos os dias, ela morava em Seattle e ia para nossa cidade apenas nos fins de semana.

Quando era necessário, eu ficava em seu apartamento, mas não me sentia muito a vontade, já que seus irmãos, Emmett e Edward, também moravam com ela.

Emmett, seu irmão mais velho, já havia terminado a faculdade odontologia e, segundo Carlisle, já devia ter voltado para casa e começado a trabalhar. Mas, como ele havia conhecido sua namorada, Rosalie, e começado a fazer carreira no Seattle Sounders FC*, ele desistira de voltar para Forks e, praticamente, se estabelecera na grande Seattle, para desespero de seus pais, que queriam que o filho investisse em sua carreira de dentista e não virasse jogador de futebol.

Edward, seu irmão do meio, cursava medicina e estava fazendo residência médica.

Segundo ele, assim que terminasse a faculdade, voltaria para Forks e trabalharia com seu pai no hospital local, para orgulho e total satisfação do mesmo.

Edward era também o melhor amigo de Jacob.

Os dois estudaram juntos por muitos anos e jogaram no mesmo time de baseball, desenvolvendo uma forte amizade que perdurava até hoje, mesmo que não pudessem manter o mesmo contato diário.

Eu gostava muito de Edward e o considerava um grande amigo, mesmo que às vezes ele me olhasse de maneira estranha.

Alice, certa vez, insinuara que seu irmão estava interessado em mim, mas eu desconversara e nunca mais deixei que ela tocasse no assunto.

Eu namorava Jake e gostava muito dele, sendo que jamais iria me envolver com seu melhor amigo, mesmo esse amigo sendo tão lindo e encantador quanto Edward.

Sorri com o pensamento.

Afinal, eu tinha um namorado, mas não era cega e Edward Cullen era, definitivamente, um pedaço de mau caminho.

Seu corpo bem definido, seus misteriosos olhos verdes e seu cabelo eternamente bagunçado era um conjunto sensacional e Tanya, sua namorada, tinha muita sorte em tê-lo ao seu lado, já que além de todo o aspecto físico, Edward também era um cara sensível, romântico e atencioso.

Pelo menos era o que eu havia percebido em todos esses anos de convívio e o que Alice vivia repetindo aos sete ventos.

Às vezes, eu tinha pena de Jasper, que para ser considerado um bom namorado para minha amiga, tinha que seguir os mesmos moldes de Edward.

Mas, como ele era completamente apaixonado pela baixinha mais irritante desse planeta, ele faria qualquer coisa por ela, mesmo que isso incluísse ter que pedir conselhos amorosos ao cunhado.

O fato era que, nós oito, Eu e Jake, Alice e Jasper, Edward e Tanya e Emmett e Rosalie, formávamos um belo grupo de amigos e sempre que tínhamos oportunidades, nos reuníamos para nos divertir.

Com a chegada das férias, essas reuniões se tornavam mais freqüentes e isso era muito bom, já que estar com quem se ama era um dos melhores prazeres da vida.

**********

Cheguei em frente a bela casa dos Cullen e desci rapidamente, fugindo da chuva que não dava trégua nem um dia sequer.

Também... O que esperar de Forks?

Mesmo no verão a chuva caia todos os dias.

Antes que eu pudesse tocar a campainha, a porta se abriu e um sorridente Edward me saudou.

Eles haviam voltado de Seattle há uma semana, pois suas provas terminaram antes das minhas, mas, mesmo assim, eu fiquei surpresa em vê-lo.

_ Olá, senhorita... O que deseja?_ Ele gracejou e eu ri, me colocando na ponta dos pés e dando um beijo amigável em seu rosto.

_ Vim buscar uma encomenda com a senhorita Alice Cullen... Ela está?_ Perguntei, enquanto ele me dava passagem e não pude deixar de notar o quanto ele era cheiroso.

Segundo Alice, seu irmão era um cara cuidadoso e jamais ficava sem um bom perfume e uma roupa elegante.

Vai ver, era por isso que as garotas caíam aos pés dele por onde ele passasse.

Assim que entrei na sala, notei que Tanya estava ali e me olhava com cara de poucos amigos.

Pensando bem, acho que ela não fazia parte do meu círculo de amizades, já que não parecia gostar nem um pouco de mim.

_ Oi, Tanya..._ Falei, tentando ser educada, mas ela apenas me respondeu com um aceno de cabeça.

Desviei meu olhar, me sentindo um pouco incomodada com a atitude da cunhada da minha amiga, mas assim que olhei para o rosto sorridente de Edward, o incômodo desapareceu.

_ Alice está no quarto dela. Pode subir. Inclusive acho que ela está lhe esperando._ Edward falou, apertando minha bochecha de leve e me fazendo corar igual a uma colegial.

Será que Edward não tinha medo de ser atacado por sua namorada, que agora soltava chispas pelos olhos?

_ Certo... eu vou... Hum... Eu vou subir._ Falei gaguejando, afastando-me discretamente do seu toque e seu sorriso se alargou.

Respirei fundo, andando apressadamente em direção as escadas, querendo fugir o mais depressa possível do olhar fulminante de Tanya e do toque sem propósito de Edward, antes que eu acabasse assassinada por sua namorada.

**********

POV. EDWARD

Fiquei observando Bella subir as escadas da minha casa, ainda sentindo seu doce cheiro de frésias no ar e me perguntando como alguém podia ser tão incrivelmente perfeita.

Bella era tudo o que eu sempre sonhara, mas, infelizmente, ela não estava ao alcance das minhas mãos, uma vez que era namorada do meu melhor amigo.

Mas, esse fato não me impedia de desejá-la.

E ás vezes, eu me sentia culpado por isso.

Mas, o que fazer quando o desejo e o fascínio eram maiores do que a razão?

Suspirei pesadamente e me encaminhei para a sala de TV, onde eu estava antes de ver a caminhonete de Bella se aproximando e encontrei o olhar fulminante de Tanya.

_ Por que não foi atrás dela?_ Ela perguntou e eu revirei os olhos, indo me sentar ao seu lado.

Tanya e eu estávamos juntos há dois anos e nossa relação era estável, mas eu não sabia se queria continuar sendo seu namorado.

Eu não era apaixonado por ela e sabia estar ao seu lado por puro comodismo.

Eu devia procurar por outra namorada, mas tinha a consciência que nenhuma seria perfeita para mim, pois a única garota que eu queria já era comprometida.

_ Eu sei que você gosta dela, Dr. Edward Cullen... Uma pena que ela namore o seu amigo, não é mesmo?_ Tanya falou de forma irônica e eu a olhei, irritado.

_ Quer parar com isso?_ Falei e ela bufou.

_ Você que devia parar de ficar encarando-a feito um retardado sempre que Bella aparece... Ela não dá a mínima pra você, Edward._ Tanya alfinetou e eu senti uma dorzinha incômoda no peito, sabendo que ela estava certa.

Bella me vira apenas como seu amigo e eu sabia que ela era apaixonada por Jacob e jamais iria pensar em mim de outra maneira.

Para minha completa frustração.

Eu gostava de seu sorriso, de sua voz, do seu cheiro, da sua alegria... Mas, nunca seria o dono de nada disso e só me restava conformar-me.

_ Vamos mudar de assunto, Tanya... Eu não quero brigar com você._ Falei e ela bufou mais uma vez, cruzando os braços sobre o peito e voltando a se concentrar no filme que passava na TV.

Tanya morria de ciúmes de Bella e o pior que eu nem podia culpá-la.

Quando percebi que ela estava novamente concentrada no filme, eu suspirei e comecei a pensar em minha vida e em como nem tudo poderia ser perfeito como eu gostaria.

Desde criança, meu sonho era ser médico como o meu pai.

Eu sempre fui um aluno exemplar e me dedicava bastante aos estudos, pois sabia que para conseguir meu diploma eu teria que batalhar muito.

Eu nasci em Olympia, capital do estado de Washington, mas, quando estava com quinze anos, meu pai resolveu que era hora de sua família ter uma vida mais sossegada e nós nos mudamos para Forks, onde ele assumiu o hospital local, ao lado de minha mãe.

Poucos anos depois, eu ingressara na universidade de Seattle e já estava na residência médica, prestes a realizar meu maior sonho, que era me tornar médico e trabalhar ao lado do meu pai no hospital de Forks.

Meus irmãos, Emmett e Alice, desejavam ir embora daqui um dia, mas eu não tinha a mesma pretensão.

A cidadezinha me encantara logo de cara, apesar de seu clima úmido e chuvoso e de sua vida pacata.

Mas, o que me fizera realmente ter vontade de jamais ir embora fora a linda menina de olhos castanhos chocolates e cabelos cor de mogno, que era filha do xerife da pequena cidade.

Isabella Swan.

Na primeira vez que eu a vira, ela estava acompanhada de Jacob e assistia ao treino de baseball no ginásio da escola secundária de Forks.

Eu jamais seria capaz de me esquecer de sua expressão concentrada, enquanto acompanhava cada passe do jogo, vestida com uma saia xadrez e camisa branca e com os longos cabelos presos em um rabo de cavalo.

Quando eu me sentei ao seu lado, ela me olhou desinteressada e sorriu lindamente, e desde aquele dia eu me apaixonara por ela, mesmo Bella tendo apenas doze anos.

Mas, pouco tempo depois, eu me tornara amigo de Jacob Black e quando ele me confessara que era apaixonado por Bella e que só estava esperando ela ser mais velha para pedi-la em namoro, eu não pudera fazer nada ao não ser observá-los de longe e torcer pela felicidade da garota que jamais saíra dos meus pensamentos.

O namoro dos dois era apoiado por seus pais, que eram amigos de infância, e eu jamais teria chance de competir contra isso.

Os dois pretendiam se casar e ter filhos e o futuro de ambos, pós graduação, já estava traçado.

E eu só faria parte desse futuro como amigo do casal.

Suspirei com o pensamento e minha namorada me olhou de rabo de olho, mas eu procurei ignorá-la.

O jeito era me conformar com meu destino e seguir com minha vida ao lado de outra pessoa, pois Isabella Swan jamais seria minha.

Talvez, meu futuro não fosse ao lado de Tanya, mas também não seria ao lado de Bella.

Contudo, se ela fosse feliz ao lado de Jacob ou de qualquer outro cara, eu já me daria por satisfeito.

**********

POV. BELLA

Entrei no quarto de Alice e a encontrei adormecida, toda enrolada em um grosso edredom e não me contive em provocá-la um pouco.

Andei lentamente até sua cama e dei um gritinho em seu ouvido, assustando-a e fazendo-a gritar, enquanto me encarava com raiva.

_ Se eu caísse da cama e quebrasse o pescoço, você sentiria remorso pelo resto da vida... _ Ela resmungou e eu ri, indo me sentar na cadeira do computador.

_ Vim buscar meus livros..._ Falei e ela suspirou, levantando-se e indo até uma estante, onde meus livros já estavam separados.

_ Estão aqui. Mas, não sei como você agüenta ler essas coisas... São muito melosos._ Ela falou e eu revirei os olhos.

_ São romances, Alice... O que você esperava?

_ Ah... Sei lá. Um pouco de movimento, atitude, sexo... Imagine. Tem uma menina em um desses livros que é virgem aos 21 anos... Isso nem existe!_ Ela exclamou e eu corei ao ouvir suas palavras, ganhando sua total atenção em meu rosto.

Respirei fundo e olhei para os livros que agora estavam em minhas mãos, tentando fugir da Santa Inquisição, que eu sabia que começaria agora.

_ Isabella Swan... Diga para sua melhor amiga que você já transou com seu namorado..._ Alice falou e, nesse momento, eu senti meu rosto pinicar de tão quente.

Por que ela tinha que ser tão indiscreta?

_ Isso não é da sua conta, Alice..._ Eu falei e ela continuou me encarando como se eu tivesse, a partir de agora, três olhos e duas bocas.

_ Bella... Eu não acredito... Você tem 20 anos e namora com um cara gostoso... Por que, diabos, você ainda é virgem?

Boa pergunta: por que eu era virgem?

Nem eu sabia a resposta, mas o fato é que eu não me sentia pronta para me entregar ao meu namorado.

Não que ele já não tivesse tentado, mas eu nunca permitia que ele avançasse o sinal e Jake me respeitava, a ponto de sempre aceitar meus argumentos e não insistir para que transássemos.

Eu não era careta e nem queria esperar o casamento para fazer sexo, mas enquanto eu não me sentisse totalmente pronta, eu faria qualquer coisa para adiar esse momento.

_ Vamos Bella, estou esperando uma resposta e você não sairá desse quarto até que eu consiga uma... _ Alice falou decidida e eu revirei os olhos, levantando-me e indo até a janela.

_ Eu não sei a resposta, Alice. Eu e o Jake estamos indo com calma... Teremos muito tempo para fazer sexo._ Eu respondi e ela gargalhou, me fazendo corar mais uma vez.

_ Indo com calma? Bella, faz três anos que vocês namoram... Isso não é ir com calma... Isso é não ir para lugar nenhum...

_ Namoros podem acontecer perfeitamente sem sexo, Alice... Eu e Jake somos a prova disso._ Falei convicta e ela ficou me encarando por longos segundos.

_ Olha, Bella... Nada contra isso. É uma escolha de vocês. Mas, é que... Bem... Jacob é um cara bonito e cobiçado... Ele pode querer em outras meninas o que não tem com você... Já pensou nisso? E o mesmo pode acontecer com você... E aí: como fica?

Eu suspirei e voltei a me sentar na cadeira do computador, encarando minha amiga que ainda me olhava curiosa.

_ Isso não vai acontecer. Nós nos amamos e sabemos nos respeitar. E, tenho certeza que logo vai rolar entre a gente. Eu só não quero me sentir pressionada._ Eu falei convicta e Alice sorriu ironicamente, mas, por um milagre, não comentou mais nada sobre o assunto.

_ Ok... O que você acha de irmos ao Bonzer's hoje? Você está devendo uma apresentação pra ele desde que entrou na faculdade._ Alice falou e eu fiz uma careta, me sentindo um pouco aliviada por ela ter deixado o assunto da minha virgindade de lado.
Mas, ao me lembrar de um dos meus maiores micos, pago na única boate existente em Forks, o pouco alívio adquirido fora embora imediatamente.
Ben Bonzer era namorado de Ângela, que também era minha grande amiga.
Sua família havia vindo da Irlanda e abrira uma pequena boate, para diversão da população jovem de Forks.
Aquele era, sem dúvida, o lugar mais badalado da cidade e sempre que tínhamos oportunidade íamos até lá para nos divertir.
O ambiente era bastante agradável, a música era boa e segundo Jacob e Emmett a cerveja estava sempre gelada.
Quando o lugar foi inaugurado, havia uma grande máquina de Karaokê, onde todos que quisessem se apresentavam, pagavam mico e se divertiam.
Com a expansão do lugar, a família de Ben providenciou também um palco e uma banda que tocava lá aos fins de semana e caso alguém quisesse mostrar seu lado artístico, os músicos estavam sempre à disposição.
No ano em que eu ingressei na faculdade, depois de tomar meu primeiro e último porre, eu subira no palco e, me achando a encarnação da própria Beyoncé, eu fizera uma pequena apresentação que, apesar de ridícula, jamais fora esquecida por ninguém.
Eu gostava de cantar e não era tão desafinada... Mas, uma coisa era cantar no chuveiro e outra bem diferente era me apresentar para dezenas de pessoas em cima de um palco.
E eu jamais faria isso outra vez.
Até porque, se meu pai soubesse que esse episódio poderia se repetir, ele certamente me trancaria em um convento na Nova Zelândia.
Charlie odiava que as atenções populares se voltassem pra sua pessoa ou pra qualquer membro de sua pequena família, constituída por ele, minha mãe Renée e por mim.
Portanto, o melhor que eu tinha a fazer era continuar estudando e me tornar arquiteta, pois a vida de estrela não era pra mim.
_ Pode esquecer... Eu jamais vou subir naquele palco outra vez. Eu só fiz aquilo porque estava bêbada e em tais condições, não tive medo de ser ridícula..._ Eu falei e Alice gargalhou, sentando-se na cama e me encarando com a expressão divertida.
_ Foi uma boa apresentação, embora você não admita isso...
_ Eu não me lembro, Alice... Mas, como nunca havia me apresentado em lugar nenhum, eu tenho certeza que foi um episódio ridículo.
_ Sabe? Eu acho que você tem que ter cuidado com sua amnésia alcoólica... Daquela vez, todos nós estávamos por perto e você não correu riscos... Mas, você conhece o ditado: “bunda de bêbado não tem dono”..._ Ela falou de forma debochada e eu mostrei a língua pra ela, deixando claro que eu não achara a piada engraçada.
_ Pode ficar tranqüila, cara amiga... Eu não corro esse risco, pois nunca mais ficarei bêbada... A euforia do momento não vale a ressaca do dia seguinte..._ Eu falei e ela riu, certamente se lembrando da minha cara de zumbi no dia pós-porre.
_ Se você diz... Mas, nunca se sabe quando teremos vontade de mandar tudo para o inferno e encher a cara... Então eu sugiro que você trate devidamente dessa amnésia.
Eu realmente não me lembrava de muita coisa daquele dia e Carlisle gentilmente me explicara que algumas pessoas desenvolviam uma espécie de amnésia quando ficavam bêbadas e que, por isso, deviam ter mais cuidado com a quantidade de álcool ingerida.
Mas, desde aquele dia, eu nunca mais abusara e não pretendia repetir a dose.
Portanto, minha integridade e qualquer parte do meu corpo estavam seguros.
_ Eu vou pra casa... Preciso de um banho. Mas, se você quiser ir ao Bonzer's, eu topo... Quero comemorar a chegada das férias._ Falei e Alice sorriu.
_ Certo... Avise o Jake, que eu vou chamar o Jazz e o Edward._ Alice falou, dirigindo-se para seu Closet e eu assenti, mesmo querendo dizer pra ela deixar o irmão de lado, já que levá-lo significava ter que aturar a Tanya.
Mas, eu não faria isso.
Uma que eu tinha certeza que Jacob ia adorar ver o amigo e outra que eu gostava da companhia de Edward.
Ele era divertido e agradável e eu não ia me afastar dele só por que sua namorada não ia com minha cara.
Ela que superasse esse problema.
Suspirei e me levantei, pegando meus livros e colocando-os na mochila.
_ Então, até mais tarde..._ Gritei, mas sabia que ela não estava me ouvindo, pois certamente estava em busca da roupa perfeita.
Sorri com o pensamento e saí da casa discretamente, não querendo ter que enfrentar o olhar fulminante de Tanya Denali.
Já bastava que eu ia ter que aturá-lo durante boa parte da noite...
Fiz uma careta com o pensamento e entrei na caminhonete.
Essa noite prometia...



Notas finais
Gentee...
E aí?
Esse capítulo foi uma apresentação básica de alguns personagens e um breve tour pela vida dos nosso casal favorito...
Espero que tenham gostado e que continuem me acompanhando nessa nova aventura.
Beijos e até o próximo...