Jovens Caçadores- Acontecimentos (3)
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Primeiro capitulo falando um pouco sobre o passado do Diogo.
bjosbjos.
Ass.:D.
Diogo narrando.
Acordei com a minha cabeça doendo muito, a ultima coisa que eu lembrava era do demônio explodindo e eu apagando. Olhei em volta e vi que estava em um lugar todo branco, totalmente, sem nenhuma outra cor, sozinho. Fiquei sentado por um tempo e olhei em volta e nada, nada de pessoas, nada de cor, tudo vaziu.
Me levantei devagar, ainda com dor quando apareceu umas faixas coloridas, até que enfim, elas tinham mais ou menos 50 cm de largura e eram compridas, tanto que eu não via o começo nem o fim delas, cada uma era de uma cor, uma verde limão, outra rosa choque, outra amarelo florescente e por ai vai. Elas começaram a ficar em volta de mim fazendo um circulo e começando a se misturar e formar uma cor que nunca tinha visto antes, fiquei hipnotizado com aquilo e coloquei a mão, no mesmo instante fui sugado para dentro dela saindo em uma casa.
Me levantei e olhei em volta, estava dentro de um vidro, como se estivesse preso, comecei olhar a casa e a reconheci na hora, era a casa que eu morei até uns 8 anos, me vi entrar correndo e sentando nas escadas, vi minha mãe entrar chorando com a mão no rosto. Lembro desse dia, meu pai podia ser rico, mas era um completo ignorante. Nesse dia minha mãe estava dando informações para um homem que queria saber onde era uma rua e ele falou que ela estava traindo ele. Arrastou ela para dentro de casa e deu um tapa em seu rosto.
Queria ir abraçar ela e a proteger do que estava por vir, mas não conseguia sair daquele vidro idiota. Me olhei na escada, era apenas uma criança, não passava dos 6 anos naquele momento, apenas assistia tudo calado. Foi então que ele entrou em casa, ele bebia muito, ao ponto de cair no chão e não estava diferente nesse dia.
Ele foi para cima da minha mãe de novo que se levantou e pegou uma arma apontando para ele.
-Sai de perto de mim Otavio, você não encosta mais em mim.
Ele se afastou olhando a arma, ele nem respirava direito.
-O que você pensa que vai fazer Marcia?
-Você está doente. Não aguento mais isso, meu filho não vai crescer vendo isso. Ou você se trata ou eu pego o Diogo e nós dois sumimos no mundo...
Tudo começou a ficar embaçado e o vidro foi se desmanchando, uma vez apareceram as cores me puxando e eu apareci em uma estrada na qual não se via fim em nenhum dos dois lados. O céu era feito de faixas, cada uma de uma cor com o sol verde, a paisagem não era diferente, a terra era roxa, e tinha animais estranhos, lagartos que pareciam camaleões e ficavam trocando de cor todo instante. Olhava para os dois lados sem saber por onde ir.
Então a voz da nina soou em minha cabeça e ondas apareceram na minha frente, como aqueles computadores só que adivinhem, estavam coloridos. Estava me sentindo em um clip psicodélico já.
-Meu Diogo, vamos sair dessa, você não pode me deixar, não pode me abandonar agora. Você vai sair desse coma...
Coma? Eu estou em coma?
Ela estava sozinha agora, literalmente, não podia ter acontecido isso agora.
Olhava para os lados quase fazendo minha mãe mandou para saber aonde ir, segui o caminho da direita.
Estava andando por algum tempo quando senti uma mão no meu ombro. Estava sozinho até agora, como pode ter alguém chamando minha atenção?
Me virei instantaneamente e não acreditei no que vi. Lá estava ela, como me lembrava de 4 anos atrás, a mesma calça muito apertada, o mesmo top para mostrar seu corpo, os cabelos bem vermelhos e compridos jogados em seu ombro, a mesma maquiagem exagera no rosto e os mesmos olhos roxos, sim roxos, são raros mais ela tem, me encarando com um pouco de malicia e divertimento.
-Natacha?
Ela deu um sorriso grande mostrando seus dentes perfeitos.
-Vejo que ainda se lembra de mim!- Ela chegou mais perto. -Como vai Diogo? Senti saudades de você!
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