Jovens Caçadores- Acontecimentos (3)
14 Capítulo 15
Narração Normal
Beatriz estava com medo de tudo aquilo, a uma semana quando eles tentavam sair de casa as portas se fechavam sozinhas, não tendo como abrir, as janelas ficavam batendo e sempre subia um cheiro ruim.
Só que nesta noite ela estava desesperada, Rafaelli estava já com quase 38,5 graus de febre, precisava leva-la ao pronto-socorro e não conseguia sair.
-Douglas, ele me quer, é comigo toda essa raiva.
Douglas estava com a Isa no colo, tentando fazer ela dormir.
-O que você esta pensando em fazer Beatriz?
-Salvar minha família.- Ela se levantou e começou a falar bem alto-Gustavo, estou aqui e quero falar com você.
Nada aconteceu e ela começou chorar.
-Por favor, só quero falar com você!-E completou bem baixinho- Por favor...
Subiu uma fumaça preta da porta e ela se virou assustada e a voz do Gustavo apareceu atrás dela.
-Pois não? Queria falar comigo?
Ela ficou de frente para ele, deu Rafaelli para o Douglas e se aproximou do Gustavo.
-Você esta com raiva de mim, não deles.
-Como sabe disso? -Disse irônico.
-Sei porque sempre te falei que a coisa mais importante para mim era minha família, mexer com ela era acabar comigo. Eles são minha família e você e está mexendo com eles.
Ele se aproximou do Douglas com as meninas no colo.
-Uma delas está ruim não está?
-Por favor, libera eles, pode me fazer prisioneira, mas deixe-os ir.
Ele se aproximou da Beatriz, passou a mão em seu rosto, o fundo dos seus olhos não tinham a mesma cor de sempre, eram vermelhos, deixando-a paralizada.
-E o que eu ganho com isso?
-Me ganha, não vou reclamar, pode fazer o que você quiser, mas deixe-os ir embora.
-Boa oferta... Aceito.
Ele fez um movimento com as mãos abrindo a porta da sala.
-Vou ajudá-lo arrumar as coisas para ir com elas.
-Apenas uma mala para os três.
Beatriz não reclamou, não falou nada, simplismente subiu com os três para arrumar tudo.
Douglas colocou as meninas no berço e fechou a porta.
-O que você estava pensando Bia? Não vou deixar você sozinha aqui.
-Leva nossa pequena ao médico, cuide dela e da Isa, não se preocupe comigo, se foque nelas duas.
Ele a puxou dando um beijo e a abraçando com força.
-Quero trocar de lugar com você...
-Mas não pode-Interrompeu- Ele aceitou minha proposta, não vai
voltar atrás agora.
Ela apertou mais ele.
-Te amo meu Douglas.
-Também te amo minha Bia.
Ficaram assim um tempo, ela soltou ele, dando outro beijo, e foi arrumas as coisas deles.
Desceram as escadas depois de 30 minutos, Beatriz com as gêmeas no colo e Douglas com a mala.
Gustavo estava no fundo da sala, em pé, parado, sem nem se mexer.
-Demoraram. Vocês tem 5 minutos para sair.
Douglas arrumou a mala no ombro, pegou as gêmeas no colo, Beatriz abraçou ele e deu um beijo nelas.
-Amo vocês.
-Nós sabemos e também te amamos.
-3 minutos.
Ela os acompanhou até a porta e ajudou a abrir o portão, todo o tempo tinha uma fumaça preta em volta de sua cintura não a deixando passar do portão.
Quando eles saíram ela foi puxada com tudo para porta da sala, Gustavo a abraçou e os envolveu em uma fumaça densa, Beatriz apenas olhava sua família no portão, chorando.
Então a porta fechou.
Douglas sentou na guia da calçada, apertando suas filhas e quase chorando de desespero.
Escutou no fim da rua a voz de um casal se aproximando.
-...Vai lá conversar com ela então, uma conversinha particular.
-Nina, para com isso, ciumes daquela perua?
Ele se levantou e foi até eles.
-Pelo amor de Deus, nos ajuda.
-O que está acontecendo, está tudo bem?- A mulher parecia bem preocupada.
-Vocês não vão acreditar, mas tem um demônio na minha casa.
O casal se entreolhou.
-Qual seu nome?
-Douglas.
-Meu nome é Nina e esse é o Diogo, acreditamos em você...
Uma das meninas começou a chorar.
-Quer ajuda com elas?
Ele olhou para a Nina, confiava nela, mesmo sem conhece-la.
-Minha filha esta com febre.
Diogo se aproximou e pegou a mala dele.
-Vamos no hospital com você, no caminho você conta toda essa historia, certo.
Douglas acenou, Nina segurou a Isabelle, Douglas estava com a Rafaelli e Diogo levava a mala até o carro na rua em frente.
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