Notas iniciais
Desculpa meeeeesmoooo a demora, vou compensar, de verdade. Estava procurando um capitulo para juntar com os outros e estava muito sem ideia, ai eu editei esse e quando fui mexer no meu material do ano passado achei esse capitulo, perfeito para o que eu precisava.
J. o primeiro beijo do Diogo com a Nina foi porque você insistiu tanto que eu coloquei. O livro esta mais da metade e vai ter mais um que ja esta com capítulos avulsos, mas a esta saindo.
Estava morrendo de saudade!!
Bjosbjos
Ass.:D.

Nina narrando

Passamos a maior parte da manha na delegacia vendo os casos das pessoas desaparecidas que foram informadas, depois verificamos todos os papeis para ver os que se encaixavam nas fatores de ser ma possessão demôniaca, passando de 50 papeis para 20, por ultimo tivemos que visitar casa por casa para averiguar todos os fatos, ver as evidências e achar a pessoa que estamos procurando.

–Diogo, este menino, Gustavo, tem duas fichas na delegacia, uma falando que ele desapareceu e outra por invasão de domicílio e ameaças, as duas tem a diferença de 7 dias.

–Vamos ver essas casas aqui e vamos deixar a casa desse Gustavo por ultimo.

–Você quem sabe, eu acho que ja achamos nosso menino, mas tudo bem.

Me troquei como se fosse realmente uma detetive, saímos do hotel 13:00 e estávamos na ultima casa tinha acabado de dar 21:47, estava completamente acabada.

A casa era pequena, mas era comprida como um pequeno prédio, estava aparentemente velha e mal cuidada. Olhei para ela e parei um pouco suspirando.

–Calma Nina, estamos na ultima casa já!

Abaixei a cabeça e coloquei a mão nas têmporas, depois da 13 casa tinha me dado uma dor de cabeça horrivel, tanto que as vezes o Diogo me apoiava na hora de andar para eu não cair.

–Esta se sentindo tonta?

–Me ajuda pelo menos a chegar até a porta?

Ele sorriu e passou uma mão pela minha cintura e com a outra puxou para traz de sua cabeça, me ajudando a andar.

–Espero realmente que esta seja a casa certa. Como a Ana faz falta!

Ele revirou os olhos e ele me soltou e bateu na porta segurando apenas a minha mão.

Demorou um pouco para atenderem, mas quando abriram a porta vimos uma mulher, ela estava entre os 55 e 60 anos, era tinha um bronzeado artificial de maquiagem, os olhos estavam com uma sombra azul céu metálica borrada, batom vermelho caminhão de bombeiros borrado, seu cabelo era loiro platinado com 7 dedos da raiz dele preta, sua roupa era um vestido super curto de oncinha que usava com um sapato de salto com um salto gigante e para finalizar, suas unhas eram muito compridas, metade com um esmalte vermelho berrante e o resto estava descascado, mostrando como sua unha era suja por baixo, pois estavam pretas.

–Boa noite, o que deseja não moço lindo?- Disse medindo o Diogo dos pés a cabeça, isso me incomodou e muito.

–Boa noite- Disse tirando a atenção dela no meu Diogo e passando para mim, ela não gostou nada disso pois ficou fazendo cara feia enquanto eu falava-Meu nome é Amanda e esse é o Caio, estamos fazendo faculdade de psicologia e queríamos lhe perguntar algumas coisas, podemos conversar?

Ela deu um sorriso irônico, olhando de novo somente para o Diogo enquanto me respondia.

–Não tenho problemas psicológicos, mas se você, Carlos quiser entrar e conversar comigo, a vontade!- Disse deixando bem claro que o convite era apenas para ele.

Ele passou o braço nos meus ombros possessivamente e eu abracei sua cintura passando a mensagem para aquela mulher oferecida que nós estávamos juntos.

–Nós fomos ao distrito policial para pegar os nomes das pessoas que desapareceram nesta cidade e queremos conversar com as famílias para ver como estão reagindo.

Ela não reagiu ao Diogo como tinha feito comigo, desta vez ela fez uma cara triste digna de novela mexicana, fingiu limpar uma lagrima, mas mesmo assim quando ela via que o Diogo não estava olhando ela fazia cara feia para mim abraçada com ele.

–Entrem, podem entrar.

Diogo segurou só minha mão e entramos direto na sala, que não era nem um pouco parecida com o estilo dela, para falar a verdade era totalmente ao contrario dela. As paredes eram de um amarelo bem clarinho, o tapete era bege combinando com o sofá marrom escuro e claro.

–Sentem-se.

Ficou bem claro que ela falava apenas com o Diogo.

–Tem mais alguém na casa?- Perguntei obrigatoriamente.

Novamente ela me respondeu com cara feia e mal-educadamente.

–Isso não te interessa, mas tem sim. Por quê?

–Porque temos que falar com todos, não com uma pessoa exclusivamente.

Ela deu um sorriso amarelo.

–Luisa, para de chorar e desse porque temos visita!- E acrescentou baixinho olhando para o Diogo- E que visita.

Olhei para o Diogo quase pulando em cima do pescoço dela, ele segurou minha mão mais forte.

A mulher que desceu as escadas não era extravagante quanto a mais velha, tinha a forma de se vestir bem simples, estava com os olhos inchados e vermelhos.

–O que foi mãe?

Ela se virou nervosa.

–Já disse para não me chamar de mãe na frente dos outros, meu nome é Raquel. Eles querem conversar com a gente sobre seu filho problemático.

–Meu Gustavo não é problemático.- Ela olhou para a gente- O que vocês desejam.

Expliquei para ela sobre a pesquisa e ela aceitou falar com a gente.

–Meu filho não tinha problemas mentais...

A mãe ignorante dela interrompeu.

–Não tinha problemas? Ele falava que via sombras pretas seguindo ele em todo canto!

Essa parte me interessou.

–Sombras pretas?

–Sim, e sentia cheiros de enxofre do nada.

Diogo se levantou e olhou para a Luisa.

–Podemos ver o quarto dele?

–Podem.

Ela se levantou e nos levou ate um quarto no andar de cima, nos deixando na porta, pois ela ainda não tinha criado coragem de entrar la.

Na hora que entramos no quarto sentimos um cheiro muito forte de enxofre em sua cama.

–Nina vem ver isso.

Ele estava com alguns papéis na mão, todos com o desenho de uma coisa preta sem foco e com olhos vermelhos.

–Achamos nosso garoto Diogo!