Journey
25 Veinticinco
Notas iniciais
– O que você tá olhando aí? — Castiel perguntou, se aproximando de Dean, que estava sentado no tapete, com o celular em mãos, perto da tomada onde o carregador estava plugado.
– Wikipédia. — respondeu — Você gosta de garotas e garotos, né?
– No momento, eu só gosto de você. — sentou-se ao lado de Dean e deu-lhe um beijo na bochecha, que fez o loiro sorrir sem jeito.
– É sério, Cas.
– Eu não sei, Dean, eu acho que tanto faz o gênero.
– Ah! — colocou o celular na frente de Castiel — Então você é pansexual.
– Eu já disse que eu não me importo com isso. — desviou-se da mão de Dean e tentou alcançar seus lábios, mas foi interrompido
– Cara, eu tô tentando fazer uma pesquisa séria aqui. Eu não sei o que eu sou e isso é sim muito importante.
– Ok — suspirou — E quais são suas dúvidas?
– Olha, Cas, eu... assisto pornô. E eu tenho pôsteres de mulheres no quarto. Mas quando eu olho pra você, ah... droga, você é tão adorável. E eu gosto de você de verdade. E você também é todo bonitão e...
– E isso faria de você bissexual?
– Eu acho, mas olha, se eu tiver namorando você, isso faz de mim... gay?
– Não, você continua sendo bissexual.
– Mas as pessoas vão olhar e vão pensar...
– Que se dane as pessoas! E se elas pensarem que você é gay? Qual o problema?
– É que eu não quero ser tipo um — apertou os olhos — um Gabriel, sabe? Eu quero continuar sendo eu mesmo.
– Ai meu Deus, Dean... — Castiel segurou-lhe pelo rosto e riu — Cada pessoa é de um jeito, é claro que você vai continuar sendo você mesmo. Agora larga esse telefone.
Castiel tirou o aparelho da mão de Dean e passou uma das pernas por cima de seu colo, puxando-lhe para um beijo. Dean fechou os olhos e correspondeu. Quando as mãos do moreno já estavam por dentro da cueca do Winchester, os dois pararam assustados.
Alguém estava batendo na porta.
– Quem é? — Castiel gritou
– Sou eu, Castiel. Algum problema aí dentro?
– Balthazar — Castiel sussurrou para Dean e depois gritou — Nenhum problema não.
– Você vai abrir pra mim ou nós vamos conversar desse jeito mesmo?
– V-vou, só um segundo. — rapidamente, saiu de cima de Dean e colocou rapidamente uma calça e uma camisa.
– O que eu faço? — Dean e Castiel conversavam por sussurros
– Se esconde no banheiro.
– Ei, mas... não me esconda!
– Então veste uma roupa e fica aí pra falar com o Balthazar.
– Eh... Eu vou me esconder, tá?
Castiel revirou os olhos. Dean vestiu a blusa branca dos Beatles e se escondeu atrás da porta do banheiro.
– Olá, Balthazar. — se apoiou na porta, tentando agir naturalmente.
– Você, hein — Balthazar bagunçou ainda mais os cabelos já muito bagunçados do irmão — Quantas strippers estiveram aqui essa noite? Pela sua fisionomia, eu diria que umas oito.
"Eu valho oito strippers?" Dean pensava, enquanto acompanhava a conversa por uma fresta "Legal."
– Você veio aqui pra isso?
– Na verdade, — desviou-se de Castiel e entrou no quarto, olhando para todos os lados — eu queria avisar que amanhã você não vai poder faltar o trabalho igual a hoje, porque tem passagem de som das bandas.
– Certo. Mas você já tinha me avisado disso hoje a tarde. — Castiel seguia Balthazar pelo quarto tentando chutar as roupas de Dean para debaixo da cama.
– Esse celular é seu? — apontou para o telefone de Dean carregando
– Ué, é claro.
– E aquela guitarra ali? É nova, é? Você comprou?
– Sim.
– Eu posso usar o seu banheiro? — disse empurrando a porta do banheiro levemente com os dedos. Dean se espremeu o máximo que pôde.
– N-não! — disse alto, mas depois se recompôs — Você veio aqui só pra ver se tinha mais alguém, né?
– Eu sei que tem, Castiel, você não me engana. — riu — Mas eu não vou te atrapalhar. Só queria dizer para a pessoa atrás dessa porta — Dean gelou na mesma hora — que eu sei quem você é e eu quero você na minha sala amanhã de manhã.
Castiel trancou a porta assim que Balthazar saiu. Dean saiu do banheiro e os dois se entreolharam.
***
– Olha se não é o meu casal favorito. — Gabriel estava debruçado sobre uma mesa do restaurante, com uma barra de chocolate na mão, quando Dean e Cas chegaram para o café da manhã — Pelas suas caras, a noite foi animada.
– E pela sua cara, a noite foi uma droga. — Castiel falou, tirando o chocolate da mão do irmão
– Ei! Devolve, eu preciso dele!
– Você não quer falar o que aconteceu? Talvez eu e o Dean possamos ajudar.
– É, fale por você. — Dean cortou — Eu vou pegar uma torta.
Castiel sentou-se a mesa e tentou fazer uma cara compreensiva.
– Você é um amor, Cassie, mas eu prefiro ficar aqui curtindo minha deprê.
– Seu problema é o Sam?
– Na verdade, — fez uma voz debochada — Ruby. E aquele cara Lúcifer também. É muito difícil se aproximar do Sam com aqueles dois urubus rondando.
– Que isso, Gabriel, você esqueceu qual é a primeira regra?
– Nunca falar do Clube da Luta fora do Clube da Luta? — Dean voltou com sua torta, se intrometendo no meio da conversa.
– Não — Castiel olhou repreensivamente pra Dean — A primeira regra é se divertir.
– Ew — Dean falou, com a boca cheia — Clichê.
– Quer saber, Cassie. — Gabriel levantou o rosto da mesa — Você tem razão. Eu vou é tratar de me divertir, ah se vou. — riu de uma forma semi-maléfica e levantou-se depressa — Vejo vocês na passagem de som. Adeus.
Castiel e Dean se entreolharam.
– Acho que você criou um monstro, hein. — colocou apenas meio pedaço de torta na boca, já que a outra metade foi direto para sua camisa dos Beatles emprestada — Ai, droga. — tentou limpar com um guardanapo — Desculpa.
– Não, tudo bem, é só uma camisa. — Castiel falou — Pode pegar outra lá em cima se você quiser.
– Então tá, eu já volto.
Entrou no elevador tão concentrado em esfregar o guardanapo contra a mancha cor de rosa, que nem viu que não estava sozinho.
– Bom dia. — disse uma voz levemente animada
– Bom dia. — Dean respondeu, sem sair da sua posição
– Sabia que foi o próprio Ringo Starr quem deu essa blusa pro Castiel?
Dean parou de limpar e levantou o rosto, só para descobrir que era com Balthazar que dividia o elevador.
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