Meu pai, Ray e eu estamos acampados as margens de um lago em Astoria*. Em um momento de homens. As mulheres vão ao Shopping se divertir e relaxar, os homens assistem futebol ou pescam.

O plano foi do meu pai. Que percebeu que seu querido filho estava atolado nos estudos e não o via ou falava com ele. Eu.



Reconheço que negligencie o meu pai. E já que eu ia passar o resto do ano sem ver a luz do sol. Quanto exagero. Ele e Ray me sequestraram.



Estou exagerando eu sei. É mal de família. Admito estou adorando passar esse tempo com eles. Minhas aulas entraram em recesso de duas semanas por isso aceitei vir com os dois.



No momento estou ao lado da minha vara de pescar, Ela esta imóvel há mais de uma hora. Ou seja, não pesquei nada ainda. Meu pai está mantendo o fogo aceso preparando nossa comida e Ray pescando mais afastado. De onde estou da pra ver que ele está tendo mais sorte que eu.



Quem mais tem mais sorte que eu? Reflito e a resposta me vem com nome e sobrenome. Christian Grey. A Ana ainda invade minha mente e meu coração. Mas como prometido estou tentando esquecê-la.



A Stella foi meu primeiro passo. Volto àquela manhã depois da nossa noite quente.



Logo que acordamos ficamos mais uma vez juntos. Stella vestia uma camisa cumprida preparava o café da manhã pra nós. Sorridente ela me da um beijo assim que entrei na cozinha.



Mas eu não estou feliz e ela percebe.



— O que foi? Arrependeu do que fizemos?- ela toca meu peito, o sorriso morrendo nos rosto.



Eu sou um merda. Abraço-lhe.



— Não me arrependi Stella, gostei muito do que fizemos. — digo serio.



Ela olha pra mim confusa.



— Se gostou por que essa cara? – questiona.



— Eu fui imprudente. Não usei camisinha. – digo sufocado. – se acontecer alguma coisa... se você engravidar... eu me responsabilizo. — fui homem pra fazer merda sou homem pra arcar com as consequências.



Ela olha pra mim seu olhar confuso muda para um cheio de compreensão.



— Não se preocupe. — ela beija meu queixo. É minha vês de parecer confuso. — uso pílula pra regular minha menstruação. José. Estamos seguros. E só fiz sexo com o Dan com camisinha apesar de ele odiar. E você?



— Também só com camisinha. — lhe dou um selinho mais calmo agora. – você foi uma exceção. Me empolguei.



Ela ri.



— Quer se empolgar mais um pouquinho?



Nossa manhã terminou enrolados na cama.



A Stella daria uma ótima namorada, pena que é só amizade. Soube que depois ela e o Dan voltaram. É José você nada na merda. Olho para o céu azul. Buscando uma resposta divina.



— Seja lá o que você está procurando sua resposta não está lá.



Levo um susto. Ray para ao meu lado com a vara e um cesto com quatro peixes.



— Eu sei Ray. Belos peixes. — mudo de assunto.



Ele não cai. Meu pai se aproxima de nós.



— O que passa nessa cabeça garoto? Os estudos? – Ray toma a vara de pescar da minha mão enrola o molinete e joga a linha na água novamente.



— Mulheres ou a falta delas. –admito sem olhar pra ele.



— Ele ainda pensa na Ana. — meu pai fofoca. Eu coro. Meu pai é um bocudo.



Ray olho pra mim sem expressão. Depois sorri terno.



— Você seria um ótimo genro José. Mas o Christian chegou primeiro e a minha filha é louca por ele.



Na verdade o primeiro fui eu, mas não entro no assunto.



— Eu sei estou tentando esquecê-la.



— E o que você está fazendo pra isso?- meu pai me indaga como quem não quer nada. Tá.



Hein? Para que querem saber? Olha pra eles os dois disfarçam um sorriso. Eles sabem.



— Não é da conta de nem um dos dois seus velhos safados. – digo fingindo irritação. — não vou discorrer minha vida intima com vocês. Nem morto.



Meu pai e Ray trocam um olha cumplice.



— É! Não custa tentar. –diz meu pai.



— Convenhamos que o Júnior, obteve mais diversão do que nós, nos últimos tempos. José. — diz Ray rindo.



Urg! Esses dois juntos são um perigo.



— Vocês não prestam. — me afasto emburrado, mas ouço a risada deles atrás de mim. Entro em minha barraca rindo.



Hoje é nosso ultimo dia de pescaria, amanhã voltamos pra casa. Para a realidade. Nos três nos reunimos uma ultima vez em volta da fogueira. Ray conta suas peripécias do exército com ajuda do meu pai preenchendo as lacunas. Eles são umas figuras.



As nove em ponto. Adentro em minha barraca e capoto. Só acordo as cinco com meu pai me chamando.



— Acorde José! Temos que ir ou mais tarde pegaremos engarrafamento. –ouço meu pai falar.



— Me deixe dormir papa. Só mais um minutinho. — peço cobrindo meu rosto com meu coberto.



Levanto à contra gosto. Depois de ser ameaçado. Meu pai me ama. Penso com humor.



Ele não me deixa dirigir, sem reclamar sento no banco de trás e os dois velhotes nos bancos da frente. Ray no banco do passageiro. Ele brinca dizendo que é o copiloto.



Eles têm muito que conversar não sei de onde tiram tanto assunto. Ainda grogue de sono cochilo apoiando minha cabeça no vidro.



Antes de entramos em Portland volto à vida. Às sete da manhã o tráfego é tranquilo.



Paramos em um sinal fechado.



— Então estou convidado para a sua formatura? – Ray pergunta me olhando pelo espelho.



— Não!



Respondo de brincadeira. Meu pai me olha feio e Ray finge magoa.



— José você...



Meu pai não chega a concluir a frase. Ouço um som de freios e então um forte solavanco. Meu pai grita. A pancada é tão forte que somos arrastados até paramos do outro lado do acostamento.



Alguém geme de dor. Acho que sou eu. Fui jogado contra a porta. Minhas costelas doem. Além da minha cabeça.



— Pai! –falo rangendo os dentes. Tem um tambor na minha cabeça. — Papa?



— Homem ferido. — apesar do momento critico tenho vontade de ri por ele usar o termo do exército.



— Ray?



Do lado dele não vem resposta. Ouço meu pai blasfemar. Meu coração gela ao ver o estrago que ficou o lado do passageiro.



Merda, merda. Inferno. Há sangue e Ray está inconsciente.



É tudo muito Rápido. A polícia chega logo depois uma ambulância. Somos levados para o hospital de Portland. Ray e meu pai são levados direto para a Ortopedia. Fui examinado na ambulância e estou ileso. Nem um arranhão. A pesar da dor de cabeça.



Por isso sou interrogado, me informam que o homem que nos atropelou estava bêbado. Inferno.



Se Ray e meu pai não saírem ilesos dessa. Vou procurar o esse filho de uma... E acabar com a raça dele. O policial me faz varias perguntas. Começo a impaciente-me quero ver meu pai e Ray.



Assim que me liberam corro pra sala de espera da Ortopedia. Uma enfermeira está com meu pai ele encontrar-se sentado em uma cadeira de rodas o pé engessado e um dos lados do rosto machucado. Quando ele me vê suspira de alivio. Vou até a ele e o abraço. Ele segura o meu rosto entre as mãos.



— Temos que ligar pra Ana.



Concordo, mas ele mesmo liga para ela. Antes de ela chegar abordo todos os enfermeiros que passam por nós. Peço insistentemente informações sobre Ray.



A porta da sala abre e ela entra. Ana. Ela esta pálida. Ana vai até meu pai. Ele pede desculpas a ela.



— Não, papai. — o repreendo o acidente não é culpa dele.



Quando ela se vira eu a puxo pra meus braços. Oh céus.



— José. – ela murmura.



— Ei, Ana. Não chore. — suavemente acaricio o seu cabelo. Ela envolve meu pescoço e suavemente chora. Meu coração fica pequeno ao vê-la assim.



Um homem grande se aproxima e ela nos apresenta como sendo seu segurança. Sawyer é o seu nome. Ele não é grudento logo se afasta. Ana faz perguntas e eu as dou.



Ana começa a tremer.



— Ei, Ana, está com frio?



Ela concorda com a cabeça. A roupa dala não prece fornecer calor suficiente. Cautelosamente retiro a minha jaqueta e a envolvo em seus ombros.



Ela indaga o que estávamos fazendo em Astoria e eu explico sobre a ideia do meu pai de passar um tempo comigo e também por que a pesca lá é a melhor.



— Você poderia ter si ferido também. E o Sr. Rodrigues... pior.- ela engole em seco e volta a tremer. Pego a mão dela. Porra.



— Inferno, Ana você esta congelando.



Meu pai se inclina pra ela e se desculpa mais uma vez. Ana o isenta. Eu perco a paciência.



— A polícia levou o idiota em custodia. Sete da manhã e o cara estava fora do seu juízo. — falo com desgosto.



Sawyer se solicita pra ir pegar um chá para Ana. Ele volta logo. Ela beberica fazendo caretas. Até assim é linda. Não deve ser o chá que ela gosta.



As portas da sala de espera voltam a se abrir dessa vez é ele. Christian Grey.



— Christian. — Ana murmura aliviada. Ele a enlaça em seus braços. E o mundo agora e só eles.



Com ele aqui as coisas mudam. Suspiro resignando. Certo. Resolvo levar meu pai pra casa ele precisa descansar. E também não quero esta perto da Ana. Dói muito.



Christian tenho que admitir é o cara. Ele arquitetou uma verdadeira operação de guerra a tudo pelo bem da Ana e do Ray. A mãe dele veio direto de Seattle para acompanhar Ray e no dia do aniversario da Ana. Mandou o Charle Tango seu helicóptero trazer. O Ethan, Kate, Carla a mãe da Ana com Bob seu quarto marido, Eliot e a força da natureza Mia.



Ver a alegria da Ana não tem preço. Principalmente depois que o Ray acordou. Foi um alivio geral. Meu pai fez até promessa pra que isso acontecesse.



Alguns dias depois Ray é transferido para o hospital de Seattle. E meu pai e eu voltamos pra casa. Prometi a Ray que assim que der irei velo. As aulas começam amanhã.



Não vou ver o sol ou uma alma viva por um bom tempo.



******

Pove Isadora

Hospital de Seattle.



Gelo só em ler o nome. Estive tanto aqui que já conheço todos os funcionários e se brincar até alguns pacientes. Arrumo a gola do meu casaco e entro no hospital. Um atendente do primeiro piso me acena. Eu respondo com um sorriso.



Estou aqui pra ver minha mãe, mas antes resolvo vaguear. Quero ver as pessoas. Ignoro a Ortopedia.



Pra me animar. Uma de minhas amigas que tem o humor negro na veia brincava comigo dizendo que o pessoal dessa ala era mais ferrado do que eu. Como ela é louca sempre a ignorei.



Vou pra a ala infantil. Amo as crianças aqui elas são tão meigas e inteligentes. A aqui me sinto mais humana.



Na Ala tem quatro leitos ocupados. Me entrajo com as crianças. Quando estou saindo pedem pra eu volta.



— Prometo.



— Promessa é divida — diz uma menina ligada a um soro.



— E eu nunca quebro. –Lhe sorrio confiante antes de sair.



Vou a Ginecologia. Linda a atendente do andar me informa que a Dra. não esta atendendo pacientes no momento. Por isso posso entrar.



Paro na porta que diz.



Ginecologista

Dra. Greene.

Eu bato e a resposta vem logo em seguida.



— Entre.



Eu abro a porta e boto só a cabeça pra dentro. Lanço um sorriso.



— Oi mãe!



Continua...



Notas finais
A conversa do hospital com a Ana esta no terceiro livro. Só pra manter vocês situados. *Pesquisei sobre o lugar, mas não tive muita referencia então como fics são livres tomem como licença poética. Astoria tem um lago ou quem sabe vários. Esse cap foi barra quase que não o termino. Agradeço a todas pelos coments ^ ^ Bati cabeça hoje e nossa heroína já tem nome e sobrenome. Isadora Sandy Greene Martins. Ela é filha da doutora Greene a ginecologista da Ana. Pra tudo ficar entre Tons. Como se você disse que ela é brasileira? Explicações afrente. Espero que agora vá. Chero