José Rodrigues: Mi Corazón.
16 Sabado - Parte I
A movimentação na entrada da mansão dos Grey é alta há varias vans indo e vindo. Funcionários correndo de um lado a outro para que tudo esteja arrumado na hora certa. Ainda bem que não sou eu a organizar isso. No entanto a Sra. Grey está acostumada e não parece se incomodar. Porem as mulheres realizam mil coisas ao mesmo tempo. Deve ser fácil para ela.
Scott, Isadora e eu chegamos cinco horas antes de qual quer convidado, no entanto tem uma explicação Grace quer que registremos o andamento antes e o depois do evento.
— Essa é uma noite especial. – os olhos de Grace brilham enquanto nos conduz até o fundo da casa. — estamos comemorando vinte anos de leilões beneficentes, e os meninos resolveram fazer uma surpresa. Na verdade é ideia da Mia e vindo dela tenho até medo. — Ela treme de brincadeira. — Mas falando serio, vocês dois estão livres para circular por entre os convidados e registrarem tudo.
— E se alguém não quiser ser fotografado?- indaga Isadora. — não quero ser inconveniente com seus convidados senhora Grey.
Ao nosso redor a movimentação de trabalhadores é constante. Grace sorri para ela depois para mim.
— Ela é um achado. — murmura para mim. Depois sorri tocando gentilmente o ombro de Isa. — pode me chamar de Grace querida, quanto a isso todos foram notificados, as fotos também irão para leilão.
Um movimento na porta dos fundos chama a nossa atenção e uma jovem loira de uniforme corre até nos, quase sem fôlego fala:
— Os seus filhos chegaram senhora. — seu rosto está afogueado.
— Obrigado Gretel*, por favor, mostre a Scott o quarto, onde ele poderá se trocar mais trade para o evento.
Se olhar matasse Isadora, Scott e eu estaríamos mortos. Gretel não parece nem um pouco feliz em obedecer à ordem. Scott, no entanto não parece intimidado. Ele até sorri malicioso para ela. Gretel por sua vez olha de cima a baixo empina o nariz e faz um “hum” baixinho.
— Gatinha arisca não? — ele murmura para mim antes de segui-la.
Scott sempre foi galanteador, até uma vassoura com saias cai na lábia dele. No entanto acho que Gretel vai ser um desafio para meu amigo. Tenho pena dele.
Isadora da um passo para segui-los, a impeço. Ela olha para mim confusa.
— Venha conosco querida, depois o José lhe mostra onde os aposentos ficam. — Diz a dona da festa nos levando para dentro de casa.
— Você sabe?- ela me indaga baixinho.
— Sim, estive aqui no casamento da Ana.
Explico, ela não fala nada acho que a assimilando a informação. Mulher assimilando informação é um perigo. Por isso envolvo sua cintura e beijo o topo da sua cabeça. Ela olha para mim e sorrir.
Antes mesmo de chegarmos à cozinha já podemos ouvir os gritos empolgados de Mia. Deus essa mulher é ligada no duzentos e vinte.
Ao que parece Mia está tentando persuadir Christian e Eliot a fazer algo por ela.
—... Convence ele Eliot, sem o Christian não vai ter o mesmo apelo. –pede ela dengosa.
— Eu convencer o Christian? Você está falando com a pessoa errada Mia.
Nesse momento adentramos a sala. E não só Christian, Eliot e Mia estão aqui, mas também Ana, Kate e Ethan. Os três últimos atentos ao espetáculo que Mia estava promovendo.
— Mia, deixe seus irmãos em paz. Comportem-se vocês três. — Grace pede carinhosa dando um beijo na testa de uma emburrada Mia, abraça Eliot e afaga o braço de Christian. Em seguida ela cumprimenta Ana, Kate e Ethan.
Assim que saúdam ela todos eles veem nos cumprimentar.
Dou um abraço cauteloso na Ana por causa do bebê.
— Vou avisar Carrick que vocês estão aqui.- Grace diz saindo com um sorriso enorme no rosto.
Nem um pouco discreta Kate olha para Isadora.
— Não conseguiu se livrar de sua sombra Rodrigues?- levanta uma sobrancelha inquisidora.
Isadora a encara e dou a Kate um sorriso de orelha a orelha.
— E nem pretendo Kavanagh.- envolvo a cintura de Isadora e os deixo tirarem suas próprias conclusões.
Todos trocam olhares. Serelepe como sempre Mia da alguns pulinhos batendo palmas. Acho que Grace a deixou cair quando criança.
— Que bonitinhos vocês formam um lindo casal. — ela diz se sentando ao lado de Eliot.
Kate por sua vez me dá um pedala.
— Não estrague tudo. Ela parece ser uma boa garota.
— Ai! Também te amo Kate. –digo jogando um beijo para ela e com a mão livre esfrego a região dolorida.
Ela abre a boca na intenção de responder, mas pensa melhor e se afasta.
— Parabéns José !- Ana afaga meu ombro, vejo que está feliz por mim.- Você vai ser a fotografa oficial da noite?- indaga Ana a Isadora.
— Com um amigo do José não sei se você conhece. O Scott.
Kate do seu canto tose.
— Aquele tarado, está aqui?- ela indaga olhando para os lados. – como você teve coragem de chamá-lo Rodrigues?
Todas as atenções se voltaram para ela.
— Simples Kate. Scott é um ótimo fotografo. E muito competente. Confio completamente nele.
— Eu não confiaria minha avó a ele. — ela diz com desdém.
— Esta me difamando Kavanagh? O que é isso sou um santo. E as vovós me adoram. — diz o próprio entrando na sala ao lado de uma Gretel, visivelmente azeda.
— Vocês tiveram alguma coisa?- indaga Eliot desconfiado.
A cara de Kate é hilária.
— Eu ter alguma coisa com esse ai? Só se estivesse louca. — Ana ri dela. Discretamente Gretel some de vista.
— Não foi por falta de vontade da minha parte, mas essa ai é osso duro. — ele olha pra Ana. – e essa aqui então, não dava bola para ninguém, pensei que viraria freira. — ele diz numa seriedade cortante. — mas por sorte ela descobriu o lado bom da vida. Parabéns Ana banana.
Todo mundo ri.
— Me respeite Scott, agora sou uma mulher casada. Esses apelidos não condizem comigo. — diz empinando o nariz de brincadeira ela solta Christian e da um abraço em Scott.- Como vai? Arrasando muitos corações?
Como eu disse Scott é um pegador as únicas mulheres que ele não “traçou” foram a Kate e a Ana. Kate por ser quem é e a Ana por ele considerá-la mais como uma irmã do que uma aventura.
— Eu estaria melhor vendo vocês mais vezes suas tratantes. — ele brinca. – E você sabe que não quebro corações eles é que são frágeis de mais.
Com essa chamo Christian de lado. Em momento algum ele tira os olhos de Ana.
— Sim?- ele pergunta sua postura é de alguém relaxado.
— É sobre a investigação que você fez sobre a Isadora. – murmuro.
— Se você as quer sinto muito, mas não as tenho mais.
— Sendo quem você é isso é uma mentira. – digo e ele sorri de lado. – nessa investigação relatava que a Isadora passou quatro anos em um hospital tratando de câncer?
— Ela ainda se encontra em tratamento, é um procedimento longo. Mas isso ela deve ter lhe contado, você não me chamou para isso. O que quer saber? –cara ele é bom.
Eu tinha prometido que lutaria a limpo isso até saber que tenho um possível rival, que pode tirar Isadora de mim e isso nunca.
— Nessa sua investigação, tinham alguém chamado Daniel Graham?
Suas sobrancelhas se unem.
— Não, mas conheço uma família Graham eles estarão hoje no leilão. Por que o interesse?
— Esse Daniel era namorado da Isadora, e ele a deixou quando ela mais precisou dele. — digo rangendo os dentes.
— Imbecil. — diz ele com um olhar assassino. — não se preocupe José, se esse Daniel fizer parte da família Graham que virar hoje a noite eu resolverei.
— Não, o assunto é meu. — intervenho, a mulher é minha.
— Como quiser. – ele da de ombros, mas pelo que já conheço dele ele mesmo vai resolver o assunto.
Deixo ir e vou até Isa que esta atenta a Mia e Kate.
— Meninas! Vou roubar minha namorada. — dou tchau. – se divertindo?
— Muito, a Kate é muito simpática.
— Kate é tudo menos simpática, talvez só quando quer.
A levo em direção aos quartos. Onde meu pai e eu ficamos no casamento da Ana. Assim que entramos prenso- a contra a porta.
— José! — diz surpresa. — O que você esta fazendo?
— O que lhe parece?- indago irônico, levantando sua perna, afasto a calcinha por sorte ela esta de saia rodada e introduzindo minha mão em sua fenda. Ela arfa segurando meu bração como apoio. — desde que saímos de sua casa que eu estou me segurando. Não aguento mais. –beijo eu pescoço e em seguida sua boca.
Ela tenta retirar meu cinto, mas suas mãos tremulam não ajudam. A viro de costas. E me deleito com sua bunda empinadinha.
— Deus abençoe as brasileiras. – agradeço.
Sua única resposta é ri, aproveito o embalo e introduzo meu pênis em sua vagina, ela sufoca um soluço e fica na ponta dos pés.
— Essa vai ser rápida Isa. –aviso.
Segurando a pela cintura começo um vai e vem frenético sua cabeça em costa na madeira da porta uma de suas mãos cobre sua boca para não gritar. Eu estou perdido em sensações, esta dentro dela é o paraíso e nessa posição então, ela treme e solta um gemido de satisfação. Sinto meu corpo vibrar de prazer. Deus. Meu corpo inteiro se contrai para então liberar todo o líquido branco nela.
Nossas respirações estão irregulares, sem forças vamos ao chão ela se vira e deita em meu peito.
— O que foi isso?- ela indaga depois de um tempo.
— Desejo. –digo rindo.
— Então você gosta de uma bunda hein. — diz matreira.
— A sua na verdade, e nessa saia então. Quase enlouqueço. — digo passando a mão na região. — Na próxima vai ser definitivo.
— Promessas.
— Vou te mostrar espertinha. – digo puxando-a mais para perto.
— Não senhor, tenho que trabalhar. –se levanta arrumando a calcinha. Ela para no meio do quarto. — Grace pensa em tudo ainda bem que não usamos a cama.
Sobe a cama a um terno feminino completo além de um sapato de salto auto.
— É para me enlouquecer, você nesse salto vai ficar toda empinada. — só em pensar fico excitado. Eu a abraço por traz. — quando esse bendito leilão acabar quero você só com esse salto.
Ela olha pra mim e empina abunda em direção ao meu volume. Afundo meu rosto em seu pescoço e soltou um gemido rôco.
— Você ainda vai me matar. — suspiro.
— Não senhor! Quero você vivo você ainda tem que me ensinar muitas coisas que eu não sei José.
— Como o que?
Ela finge pensar.
— Me ensinar a dirigir é uma delas. – ela diz virando para mim.
Há! Ontem ela me explicou que por causa das químios ela sofre desmaios, não são recorrentes, mas a impossibilitam de realizar algumas atividades cotidianas.
— Será um prazer lhe ensinar vou até comprar um capacete para você.
Ela ri, adoro seu sorriso.
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Pov Isadora.
O Quintal dos Grey esta lotado de benfeitores. A um palco em forma de meia lua perto do ancoradouro e uma pista de dança no centro do quintal. Há alguns instrumentos no palco, mas até agora o som é eletrônico.
Sempre imaginei que leilões fossem chatos, mas esse posso dizer que está sendo divertido, minhas fotos estão fazendo sucesso, bem como as do Scott que como eu está circulando por entre as mesas e convidados.
Esse é o meu primeiro trabalho e me sinto tão viva, é tão bom ser útil. Vez ou outra esbarro no José. Ele vem me dar dicas ou simplesmente quer me tocar.
Eu rodo um pouco e paro na mesa dos jovens Greys, Kavanaghs e o José. Para minha surpresa Mia esta muito quieta ouvindo Ethan falar com José e Eliot. Sem eles se da conta passo a fotografa-los. No entanto não passo incógnita por muito tempo. Christian me pega no ato.
Ele olha desconfiado para mim depois sorri como se soubesse de alguma coisa que eu não sei. Por fim José da por minha presença e esconde o rosto de brincadeira.
— Há o homem mais bonito da festa se escondendo? -digo clicando algumas vezes.
— A controvérsias. — diz Eliot abraçando Kate.
— O Antônio bonito? Você não é bonito, no máximo é fofo. — Ethan brinca. – eu sim sou um gato. — fala arrumando o paletó.
Antônio? Olho para José e ele da de ombros.
— Na verdade o Cristian é o homem mais bonito da festa. — diz uma loira parando do meu lado. Ana toma um grande gole de refresco. – Oi José, nos encontramos mais uma vez. – diz melosa, praticamente se joga nele.
Mas essa é uma oferecida. Deixo por um momento minha câmera de lado e a encaro, mas ela não me da atenção.
— Lily, pensei que você não viria. — diz uma Mia sem jeito.
— E perder o leilão dos Grey? Mia você me conhece. — ela sorri maliciosa. – José! Mais tarde quero uma dança com você.
Ranjo os dentes. Mas minhas mãos na maquina são firmes. Vou comer o fígado dessa mulher no almoço.
— Desculpe Lily, mas todas as minhas danças estão reservados para uma única pessoa. – diz ele olhando para mim.
Bom! Agora a lambisgoia sabe que ele tem dona.
Ela me olha de cima abaixo com cara de nojo.
— Sorria. — aproveito e clico nesse momento.
Ela pisca desnorteada por causado fleche até se dar conta do que lhe aconteceu. Seu rosto fica rubro e acho que vejo fumacinha saindo pelas orelhas dela.
— Apague a foto. — ela ordena.
— Sinto muito Lily, mas as todas as fotos serão leiloadas, ordens da minha mãe. — Christian fala cortante. Acho que ele não gosta dela. Somos dois.
O rosto dela fica vermelho ela olha para mim depois para a mesa e por fim faz a coisa certa. Vai embora.
— Garota virei seu fã. Me da um autografo? –diz Eliot para mim. — nunca gostei dessa sua amiga Mia.
— Ela tem seus momentos. — Mia defende a amiga.
— Lily não é perigosa Isadora, só inconivente. — diz Ana.
Ok. Não vou afogá-la na piscina. Resolvo seguir para outra mesa, mas antes:
— Todas as danças são minhas? Vou cobrar hein. — jogo um beijo para José e vou para duas mesas adiante rebolando.
— Olá! Boa noite. — digo ao me aproximar da mesa de cinco casais mais velhos. – sou Isadora e estou fotografando a festa, vocês se importam de fotografa-los? As fotos irão para leilão.
As cinco mulheres da mesa se animam.
— Claro que sim querida esse é o meu melhor lado. — uma senhorinha elegantemente vestida mostra a face esquerda.
— E essa é a minha. — diz outra afastando um pouco a cadeira.
O que elas não sabem é que prefiro tirar fotos sem elas saberem, Não gosto de posse ao natural é melhor. Mas elas são engraçadas então entro na onda delas.
Quando recuo pra enquadra uma posse de todos eles acabo esbarrando sem querer em alguém atráz de mim.
— Desculpa amor eu não te vi estava distraída com... – meu sorriso morre assim que me viro.
Não é o José que está na minha frente. Engulo em seco.
— Isadora! Isadora Martins. — diz ele com os olhos arregalados segurando o meu braço.
Na minha frente.
O homem por quem um dia fui apaixonada e me abandonou em um momento de fragilidade.
Daniel Graham.
Continua...
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