José Rodrigues: Mi Corazón.
14 Quarta.
Notas iniciais
Apesar da insistência da Isadora a muito custo consegui convencê-la a não vir comigo a casa da Sra Lincoln. Entretanto como a mãe dela vive em Seattle tive que trazê-la. Prometi ligar assim que o ensaio tiver terminado.
Não disse a Isadora, mas a Sra. Lincoln não me inspira confiança. Resolvi deixar esse pequeno detalhe para mim não quero deixa-la mais preocupada do que ela já está.
A casa da Sra Lincoln fica a quatro quarteirões do casarão dos Grey. É cercada por um muro alto e o portão possui as inicias EL entrelaçados que aguçam a imaginação.
Quando os portões se abrem não é o que eu esperava. Não a flores só um espaço enorme, o pavimento é de cascalho, e a arvores nas laterais da casa como se formasse um paredão impedindo os olhos curiosos de ver o que se passa dentro da residência.
Estaciono em um lugar reservado protegido por uma tenda, tem mais dois carros estacionados. Um dos automóveis deve pertencer ao namorado dela.
Busco animo para sair do carro eu não devia está aqui e sim com a Isadora. Mas como fui idiota em não prestar atenção no que me falam encontro-me aqui. Bem feito José.
Resignado e de pose de meu equipamento bato na porta. Não demora e ela se abre.
Porra.
É a Sra. Lincoln em pessoa que me atende. E ostentando apenas um robe de seda preto.
Cacete.
Imediatamente abaixo os olhos em sinal de respeito. Apesar de está enxuta para idade é uma mulher mais velha.
– Desculpe, eu devia ter ligado dizendo que estava chegando. — digo constrangido olho apenas o seu rosto.
– Sim deveria. – diz ríspida dando espaço para que eu entre. — mas, é perfeito que o tenha feito, mostra que você sabe obedecer. — fala satisfeita.
Não pronuncio nada. Observo a decoração; além de sofás tem muitos retratos dela em toda a parte. Isso é que é narcisismo.
– Onde a Sra. quer que as fotos sejam feitas?- Indago seco. Quanto mais rápido for, mais rápido volto para a Isadora.
Ela levanta uma sobrancelha, crispa os dentes.
– Com pressa Sr. Rodrigues? Você é meu por todo o dia, ainda é cedo então relaxe. — seu tom de voz é de comando dessa vez sou eu que levanto a sobrancelha.
– As fotos não ficaram descentes se não houver luz natural suficiente senhora. – explico agora olhando em todos os lugares menos pra ela.
Dando um sorriso seco ela se senta, costa ereta, então cruza as pernas e me em cara. Sinto frio com o seu olhar.
– Não faremos as fotos ao ar livre, reservei um lugar especial na casa para isso. — aponta um dos sofás perto dela para que me sente.
Faço o que ela manda porem me sento o mais afastado possível.
– Antes de começarmos, gostaria de saber o que você sabe sobre BDSM. — parte do robe desce pelo seu ombro revelando sua pele alva. Ela não se incomoda em por no lugar.
O que eu sei sobre BDSM? O que isso tem haver sobre as fotos... Será que ela é uma praticante? Os adeptos da pratica não gostam de se expor e quando fazem é com alguém de confiança. Então por que me chamou se só me viu algumas vesses?
– Não sei muito. – minto. Sei o suficiente graças ao Eric e a Clara. — sei que o BDSM é uma sigla para "Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo" é um padrão de comportamento sexual, existe há muito tempo, mas se tornou popular depois da publicação de um romance que fala sobre o tema.
Ela concorda.
– Isso mesmo. — ela descruza as pernas e senta na ponta da poltrona. — Eu sou adepta ao estilo. As fotos que faremos hoje serão relacionadas ao tema.
– Não seria melhor ter contratado alguém de confiança?
– Quem disse que você não é de confiança? É até amigo de alguém que segue o estilo. — diz com malícia.
Então ela conhece os pais do Eric ou o próprio Eric.
– Gostaria de ver o local das fotos para que eu possa...
Ela suspira.
– Ainda não terminei. Acho que você deveria seguir o nosso estilo e aprender a controlar sua impaciência. – uni as mãos e as esfrega. – alguma vez já teve curiosidade em participar de uma cena?
Hein?
– Não. A senhora é uma sub?- eu sei que a pergunta é idiota, pois ela não tem postura de um submisso é só para que ela pare de me olhar criticamente.
Certa vez para aplacar nossa curiosidade Eric nos levou ao Club. Sai de lá com uma nova visão de mundo, respeitando os praticantes principalmente os subs e convicto que o estilo não era pra mim. Posso usar uma algema, utilizar um plug anal ou bater de leve nas nádegas de uma namorada, mas deixo o resto para quem segue o estilo e o aprecia no total sentido da palavra.
A Sr. Lincoln levemente passeia a língua por sua boca molhando-a. Isso é uma tentativa de sedução? Pô ela tem idade para ser minha mãe. Seu olhar frio volta a me avaliar.
– Sr. Rodrigues... — ela se controla e então força um sorriso. — sou uma dominatrix quem manda na cena sou eu.
****
Flex Back
O casal finaliza a cena. Will e eu estamos de paus duro e ao mesmo tempo constrangidos. Clara está ao nosso lado.
Ele o dominante vai até o banheiro volta minutos depois com uma toalha úmida. Com extrema ternura ele limpa sua parceira.
Por causa do vidro especial eles não podem nos ver.
– Eric por que só foi ela falar uma palavra sem sentido que do nada ele parou?- Will sussurra baixinho ainda observando o casal. Ele esqueceu que os dois além de não nós ver não podem nos ouvir.
– Para leigos a palavra que ela usou pode ser em sentido, mas entre os praticantes não é Will, o que ela disse é uma palavra segura. É usado para o caso do dominante se empolgar ou o sub perceber que chegou ao seu limite. — Eric explica ele abraça Clara por traz.
– Mas não é o dominante quem deveria saber a hora de parar? É ele quem está no comando. – digo ingenuamente.
Clara vira a cabeça para Eric e sorri em cumplicidade. Eles trocam umas palavras decidindo quem iria explicar essa. Cabe a Clara nos explicar. Mas é Caroline mãe de Eric, dominatrix e sócia do estabelecimento que acaba de chegar quem o faz.
– Isso é um equivoco José. Cabe a nos dominantes cuidar, manter e proteger os nossos subs. Damos ordens, disciplinamos, arrumamos a cena ao nosso gosto. Porem é o sub que detém o poder.*
Will a encara descrente.
– Então essa cena. — ele aponta para o quarto agora vazio. – não teria iniciado se o submisso não quisesse?
– Sim. Vocês entenderam. – Caroline diz sorrindo satisfeita. – Todo dominante sabe que é o sub quem controla a cena. Se o sub não concordar ou não se sentir seguro nada acontece entre eles.
Fim do Flex Back.
****
Ela domina a cena? Ou a senhora Lincoln é iniciante ou quer me impressionar. Resolvo seguir a maré.
– Venha vou lhe mostrar. — se afasta rebolando.
Finalmente, posso começar e terminar logo com isso. A sigo até seu escritório fico sem entender o que fazemos aqui até que ela me surpreende tirando um livro de uma estante. Então uma porta secreta se abre. Ela pisca para mim e entra vou logo atrás. Sinto-me entrando em um dos livros da Agatha Christie.
Adentramos em um quarto onde o ambiente é iluminado por uma luz vermelha.
Meu coração dispara.
Estamos no que deve ser uma câmara de tortura. Há chicotes, velas, açoites, um sofá, uma cama em estilo vitoriano, um suporte de madeira em forma de cruz. E outras coisas que não dou atenção. O que há no suporte é o que me deixa alarmado.
Dou um passo para traz.
No suporte um homem está vendando, usando uma coleira e nu da cintura para cima. A senhora Lincoln na minha frente retira o robe e fica só de calcinha e sutiã de couro.
Cacete.
O homem vira a cabeça em direção dos nossos passos.
– Mestra?- ele geme se contorcendo.
O som de uma bofetada faz eco pela sala. Sra Lincoln desferi um tapa que fez a cabeça de seu namorado estalar. Recuo um passo.
Aonde vim parar? Nada do que o Eric mostrou no clube me preparou para isso.
– Quantas vesses já disse para não falar sem minha ordem?- Ele não falou nada de mais, ela junta os dedos apertando o rosto dele.- Que receber mais castigo Isaac**? O ultimo não foi suficiente? — e ela lhe da outro tapa. — comporte — se temos visita.
Ele resmunga, mas obedece. Ela sorri friamente para mim.
– É hora do show Sr. Rodrigues prepare- se. — solta uma risada seca. Vai até uma das aprendes, retira de lá um acoite, em vez de ir para ele ela vem até mim. Travo. – e assim quem sabe você não queira depois participar da festa. — murmura lambendo minha orelha. Afasto-me meu corpo arrepia em aversão a ela.
Duvido. Com as mãos tremulas começo a tirar as premiras fotos.
Então para meu pavor passo as piores três horas da minha vida. Nunca passei tanto desconforto e constrangimento. Não sou contra a prática, mas pô. O que ela faz com ele é humilhante.
O Casal que vi no Club eram monges perto da senhora Lincoln e de seu namorado atual sub. Ele já gozou cinco vesses com ela passando vela acessa em seu corpo e com outras coisas que é melhor nem comentar.
E como ato final ela sobe no suporte empina abunda e engole o membro do seu namorando enquanto me fita com sexualidade, sinto nojo e ânsia. Ela deveria respeita-lo, principalmente com ele, vendado.
Estou no meu limite. E aparentemente Isaac também.
– Maio, maio mestra, por favor, maio***. — ele se contorce e implora usando o que pode ser sua palavra de segurança.
– Não terminei com você meu animalzinho. – ela retira a venda dele e circula a cabeça do pênis de Isaac com a ponta da língua.
Para mim chega. Com um puxão a afasto dele.
– O que pensa que está fazendo?- indaga furiosa assim que se apruma.
– Ele usou sua palavra de segurança. Você devia ter parado. – disparo indignado minha expressão revela o que estou sentindo.
Ela toca meu rosto e me afasto. Ela lambe os lábios com um sorriso de vitória.
– Sente asco por mim querido? Então creio que você não vera mais com os mesmos olhos a sua amada. — ela gargalha.
Minha amada. Isadora? Mas o que...
– A Ana não é tão santa como parece. Lembra-se que disse que ela e eu tínhamos algo em comum? Era o BDSM só que ela é uma submissas rasteja e faz outras coisas que você considera...- abre os bração mostrando o quarto.- repugnante. E sabe o que temos mais em comum? O Christian, eu o iniciei e ele por sua vez a transformou em seu objeto.
A revelação me pega de surpresa. Ana é submissa? Não pode ser todas as vesses que os vi ele sempre foi meio protetor, dominante sim, mas tendo uma mulher como a Ana do lado quem não é? Só vi amor entre Christian e Ana. Não isso que acabei de presenciar.
E mesmo se ela for não é da minha conta o que eles fazem ou deixam de fazer entre quatro paredes.
– Não faça essa cara meu querido. Sei que gosta dela. Só que o Christian a roubou de você. — fala com pena. — Eu o tornei o que ele é hoje, um homem bem sucedido então veio a Ana. — fala com desdém. Enquanto o nome do Christian ela pronunciou com carinho. — A mulher a quem vou ajudá-lo a reconquistar.
Espera essa encenação toda era por causa do Christian? Encaro seu namorado ele olha para mim com ódio. Há cara também estou. Não gosto de ser usado.
– A senhora não me conhece, amo a Ana...
– Amor, Amor é para os fracos. — fala cheia de ódio. — lideres não amam eles conquistam.
Ela é uma líder? Hum.
– É Mesmo? Se eles conquistam onde está o Christian? Há é com a Ana, a mulher, aquém ele ama. — digo debochado.
Suas narinas inflamam e ela levanta o braço na intenção de desferir um tapa em mim. Só que seguro suas mãos em pleno ar.
– Não me toque. Não sou seu brinquedo. Com eu disse eu amo a Ana, mas como amigo. E respeito meus amigos e você não é um deles. – ranjo os dentes e a empurro. Limpo minha mãos nas minhas calças. Terrei que desinfeta-las depois. A em caro. — vim para tirar fotos foi o que acabei de fazer. Elas serão entregues pelo correio bem como o negativo, as tiradas na digital serão enviadas via e-mail e deletadas depois. Espero não ter o desprazer de um dia voltar à vela senhora. Tenham uma boa-tarde. — digo me dirigindo o mais rápido que posso para a saída. Preciso de uma bebida urgente.
– Não se atreva a sair desta sala. — ela me ameaça o rosto uma mascara fria.
– Veja e aprecie Elena. –digo me virando, pronuncio o seu nome com desprezo.
Enquanto saio ainda ouço.
– Ainda vamos nos ver José. Muito em breve.
Sua voz de gralha me persegue.
Dirijo sem destino, ainda atordoado com o que ela me revelou. Ana é uma submissa. Imagens da seção tortura me atormentam sinto ânsia e parro o carro.
Não sei quanto tempo estou parado, levo um susto com alguém batendo no vidro. Olho para pessoa é a funcionaria da Ana. Sra. Jones.
Ela me fita preocupada, abaixo o vidro.
– Sr. Rodrigues o senhor está se sentido bem?
A fito confuso, então observo ao redor. Como vim parar aqui? Estou próximo do Escala.
– Sim. — dou um sorriso fraco.
– Veio ver a Sra. Grey? Ela e o senhor Grey anda não se encontram, mas o senhor pode espera por eles. — ela é gentil e visivelmente esta preocupada.
Não sei por que sinto vontade de chorar. Talvez por que ela seja a primeira pessoa que encontro depois...
– Se não for incomodo e trazer problemas para a senhora. — não sinto um gosto amargo ao chama-la de senhora como aconteceu com Elena.
Negando ela me conduz para o edifico pareço um condenado a morte a expressão sofrida ombros caídos. É como me sinto um pouco sem vida.
Assim que deixamos o elevador os seguranças me observam cauleosos Sawyer e Taylor não estão entre eles. A Sra. Jones me leva para a sala.
– Fique à-vontade, logo eles estarão aqui se precisar de alguma cosia e só chamar. — diz com simpatia.
Estou sozinho, em meu próprio inferno pessoal. Se estou apaixonado pela Isadora por que estou fazendo aqui e não com ela?
Ouço uma conversa abafada e depois passos. Então eu tendendo por que estou aqui.
– José aconteceu alguma coisa? O seu pai e o Ray estão bem? –indaga aflita. Não me contenho e a abraço preciso de calor. — José? Você esta bem?
Afasto-me e toco sua face. Recuo ao perceber uma sombra perto de nos. Christian.
– Algum problema?- ele indaga cortando espaço e abraçando a Ana.
– O José ele...
Não a deixo terminar a frase.
– Vocês conhecem uma mulher chamada Elena Lincoln?
O silêncio reina no recinto. Ana fica branca e arregala os olhos, Christian me encara impassível. Eles trocam um olhar cúmplice.
– José de onde você a conhece? –Ana indaga já recuperada, mas com raiva nos olhos.
Há! Então é verdade.
– Preciso de um drinque — digo e eu mesmo me sirvo no bar instalado na sala.
A reação deles é me observar tomar uma grande dose de uísque que desse rasgando minha garganta. Ana está aponto o de enfartar então conto de como conheci a Elena o encontro no parque e o show de hoje.
– Ela disse que vocês são praticantes de BDSM que você é uma sub Ana. — ela engole a respiração.- Que iniciou o Christian e o transformou no que ele é hoje. — não acho que ela o fez, para mim ele se fez sozinho. — acho que vocês deveriam tomar cuidado com ela, principalmente você Ana ela não é sua fã. — resolvo brincar.
– Somos duas. –ela range os dentes. Olha para Christian. — Essa mulher nunca via sair das nossas vidas Christian e agora está querendo usar um amigo para nós tingir.
– Vou falar com ela. — ele fala calmo.
– E ter falado antes adiantou? Não. — ela diz exasperada.
Tomo outro gole enquanto eles discutem.
– Nunca sentir tanto nojo de alguém como sentir hoje. — falo baixinho olhando para o copo.
Perto de mim ouço um soluço abafado olho para o lado. Ana está mais pálida do que o normal as mãos na boca e se segurando para não chorar. Christian a abraça e me encara com hostilidade. O que eu fiz?
Oh! Droga.
– Não, Ana não sinto nojo de você, não de você, estava falando dela daquela... Já mais de você minha amiga. — a fito com toda admiração que possuo por ela.
Ana solta Christian com um sorriso vem até mim e me abraça ela chora baixinho. Seu corpo me esquenta, mas não é o que estou procurando parece que falta alguma coisa nesse abraço. Em outros tempos estaria estufando o peito de felicidade por tê-la em meus braços.
– Eu não sei o que faria se...
– Ei, não pense nisso eu mesmo já esqueci Ana. — beijo sua testa. — Tenho que ir tem alguém me esperando.
– Espere antes tenho um convite para lhe fazer. — morde os lábios. — gostaria que você fosse um dos padrinhos.
A fito confuso.
– Acho que essa conversar envolvendo a Sra. Lincoln mexeu com usa cabeça Ana, você já é casada, não precisa de padrinho. — brinco.
– Não é pra mim. -seus olhos brilham enquanto toca sua barriga.
Levo alguns segundos para entender. A mulher que um dia amei está gravida. Suspiro.
– Parabéns! Aos dois. – digo com sinceridade esperando meu coração doer, mas nada acontece.
– Então você aceita? – ela indaga esperançosa.
Cautelosamente encaro Christian que me dar um aceno de cabeça.
– Vou ser o padrinho mais babão da historia.
Não demoro mais no Escala. Antes de sair aconselho Christian a tomar cuidado com a Sra. Lincoln.
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Pov Isadora.
Estou sozinha em casa.
A Dra. Greene foi ao hospital fazer um parto de gêmeos. Antes de sair ela me pediu pra ter calma.
– Como vou ter calma mãe se até agora o José não deu noticias? –murmuro para mim mesma.
Já é noite e nada dele dar noticias, verifiquei o celular, inúmeras vesses e nada. Espero que ele esteja bem.
Aquela mulher não parece ser flor, a forma que ela falou da Ana me deu calafrios. Meu coração aperta. Devia ter ido com ele e não tê-lo deixado me persuadir a fica em casa.
É isso vou atrás dele sei o endereço da Aileen Wuornos****
Pego as chaves no criado mudo e deixo um recado curto param minha mãe. Abro a porta e paro.
Engulo a respiração.
– Oh!
Ele está aqui, sentado no chão, cabeça entre as pernas, ele levanta a cabeça e olha para mim.
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Levanto-me. E sem cerimônia ela se joga em meus braços. Sinto seu corpo tremer. Uma sensação de paz invade meu coração.
– Estava tão preocupada com você. –sua voz é tremula.
Não falo nada, prefiro tela em meus braços, sentir seu cheiro.
– Estou bem. – murmuro melancólico.
– Aconteceu alguma coisa?- ela me inspeciona.
Em vez de falar beijo o canto de sua boca.
– José?- ela toca meu rosto preocupada.
– Estou bem Isa. — Volto a beija-la, mas ela não corresponde.
– Então por que andou bebendo?
Nossa, minha morena é observadora. Não quero contar a minha tarde. Ela não precisa saber disso.
– A Ana está gravida. – digo baixo.
Ela volta a me abraçar forte.
– Sinto muito, José! – diz triste por mim.
– Eu estou feliz Isa, por ela, por eles. Não bebi por isso. — a tranquilizo.
Isadora me encara confusa.
– Quer me contar o que aconteceu na casa da senhora Lincoln?
Balança a cabeça, quero esquecer essa tarde. Preciso de novas lembranças, preciso dela.
– Amanhã. Hoje eu conheci um dos piores lados do ser humano. Me mostra que existe amor Isa, me ame. — suplico.
– Ah!- Isadora ruboriza. – Vem José. –ela me leva para dentro do apartamento. – estou sozinha, mas minha mãe não deve demorar. Então vou lhe mostrar outra forma de amor.
Existi outra forma de amor?
Entramos em seu quarto, sem malícia ou sensualidade ela retira minha roupa me deixando só de cueca. É uma sensação prazerosa, mas meu corpo não reage, mas eu sei por que não é ela e sim atenção do dia. Isadora também retira sua roupa ela se curva um pouco seus corpo é perfeito. A uma cicatrize no baixo ventre. Ela toca o local e vira o rosto para o outro lado constrangida. A abraço e sinto outra cicatriz no meio de sua coluna.
– Quer me contar sobre elas?- sussurro.
– Amanhã. – repete o que eu disse. – hoje você precisa ser amado.
Ela cuida de mim, me dar banho e me deita na cama me embrulha e vem logo em seguida deitando em meu peito. Sinto eu calor. Seu amor, não é físico, mas é maior. Chega à alma. Sinto-a roçar de leve meu peito em um beijo de borboleta.
Envolvo seu corpo no meu. E antes de adormecer percebo o que faltou com a Ana. É aqui em seus braços, minha pousada, meu refugio.
Estou em casa.
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Pov Ana.
Já chega. Elena passou dos limites. Pode mexer comigo, Não com a minha família com as pessoas que eu amo.
Vou ao salão, liguei antes e sei que ela está aqui. Sem cerimonia invado seu escritório. Ela está em reunião com duas funcionárias.
– O que é isso?- diz ela aparentando surpresa.
– Dispense-as Elena. –aponto para as funcionárias. — ou resolveremos nosso assunto na presença delas.
Ela bate as unhas uma a uma na mesa. As meninas não sabem pra onde olham.
– Podem ir, mais tarde resolvo isso. – as duas funcionarias somem.- o que veio fazer aqui menina?
Sínica.
– Só vim dar um aviso Elena. Não se aproxime da minha família.
– Você esta sendo mal informada querida não vejo o Christian há dias. Ele anda dando algumas escapadas? Há sabia que você não daria conta de suas necessidades. — ela ri com maldade.
Antes que eu mesma perceba minha mão já esta na cara dela. A bofetada é tão forte que escorre um filete de sangue do canto de sua boca. A sensação é melhor do que o liquido que derramei nela da ultima vez.
– Se dou ou não conta das necessidades do meu marido não é da sua conta Elena. Não vim aqui para isso e sim para avisa-la para ficar longe da minha família.
– Sua... Eu já falei... — limpa a boca com as costas da mão.
– Não só o Christian, mas todos da família Grey e o José a quem eu soube que você tentou por contra mim. – ela arregala os olhos. – pensou que ele não fosse me contar, pensou que ele fosse ter nojo de mim? Quem é a ingênua aqui Elena?
– Aquele...
– Calada não terminei. Você está proibida de ter contato com qualquer um deles e se um dia eu souber que isso aconteceu. Reze Elena por que não vai ter advogado no mundo que conseguirá defende-la.
– Você não pode fazer isso, esse é um país livre.
– Não para você. Está avisada.
Sawyer me espera do lado de fora do salão.
– Para onde senhora?
– Para casa.
Continua...
Notas finais
A Tatiane de Carvalho fez um pedido e eu não pude atender por que, pra mim Ana é quem deveria dar uma sova na Elena. A Ana é calminha, mas não mecham com a família dela por que ela vira fera. Vide o Jack.
* No final do terceiro livro o Christian depois de uma maratona de amor fala para Ana E pensar que é você que manda ou coisa parecida. Ela não entende, mas o que ele quer dizer é que é ela quem tem e sempre teve o controle. Ou seja, nada ocorreria entre eles se ela não quisesse e se ele não tivesse ido atrás dela no segundo livro esse e o terceiro não existiriam.
** Esse é mesmo o nome do sub que chantageou a Elena.
*** Mês das noivas acho que o Isaac estava dando uma dica que queria casar com Elena. Vai ter um gosto ruim assim lá no...
**** personagem do filme "Monster - Desejo Assassino" a Charlize Theron interpretou a assassina. Loiras tudo haver.
Para as maninas que deixaram lindos coments no cap 13 um chero. Adorei cada um.
Outro chero para os fantasmas sei que voces estão por ai obrigada por lerem a fic.
um chero povo e feliz 7.
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