José Rodrigues: Mi Corazón.
9 Pedido.
Notas iniciais
Isadora e eu estamos dando voltas no Forest Park* em Portland à procura de uma paisagem adequada para fotografarmos. Teríamos encontrado se ela não falasse com todo mundo que passa por nos.
Nesses quatro dias de convivência descobri algumas pequenas coisas sobre a Isadora. Ela não é de falar sobre se mesma e está sempre de bom humor mesmo que alguém a destrate. No caso eu.
Ela é simpática com todos á sua volta, vela sorrir pra todo mundo o que me tira do sério, Isadora tem um sorriso constate que até o velhinho do filme meu Malvado favorito se encantaria. Ainda não descobri por que vela sorri para outro me aborrece tanto.
Não estou fazendo a vida dela fácil, exijo mais dela do que todos os professores já me exigiram.
Para tornar nossa convivência mais caótica temos pontos de vista diferentes no que se refere a nossa visão fotográfica. Enquanto gosto de retratar paisagens ela gosta de retratar o cotidiano das pessoas.
– Você teria algo para me mostrar, um trabalho recente?- digo mostrando a ela como a justar a maquina para distancias e não ficar desfocado.
Visivelmente ela trava fica tensa.
– Tenho, mas não é um trabalho profissional José. – diz sem graça. – e também estava em um momento meio dark.
Isso me faz fitá-la. Isadora em um momento escuro, não me vem à mente tudo nela brilha. O olhar dela agora é o mesmo da boate. Triste.
– Se não quiser, não precisa me mostrar. Olha quando não estivermos juntos você fotografa o que mais gosta e faz um pequeno álbum para que eu avalie. Se eu gostar mostro para o reitor Leith.
Isadora me da um sorriso descrente.
– Você faria a isso? Mostraria para ele?
– Não é essa a intenção?
Ela me fita por um instante muitas emoções que não identifico passam pelos olhos castanhos, então ela desvia dos meus.
– Sim é. — fala em um fio de voz.
Acho que falei o que não devia. Perto dela pareço um moleque de quinze anos metendo os pés pelas mãos.
– Eu aborreci você?- pergunto tocando o braço dela que arrepia sobe meu toque.
– Não, você não me aborrece. — diz me dando um sorriso amistoso.
Sinto vontade de acariciar o rosto dela, dou um passo para cortar a distância entre-nos, mas sou cortado por alguém.
– José? José Rodrigues! — fala uma voz feminina aparentando surpresa.
No viramos e damos de cara com uma senhora loira de óculos escuros, bonita para a idade. Obviamente essa senhora me conhece, pelos quadros que vendi talvez.
– Ah! Olá?- digo sem jeito, pois não me lembro dela.
A loira retira os óculos à maquiagem a redor dele é leve, seu olhar é de quem já viu muito. O olhar dessa senhora me lembra do olhar do meu pai só que ao contrario dos dele o dela é frio, maldoso. Embora ela tente não demonstrar.
– Creio que não se lembra de mim, estive na sua exposição e comprei dois quadros seus. — diz guardando os óculos na bolsa. E sorrindo amigavelmente. — fiquei impressionada, ainda mais por ser tão jovem.
O tom malicioso não passou despercebido nem mesmo por Isadora que ficou ao meu lado. A loira a olhou com curiosidade de uma víbora, protetoramente abracei Isadora pela cintura.
– Sua namorada? – indaga, ergo uma sobrancelha, indicando de que não é da conta dela. — estou perguntando por que, sua musa na exposição era outra então...
Ah! Agora lembrei, ela era a mulher estranha que me pediu, pediu não impôs que eu a fotografasse com o namorado em sua casa. Recusei depois de vela rondar os quadros da Ana.
– Senhora Lincoln, não é?- franzo o cenho.
– Lembrou-se, isso é bom esquecer nomes não vai ajudá-lo, no seu futuro profissional. – está brincando ela está me criticando?
Isadora toma a minha frente.
– Desculpe interromper, mas o José tem um prazo e já estamos atrasados. Se nos der licença. — dessa vez ela não sorri mantem a expressão seria.
As duas se encaram. A Sra. Lincoln desvia primeiro e abre um sorriso falso.
– Não quis atrapalhar. Bom eu fiz uma oferta uma vez e...
– Não tiro fotos pessoais, aquelas foram exceções. Sra. Lincoln.
– Pode me chamar de Elena, eu pago bem José. — insiste. — e além do mais eu também conheço sua musa. — diz com desprezo. — Eu e ela temos algo em comum.
Seja lá o que for eu não quero saber, a vida da Ana não me compete. Duvido que essa mulher tenha algo em comum com a Anastásia.
– Sinto muito, mas minha resposta ainda é não. E é Rodrigues.
Ela me avalia, com um sorriso misterioso nos lábios.
– Que pena, eu poderia ajudá-lo em seu futuro. — recoloca os óculos- Até qual quer dia... Sr. Rodrigues. — e se vai sumindo por entre as arvores.
A sensação que ela deixou é pesada, da pra sentir no ar.
– José?- Isadora toca meu braço, sua mão está fria.
– Sim?
– Quem lhe inspirou na sua primeira exposição?
– A Ana. — ela parece saber que essa seria minha resposta.
– Você não vai trabalhar para àquela... mulher vai?
Solto um resmungo.
– Se eu não aceitei na primeira vez não vai ser agora que vou trabalhar para ela. — digo convicto.
– Que bom. — solta o ar aliviada. – sei que não é da minha conta, mas não fui com a cara dela, notou como ela falou da Ana? Com... com... — Isadora estala os dedos procurando uma palavrar.
– Desprezo. — essa também foi à sensação que tive.
– É. Quem fala assim de outra pessoa que diz ter algo em comum?
– Não sei. — e não quero pensar nisso, quando tiver um tempo vou falar com a Ana sobre essa mulher. — Martins. Vamos trabalhar. –bato palmas para ela se mexer.
E ela não faz o que eu ordeno.
– O que eu preciso fazer para você agilizar, carrega-la nos ombros?
Seus olhos arregalam e ela recua as mãos levantadas palmas pra frente.
– José, você não faria isso.
– Não?- sem ela espera a pego e jogo no meu ombro ela é leve. Em vês de gritar ela ri me apanho rindo junto. — está rindo é?
– Me põe no chão José. — pede sem convicção divertir-se. Sinto ela se ajeitar melhor em meu ombro.
– Não.
Noto seu corpo amolecer.
– Humm! A visão daqui é excelente. –graceja obviamente se referindo minha bunda.
– A daqui também. — retribuo.
Repentinamente não a ouço ri.
– Me desse, por favor. — pede.
Obedeço. Sua fisionomia é indecifrável.
– Fiz merda novamente?-acaricio o rosto dela.
Isadora fecha os olhos seguindo o movimento.
– Não eu... Posso pedir um favor?- morde os lábios.
– Claro. — me aproximo mais.
Não sei quem dá o primeiro passo, mas quando dou por mim nossas bocas estão unidas, nossas línguas travam uma pequena batalha de comando. Beijá-la é melhor do que pensei. Preciso de mais contato trago- a para mais perto de mim e a abraço, por ser muito magra quase posso envolver todo o seu corpo. Mas o melhor são seus seios apertados no meu peito sinto os bicos eriçados. Suas mãos vagueiam pelo meu ombro e nuca e esses lugares estão pegando fogo.
Por necessidade de ar nos separamos. Que beijo. Estou com um sorriso tolo no rosto. Mas quando ela me fita meu sorriso extinguir-se.
Isadora me encara e afaga minha face seu semblante é melancólico.
– Não se apaixone por mim. – me aconselha e se afasta com o nosso material.
Permaneço parado feito idiota observando a ir. Com um suspiro percorro a mão no moicano bagunçado- o então esse era o pedido?
Não me apaixonar por ela. Ah Isadora seu pedido veio meio tarde.
Continua...
Notas finais
*Forest Park .Um parque existe e é lindo.Fica realmente em Portland
Olha a pedófila ai gente, a Elena aparece até aqui cruz. Poderia ter arranjado outro inimigo? Sim, mas zoa a Elena é muito melhor principalmente por que o José desde a primeira vez que a viu sentiu que Sra. Robinson não é flor. Ele não vai ser ingênuo em cair na lábia dela ou vai?
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