José Rodrigues: Mi Corazón.
2 Em meus braços.
Notas iniciais
— Há não o que vocês estão fazendo aqui parados. Senhor José Rodrigues?- uma voz feminina repreensiva atrás de nos, nos pergunta.
Meu pai e eu viramos ao mesmo tempo. Deparando-nos com Kete linda em seu vestido tomara que caia a cor seria um rosa bebê ou sei lá como chamam isso. Pra mim é rosa claro. Mãos na cintura e seu ar autoritário.
— É comigo Kate? – nos dois perguntamos em uníssono. É o que dá pai e filho ter o mesmo nome. Em família sou chamado de Júnior pra facilitar, mas entre amigos essa confusão sempre rola.
Kate se desarma. Sorri se aproxima de nos, envolve nossos ombros com os braços. Ela é cheirosa. Sempre foi.
— Rodrigues. José vou roubar seu pai. — ela fala bem humorada.
— Elliot não se incomodará ao vê-la com um velhote? –meu pai sorri pra ela. Kete quando quer é encantadora.
— Velhote o senhor? Richard Gere perde feio para o senhor. — ela pisca charmosa e meu pai joga a cabeça pra trás gargalhando. — O Elliot aguenta a concorrência.
— Meus vinte anos ficaram pra trás, mas vamos ver o que podemos fazer. – meu pai sorri e segue pra pista.
Ela não o segue de imediato fica seria e me olha.
— Ouça, não é por que ela casou que você vai se enfurnar em um quarto. A vida segue e você pode encontra sua outra metade. Se eu encontrei a minha você também pode. – e com isso ela se afasta.
Oh Deus! Sou tão transparente? Suspiro. Enfio as mãos no bolso. E me afasto. Meu estômago reclama então sigo pra mesa do bufê. Um garçom passa por mim me oferecendo champanhe eu aceito e tomo em uma golada só. Não é uísque, mas serve pra aplacar minha dor. Percebo de repente que estou derrotista e chorão. Resolvo parar com isso.
Uma loira* está ao lado da mesa. Braços cruzados fazendo os seios levantarem e praticamente saltarem no decote revelador. Sirvo-me e ela percebe minha presença. A loira me olha de cima abaixo curiosa.
— Você é amigo da Ana. – Ela constata e pronuncia o nome da Ana com repulsa.
Meu corpo fica tenso e então entro em modo de defesa. Já não gostei dessa mulher.
— Sim sou amigo da Ana e da Kate.- pronuncio o nome das duas com carinho.
Ela morde os lábios e se aproxima tocando meu braço. Arrepio-me. E não é de satisfação.
— Sou Lily amiga da família. — ela molha os lábios com a língua. Lily percorre os olhos sobre mim. Eu dou um passo pra trás.
— José. Prazer Lily. — Digo seco olhando a nos olhos e ela parece irritada com isso. Ha garota você é atraente, mas meu corpo não reage a você. Sorriu pra ela.
— Você é um fã da Anastásia. Eu mereço. Não sei oque ela fez pra conquistar o Christian, mas eu lhe aviso. O Chris é do mundo esse casamento não vai durar seis meses. — sibila azeda.
Ela estava obviamente com ciúmes. Lily quer o Christian. Percebo que temos algo em comum. Mas as semelhanças acabam aqui.
Quero a Ana feliz e jamais azedaria a relação deles. Pra mim a felicidade da Ana é mais importante que a minha. Enquanto essa mulher...
Se ela não sabe o que a Ana fez pra conquista o Christian não sou eu que lhe direi.
— Você é vidente por acaso? Olha Lily... Com sua licença. — digo seco. Nossa quase discuto com uma mulher. Viro-me e deparo com os noivos. Merda. Não estou preparado.
— José. — Diz Christian segurando protetoramente Ana pela cintura. Ele olha para meu lado e seu olhar se transforma em indiferença. Ele não gosta da cobrinha. — Lily.
— Chris... Christian a cerimonia foi linda. – ela arfa e cora ao falar com ele, a entonação, no entanto era mentirosa.
— Espero que esteja apreciando Lily.- ele definitivamente não gosta dela.
Do nada sinto vontade de gargalhar. Pra mim eles parecem feras. Só que o Christian é o leão que irá dar o bote em sua presa. Pobre Lily.
— Apreciei sim. – sorri toda melosa pra ele. Ana fica rija. E resolvo agir.
— Ela estava me contando que acha que o casamento de vocês durara pra sempre. Já que é tão lindo de se ver. Vocês irradiam tanto amor que da inveja. Não foi isso Lily?- resolvo implicar com ela. Eu já disse que as vezes sou sacana e adoro irritar quem não gosto?
Ana conhece esse meu lado ela sorri para mim em cumplicidade. Lily empalidece.
— Quanta gentileza de sua aparte Lily. Obrigada. — Ana murmura gentil.
— Não foi nada. Com licença. Vou procurar a Mia. Parabéns!- ela se afasta os dentes serrados.
Assim que ela se afasta. Me sinto aliviado. Ana se afasta de Christian.
— Estamos saindo em alguns minutos pra nossa lua de mel. Quer dançar comigo enquanto isso?- me indaga me pegando de surpresa.
Tê-la em meus braços. Oh senhor. Controlo-me pra não dar bandeira.
— Adoraria.
Fomos pra pista sobe o olhar vigilante do Grey. Relaxa homem ela é sua. Esta com ela em meus braços uma ultima vez é meu augi da noite. Eu a tenho perto de mim.
— Vou sentir sua falta Ana. — Murmuro tentando sorri sem sucesso.
— Há José! Sempre estarei aqui pra você meu amigo. — ela fala afetuosamente.
— Eu sei. — amigos é tudo que podemos ser. Olho pra o bastardo sortudo. — ele ama você.
— E eu a ele, mesmo você pensado que o quero pelo dinheiro. — ela me lembra a merda que falei um dia depois do acidente com o helicóptero.
Involuntariamente solto um gemido e ela ri.
— Me ignore Ana. Eu falei merda.
— Ignorado. Quando teremos outra exposição?
— Não sei. Minha principal fonte de inspiração acabou de casar então...- lá vou eu, masoquismo ativado.
— José. – ela me repreende.
— Eu sei, quero que seja feliz Ana. Você merece. — falo com sinceridade.
— Obrigada e você também merece José. — Ela toca meu rosto. Ha Ana.
É um toque rápido em minutos Christian a tira de mim e os dois vão para sua lua de mel. Eu a ative em meus braços. Meu coração infla de felicidade.
Não demoro mais na festa. Há um quanto reservado pra mim nos Grey bem como para meu pai e os pais da Ana. Portanto não tem necessidade de voltar pra casa. Me jogo na cama de roupa e tudo. Olho pro teto até adormecer.
Anastácia Gray. É agora só me resta esquece-la o problema é saber como faze-lo.
Continua...
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