-MÃOS AO ALTO!-Um policial no megafone disse, eu olhei para a faca em minha mão e para a garota amarrada ao meu lado, última chance.Antes que pudesse matá-la de vez, milhares de policiais apareceram e me cercaram, um deles se jogou em cima de mim, me esmagando no chão.

-TRAGAM UMA AMBULÂNCIA!-Uma policial de rabo de cavalo disse, desamarrando a garota, com a ajuda de seus colegas de equipe.Me algemaram, com a mão nas costas, e me forçaram a entrar na viatura.Quando saí do carro, em direção a delegacia, milhares de jornalistas apontavam suas câmeras para meu rosto, quase fiquei cego com todos os flashs.

-O que tem a dizer em sua defesa?-Uma jornalista disse.

-Vão se ferrar!-Respondi, sorrindo.Não estava preocupado, nem com medo, eu iria escapar.

Me colocaram em uma sala, com uma mesa de aço, e apenas uma cadeira e me forçaram a sentar lá.

-Então o que tem a dizer?-O policial perguntou, de braços cruzados, havia dois outros seguranças na sala, conosco.

-Se eu tivesse minha faca aqui agora, eu já teria te matado-Disse, imaginando sua morte.

-Mas você não tem, vamos comparar o sangue na faca, e você jamais terá paz novamente, garoto!-O policial disse, e saiu da sala com os dois seguranças, me deixando sozinho.

Foi quando tive uma ideia...

-EI!PESSOAL!-Gritei, encostado na porta.Um segurança abriu uma fresta.

-O que?!-Ele perguntou, desconfiado.

-Preciso ir ao banheiro, matar cansa!-Eu disse, me divertindo.Ele me arrastou pelo braço — com os policiais me olhando — e me levou ao banheiro.

-Dá para me desalgemar?!-Perguntei, com dor nas costas.Ele me olhou desconfiado, e fez isso.

Ele nunca devia ter feito isso...

Peguei sua arma, apontei para seu peito e atirei.Nem sei como fiz isso, não sabia nem usar uma arma, mas deu certo...pulei pela janela e saí correndo, doce, doce liberdade...