Formou-se um silêncio um tanto constrangedor, que rapidamente fora sucumbido pelo toque polífono do meu celular.

Abri o zíper da minha mochila e afundei a minha mão por entre a roupa amarrotada, tentando aceder ao objecto ruídoso.

Achei-o e retirei-o com alguma dificuldade.

Fiquei pasmo ao checkar quem era o remetente.

Olhei para Gerard, que logo se tornou cúmplice.

- Quer que eu atenda? — perguntou.

- Sim, por favor.

Sem hesitar, tirou-me o celular das mãos, espreitou o nome, e, logo percebeu que a minha situação era grave.

\'- Sim?

— Filho, volta para casa, por favor. — do outro lado a voz não parecia exaltada ou fervorosa, pelo contrário, parecia convidativa e amena.

— Deve ser egano, senhor...

— Não pode ser engano... Quem é você?!\'

Gerard, desligou rapidamente a chamada, pis não teria argumentação. Voltando a sua atenção para mim, perguntou:

- Pode contar-me o que aconteceu? Fugiu de casa?

- Eu tenho um pouco de vergonha... Isto não vai soar normal e, tenho a certeza, de que não vai acreditar em nada daquilo que eu relatar... — divaguei.

Notas finais
hm... não ando a ter muitas ideias o quanto gostaria, lamento o capítulo pequeno e horrível.