Notas iniciais
HEYYYY
Para começar, estou postando essa fanfic apenas por que uma amiga louca, linda e maravilhosa que infelizmente mora lá na caralholandia me pediu, nunca postei aqui no Nyah, na verdade eu nem sei mexer nisso aqui direito
Mas como eu sou meio doida da cabeça acabei postando essa fic e outra chamada "Diário de uma semideusa em crise"
Acho que é isso
Boa leitura!

Reyna já estava exausta.

A última semana de férias já estava há três dias para acabar e ela realmente achou que iria descansar. Mas ela estava enganada.

Por ser melhor amiga e vizinha de Hazel, os seus planos de relaxar foram por água abaixo. Hazel e ela se conheciam desde que se entendiam por gente e sempre se deram bem.

Além do mais, ela gostaria de aproveitar aqueles últimos dias em casa por dois motivos: a) Ela amava sua casa e sua irmã, que morava com ela. Apenas as duas, mais ninguém; b) Ela estava cansada de sua rotina com Hazel, que basicamente era ir ao shopping.

Não que não gostasse da amiga, mas Reyna sabia que Hazel só gostava de ir ao shopping por uma única razão: azarar garotos.

E o pior é que Reyna já conhecia o ‘alvo do momento’, era Frank, um primo distante dela que ela cometeu o erro de apresentar à Hazel, quando ambas estavam num passeio e se esbarraram, descobrindo que o garoto estava começando um trabalho numa loja de esportes.

—Reynaaaaa!-Sua irmã, Hylla, batia na porta. –Hazel está aqui!

—Tudo bem!-Gritou ela de volta. –Avise que já vou!

A garota se olhou no espelho. Não se achava muito bonita, mas mesmo assim, era linda.

Media quase 1,70. Os cabelos negros desciam como cascatas pelas suas costas até atingirem sua cintura. A silhueta era formada por seios médios, cintura fina, quadril largo, pernas torneadas e glúteos volumosos que, em sua opinião, eram grandes demais. Os olhos escuros como obsidiana faziam contraste com sua pele branca.

Ao sair do banho, penteou os fios e os deixou secar naturalmente. Optou por um lingerie liso da cor preta, fez sua tradicional trança lateral e foi pôr a roupa.

Encontrou em seu armário uma legging preta, que acompanhou uma blusa branca soltinha. Calçou um par de sapatilhas roxas e, como o tempo era louco em New York, amarrou um casaco estilo colegial nos quadris.

Pegou sua bolsa tiracolo Kipling [N/A: Olha a propagandaaaa] azul Royal, seu celular, carteira, chaves e saiu de seu quarto.

Hazel estava sentada no sofá da sala, e parecia ansiosa. Suas sapatilhas vermelhas batiam ruidosamente contra o assoalho de madeira, ela roía as unhas e mexia no cabelo, muito inquieta. Deu um salto ao vê-la.

—Finalmente! -Ela ergue os braços aos céus. –Aleluia, meu Deus do céu!

—Para de drama, Hazel. Eu nem demorei.

—E eu sou a Tinker Bell. Achei que você tinha morrido lá dentro.

—Tá bem! Já entendi que demorei! Podemos ir logo? Estou morrendo de fome- falou, lembrando que combinaram de almoçar no shopping.

—Eu também. Vamos.

—Hylla! Estou indo! -Grita.

—Se comportem! -Devolve, provavelmente da cozinha.

E saíram.

(...)

Reyna ia dirigindo e Hazel continuava com seu ataque de tiques nervosos. A garota já estava quase se coçando de agonia vendo a amiga daquele jeito.

—Okay, Hazel. Já deu.

—Mas Rey... É que... Não sei! Eu estou nervosa! Eu só vi o Frank uma vez. Será que ele gostou de mim?

—Fica tranqüila. Ele deve estar tão nervoso quanto você. Ou até mais.

—Você acha?

—Tenho certeza, eu conheço meu primo. Os olhos dele brilharam quando vocês se viram.

-Sério?

Ela assentiu, enquanto estacionava seu Maserati no estacionamento do subsolo.

Ambas desceram do carro e rumaram ao elevador. Hazel não parava de conferir a maquiagem no espelho da cabine. Aquilo era estranho, aquela garota nunca foi acanhada nem insegura, muito menos quando o assunto era meninos.

As coisas ficaram ainda mais bizarras quando Hazel resolveu dizer:

—Rey.

—Hum?

—Eu estou bonita?

Reyna não tinha certeza se ouvira direito.

—Como?

—Eu. Estou. Bonita? –Fala pausadamente.

Ela olha a morena dos pés a cabeça. Hazel tinha escolhido um vestido azul claro, que ia até os joelhos, com um cinto fino e calçados vermelhos. O cabelo cacheado estava solto como sempre. Ela passara um gloss com glitter, delineador estilo gatinho e uma fina camada de rímel, que chamava a atenção para seus olhos dourados. Uma bolsa pequena preta pendia de seu ombro.

—Está linda.

(...)

“Vamos, vai ser legal!”

Dissera Hazel, insistindo que Reyna fosse com ela encontrar Frank.

Foi só chegarem à praça de alimentação que Reyna foi completamente esquecida, se sentia vestindo a capa de invisibilidade do Harry Potter.

Eles conversavam animadamente sobre qualquer tipo de assunto, qualquer mesmo. Reyna fingia que não prestava atenção, enquanto mexia no seu celular.

Até que ela direcionou os olhos para um painel num restaurante japonês que mostrava os números 398. Sua senha, seu almoço finalmente estava pronto.

Ela se levantou, pegou a nota fiscal e foi até o balcão do restaurante oriental. Entregou o pequeno papel á atendente, que lhe entregou uma bandeja com o combo pedido. Reyna notou que faltava alguma coisa.

—Hãn... –Ela tentou chamar a atenção da funcionária. –Pode me dar um pouco de molho?

—Shoyu?

Reyna assente.

A moça repousou ao lado do almoço da garota um copinho de café cheio do salgado molho escuro. A garota agradeceu e seguiu para voltar á mesa, junto com os ‘pombinhos’.

Entretanto, assim que ela se virou, alguém esbarrou nela, fazendo um lanche japonês e um copo de molho negro se espalharem por sua blusa branca. Ela deixou a bandeja cair no chão.

—Opa. –Diz a pessoa com quem ela trombou.

—OPA? OPA?! Você não olha por onde anda, não?

—Desculpa, foi mal!

Reyna se abaixa a fim de pegar a bandeja, a pessoa se inclina junto á ela. A morena pôde ver o rosto dele pela primeira vez.

Era moreno, cabelos cacheados. Os olhos tinham cor de chocolate, os dentes mais brancos que Reyna já vira, num sorriso perfeitamente alinhado. Era magro, mas tinha certo porte atlético.

—Vai ficar olhando pra minha cara? –Perguntou ela, notando que ele a encarava boquiaberto.

—Nossa, quanto mau humor, morena. Relaxa, eu te pago outro almoço. –Ele pega a bandeja do chão e Reyna se levanta.

—Não precisa, elfo do Papai Noel. –Ela retruca, observando suas orelhas levemente pontudas.

-Elfo do Papai Noel?

—Esquece. Não precisa me pagar nada.

—Mas...

Porém a garota já tinha vestido seu casaco e saído dali.

Hazel pareceu notar sua existência assim que ela se sentou.

—Rey? O que houve? Não foi pegar o seu almoço?

—Perdi o apetite. –Mentiu.

—E porque o casaco? Hoje está o maior sol. –Frank indaga.

—Não sei. Talvez eu esteja com febre.

—Você que sabe- Hazel deu de ombros e voltou a conversar com o garoto.

“Novamente invisível.” Pensou Reyna.

(...)

Os três resolveram ir ao cinema.

Estavam na fila para comprar as entradas, quando Reyna vê uma cabeleira loira muito conhecida.

Jason. Ela dizia que não, mas sempre gostou dele. Mas claro que ele não lhe dava bola.

O loiro estava de mãos dadas com uma garota de origem indígena: Piper, sua namorada. Não que ela não gostasse dela, ambas eram muito amigas. Mas a garota nem suspeitava que sua amiga estivesse a fim de seu namorado.

Reyna tentou se esconder, mas as orbes azuis elétricas de Jason focaram na garota e ele sorriu, se aproximando.

Ela desviou o rosto, porém logo sentou alguém cutucando um de seus ombros.

A morena virou para encarar o casal.

—Jason! -Ela forçou um sorriso de dentes trincados. -Piper!

—Reyna! -Os dois disseram em uníssono. Piper a abraçou e Jason lhe deuum beijo no rosto.

—Está sozinha? -Questionou Pipes.

Reyna considerou responder algo como "Sozinha? Eu? Sozinha é apelido! Estou sendo completamente ignorada pelo meu primo e pela minha melhor amiga!" Mas pensou duas vezes e respondeu:

—Não. Na verdade estou com a Hazel.

—Hazel? -Jason franziu o rosto. -E onde ela está?

A garota chamou a amiga que batia um papo com Frank. Ambos se viraram. Os olhos de Hazel brilharam ainda mais, se é que era possível. Frank manteve a expressão neutra.

—Ai, meu Deus! -Ela soltou um gritinho e bateu palmas, logo depois para abraçar os amigos recém-chegados. -Não acredito! Achei que estivessem na Califórnia.

—E estávamos. -Jason envolveu os ombros da namorada. -Chegamos semana passada.

—Não iam fazer o terceiro ano lá? -Reyna perguntou.

Quando acabaram o segundo ano, Piper e Jason decidiram se mudar para o outro lado do país. Reyna ficou triste e feliz ao mesmo tempo: Triste porque iria ficar sem ver os amigos; e feliz porque não precisaria ver o garoto de quem ela gostava agarrando outra garota pelos cantos da escola. Mas agora, o destino parecia brincar com ela e com seus sentimentos.

—Isso é... Ótimo. -Diz Rey.

—E tem mais! -Fala Piper.

"Ah, maravilha" pensou. "Tem mais. Era só o que me faltava."

—Minha irmã vai vir pra cá, fazer o último ano com a gente!

Reyna não pôde conter um sorriso.

—Silena?!

Piper assentiu frenética.

—Ah, que falta de educação a minha. -Disse a garota da trança. -Piper, Jason, esse é Frank, um primo distante. Frank, esses são Jason e Piper, nossos amigos.

Os três se cumprimentaram.

—Porque não ficam conosco para o filme? -Convida Hazel. Reyna teve vontade de enforcar a amiga, mas apenas continuou sorrindo.

—Não sei, temos que ver com os outros. -Falou Jason.

—Os outros? -Disse Frank.

—Percy e Annabeth.

Os olhos de Reyna só não saltaram porque naquele momento era física e humanamente impossível, mas foi por pouco.

—Eles estão com vocês? -Hazel bate mais palmas.

—Quem são esses? -Questionou Frank.

—Uns amigos nossos. -Piper esclareceu. -Estão chegando.

—Para falar a verdade, estamos bem aqui. -Disse alguém atrás de Jason. Percy e Annabeth tinham chegado.

"Tudo bem, destino. Já chega."

Todos se cumprimentam e Frank é apresentado ao casal.

Depois de muito papo, decidem ir juntos ao cinema.

A sessão deles é apenas uma hora depois, então resolvem passear um pouco.

Escolheram passar aquele tempo livre comendo no Starbucks.

—Pelo jeito, -Reyna diz, começando uma conversa. — estaremos todos reunidos de novo esse ano.

—É verdade. -Concorda Annabeth. -Alguém tem notícias do Nico?

—Ele está viajando. -Responde Hazel. -Com o namorado.

—Ele está namorando a sério com o Will? -Se surpreende Piper.

Hazel faz que sim com a cabeça.

—Quem é Nico? -Pergunta Frank.

—Meu meio-irmão.

—Ah.

—Bem, você disse que sua irmã também vai vir, não é, Piper? -Reyna volta ao antigo assunto.

—Oh, sim. Ela vai vir. Junto com o namorado e o meio-irmão dele.

—O Charles tem um meio-irmão? -Pergunta Percy. -Essa é nova.

—Ele é um ano mais novo que os dois, então é provável que façamos amizade com ele. -Piper confirma, animada.

"Mais um ano, mais brincadeiras do destino."

Notas finais
Só para avisar que a partir do próximo capítulo irei sugerir músicas para vocês escutarem durante a leitura
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Beijos azuis! ♥