Jokes Of Destiny - Leyna
11 Capítulo 10: Leo Valdez is the only flagrant
Notas iniciais
"I ponder of something great
My lungs will fill and then deflate
They fill with fire
Exhale desire"
— Twenty One Pilots/Car Radio
— VOCÊ O QUÊ? — Isabell gritou do outro lado da linha.
Leo havia topado com Reyna mais cedo, porém, seu corpo paralisou e ele não sabia o que fazer. Diante disso, o que lhe restou foi sair correndo dali.
— Não saiu exatamente como esperávamos...
— Você descobriu isso sozinho é? — A garota ironizou. — Leo Valdez, o deus supremo da dedução!
— Você não entende? Eu fiquei nervoso!
— E você? Quer acabar com meu OTP?
— Com o seu... O que?
— Só pesquisa na internet mais tarde e não tenta mudar de assunto! Como assim você amarelou, cara?!
— Isso que você chama de ajuda?
Ela suspirou.
— Certo, se é ajuda que você quer é ajuda que você terá. Amanhã de tarde vai fazer alguma coisa?
— Que parte da tarde?
— Umas três horas.
— Tenho que acabar o trabalho com seu irmão e com o Frank.
— Ótimo. Eu vou lá. Até amanhã e não me ligue de novo.
— Por que não? — Ele se virou na cama.
— Eu não sei se você se lembra, mas eu trabalho, seu vagabundo.
— Olha, isso é Bullying.
— Aaah, para de frescura e vai elaborar seu planinho. Tchau.
— Até amanhã.
(...)
A noite foi mais difícil do que Leo esperava.
Ele não conseguia dormir de forma alguma. Tentou inventar alguma desculpa para convencer Reyna a sair com ele, como dizer que aquilo seria um ato de caridade, mas achou que poderia ser muito desesperado da parte dele.
Ele até cogitou virar gay só para Isabell sair de seu pé.
Depois ele mesmo riu de sua própria e estúpida teoria.
Então as engrenagens de seu cérebro voltaram a funcionar como se alguém houvesse adicionado óleo nelas. O plano perfeito estava armado em sua cabeça.
Não havia como dar errado.
Leo caiu no sono, mais tranquilo por ter certeza que conseguiria conquistar a garota por quem estava apaixonado.
(...)
— Se continuarem se encontrando assim eu vou acabar pensando que vocês estão namorando — Frank se esparramou no sofá.
Percy encarou Leo, o de olhos verdes parecia ter levado um tapa.
— Vocês estão namorando?
— O que?! Não, cara! Ela é minha melhor amiga, só isso.
— Hum — e foi tudo o que Percy disse.
Um estrondo cortou a quietude que se instalava.
— Hey, maninho — Isabell acenou. — Frank, já deu uns pegas na Hazel?
O garoto oriental corou e começou a gaguejar sílabas sem sentido.
— Ah, que pena — ela disse. — Parece que só alguns dos meus shipps andam dando certo, não é Percy?
— Hein?
— Eu sou gente também, tenho o direito de shippar Percabeth. Acho que é isso. Leo, vamos — ia puxando o braço dele para o quarto, quando Percy entrou na frente dos dois.
— Você não precisa esconder nada de mim, Isa.
— Percy, veja bem, não é sobre mim. É sobre o Leo, e eu tenho certeza que ele não quer falar com você sobre as desavenças amorosas dele. Você quer, Leo? — O olhou.
— Hum, não, obrigada.
— Você ouviu o garoto, Percy. Agora, saia da frente antes que eu chute suas bolas.
O moreno voltou a se sentar um tanto estupefato com a repentina violência nas palavras da menina, cuja bateu a porta do dormitório a tempo de ouvir um "o que deu nela?" vindo de seu irmão.
— Certo, tudo bem — ela começou. — O que planejou para esta noite? Sei que ai levá-la para aquela casa noturna e tal, mas como vai chamar a garota para sair?
— Bem, esse é o problema. Eu tenho medo de vacilar e estragar tudo. Não quero ficar longe dela, mas... Eu até pensei em dizer que sou gay para...
— GAY? Não! Nem pense nisso! Eu shippo Leyna, tá?
— Quer saber de uma coisa? Acho que sei qual é o problema.
— Porra, finalmente, hein? Qual é?
— Não tenho certeza se desapeguei de você.
Sua expressão desafiadora sumiu e seus braços caíram, ela o encarou surpresa. Então sua cara de "tive uma ideia" veio.
— Posso dar um jeito nisso — ela se aproximou e segurou suas mãos. — Mas vai ter que confiar em mim e fazer tudo que eu mandar. É a única maneira de ter certeza que você me esqueceu. Promete?
Leo assentiu, confiante.
— Me beije.
Ele ia protestar, até abriu a boca, mas ao invés de responder, ele pôs os dedos no cabelo escuro de Isabell e juntou seus lábios.
Quando namoravam, um tipo de energia envolvente era sentida, mas dessa vez, nem sequer uma faísca pôde ser absorvida entre o contato de suas línguas. Eles se separaram
— Eu... Não... — Leo estava sem reação.
Medidas drásticas... Ela pensou antes de murmurar:
— T-tá — e tirar a blusa do corpo, amostrando o sutiã escuro.
Ele não queria, mas foi impossível não comparar os seios dela com os de Reyna. Os de Isa eram maiores, mas não o atraíam do mesmo jeito...
— Pegue nos meus peitos.
— O que? Não, você enlouqueceu! Não posso fazer isso!
— Me obedeça! — Gritou mais alto que deveria.
Ele não estava mais se reconhecendo, ele não deveria ser o mulherengo? Aquele que pega todas na festa? Que não precisa fazer esforço para ter pinta de pegador? E lá estava ele recusando pegar nos seios de uma garota.
Isso é estar apaixonado, então, pensou.
Sem dó alguma, não só pegou, como também apertou os peitos dela.
Involuntariamente, ela soltou um gemido meio alto. Leo apertou ainda mais, com muita vontade. Isabell já mordia os lábios para segurar os ruídos que produzia.
Num momento aleatório, a porta foi arrombada, os dois coraram e Percy entrou raivoso e só não quebrou os dentes de Leo pois sua irmã ficou entre os dois.
— Percy, se acalme, não é o que você está pensando.
— Eu vou te matar, Valdez!
Ela segurou seu rosto e o forçou a olhar fundo nos olhos.
— Percy, pare. Por favor.
— Por que não me contou que você... Eu nem sei se vocês estão juntos.
— Não, não estamos. Percy, eu...
— Leo, saia daqui — ele ordenou, ainda raivoso. — E você, senhorita, vista-se e venha para fora — falou, empurrando Leo e saindo junto com este. — Temos muito o que conversar.
(...)
Quando voltou ao seu dormitório para trocar de roupa, Leo ainda estava meio travado.
O que havia acontecido ali? Fora muito rápido.
Sacudiu a cabeça e continuou seu rumo, torcendo para que não tivesse causado problemas à amiga.
Mas todo seu corpo se arrepiou ao entrar no local e escutar uma voz grossa e ameaçadora:
— Fique quieta ou irei te amordaçar, vadia!
Um som parecido com um Clap! ecoou. Alguém havia levado um tapa na cara e gemido de dor. Os gemidos só pioraram à medida que Leo se aproximava da porta do quarto de Reyna, cujo a porta estava entreaberta.
— Silêncio!
Leo já imaginou Reyna nua inúmeras vezes, mas quando a viu assim, nunca sentiu tanta culpa.
Ela estava completamente despida, com as mãos algemadas, rosto molhado pelo choro, cabelo bagunçado e uma das bochechas vermelha e inchada. Um loiro que ele reconheceu como Octavian a estocava na intimidade da garota com força, gemendo de modo monstruoso.
O queixo de Leo foi ao chão, ao notar que, sua garota estava sendo estuprada.
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