Jokes Of Destiny - Leyna

4 Capítulo 3: Leo valdez is a real shameless


Notas iniciais
HEY, LEITORES! Como meus cupcakes vão? A música desse capítulo novinho é Gasoline, da diva da Halsey♡ Link: https://www.youtube.com/watch?v=zRHNi3QfFlE

"And all the people say
You can’t wake up, this is not a dream
You're part of a machine, you are not a human being
With your face all made up, living on a screen"

-Gasoline/Halsey

–Saia daqui ou eu quebro seu outro braço!

(...)

Leo aprendeu da pior maneira possível que teria que segurar a língua por ali.

Quando saiu da enfermaria, encontrou na sala de espera Reyna, Silena e seu irmão.

–O que estão fazendo aqui? -Ele pergunta aos três. -Já deviam estar dormindo.

–Eu concordo- Reyna disse. -Não sei por que não posso ir para o meu dormitório.

–Você sabe sim, Reyna- Silena retrucou.

–Hey, Sil, você sabe que não precisa...- Charles foi interrompido.

–Precisa sim, Charlie.- Se virou para a amiga. -Vamos, Rey. O que tem a dizer para Leo?

–Eu? -Ela encarou o garoto. -Você é um idiota.

–Hein?!

–Reyna!- Silena brigou.

–Sil, você não é minha mãe...

–AGORA.

–Não.

–REYNA ÁVILA RAMIREZ ARELLANO! VOCÊ VAI PEDIR DESCULPAS PARA ELE AGORA!

–Senão o que?

–Senão... Falo o que você fez para o Sr. D.

–Não se atreveria.

–Tente.

Reyna cruzou os braços e empinou o nariz, impassiva.

–Não vou pedir desculpas para o elfo do Papai Noel.

–Reyna!-A amiga a repreendeu.

–Sil- Charlie tocou sua mão.-Flor, não precisa disso.

Ela suspirou, vencida. Leo observou aquela cena.

Tamanha facilidade o irmão teve de acalmar a namorada, que aparentava ser capaz de cuspir fogo, agora se mostrava delicada como... Bem, como um flor.

Ele achava que era por esse motivo que o garoto a chamava assim: por mais que ela ficasse com raiva, esse tipo de humor não durava. Silena era uma grande coração-mole.

Charles tinha esse dom com ela, era só pegar em sua mão ou fazer um carinho ou algo do tipo que ela fazia qualquer coisa. E, quando se cita qualquer coisa, é qualquer coisa mesmo.

O que? Quando moravam em Houston, Silena dormia no quarto de Beckendorf, que se localizava bem ao lado do de Leo. Eles eram BEM barulhentos de noite.

–Não, Silena- Leo pediu.-Não tem nada demais.

–Bom, já que eu não tenho nada a declarar nem a fazer,-Reyna pôs-se de pé.-Eu vou para o meu dormitório.

E seguiu para os elevadores.

(...)

Leo acabou por acompanhar Reyna todo o caminho, pelo motivo dos seus quartos ficarem no mesmo dormitório.

Nenhum dos dois deixou uma palavra escapar durante todo o percurso que traçaram. Ela soltava alguns suspiros cansados de vez em quando, mas ainda continuava com a coluna ereta e a postura tão correta que chegava a ser irritante.

Ele a olhou de cima a baixo e, sem que percebesse, seus olhos focaram e sua visão pousou nos enormes seios daquela garota. Leo não queria, mas foi mais forte do que ele. Eram realmente grandes, tão redondos que podiam ter servido como fôrmas para taças de vinho...

–... O que deu em você, garoto?-Reyna estalava os dedos perto de sua face. Ele piscou.

–Hãn... É... O que?-Essa era uma boa tática para escapar de situações desagradáveis: se fingir de idiota (não que isso fosse difícil para ele, mas funcionava.)

–Você estava me secando.

–Não estava não.

Estava secando esses melões gigantes que você chama de peitos o lado sujo de sua mente pensou É diferente.

–Hum- resmungou, abrindo a porta de número dois.

Por deus, Leo estava parecendo um desesperado. Se sentia um virjão que nem sabia o que caralhos era uma mão boba. O que, você pode ter certeza, de que ele sabia o que era. Ah, se sabia.

Mas, se tinha algo que caracterizava o garoto, essa coisa pode ser representada pela palavra “vingativo.” Tanto, que já estava até arquitetando o seu ‘plano’.

Iria demorar algum tempo para acontecer, talvez até algumas semanas. Reyna não podia nem sonhar, em hipótese alguma o que lhe iria ocorrer, teria de valer à pena.

Ele ficaria com o braço na tipóia quase um mês, aquilo deveria bastar. Tinha uma grande possibilidade de aquilo tardar, porém, todos nós conhecemos aquele clássico e velho ditado “A vingança nunca é plena, mata alma e a envenena.”

Droga, não era esse o ditado. Maldito programa de comédia de televisão mexicano em que ele ficou viciado.

O verdadeiro ditado era “A vingança é um prato que se come frio.”

Com esse pensamento alegre, ele adentrou em seu próprio quarto e adormeceu rapidamente.

(...)

Reyna acordou às sete horas em ponto, ao som de Help, dos Beatles.

[N/A: Escutem, é maravilhosa ♥]

Deu uma leve espreguiçada e coçou os olhos, sentando-se na cama. Deixou separados em cima do colchão um par de calças jeans pretos, uma camiseta que se lia “I’m not a mundane” [N/A: quem entendeu a referência? 0/] e roupas íntimas com detalhes rendados da mesma cor das calças.

Jogou uma toalha sobre um dos ombros, fez um coque descabelado e saiu de seu quarto, marchando até o banheiro, cujo estava com a porta fechada.

A garota torceu a maçaneta, trancada. Escutou e viu a mesma se mexer, para revelar um Leo vestido apenas com uma toalha no quadril e o gesso que lhe cobria o braço.

Estava com os cabelos cacheados molhados, assim como o peitoral nu. Algumas gotas de água escorriam pelo corpo moreno do garoto e WOW! Ele tinha gominhos! Ela voltou a sã consciência quando ele resolveu comentar:

–Pijama legal- a olhou sorrindo com malícia.

Ela encarou-se e viu o erro que tinha cometido. Reyna trajava um moletom aberto, que era grande e ia até o início das coxas, e nada mais do que suas roupas íntimas azuis.

A garota poderia ter vestido outra coisa? Bem, sim. Entretanto, durante as férias, ela dormia daquele jeito, até porque esta morava apenas com a irmã mais velha, então ela não se importava.

E, por um minuto feliz, ela esquecera que dividia o local com aquele energúmeno mais conhecido como Leo Valdez, chato e irritante em período integral.

Enrubescida, fechou o casaco, acabando com a felicidade do colega de quarto.

–S-saia da minha frente.

–Claro, mi Reyna [N/A: Leiam a fanfic “A second change for us”, é muito boa e ainda tem Leyna, foi de onde peguei esse apelidinho pra Rey sz; link nas notas finais]- deixou a porta livre.

–Não sou sua. Não temos essa intimidade toda- apontou para o seu rosto, como se desse bronca numa criança.-Ou melhor, não temos intimidade nenhuma, falou?

–Eu acho que temos sim, algum tipo de intimidade- apoiou o queixo no braço bom.- Não sei se percebeu, mas estamos seminus e um de frente para o outro. Não sei como você chama, mas para mim é uma ótima definição da palavra intimidade.

A menina abriu e fechou a boca, sem fala. Quando se recuperou, bufou, empurrou Leo, e entrou no banheiro batendo a porta com força atrás de si.

(...)

Quando saiu do banho, já eram sete e vinte e dois e, a melhor notícia: Leo já tinha ido para as aulas, por mais que as mesmas só começassem as oito.

Depois que trocou de roupa, pôs a mochila em um dos ombros, conferiu os horários e rumou até a sala de álgebra, onde ocorreria sua primeira aula. E seria ali mesmo onde os seus problemas estariam esperando, prontos para começar.

(...)

Quem dava a aula de álgebra seria a Sra. Dodds, uma professorinha que era tão velha que provavelmente ensinou o próprio Jesus Cristo a ler e escrever.

Ninguém gostava dela, mas como Reyna era uma das melhores alunas, não era um possível alvo da ira da professora que se assemelhava a uma uva-passa. Ao contrario de Percy Jackson, que era constantemente reportado por sua grande impertinência.

No momento em que ela chegou à sala, todos já estavam com as duplas formadas.

–Senhorita Arellano- Sra. Dodds chamou.- É uma das minhas alunas favoritas, mas não pense que irei perdoar o seu atraso da próxima vez.

–Me desculpe, eu...

Ela a silenciou, com a mão.

–Sente-se.

Reyna escaneou o lugar, a procura de algum conhecido. Até que avistou Hazel.

Mas óbvio que ela não estava sozinha. Adivinhe quem estava sentado ao lado dela, trocando risadinhas?

Se pensou Frank Zhang, você acertou.

A amiga lhe dirigiu um ‘desculpa’, sem emitir som, enquanto a morena já procurava outro lugar para se sentar.

–Se estiver com dificuldade, senhorita Arellano...

–Não senhora, eu só...

–Esqueça. Sente-se ao lado do aluno novo.

–Mas... Quem é o aluno novo?

–Atrás do senhor di Angelo, o senhor Valdez.

No fundo da classe, Reyna identificou uma figura morena que erguera a mão e se achava sozinha. Não teve escolha senão sentar ao lado dele.

Notas finais
O que meus babies acharam? O que acham que precisam mudar? Gostaram? Odiaram? Comentem, vamos socializar! Beijos azuis!♡