Joias Celestiais

5 Capitulo 5: Sobreviva ao treino de Luki


Notas iniciais
mais um capitulo ai..

Mais ou menos umas duas horas depois da reunião eu fui ver o Gabriel na enfermaria do QG, ele já estava bem, e quando digo bem eu quero dizer muito bem mesmo, seus ossos fraturados já estavam curados e seu pulmão já tinha se recuperado.

−Vejo que você está bem melhor.

− Não graças a ele – disse o ser celeste.

− Desculpe, eu não tinha te visto aí Yasmim – eu lhe falei.

− Mas o importante é que eu estou bem – falou Gabriel (CDG e com os pulmões recuperados, chupa mundo)

− O.K eu tenho uma notícia boa e outra ruim, a primeira é que você vai treinar com o Luki no centro de encontro dos quatro elementos.

− Hum... e qual é boa notícia??

− Essa é a boa notícia!

− Sudeu

− E qual é a notícia ruim? – indagou Yasmim suspirando

− Vocês vão ficar fora das batalhas pelas joias por um mês – respondi.

− Você precisa redefinir o que é ruim – falou Gabriel

− E quando nós vamos? – a anja falou

− De preferência agora – exclamei

− Oou posso ir treinar na Austrália – disse Gabriel

− Ele precisa ficar realmente mais forte – exclamou Yasmim

− O Luki da conta

− Praias, cangurus, é sem dúvidas Austrália

− Saiba que estamos deixando mais que vidas celestiais na sua mão, estamos deixando as vidas de parceiros, amigos e família, então é bom você ganhar.

− Perder não é uma opção

− Então nada de Austrália né?

− Então treinem, fiquem fortes e poderemos mostrar a eles o quão forte pode ser a união de seres celestiais com os humanos.

Gabriel se levanta e assumi um tom sério no rosto – (CDG Coisa rara), se vesti colocando suas roupas casuais e pega sua mochila e encara sua anja

− Vamos treinar – disse com determinação.

− Vamos nessa.

− Espera como chegamos nesse lugar? – perguntou Gabriel.

− Eu levo vocês lá – falei a eles enquanto levantava a mão – toquem em minha mão.

Quando eles tocaram, o ambiente mudou, o que antes era uma sala de hospital agora era um cenário extraordinário. Estávamos dentro de um círculo, o solo estava coberto de grama e ao redor do círculo via-se um bioma para cada elemento. No meio do círculo via-se um garoto de 17 anos sentado em posição de lotos, ele tinha cabelos prateados que chegavam até suas costas, seus olhos estavam fechados e sua boca em conjunto com seu nariz emitia uma respiração rítmica e suave. O garoto estava vestido com roupas de férias e seu corpo emitia uma energia positiva que fazia meu corpo relaxar.

− Quem é ele? – perguntou Yasmim.

− É meu irmão gêmeo – lhe respondi.

− Não pode ser – duvidou Gabriel – ele emite uma energia tranquila e relaxante enquanto você emite uma energia confusa e sem sentido.

Então o Luki abriu seus olhos que eram brancos e reluzentes, e do nada o Gabriel e a Yasmim se ajoelharam como se não tivessem forças para se manter de pé.

− O que é isso? – perguntou Yasmim – meu corpo ficou fraco do nada.

− A energia liberada por ele está deixando os nossos músculos e tendões relaxados fazendo com que nossos corpos tenham uma sensação de sonolência – respondeu Gabriel.

− É mais ou menos isso – falei a eles.

−Como você consegue ficar de pé sendo exposto a essa energia? – perguntou a anja.

E antes que eu pudesse responder uma mão tocou meu ombro e só aí percebi que o Luki estava entre mim e o Gabriel, e em cima da minha camisa manga longa eu conseguia sentir o frio de sua mão, ele andou e ficou a nossa frente, então respondeu à pergunta do ser celeste.

− É porque ele já está acostumado, ele convive com essa sensação desde os nossos 14 anos.

− Mais e claro, por que foi quando nos conhecemos que você aprendeu esse poder devido as circunstancias que estávamos passando – falei enquanto olhava para o céu com uma expressão de quem estava lembrado de algo ruim.

− O que foi que aconteceu? – perguntou Gabriel.

− Nada de importante – lhe responde – mas mudando de assunto, esses são seus pupilos Luki.

O Luki empurrou o Gabriel para o lado e ficou na frente da Yasmim segurando sua mão e olhando bem perto de seu rosto que agora estava com um leve tom de vermelho.

− Não quero saber dele, mas quem é a moça bonita.

Gabriel ficou olhando o que acontecia pensando “Ele ta dando em cima de uma anja, tinha que ser irmão Lucas”, mas ficou apenas a observar, a anja se afasta do garoto com cabelos prateados.

− Aparentemente sou sua nova pupila – respondeu calmamente a anja

− E eu também pelo visto – sendo completamente ignorado pelo seu novo mestre

− Uma anja como pupila... Diferente, vamos ver o quanto você pode elevar.

− E eu? Cadê minha elevação, ou qualquer coisa do tipo? – falou Gabriel

− Isso não importa – disse o mestre

− E verdade – concordou a anja – o que importa agora e como você consegue ver e tocar a mim?

− E bem simples – lhe respondi – ele já possui sangue celestial.

− E você não tem? – perguntou o ser celeste.

− Isso e informação confidencial senhorita – respondi enquanto estalava os dedos fazendo com que uma moto Bross surgisse da floresta. Então montei na moto um capacete surgiu em minha mão e eu o coloquei, dei partida e acelerei sumindo no bioma de escuridão.

− Agora que ele se foi, podemos começar o treino.

− Mas já, sem um lanchinho antes? – perguntou Gabriel.

− Não ligue para o que ele fala, geralmente só sai besteira da boca dele, mas seu potencial pode ser imenso com um treino adequando – falou Yasmim.

− Você não vai perguntar o nosso nome? – questionou Gabriel.

− Você é o Gabriel a anja ao seu lado e a Yasmim e vocês estão ligados por uma joia.

− Resumiu bem — Disse Gabriel.

Luki se sentou em posição de lótus novamente e voltou a meditar, o Gabriel chegou perto dele e perguntou:

− Não íamos começar o treino?

− E vamos – Luki respondeu – sentem-se, por favor.

O garoto e sua anja se sentaram na mesma posição que seu mestre, e durante dois segundos ouve silencio.

− O que era pra fazermos mesmo? – Perguntou Gabriel interrompendo o silencio.

− Santo criador, você não consegue ficar um minuto em silencio! – exclamou a anja.

− Não se preocupe senhorita – Luki falou – Esse tipo de treino não funciona com ele, por causa de sua hiperatividade. O ser de cabelos prateados se levantou e pediu que seus pupilos se levantassem também.

− Então que tipo de treino faremos? Já que este não funcionara – Perguntou a anja.

− Antes de responder-lhe senhorita, eu queria fazer uma pergunta a você garoto.

− Pode fazer.

− Você conhece a senhora da cura?

− Sim é a Juliana. Ela tratou dos meus ferimentos da última batalha.

− Você sabe que ela consegue produzir água mesmo não sendo seu elemento principal?

− Mas o Lucas disse que só podemos produzir o elemento presente em nossa aura.

− E ele está certo. A Juuh usa a umidade do ar pra isso coisa que nem um Elemental conseguiu fazer até então.

−Eu ainda não tinha pensado nisso, mas parece ser interessante – disse Gabriel.

−Que bom que você gostou, pois você aprenderá. É preciso entender sobre ligação molecular para dominar a tempestade.

−Mais e o lanchinho?! Rola ou não rola? – E então Yasmim lhe acertou 1 tapa na nuca de leve como forma de opressão.

O treino de verdade finalmente começou, mas inicialmente Luki só testou a capacidade dos dois para designar-lhes para um treino especifico.

Depois de testa-los ele mandou a Yasmim treinar a canalização de energia em certas distancias para melhorar a capacidade de cura do Gabriel. O Luki colocou o Gabriel em uma caixa de metal com 500 metros de altura e 800 de largura, e disse para ele sair de lar sem usar os elementos que ele já sabia. Ele tentou o método convencional de dominação Elemental que é envolver o elemento em questão com sua aura forçando-o a se mexer de acordo com o pensamento do dominador, mas não funcionou.

− Se bem me lembro, o Lucas disse que isso não funcionaria com os subi-elementos, mas tentar não mata ninguém “eu acho”. Mas se isso não funciona o que eu devo fazer, o que mais o Lucas disse que eu não lembro – o Gabriel falou enquanto andava em círculos dentro da caixa de metal. E então ele teve uma ideia e uma lâmpada com uma chama dentro surgiu em sua cabeça – e se eu envolvesse o metal com uma aura magnética pode ser uma particularidade desse elemento. E assim ele fez, o metal da caixa se contorcia, mas não o obedecia, ele pensou “ta faltando alguma coisa”. Ele tentou novamente só que dessa vez foi diferente, ele suavizou sua energia e fez cada partícula da caixa que por sua fez obedecia aos pensamentos de Gabriel que fez surgir um buraco em uma das paredes do grande objeto metálico que o prendia.

O garoto saiu de sua “prisão” e do lado de fora seu mestre o esperava junto com sua parceira celestial que também já tinha concluído a primeira parte de seu treino.

− Você demorou muito – disse o Luki.

− Eu tinha esquecido o quanto e chato aprender a dominar um elemento.

− Ta, já passou, vamos parar de enrolação e vamos para a próxima etapa do treinamento – Yasmim falou com uma expressão séria.

− Sem uma pausa. Eu estou a dois dias ali dentro, usei muita energia e estou morrendo de fome – disse o garoto de cabelos desarrumados.

− Ele está certa senhorita, todos precisão de um descanso, amanhã continuamos.

Luki respirou fundo e levantando sua mão direita e usando seu dedo indicador que agora está brilhando ele abre uma porta dimensional e ao atravessar todos se deparam com uma sala de jantar com uma mesa no centro e acima do móvel via-se um banquete com todo tipo de comida que eles conheciam, Luki os convidou a sentar e comer. Quando eles terminaram de jantar a sala simplesmente mudou, o que antes era uma sala de jantar agora se dividira ao meio e torna-se dois quartos com uma cama no meio, um guarda roupas preto com quatro portas e três gavetas ao centro e do lado direito da cama prostrava-se um criado mudo com um abajur em cima, e em uma das paredes avia uma porta que levava ao banheiro. O Gabriel estava impressionado com o poder do Luki, ele modificava o espaço e a matéria ao seu bem entender sem quaisquer limitações.

− Então esse e o poder do sangue divino – Disse o Gabriel.

− Esse aí e o quarto de vocês e esse e o meu – O Luki falou do outro quarto – Durmam bem, começamos amanhã cedo.

− Eu vou ter que ficar no mesmo quarto que ele? – Retrucou a anja com desgosto – Eu é quem devia ficar com um quarto só pra mim e não você.

− Eu também não gosto da ideia de deixar você sozinha com esse garoto, mas pra quem tem as almas ligadas vocês estão muito desunidos e se querem ser mais fortes precisão mudar isso.

Depois de um tempo se preparando todos foram dormir e mais ou menos 3:20 da madrugada o Gabriel ficou inquieto e acertou um chute na cama fazendo com que a Yasmim acordasse (Esqueci de dizer que ela o colocou para dormi no chão, pois só havia uma cama) ela levanta furiosa e ao olhar para o garoto toda sua raiva some, ele estava se contorcendo como se algo o apertasse e sua pele estava avermelhada como as brasas de uma lareira seus olhos brilhavam tanto que dava para velos através das pálpebras. A anja flutuou acima dele e com a mão direita tocou-o na testa e der repente ela estava dentro da mente do Gabriel e o cenário era de uma savana em noite sem lua, a escuridão reina no ambiente e o único som que se ouvia era o da grama alta e seca que balançava com o vento. Yasmim começou a andar dando um passo atrás do outro, lentamente, tendo o máximo de cuidado aonde pisava, mas não sabia para onde estava indo e ainda não tinha encontrado o que estava causando aquela reação no garoto, mas continuou andando mantendo a concentração no intuito de encontrar algo quando em um estalar de dedos um vulto tira sua concentração, ela começa a ficar ofegante e sente como se algo ou alguma coisa estivesse observando-a ou pior caçando-a, a garota entrou em desespero e um medo começou a corrompê-la, seus braços e pernas tremiam ela tentava gritar, mas sua voz não saia então ela pensou “ISSO É SÓ UM SONHO, ISSO É SÓ UM SONHO, VAMOS, LEVANTE-SE, DEIXA DE SER MEDROSA, ESSE SONHO NEM É SEU” Yasmim juntou toda sua força e se levantou e quando se virou para continuar andando foi surpreendida pelo bote de uma fera que lhe acertou em cheio e então ela acordou ofegante e sentiu uma forte dor no seu abdômen e ao levantar a blusa procurando saber o que causava a dor, a garota se assustou mais ainda, pois na região encontravam-se marcas de garras que formavam um x e as feridas tinham cicatrizado de modo que pareciam ter sido causadas por algo muito quente. A Yasmim se acalmou e só então percebeu que estava na cama e que o Gabriel não estava ali, a porta do quarto estava aberta deixando avista a grama e possibilitando a entrada de uma brisa calma e tranquila, ela se levantou e se trocou só então saiu do quarto e se dirigiu ao encontro de seu parceiro e ela sabia exatamente onde ele estava, como uma bussola que sempre aponta para o norte, Ela passou pelo círculo gramado e entrou no território do elemento terra, nesse lugar a temperatura era elevada e o solo era firme com cores amareladas em tom de areia, e por todo lugar a anja via rochas em processo de sedimentação causada pelos ventos, umas eram redondas, outras pontudas e algumas possuíam formas estranhas como uma banana de três metros de altura.

A garota continuou andando se deslumbrando com a paisagem, mas sem perder o foco.

Ao longe ela viu uma montanha que era tão grande que se perdia no horizonte e quanto mais perto da montanha a anja chegava mais alta ela ficava.

Quando chegou perto percebeu que as paredes eram lisas e íngremes de mais para escalar então resolveu dar a volta e procurar por uma entrada pois podia sentir que o Gabriel estava ali dentro em algum lugar.

O sol brilhava com intensidade no céu azul e a garota continuava andando ao lado da montanha até avistar uma fenda que ia do chão até o topo, e tinha mais ou menos uns quarenta centímetros de largura.

— Bem... só tem você... fazer o que né — disse a garota em tom de desgosto.

Ela começou a se esgueirar na fenda sem muita dificuldade. Depois uns quatrocentos metros de curvas apertadas e pedras pontiagudas saindo das paredes — sem falar nos insetos — a fenda começou a se estender gradativamente permitindo que ela andasse livremente pelo lugar.

Depois de andar quase dois quilômetros Yasmim avista uma silhueta tentando escalar a parede íngreme de mãos nuas.

Quanto mais ela se aproximava mais tinha dúvidas se o Gabriel conseguiria realizar tal tarefa. O garoto fazia de tudo — pulava e tentava agarrar em relevos presentes na parede — mas sempre escorregava de volta para o chão pois as paredes vermelhas da fenda eram muito lizas e íngremes igual ao lado de fora.

— Desse jeito não vai dar certo — disse a garota ao se aproximar.

— Eu senti você chegando — ele falou sem se virar — e fiquei me perguntando por que uma anja com habilidade de voar veio até mim andando?

A anja corou. Estava tão maravilhada com aquele senário que até se esqueceu que podia voar

— É que... — ela buscava uma explicação não tão vergonhosa como “eu esqueci que podia fazer isso”.

— Não me diga que você esqueceu como se faz

— É claro que não — ela falou ainda mais corada — eu só queria me aquecer depois de uma noite de sono.

— Aah ta, sei.

— Tá duvidando de mim?

— Eu não — disse o garoto com ironia — longe de mim duvidar de um ser celestial.

— Boa sorte aí com a sua subida — a anja falou emburrada e alçou voo. Ficou sentada no auto da montanha chamando o garoto com a mão.

— Você tem que me ajudar — ele suplicou — aquele maluco falou que esse labirinto e famoso pelas enchentes e que hoje ia ter uma muito grande.

— Se vira — a garota falou cruzando os braços.

— Você é uma anja, devia ser bondosa — o Gabriel falou olhando para cima — e justa para com o próximo.

— Acho que o seu mundo já está me corrompendo — ela falou ao dirigir um olha frio para ele.

Do nada o chão começou a tremer sinal de que a enchente se aproximava, o Gabriel começou a andar de um lado pra outro tentando achar um meio de subir, mas nada lhe vinha à cabeça.

A parede era muito íngreme e lisa para ele subir de mãos vazias e o Luki tinha selados seus poderes para que ele não os utiliza-se.

O som da enchente já estava incrivelmente alto e dava para sentir o cheiro da água misturado com a terra. O coração do Gabriel acelerou e adrenalina irradiou em seu corpo e então ele sentiu seu corpo pegando fogo por dentro como se sua alma estivesse transbordando energia, seus neurônios trabalhavam a mil por hora procurando por uma solução, vasculhavam as memorias igual a polícia procurando por drogas na casa de suspeitos, então, surge uma luz no fim do túnel, ele lembrou de uma cena em um anime que o protagonista escalava um desfiladeiro de aço usando as mãos para fazer buracos nas paredes.

Ele mentalizou a cena e começou a concentrar energia nas mãos.

— Vamos lá — disse a se mesmo — eu consigo.

De repente ele sentiu que seus dedos estavam mais resistentes e ao levantar o rosto percebe que a enchente estava a poucos metros, sem tempo para pensar o garoto junta os dedos e golpeia a parede da fenda fazendo um buraco do tamanho de sua mão e prossegui com uma mão após a outra e utilizando os buracos existentes para encaixar seus pés e subir mais rápido.

Quando já estava quase chegando ao topo a água o atingiu com tanta força que o jogou para traz fazendo com que ele largasse a parede vermelha, a água era tão forte que se tornava impossível lutar contra a corrente.

O Gabriel tinha muitas habilidades, mas infelizmente nadar não era uma delas. Ele afundou na hora em que a enchente o atingira a água estava tão barrenta que ele não enxergava nada muito menos onde ficava a superfície, mas ele continuava lutando e a sua mente só conseguia pensar “Se eu morrer aqui a culpa e tua Lucas”.

Depois de alguns segundos submerso o Gabriel não aguentava mais segura o folego e antes que pudesse sucumbir a vontade de puxar o ar ele sentiu uma mão puxando-o para cima.

Era a Yasmim que também estava toda molhada e ofegante. Ela ajudou o garoto a ‘nadar’ ate um tronco que ia passando por eles boiando na enchente. Os dois se agarraram ao pedaço de arvore e olharam um para o outro.

— Você vem sempre nadar aqui — ele falou tentando sorrir.

— Você e sua incrível habilidade de fazer piadas em qualquer situação.

— Já estamos na pior mesmo — ele disse — temos que pelo menos nos divertir.

A garota deixou escapar um pequeno riso de aprovação o que deixou o Gabriel feliz, pois ela estava sempre seria como se o mundo fosse acabar a qualquer instante e sempre reclamava de suas piadas.

— Eai, tem alguma ideia de como vamos sair daqui — Perguntou a anja.

— Você poderia nos tirar dessa voando

— Não consigo — ela falou baixando os olhos — minhas asas estão encharcadas.

O Gabriel fez uma cara séria, ou o que ele achava que era uma cara séria (estava mais para “estou com fome por favor me alimente”).

— Me ajude a chegar mais perto da parede — ele encostou o ombro no ombro dela — Se eu chegar perto acho que consigo me segurar.

Enquanto eles usavam os pés para nadar ate a parede sem soltar o tronco a anja avistou uma curva a frente, com certeza iam se chocar contra ela e não seria legal.

— Não é querendo colocar pressão mais que tal ir mais rápido — ela falou apontando para a curva.

Bem que o Gabriel queria ir mais rápido, mas o seu corpo estava congelando de frio. Suas juntas estavam duras e seus dedos doíam, ele nem sabia se conseguiria perfurar a parede novamente, mas tinha que tentar, era sua única chance. Se não conseguisse salvar sua parceira de uma corredeirazinha mixuruca como poderia protegê-la de demônios.

Ele focou naquele pensamento e começou a buscar aquela chama novamente, mas não era nada fácil fazer isso morrendo de frio, tendo que nadar e ainda sendo jogado para cima e para baixo pela água.

E então uma pequena chama surge em sua mente, brilhava fracamente na escuridão de seus pensamentos, parecia o fogo de uma vela. O garoto focou nessa pequena energia e a mandou para as pontas de seus dedos.

— Segure em minhas costas — falou rápido e desesperado.

Yasmim segurou-se nas costas do Gabriel e ele soltou do tronco e ao mesmo tempo fincou as duas mãos na parede. O impacto foi duas vezes mais forte que dá outra vez, uma de suas mãos largou a parede e a outra estava formigando.

A garota estava atrelada em suas costas com o rosto grudado em sua nuca, seu queixo batia e suas penas e braços tremiam e ele tentava imaginar se era de frio ou de medo talvez os dois.

Ele enfiou a outra mão na parede novamente e dessa fez segurou com firmeza e começou a subir até chegar no topo que não estava tão longe por causa da água que tinha subido.

Ao chegar no alto eles se jogaram no chão ofegantes, o Gabriel sentia seus dois braços formigando como se tivesse sido picado por formigas. E sabia que alguns de seus dedos estavam quebrados e ardiam muito, mas a sensação ia passando aos poucos, mas rápido do que acontecia normalmente.

O garoto se sentou e ao olha ao redor percebe que o Luki estava bem ao lado deles sentado em uma poltrona, de pernas cruzadas enquanto tomava chá em um copo japonês.

O garoto de cabelos prateados estava vestindo um quimono branco e tomava seu chá de olhos fechados como se fosse asiático.

— Muito bem Gabriel-san — ele falou ainda de olhos fechados — vamos ao próximo treino.

E sumiu sem nem dar tempo para o Gabriel reclamar e pedir um lanche pois ele ainda nem tinha tomado café da manhã.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.