Johnny... O bom detetive
113 Parte Final: Um omegaverso qualquer // Parte 13: Johnny & Lucas
Notas iniciais
Em Aquiraz, município litorâneo ao lado de Fortaleza, o carro parou em frente à praia. Os dois desceram do carro com Hugo puxando Júlia pelo braço.
— Por que leva-me tão rápido. Meu vestido vai se encher de areia.
— Quero te mostrar algo.
A praia era deserta e com dunas magníficas. Hugo pediu para Júlia olhar o magnífico sol poente. A cena era maravilhosa. O céu estava muito avermelhado.
— O que significa isso?
— Lembra quando éramos jovens e eu te pedi em namoro? Foi assim, numa praia, com um sol se pondo. Eu sei que o que fiz no passado não tem como esquecer, e não quero que esqueçam. Mas eu te peço aqui e agora que me dê mais uma chance. Por nós, pelo nosso filho e nosso neto. — Ele segurou as mãos da esposa e beijou-as. — Prometo que a partir de hoje eu te farei uma mulher feliz.
— Mas você me traiu... e com aquela...
Hugo beijou repentinamente, deixando-a sem resposta. Ele não queria falar sobre o passado.
— Quantas vezes terei que dizer que fui enganado? Todos fomos. Eu te peço como o homem que passou décadas ao seu lado. Volta para mim?
Júlia se comoveu e abraçou o marido tão forte que quase o deixou sem fôlego. A verdade era que ela não estava certa acerca do divórcio e que falaria ao advogado para remarcar para outro dia. Agora ela cancelará o encontro.
— Johnny não disse o nome do filho. Vocês combinaram algo?
— Ele me pediu para ajudá-lo a achar um bom nome. Nós ainda não sabemos do sexo da criança. Mamãe acha que vai ser menina.
— Já sei um nome bacana. Hugo Neto. Que tal?
— Não. Definitivamente não.
Ambos caminharam pela areia, abraçados como um bom casal de meia-idade.
...
Após o jantar, Johnny teve que lavar os pratos. Enquanto fazia o serviço, foi agarrado por trás pelo noivo. Sentiu um arrepio na nuca.
— Sabia que dá pra sentir a tua barriga um pouco inchada? Não estou reclamando, pelo contrário! Adorarei vê-lo de barriga grande como naquele filme do Schwarzeneger hehehe.
— Odeio isso. Lá se vão meus dias de grande esforço para ter um corpo saudável. Creio que terei estrias.
— Mas tá bonito. Logo você retornará à academia e voltará a ser o atleta de antes. Mas um filho é algo sagrado e precisa ser priorizado.
O moreno deu um beijo na nuca do ômega. Logo ambos se beijaram ali mesmo.
Na cama, Lucas retirou a camisa do seu noivo tão rápido a ponto de sequer esperar por alguns segundos para, enfim, beijar o peito dele.
— Faz cócegas. Chupando o meu peito. Tá gostoso? Tá querendo mamar antes da criança?
O alfa fez cara de emburrado, retirando a bermuda do parceiro logo em seguida.
Johnny gemia baixinho quando Lucas começou a chupar o seu órgão genital de uma maneira rápida e bastante atrevida. Ejaculou. Mas não era o fim, haja vista o moreno precisava fazer a sua parte Logo o alfa penetrou o ômega, e ambos continuaram o sexo por um bom tempo noite a dentro.
— Acorda. — Disse Johnny ao parceiro. — Como é preguiçoso. Por que demorou tanto? Parece que sonhou com os anjos.
— Só com um. Eu tive um sonho muito bom. — Ele, ainda deitado na cama, abraçou Johnny. — Sonhei contigo.
— Só espero que nesse sonho eu não tenha aberto as pernas. Ah tá. Saquei. Você só sonha comigo para isso, não é, pervertido?
— Desculpa. Não pude evitar. Ainda não creio que estamos casados há meses. Ver essas alianças nos nossos dedos me deixa feliz.
O casal passou mais um dia feliz, apesar de estarem em quarentena em plena pandemia de covid-19. O ano era 2020.
À noite, viram uma série policial. Johnny sentado no chão e escorado no sofá, Lucas deitado nesse mesmo móvel. Uma terceira pessoa estava deitada ao lado do moreno. Era a pequenina Sarah, filha do casal, ainda na sua tenra idade.
— Que foi, filha. Tua mãe tá assistindo. — Disse Lucas à bebê que choramingava.
— Creio eu que ela vai fazer cocô. Parece que sim, hein?
Lucas deu o bebê ao marido. Pegou no controle da TV e voltou a deitar no sofá.
— Papai. Ô papai. Hoje é o seu dia de me trocar. Minha frauda tá cheia.
O alfa foi obrigado a trocar aquele momento confortável pela responsabilidade de pai. Foi trocar a fralda de Sarah. Johnny pegou o controle e se deitou no sofá.
E assim foi a história do melhor detetive do estado. O ômega que conseguiu superar os maiores desafios e ter felicidade plena. Esse é... Johnny Zawaski, o bom detetive.
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Johnny e Lucas: Casaram-se no começo da pandemia no Brasil e tiveram Sarah ainda em 2020. Tiveram lua de mel na Nova Zelândia onde visitaram Rodrigo.
Rodrigo e Fredderick: Casaram-se, adotaram um menino negro e criaram uma matilha de chihuahuas.
Hugo e Júlia: recomeçaram o casamento. Venderam a mansão para morarem num triplex na beira-mar.
Jacques: Foi condenado a 32 anos de cadeia em regime fechado. Na prisão achou um parceiro alfa de 65 anos que havia estuprado mulheres na época da ditadura.
Francisco: Viveu tranquilo na NZ. Seu filho é herdeiro da empresa, mas apenas ao completar 18 anos. preferiu não achar parceiro.
Bia Zawaski: O colar de esmeraldas foi recuperado por Júlia. Seu corpo foi cremado, mas não se sabe sobre as suas cinzas.
Gileade: Saiu do Brasil para ir morar em Sealand. Ele está juntando dinheiro pra comprar a micronação e intergrar o Anonymous àquele lugar. Foi ele quem hackeou e roubou 10 mil reais de rou... de dízimos do pastor Malafaia.
Nilo Maldonado: Apaixonou-se por um sionista novaiorquino. Vai abrir cassinos em terras ocupadas por Israel na Palestina.
A tribo: Hugo doou mais de 20 milhões para ajudar terras indígenas. Crianças das aldeias puderam estudar. Irapuã tem um celular onde estuda a distância, mas seus pais puxam suas orelhas por conta do Free Fire.
Johnny... O bom detetive é uma obra ficcional. Seus acontecimentos são puro enredo fantasioso, apesar de certa verossimilhança.
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