Johnny... O bom detetive

96 Parte 07: Zawaski // Capítulo 18: A força de um bom detetive


Refugiada na casa do seu amigo, Bia assistia, olhava os noticiários locais pela internet. Descobriu que a polícia havia ligado ela com as mortes de Paulie e Lúcia graças ao grande esforço que a sua ex-sogra fizera. Mas o assunto mais lido do site era o achado de Hugo Zawaski. Isso deixou a mulher com um sorriso quase imperceptível no canto da boca, porque havia outro elemento para chantagear.

Ameaçar Johnny não lhe rendeu frutos, Paulo e a sua mãe ainda não pagaram o que era devido. Chantagear Hugo seria mais fácil. As fotos que tirara do seu encontro com ele eram muito comprometedoras, e não havia desculpa para tal acontecimento já que ele se embebedara.

Sérgio voltou da rua. Ela pediu ao amigo que fizesse um grande favor.

— Quero que vá no quarto do hotel e pegue o meu dinheiro e o passaporte.

— Que louca. A polícia deve tá vigilante!

— Bobo. Eu escondi um valor de dez mil reais como socorro pois não posso pegar no meu banco. Eu divido meio a meio. Mas preciso que pegue o meu passaporte.

— Peraí. Dez mil é muito pouco para alguém como você. O que esconde?

O celular dela tocou e pediu licença para falar. Era o tal de Bira se preparando para o plano de sequestro de Johnny. No fim da ligação, ela pediu mais outra vez para o amigo ir até o hotel.

...

— Eu sei que você quer falar a respeito da Bia, mas precisa vir comigo até onde vou? — perguntou Johnny enquanto dirigia o seu carro.

— Bom, não seria prudente ficarmos parados na frente do prédio. Sabe como é a segurança pública brasileira. Eu queria te pedir desculpas pelo meu atrevimento e pelo que a minha mãe disse contigo naquele dia. Ela não consegue entender.

Enquanto o papo rolava, Johnny dirigia até a casa de repouso onde Francisco estava internado. Não sabia o que se preocupar: a notícia do seu pai, de Olavo e sua soltura ou Paulo ao seu lado.

— E aí? Vai ou não vai? Conta logo.

— Prefiro que cheguemos ao nosso destino.

Johnny não gostou da resposta que recebeu.

Na casa de repouso, Johnny visitou Francisco. Depois de tomar o seu remédio, o ômega pediu a ajuda ao detetive. Estava com medo de qualquer retaliação vinda da parte de Olavo.

— Francisco, você falou com o seu irmão? Ele tá trabalhando para mim agora.

— Jacques e eu nunca fomos unidos. Ele me odeia.

A enfermeira levou o bebê para o ômega amamentar. Ao ver o Francisco cuidar do seu filho, sensibilizou-se.

— Eu falarei com o Rodrigo sobre ti. É o máximo que posso fazer. Ele já sabe do irmão, por isso está sendo ajudado pela advogada dele. Sinto muito, seu Francisco. O meu trabalho no caso do senhor Foster já acabou.

Antes de ir embora, Johnny beijou a cabeça do recém-nascido. Perguntou o nome.

— Nestor Júnior. Homenagem ao pai dele.

Paulo, que estava na recepção, acompanhou Johnny de volta ao carro.

— Conversou com o seu amigo?

— Ele não é meu amigo. Você também não.

No caminho de volta, Johnny pediu ao jovem CEO que falasse sobre o que falaria sobre Bia. Paulo riu de nervoso e tentou ganhar tempo. O carro parou no sinal vermelho.

— Eu sei o que você quer de mim. Não vai conseguir. Sabe por quê? Estou grávido.

As palavras de Johnny impactaram o loiro. Quaisquer chances de fazer Johnny seu foram sepultadas. Sem jeito, pediu apenas para levá-lo ao hotel Marina.

Pelo retrovisor, Johnny viu um carro se aproximar. Imediatamente pisou no acelerador mesmo ainda no semáforo fechado. O carro dos bandidos era um furgão preto. Eles seguiram o veículo do detetive.

— Meu Deus! Você quer nos matar?

— Pensei que um alfa dominante não tinha medo de adrenalina.

As manobras eram bruscas. O carro de Johnny passou por uma comunidade até bater no muro de uma escola pública. O detetive retirou imediatamente uma pistola de dentro do porta-luvas. Os bandidos, armados, saíram do furgão a fim de sequestrarem o alvo. No entanto, eles jamais imaginaram que o alvo estava armado.

Sem hesitar, Johnny abriu a porta e atirou. Os bandidos se esconderam atrás do carro, os pedestres correram.

— Vem comigo. — Disse ele ao puxar Paulo para o outro lado do carro. Ambos ficaram agachados.

— Fica abaixado. Não quer levar uma bala no meio da testa.

Mas Paulo ficou sem palavras.

Johnny atingiu os dois bandidos, matando-os. Bira tentou ligar o furgão, mas o detetive havia atirado nos pneus.

O que Paulo viu foi impressionante. Johnny deslizou sobre o capô do seu carro e correu atrás do bandido. O criminoso ameaçou o porteiro da escola, entrou no local bem na hora da aula.

Johnny pediu ao porteiro que chamasse a polícia. Depois entrou na escola.

Viu vários alunos correrem para fora enquanto o bandido mantinha uma classe inteira como refém. Ele havia pego a professora como refém, e os alunos continuaram parados em suas cadeiras.

— Parado! Eu mato ela se você se aproximar. — Disse com uma faca no pescoço da mulher.

— Calma. Não faça nada absurdo. Largue a faca.

O celular de Bira tocou. Era Beatriz tentando ligar para ele.

— Eu só precisava de dinheiro. Não é nada pessoal. Ela me disse que seria fácil.

— Ela?

Os carros da polícia chegaram na frente do colégio. Paulo conseguiu chamar um táxi e ir embora.

...

Sérgio conseguiu entrar no quarto do hotel. Por sorte não havia policiais no andar, exceto no térreo. Conforme descrito por Bia, o passaporte e o dinheiro estavam escondidos atrás de um frigobar na cozinha. Por muita sorte os policiais esqueceram de revisar.

— Mas o que temos aqui?

O beta descobriu que o valor era de cinquenta mil reais.

Enquanto isso, Bia aguardava a chagada do seu amigo. A campainha tocou. Cuidadosamente olhou pela porta e viu uma mulher dizendo-se vizinha.

— Quem é você?

— Aqui. O Serginho mandou esse envelope.

Dentro havia o passaporte e um bilhete. O inacreditável ocorreu. Seu amigo havia roubado o dinheiro e avisou que viajaria de férias.