Johnny... O bom detetive
81 Parte 07: Zawaski // Capítulo 03: Teste | | positivo
Um dia se passou desde o retorno de Johnny e Lucas das férias. E o que tomou a maior parte do tempo do casal era a mudança para o novo apartamento. O imóvel comprado com o dinheiro do detetive foi o sonho a ser realizado. Sem a interferência de Hugo e do grupo. Finalmente Johnny pode dizer que a sua casa foi comprada com o fruto do seu esforço. Um lugar agradável, perto de uma praça verde e de uma avenida movimentada.
— Ainda tenho coisas para trazer que estão com a minha mãe. Mas isso é tudo.
— Acho que vou vender o meu apê. Quero também ajudar a pagar as prestações da casa.
Ambos se beijaram, mas foram interrompidos pelos empregados que foram montar alguns móveis.
— Você pode ficar? Tenho que escolher a nossa cama de casal.
Lucas assentiu e ficou com os homens.
Passaram algumas horas, Johnny comprou a cama, porém não foi imediatamente para casa. Estacionou o carro na frente de uma farmácia.
Bia retornou para Fortaleza e ficou hospedada num hotel. Saiu a fim de comprar um remédio para dor de cabeça e foi à farmácia mais próxima. Coincidentemente ela viu Johnny sair com algo peculiar na mão. Ela não se atreveu a sair e questioná-lo, porém conhecia muito bem o que ele carregava. Ele não a viu pois a ex estava dentro de um táxi.
Por volta das 18 horas, Hugo terminava o trabalho quando recebeu uma ligação sobre um importante negócio na Colômbia. Segundo a ligação, havia uma chance maior do governo local aprovar a compra do terreno para o Grupo Zawaski do que um grupo Holandês.
— Patrick?
— Senhor?
— Agende essa viagem para a semana que vem. Qualquer coisa que eu teria que fazer nessa data, suspenda para a outra semana.
— Sim, senhor. E eu já mandei o recado para a senhora Júlia sobre a possibilidade do seu filho assinar os papéis do divórcio aqui. Parece que ele e o namorado compraram um apartamento na Aldeota.
A notícia impactou Hugo. Ele lutava para impedir a relação dos dois, mas o seu esforço era praticamente em vão. Deixou a sorte nas mãos de Paulo.
...
O retorno de Johnny à agência foi marcado com palmas de todos os funcionários, haja vista não tiveram tempo de parabenizá-lo pelo fim do caso Foster. Um por um o detetive apertou a mão dos seus companheiros. Até chegar na vez de Lucas. Ambos se beijaram na boca e revelarem o romance a todos.
— Por que essas caras? — perguntou Johnny com um copo de refrigerante na mão.
— Terminamos os casos e não pegamos mais. — Disse um detetive.
— Sim. O último que eu peguei foi para espionar um marido que saía com a amante.
Selma pediu calma a todos e darem um respiro ao chefe. Johnny concordou que o movimento estava fraco e apenas dois detetives ainda trabalhavam. Prometeu conseguir um caso tão grande quanto o de Foster.
De volta para casa.
— O que você pretende fazer? — perguntou Lucas já deitado na cama.
— Pensei em entrar em contato com o tal Loyola. Uma pessoa rica querendo o meu serviço. A última vez que eu vi isso foi com Rodrigo.
O que mais chamou a atenção do moreno era a insistência do ômega de se olhar no espelho apenas de cueca. Johnny ficava observando a sua barriga ainda trincada de tanta academia.
— Você nunca foi paranoico com isso. É natural que ganhemos gordura durante um caso como no caso Foster pois ficamos dias sem malhar. Agora isso daí já é demais.
— Só uma vista de rotina, Lucas. Pode ir dormir.
Enquanto o moreno dormia, ele foi ao banheiro, retirou algo de dentro do saco. Minutos se passaram e viu o resultado. Era um teste de gravidez com dois traços à mostra, apontando um resultado positivo. Aquilo abalou muito Johnny. Não sabia como prosseguir com a vida.
...
Na quarta pela manhã, Bia pegou um táxi para o Hotel Marina. Descobriu que Paulo se hospedara no hotel abaixo do Grupo Zawaski. Durante o trajeto, ela lembrou do dia em que viu o ex-esposo sair da farmácia com um teste de gravidez na mão.
Paulo retornou da sua caminhada na praia quando viu Bia na recepção.
— O que você faz aqui?
— Podemos conversar num lugar mais tranquilo ou prefere que eu fale na frente dos empregados?
O homem pediu para ela acompanhá-lo até o vigésimo andar. Entraram na suíte.
— Que vista maravilhosa. Cansei das vezes em que eu vim. A sala do meu ex-sogro possui uma visão fenomenal do oceano, não? Uma pena ele morar naquela mansão rodeada de muros.
— Bia, o que faz aqui? Pensei que estava em São Paulo.
— Ah, meu querido. Que jeito mais sem tato de receber uma amiga. — Ela sentou no sofá. Paulo ofereceu um uísque a ela. — Obrigada. Eu voltei por causa da minha conta bancária. Preciso de um adiantamento.
— Isso não vai ocorrer, querida. Eu sequer me encontrei com o Johnny. Não seria justo te pagar por algo que você não fez.
— E é por isso que eu estou aqui. Te ajudar pessoalmente com a conquista. Tambén preciso me preparar para o divórcio.
Paulo pegou o talão de cheques e deu uma quantia de vinte mil reais.
— Que pão duro!
— E seja feliz com isso. Não tenho o porquê de ficar dando dinheiro como se eu fosse o seu papai de açúcar. Aqui, seja feliz.
O celular do alfa tocou e um número desconhecido apareceu. Atendeu, escutando pela primeira vez a voz do Johnny. Após uma conversa amigável, marcaram um encontro num restaurante.
— Ulálá. Era ele. Vamos ver qual será a sua primeira impressão.
— Preciso que saia.
— Eu vou, mas volto. Nem pense em me despachar. Saiba que sou uma aliada e te ensinarei a conquistar aquele homem.
A mulher saiu com o cheque na mão. Paulo, porém, começou a se incomodar com a aliança entre eles.
...
Hugo não voltou para casa. Preferiu se embebedar no restaurante do hotel. Bia viu ali uma chance de ouro para a sua vingança.
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