Johnny... O bom detetive
50 Parte 05: Quem matou Nestor Foster? // Capítulo 05: Cassino Pt 1
O dançarino de pole dance se apresentou na frente dos clientes. Todos estavam sentados num assento parecido com um sofá vermelho e na frente o pequeno palco.
Durante a apresentação, Johnny se manteve concentrado a qualquer movimento estranho na boate. Viu alguns seguranças caminharem perto.
— Bebidas, senhores? — Ofereceu um garçom também ômega. Vestia-se de um jeito provocante.
— Duas caipirinhas — pediu Johnny.
O garçom paquerou Lucas, que ficou sem jeito. O flerte não passou despercebido pelo detetive, porém não demonstrou ciúme.
— É um homem comprometido?
— Sou sim. — Respondeu Lucas, nervoso pelo flerte do rapaz.
— Não há problema. Todos aqui são clientes comprometidos.
A conversa chamou a atenção de Johnny. Retirou da carteira uma nota de cem reais e ofereceu ao garçom.
— Estou aqui para saber sobre um amigo meu que é casado. Diga-me, como posso obter informação? Ele foi cliente daqui.
O garçom pediu mais cem reais pela informação. Com duzentos na mão, ele informou que apenas nos andares 2 e 3 os clientes se registravam por nome. Havia um cassino nos dois andares superiores.
— Como posso subir aos andares superiores?
— Vem comigo.
Johnny e Lucas seguiram o garçom. No bar, Rodrigo e Fredd viram os dois saindo com um funcionário.
— Vamos atrás deles. — Falou Rodrigo, puxando o namorado.
O garçom passou por toda a casa noturna até a saída lateral do outro lado. Um segurança perguntou o que queriam, o garçom explicou.
— O cassino não é aberto ao público geral como a boate. Quem tem acesso aos andares superiores são os clientes vip.
— Vip é comigo mesmo, querido. — Rodrigo mostrou seu black card para o funcionário.
O segurança levou os quatro para o elevador exclusivo. A primeira opção era o segundo andar. As portas abriram, revelando um ambiente mais calmo, pacato, parecido com um restaurante luxuoso. Um pequeno corredor separava o elevador de uma porta de vidro, que foi aberta por um crupiê.
— Bem-vindos ao cassino Esmeralda. Por favor, venham conosco.
O crupiê levou o quarteto para um birô na pequena recepção. Colocou uma máquina de pagamento sobre a mesa.
— A entrada ao Esmeralda é o dobro do valor do Boca de Veludo. Cada pessoa tem que pagar 360 reais.
Rodrigo usou o seu cartão para pagar as quatro passagens. O crupiê informou que eles possuem o benefício de usarem quaisquer jogos até cinco da manhã quando o clube fecha. Também o terceiro andar estava disponível.
— Aqui só há máquinas caça-níqueis. No terceiro andar existem outros jogos como a roleta, por exemplo. Vocês têm acesso ao andar de cima. Também poderão solicitar o serviço de acompanhante de luxo. São homens e mulheres ômegas que, por 720 reais, acompanharão os clientes nos jogos, incluindo 1 hora de sexo no quarto andar. Agora assinem o termo de responsabilidade.
Os quatro assinaram um papel, agradeceram ao recepcionista e entraram no cassino. Logo era possível ver homens e mulheres jogando nas máquinas.

— Isso é tão nostálgico! — exclamou Rodrigo. — Lembra, amor? Lá em Las Vegas?
— Sim, eu me lembro. Nos conhecemos num cassino.
No meio do salão havia um balcão onde vendia as fichas para as máquinas. Rodrigo gastou cerca de dois mil reais para cada um.
— Sabe que é extremamente difícil vencer numa máquina dessa?
— Sim, senhor Lucas. Mas a sensação de estar num cassino é emocionante. Vamos, querido.
— Espera, Rodrigo.
Johnny e Lucas ficaram sozinhos. Escolheram máquinas vizinhas para jogarem, sentaram nas cadeiras.
— Que perda de tempo. Esse andar é a ralé do cassino. Quero ir para o terceiro andar.
— Espera, Johnny. Se formos apressados, chamaremos a atenção dos seguranças.
Minutos depois as fichas do detetive começavam a acabar. Seu rosto era de puro desgosto por não ganhar um mísero centavo.
— Venci duas vezes consecutivas. Ganhei uns mil reais. Ah... que cara é essa?
— Quero ir pra casa...
Um grito surpreendeu a todos. Era Rodrigo. Ele comemorou por ter ganho o prêmio máximo da máquina.
— Uhull! Cinquentinha hehehe. Ganhei cinquenta mil reais!
O crupiê parabenizou o rapaz e pediu para ele apostar nos outros jogos.
— Aqui está o cartão dourado. Ele é está para cartão de crédito assim como as fichas estão para o dinheiro. No andar superior você pode trocar por fichas oficiais das roletas ou converter num cheque.
O beta pulou de alegria, abraçando Fredd. Foi para perto dos outros a fim de falar sobre a conquista. Johnny, no entanto, manteve um rosto cadavérico.
— Não liga pra ele. Perdeu todas as fichas e não ganhou um real. — Revelou Lucas.
O secretário entrou no gabinete do proprietário. Ele falou acerca do prêmio ganho por um dos acompanhantes de Johnny. O dono continuou com a sua poltrona virada para o vidro, observando a praia.
— Qual é o nome dele?
— Rodrigo Foster, senhor.
— Foster? Esse sobrenome de novo. Até quando vou ter que aturar esse karma? Um Foster e Johnny Zawaski. Hoje a noite promete.
— Há alguma ordem a ser cumprida?
— Secretário Régis, prepare o terraço para mim. Hoje é dia para eu também jogar.
— Sim, senhor. — Saiu.
A pessoa se levantou da poltrona e pôs a mão sobre o vidro, arranhando-o e causando som de arranhão.
O terceiro andar era aberto aos clientes do cassino. O acesso era feito por uma escada do outro lado.
— Aqui ficam os jogos mais nobres do cassino. Encontrarão desde pôquer a jogos da roleta. Existe também a roda da fortuna. Fiquem à vontade. Bebidas estão inclusas e podem pedir aos acompanhantes livres o acesso do acompanhamento de luxo. No centro do salão há o banco onde vocês podem comprar fichas ou converter em dinheiro real. Lá também paga pelo serviço de acompanhante. O cliente ganha uma segunda pulseira junto com o seu acompanhante. Vocês terão o direito ao prostituto ou prostituta até as cinco da manhã, porém o serviço de sexo tem o limite de uma hora. No banco também dão a chave para acessar um quarto no andar superior. Boa sorte a todos.
Depois de ouvirem a gerente do cassino, eles foram para o tal banco. Era como se fosse uma tenda no meio do salão.
Fale com o autor