Johnny... O bom detetive

31 Parte 04: Predestinados // Capítulo 02: Calor


Notas iniciais
limonada

— O que... o que tá fazendo?

— Apenas relaxa. Por favor, estou ajudando a se sentir bem.

A mão de Lucas passou a fazer movimentos para cima e para baixo típico de uma masturbação. O pênis do ômega reagiu ao toque, ficando maior e mais duro. O semblante de Johnny era de completo tesão por causa daquele contato. Não era algo ruim, pelo contrário, o simples fato da mão grande e áspera do moreno masturbá-lo deixava uma sensação maravilhosa.

— Vou gozar...

O maior lambia a orelha do outro. A pele branca e cheia de sardas na nuca era convidativa. O doce aroma de fruta que saía pelas glândulas sudoríparas do ômega enlouquecia o alfa.

Por fim o detetive entrou em orgasmo, liberando jatos de sêmem na mão do Lucas. A sensação do líquido branco, viscoso e quente de outra pessoa na sua mão era diferente quando ele mesmo se masturbava. Cheirou o sêmem, lambendo em seguida.

— O que você tá fazendo, louco pervertido? Isso é nojento.

— Nojento? Nada vindo de você é nojento, chefe. Esse gozo na minha mão é muito bom.

Johnny não acreditou no que viu. Era a primeira vez que presenciou algo assim. Era muita vergonha. Levantou, tentou se vestir, mas Lucas tentou novamente abaixar a sua calça. O ômega puxou a pistola e mirou na cabeça do colega.

— Vai me matar? Melhor puxar o gatilho, porque eu não vou parar.

— Eu não estou te reconhecendo. Você é um dos poucos alfas que eu não me importava ficar sozinho. Agora você se comporta como um ser desprezível.

Lucas se levantou e pediu para o outro atirar, mas que jamais abriria a mão do seu amor verdadeiro.

— Eu sempre te amei.

Largou a arma no chão. Seu olhos miravam os do alfa. Logo eles se abraçaram e se beijaram fortemente.

Sem nenhuma cerimônia ambos usaram suas línguas para beijarem. Foram alguns segundos de sucção. Em seguida Lucas retirou totalmente a calça do ômega, deixando-o apenas com a camiseta e a jaqueta por cima. Levou-o no braço e sentou-o sobre o granito do balcão onde havia as pias. Continuaram com o beijo até o moreno por o pênis do amado dentro da boca, succionando num inesquecível sexo oral.

— Aposto que ninguém fez um boquete assim em você.

— P-para de falar assim... ah.

Consequentemente Johnny voltou a ter orgasmo, e na boca do seu amigo. Pediu para cuspir, mas Lucas engoliu.

— Agora é a minha vez. — Colocou Johnny em pé no chão, virou-o e debruçou-o no balcão.

— O que vai fazer? — Uma pergunta praticamente retórica já que ele havia uma breve ideia do que viria.

— Não é óbvio? Eu vou por dentro.

Aquilo assustou Johnny. Nunca fez sexo por trás antes. Mesmo após se casar com uma mulher alfa, jamais permitiu que ela introduzisse o seu clitóris avantajado dentro dele.

— Não seja modesto. Tem algo escorrendo aqui em baixo. — Enfiou um dedo na parte de trás do ômega enquanto este tranbordava secreção.

Em seguida Lucas introduziu dois dedos.

— Ahh... uhm... Mais devagar...

O moreno se inclinou até alcançar a nuca do amigo e dar um beijo. Imediatamente Johnny usou as duas mãos para proteger a nuca, entrelaçando os dedos. Sem ter o que morder, Lucas utilizou o próprio braço, que sangrou com a mordida.

— Você se mordeu!

— Tudo bem. Eu vou me recuperar logo. Pior seria se você fosse mordido. Vou meter agora.

— Espera...

A paciência de Lucas acabou. Enfiou o seu pênis vagarosamente no orifício de Johnny. Como todo homem ômega possuía um lubrificante natural, não foi difícil o membro grande e duro do alfa entrar. Deslizou centímetro por centímetro, causando uma sensação de hiperventilação no passivo. Logo o pênis entrou completamente na retovagina até a base — isso quer dizer que o reto de homens ômegas possui uma bifurcação: a retovagina que leva até o útero e o reto normal que leva até o intestino delgado que se fecha automaticamente quando o ômega tem sexo ou quando há o parto. Lucas ficou parado com a sensação que o ânus do ômega succionava o seu membro. Era uma sensação maravilhosa que nunca sentiu com nenhuma mulher antes.

— Estou no meu limite. — Mexeu-se aos poucos até aumentar o ritmo.

Johnny sentiu uma explosão de sensação antes do orgasmo. Nunca usou a parte de trás para fazer sexo, por isso era a primeira vez sentindo. Pediu por mais e mais intenso. Liberou bastante feromônios que praticamente enlouqueceu Lucas e ficou cada vez mais enérgico. As estocadas foram rápidas e fortes. Depois de alguns minutos o alfa dominante entrou no clímax dentro do amigo.

— Merda! Não me controlei e gozei dentro. Desculpa.

— Tudo bem. Eu tomei anticoncepcional quando fui na minha casa. — Johnny olhou com luxúria para o amigo e sorriu. Pediu por mais.

O alfa virou Johnny para a sua frente, pediu para que ele se apoiasse em seu pescoço, segurou-o no braço com cada braço seu apoiando uma perna do outro. Logo encostou as costas de Johnny na parede e enfiou imediatamente seu membro no outro. Aquilo fez o ômega soltar um grito de susto quando sentiu o pênis do amigo ficar completamente profundo. Depois disso novamente entraram em orgasmo.

— Quero dormir...

— Não é hora para dormir, chefe. Ainda não fiquei satisfeito.

— Quê? Você tá brincando, né? — Johnny riu de nervoso.

...

A chuva passou, o corpo foi levado pelo IML, a polícia isolou o local e Rodrigo retornou para a fábrica. Tudo isso ainda na madrugada de sexta-feira. Mandou uma mensagem para o celular de Johnny, porém quem respondeu foi Lucas. Sem entender a situação, ele estacionou o carro e saiu com guarda-chuva até entrar numa porta traseira da fábrica. Caminhou por vários setores até retornar para o depósito de cargas por um outro caminho pois o principal fora bloqueado pela polícia.

— Deve ser aqui. Abra essa porta, rápido!

O beta ordenou que o empregado abrisse a porta do banheiro. Os dois foram pegos por uma mistura de feromônios. No canto, encostado na parede, Lucas sentado com Johnny dormindo em seu colo.